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Tallinn

Onde está Carmen Sandiego?

sunny 10 °C

Bom dia capital de Estônia! Se alguém me perguntasse antes de eu fechar esse cruzeiro qual é a capital da Estônia, eu com certeza não saberia. Hoje já sei um pouquinho sobre a cidade, que graças a Deus está no mapa, então se eu perdesse o navio já saberia como voltar... rs.

Um pouquinho de história. Tallinn apareceu no mapa a primeira vez em 1154, porém só foi reconhecida em 1219 depois que foi conquistada pelos dinamarqueses e da construção de sua fortaleza. Tallinn é abreviatura de Taani Linnus, que significa fortaleza dinamarquesa. Em 1347, o rei dinamarquês vendeu Tallinn aos alemães. Nos séculos 14 e 15 Tallin prosperou com uma importante cidade da Liga, adivinha? Hanseática... Tenho que estudar mais sobre isso, definitivamente. A cidade ficou meio estagnada durante o século 17 e durante o século 19 era balneário de veraneio de russos ricos. Em 1991 se tornou independente.

E vamos ao que interessa, como foi o nosso dia. O café da manhã no Garden Café estava disputado. Tivemos que tomar café na parte externa, numa agradável temperatura de 6 °C. Às 9h30 estávamos os 5 prontos para a partida. O navio atracou às 9h, mas sair nesse horário era meio que insuportável, então resolvemos sair mais tarde mesmo. Esperava de Tallinn um pouco de Praga, o mesmo estilo de cidade. E assim foi.

A maior parte das atrações se concentram na Praça da Prefeitura, e é uma cidade pra ser conhecida à pé. Descemos do navio e fomos caminhando até o centro. Primeira parada, Torre Margarete Gorda. O sugestivo nome desta torre do século 16 se deve ao fato de ser a parte mais larga das muralhas da cidade, cujas paredes têm 4m de espessura. Originalmente foi construída para defender o porto, mas também para impressionar quem chegasse pelo mar. Mais tarde, a torre se transformou em prisão e foi cenário de um violento tumulto na revolução de 1917, quando uma multidão de trabalhadores, soldados e marinheiros assassinou os guardas. Hoje, a Torre Margarete Gorda tema Pacífica missão de abrigar o Museu Marítimo Estoniano.

Passamos pelas Três Irmãs logo depois. Situadas no extremo norte da rua Pikk, as Três Irmãs são três casas geminadas de mercadores medievais que foram convertidas em hotel de luxo. É bege, digamos. Logo depois veio a igreja de Santo Olavo, que apenas passamos por fora.

Seguindo na rua Pikk, encontramos a Casa dos Cabeças Pretas. Nesta casa renascentista do século 15 reunia-se a Irmandade dos Cabeças Pretas, uma associação de solteiros mercadores e proprietários de navios. Uma vez casados, eles ingressavam na poderosa Grande Guilda.

Em seguida, o Salão da Grande Guilda, o salão foi construído em 1417 e é um dos edifícios de maior destaque na Tallinn Medieval. Ele pertencia a uma poderosa associação de ricos mercadores que muito fez pela história da cidade. Do lado esquerdo desse salão fica a igreja do Espírito Santo. Esta igreja do século 13 é considerada uma das mais bonitas de Tallinn. O edifício gótico era originalmente a capela da Prefeitura que foi transformada em igreja. Em sua fachada pintada de branco está o relógio público mais antigo de Tallinn, cujos detalhes decorativos datam de 1684.

Seguindo nosso cronograma, passamos pela frente do museu da cidade de Tallinn e pelo mosteiro dominicano, sem entrar em nenhum dos dois. O mosteiro a gente acabou vendo um pouco na volta, fundado por monges dominicanos em 1246, o mosteiro, que já era um renomado centro de aprendizagem, assim permaneceu até irromperem os motins provocados pela Reforma em 1524.

Daí veio uma parte bem legal, a passagem de Santa Catarina. Um fascinante corredor medieval, com paredes feitas de pedras irregulares e teto em abóboda, a Passagem de Santa Catarina liga a rua Vene à rua Müürivahe. Em toda a extensão da passagem há muitas oficinas de arte e artesanato, nas quais é possível assistir aos artistas trabalhando com pedras, cerâmicas e vidro ou encadernando livros. O estreito corredor acompanha a única parede que ainda resta da Igreja de Santa Catarina, de 1246, na época a maior igreja de Tallinn. Várias sepulturas, algumas do século 14, podem ser vistas ainda hoje, ao longo da parede antiga.

Daí fomos caminhando por perto do muro e subimos para caminhar por cima da muralha. Lógico que meu medo de altura foi um obstáculo que eu tive que superar. Como disse a Laura, se apega num personagem, rs. Então, hoje eu fui Carmen Sandiego, ahahaha.

Descendo a muralha, fomos para o portão de Viru, porta de entrada da cidade velha. Sua aparência pitoresca e suas torres levemente inclinadas são uma das imagens mais conhecidas de Tallin. As duas torres que compõem a porta são do século 14 e faziam parte de um sistema de portas maior.

Dali, o caminho natural era a rua Viru. No inicio do século 20, a rua Viru era uma das mais elegantes da cidade e hoje é um dos seus principais pontos turísticos. É uma das ruas mais conhecidas de Tallinn e a de maior movimento na Cidade Velha pelos muitos restaurantes, bares, cafés e lojas. Bem gostoso o lugar, parece com a rua Celetná de Praga, respeitando as devidas proporções.

E caminhamos mais. Pode parecer muito, mas não é não. Era tudo bem perto. Chegamos na praça da prefeitura. A praça é pequena, mas é um charme. A Prefeitura é um prédio bem no estilo medieval. O mais respeitado símbolo de Tallinn é o prédio da prefeitura, que foi construído em 1404. O telhado de duas águas apóia-se sobre altos frontões, e a esguia torre octogonal renascentista é coroada por uma flecha de torre.

E ali foi nossa parada para o almoço, num restaurante italiano. Pode parecer estranho não comer comida local, mas depois da alergia que eu tive na Austrália, prefiro não me aventurar com coisas novas. Do almoço, rumo ao Castelo.

Subimos aquelas ruelas estreitas, ruas de pedras, até que chegamos numa catedral bem bonita. Linda, pra dizer a verdade. A Catedral Alexandre Nevsky foi construída entre 1894 e 1900 por ordem do tsar Alexandre 3º, que mandou erguer na Praça do Castelo um edifício neobizantino com cúpulas e crucifixos dourados. Diz a lenda que a Catedral está sobre o túmulo do herói estoniano Kalev. Seu nome se deve ao duque russo canonizado Alexandre Nevsky (1219-63) que lutou ao lado dos Cavaleiros Livonianos nas margens do lago Peipsi em 1242. Foi aqui nessa catedral que a Laura achou o amor da vida dela... o padre... rs.

Do outro lado da rua, o Castelo Toompea que abriga o Riigikogu (Parlamento Estoniano), mas por 700 anos foi ocupado por vários poderes estrangeiros. No século 9º, havia no local um forte de madeira que foi tomado pelos dinamarqueses em 1219. Estes ergueram as fortificações de pedra ao redor da montanha, e boa parte delas ainda existe. A multiforme arquitetura do castelo inclui a Torre Pikk Hermann, com 50 m de altura, sobre a qual tremula a bandeira estoniana.

A última parada mais interessante foi o Kiek-in-de-Kök Uma das torres de canhão mais resistentes do norte da Europa no século 16, Kiek-in-de-Kök foi construída em 1475 para defender Toompea. Tem 38m de altura e paredes com 4m de espessura. Uma construção bem bacana, uma viagem no tempo.

Daí foi voltar caminhando sem pressa, de volta pro navio. Encontramos Cynthia e Guilherme no píer e eu já entrei. Mais tarde, todos nós estávamos na parte externa do Garden Café para ver a saída do navio.

Nunca imaginei na minha vida vir à Estônia. Dificilmente vou voltar. Mas posso dizer que hoje foi a melhor parada da viagem até agora. Amanhã a parada é em São Petersburgo. As expectativas são grandes, essa cidade sempre foi um dos meus sonhos de consumo. E tenho certeza que a realidade vai ser maior ainda.

PS: Tallinn resistiu à febre Michel Teló...

Publicado por Akemi Nomura 12:23 Arquivado em Estónia

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