Um blog do Travellerspoint

Cape Town x Johannesburg

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sunny 23 °C
Visualizar 2018 Africa do Sul no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Saímos do apartamento às 6h30. Por precaução resolvemos chegar mais cedo no aeroporto para devolver o carro. Pegamos o contrafluxo então foi contrário. Depois de cerca de 2400 km rodados desde Port Elizabeth encerramos a etapa Garden Route da viagem. Decolamos às 9h10 e por volta das 11h10 pousamos em Joanesburgo. Para os íntimos Joburg ou Jozi. As malas demoraram um pouquinho e depois partiu pegar o carro. Decidimos ontem a noite alugar o carro pra usar aqui em Joanesburgo. Mais simples porque só ia carregar mala no trajeto aeroporto x hotel x aeroporto e só o aluguel ia sair mais barato que o Uber nesse trajeto. Fora o que a gente gastaria nas andanças aqui então o aluguel por dois dias valeu muito.

Ficamos hospedamos no WEOM Apartments, alugado pelo Booking. Chegamos por volta de 13h e como o check in era a partir das 14h o apartamento ainda não estava pronto. Mas em 20 minutos iam nos entregar o apartamento então ficamos esperando pra não andar com malas no carro na cidade. Melhor assim. A gerente do condomínio veio nos receber e fizemos o check in. Esse apartamento é mais refinado, bem estruturado, linda decoração e super confortável. Acho que o esquema aqui na África do Sul é ficar em apartamento e guesthouse. A gente se sente em casa.

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Hoje nosso objetivo era fazer algumas compras. Lembranças, vinhos, chocolates, sem pressa. Fomos na Nelson Mandela Square almoçar e depois andamos nas lojinhas dali e de Sandton City. Passamos no Checkers mas não rolou comprar nada ali. Na Woolworths compramos coisinhas e depois fomos numa loja de bebidas de que a Teresa (motorista do Uber) nos indicou. Chama Norman Goodfellow mas tem um probleminha: é mais caro que os supermercados. Ah, e também não tinha os vinhos procurados. Partimos para um Superspar e, meu amigo, nem entramos. Era numa favela! Tipo, mega estranho o lugar. Me lembrou aquelas reportagens de turista entrando na Rocinha por engano. Junior fez uma curva de 180 graus e saímos fora rapidinho, haha. Essa cena a gente ainda não tinha encontrado em Joanesburgo. Fomos em outro Spar mais de dois quilômetros dali e deu ruim de novo. Fraquinho! Ainda fizemos uma terceira tentativa e sem querer paramos no Spar que fomos no primeiro dia e eta a fechado, mas dessa vez deu certo! Pelo menos em parte conseguimos resolver de compras e, se faltar, voltamos aqui amanhã pra terminar.

Compramos a janta e voltamos pra casa. Joanesburgo não é uma cidade pra ficar na rua até tarde, mesmo de carro. Apê gostosinho esse nosso e internet voando! Partiu ver novela!

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Bom dia! O principal objetivo aqui em Joanesburgo era conhecer o Soweto. O nome Soweto vem de South Western Townships, ou "Bairros do Sudoeste". Desde 1983 o Soweto tem status de cidade, mas, quando foi criado em 1963 a ideia era juntar son a mesma administração os bairros para negros. As leia do Apartheid não permitiam que negros vivessem na área em que viviam os brancos. Inclusive bairros de negros classe média foram incorporados ao Soweto. O Soweto ficou conhecida na época do apartheid por ser foco de resistência anti-racista e de protestos dos negros contra a política oficial de discriminação racial. Uma destas manifestações ficou conhecida como o Massacre de Soweto devido à violenta repressão. Bem vindos ao Soweto!

No Soweto fica o Museu Hector Pieterson. Hector Pieterson foi um menino de 13 anos que morreu nos braços de uma colega durante a repressão violenta de uma das manifestações que ocorriam no Soweto na época do Apartheid. Hector ficou marcado como a cara do massacre devido a uma fotografia que percorreu o mundo no dia seguinte à tragédia. Foi um dos mais de 100 menores vítimas desses conflitos. Tornou-se um símbolo na luta contra o Apartheid.

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Mas nossa primeira parada no Soweto foi na Casa de Nelson Mandela. Falar o quê de Nelson Mandela? Sua luta contra o apartheid lhe custou a liberdade, a vida privada, o casamento e até a boa relação com os filhos. Mandela se mudou para lá com a primeira esposa e filho em 1946. Em 1957 se divorcia e se casa com Winnie que veio morar nessa casa. A partir daí sua luta contra o Apartheid se intensificou em 1962 ele foi preso. Depois de libertado, em 1990, Nelson Mandela voltou a morar, por um curto tempo, na casa que aqui. Ficou apenas onze dias antes de se mudar pra um apartamento no Soweto mesmo. Dali só sairia para ocupar a residência presidencial em 1994 quando foi eleito primeiro presidente negro da África do Sul.

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Saindo dali passamos em Soccer City. Em 2010 esse estádio foi cenário da abertura e encerramento da Copa do Mundo de Futebol. O Brasil jogou aqui contra a Costa do Marfim na primeira fase.

Ai fomos no museu do Apartheid. O nome já remete à sensação de visitar o lugar. Logo na entrada tem um trechinho em que separam brancos e não brancos. Os ingressos são emitidos aleatoriamente e identificam quem é quem. Claro que não é obrigatório entrar separado, mas é interessante fazer isso para ter a sensação de quão triste era esse período. E o pior, amparados por lei... O museu é grande e dá pra ter uma ótima ideia da realidade do Apartheid. Mandela foi um grande líder de um exército de sonhadores.

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Saindo dali passamos pelo Constituion Hill no centro mas nossa vibe não estava pra centro de cidade. Partimos pro Melrose Arch, um complexo de shopping, lojas, restaurantes, empresas, hotéis, enfim, um monte de coisa. Na realidade de Joanesburgo onde somos alertados pra tomar cuidado na rua, Melrose Arch é uma espécie de ilha da fantasia. E logo quando entramos encontramos uma Norman Goodfellows. Ali encontramos uns vinhos que procuramos em vários lugares. No final sairam dali mais de dez garrafas entre vinhos e amarulas, haha. Já valeu a parada. Depois almoçamos ali e seguimos pelo shopping. Junior achou em um bairro ao lado de Sandton um lugar que tinham algumas lojas e outlets. Fomos lá ver qual é e entrei como nem não quer nada na Nike. Gente, achei duas blusinhas de academia por R$30 cada. Gostei disso. Ainda rolou umas comprinhas até no Makro. Voltamos pra casa pra arrumar as coisas porque amanhã é hora de ir embora!

Eu amo viajar mas também gosto de voltar pra casa. E da Africa do Sul só levo ótimas lembranças! No começo dessa viagem eu disse que não tinha grandes expectativas. Talvez isso tenha ajudado, e muito, pra África do Sul ter sido o destino mais surpreendente que já fui. E positivamente! Foi uma viagem difícil de sair por obstáculos que a vida me impôs. Mas tenho certeza que meu anjo da guarda lá em cima está feliz por estar nos vendo feliz. Rosana tornou as coisas muito mais fáceis pra essa viagem acontecer. Devo muito a ela por isso e por ter trazido o Junior que faz o melhor risoto de Oudtshoorn, se dispôs a ficar entre a gente no mergulho com o tubarão branco pra levar uns tapas se a gente ficasse nervosa, hahaha, e ainda exerceu as funções de motorista e google translator. Ah, e como eu ia esquecer, se não fosse o Junior eu estaria até hoje tentando descer o morro do Cabo da Boa Esperança, hahaha. Como eu disse, só tenho ótimas lembranças daqui da África do Sul, das pessoas com quem encontramos, dos lugares por onde passamos e das experiências que vivemos. Só tenho a agradecer por essa oportunidade que a vida me deu.

Publicado por Akemi Nomura 23:02 Arquivado em África do Sul Comentários (0)

Cape Town 2

sunny 16 °C
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Hoje o dia amanheceu mais frio, bem mais frio. Tomamos café e saímos sem pressa. Ponto de início: Robben Island. Robben Island foi onde Nelson Mandela, primeiro presidente da África do Sul pelo voto universal em 1994, esteve preso. A ilha foi inscrita pela UNESCO em 1999 na lista dos lugares que são considerados Patrimônio da Humanidade. Fica aparentemente bem perto da costa, pelo menos vista da Table Mountain. Foi usada por navegadores portugueses e posteriormente holandeses e ingleses como ponto de abastecimento.

O governo do apartheid não foi o primeiro a usar Robben Island como prisão. Nos séculos 17 e 18 os holandeses mandavam presos políticos das Índias Ocidentais. Quando os britânicos tomaram Cape também usaram a ilha pra prender quem resistia às leis. O primeiro a tentar escapar da ilha foi Makanda Nxele. Mas ele não resistiu a travessia a nado. Outros tentaram fazer a travessia mas apenas em 1690 Jan Rykman conseguiu enfrentando água fria, pedras, tubarão.

Na ilha a visita ocorre em duas etapas. A primeira é um passeio de ônibus ao redor da ilha, onde um guia explica todos os detalhes sobre cada local, como a igreja, o hospital, o cemitério, a escola e as prisões. A segunda etapa é um passeio pelo interior de uma das prisões, guiado por um ex-presidiário que relata aos visitantes tudo que acontecia no dia-a-dia da prisão. São trinta minutos pra ir e trinta pra voltar. A visita leva mais 3h. O ticket custa R310 e recomendam comprar com antecedência.

Bom tudo isso e no final a gente não foi. Todos os tours hoje foram cancelados devido ao mal tempo. Mas fica de aviso pra quem vai que o barco sai do Nelson Mandela Gateway e é preciso trazer um documento de identidade. Podemos não ter visitado mas pelo menos a informação do lugar eu tinha, hehe. E quer saber, deu tanta coisa certo pra gente, nosso primeiro drive, as paisagens espetaculares dos cânions, a lua cheia do início da Garden Route, conseguir o mergulho com tubarão de véspera e o dia estar perfeito pra entrar na água, enfim, vamos reclamar do que?

Planos mudados, partiu Kirstenbosch Botanical Garden. O Kirstenbosch é um dos maiores e mais belos jardins botânicos do mundo. Foi o primeiro a apresentar apenas plantas nativas. São mais de 7000 hectares de plantas em seus 36 hectares. A entrada custa R65. A ideia é entrar lá e dar um perdido nas suas trilhas. Andamos bastante, subimos na parte mais alta, passamos pela ponte na copa das árvores. O frio judiou um pouco, com vento e de vez em quando chuva. Mas não chegou a ficar forte e parava até rápido. No fim andamos uns bons 3km dentro do parque e pudemos confirmar o quão bonito é o lugar. São 7000 espécies de plantas de toda África do Sul.

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Saindo dali demos uma passada de carro pra conhecer Bo-Kaap. Esse bairro fica na encosta de Signal Hill e bem próximo do centro. Eu não sabia, mas Bo-Kaap é declarado patrimônio nacional da Africa do Sul. É conhecido por suas casinhas coloridas. O bairro foi formado inicialmente por escravos trazidos de várias partes da Africa pelos holandeses. Depois vieram os malaios muçulmanos que impuseram sua cultura e religião. Durante o apartheid o bairro era considerado uma favela. Depois do apartheid, os moradores decidiram colorir as fachadas de suas casas para simbolizar a diversidade racial. A cozinha malaia do Cabo é caracterizada pela combinação de produtos locais com especiarias asiáticas. Entre os pratos mais populares são o Bobotie, caril de carne com arroz e ovos e o Waterblommetjie bredie, um guisado de carne de cordeiro.

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Dali resolvemos ir na Greenmarket Square. Na saída do estacionamento demos de cara com a St George Cathedral. É a catedral anglicana de Cape Town e um dos principais templos religiosos da cidade.

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Greenmarket é uma praça no centro da cidade onde funciona uma feirinha. Sinceramente eu até curto esse tipo de feirinha mas tinha dois problemas pra mim. O primeiro é que as barraquinhas tinham muita coisa, muita informação e tudo muito repetitivo. O segundo é que me incomoda parar pra ver uma coisa e o vendedor ficar me pentelhando, sabe? Eu só queria olhar as coisas em paz. Eu sei que eles precisam vender, estão trabalhando, mas sei lá... me incomoda. E o preços não são convidativos o suficiente, a menos que pechinche. Enfim, mas fomos!

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Depois fomos descendo pela famosa Long Street no centro da cidade. Tem muitas lojas e restaurantes ali, mas tem o movimento de centro de cidade também. Muitos blogs recomendavam o restaurante Mama Africa. Então fomos lá. Eles tem no menu carnes de animais selvagens mas eu fui no bom e velho peixinho mesmo, hehe. Mas mamãe pediu o bobotie. E era bem gostoso viu?

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Saímos dali e voltamos pro carro. Como estava cedo resolvemos fazer mais um indoor, o aquário Two Oceans. Voltamos para o Waterfront pois é lá que funciona o aquário. A entrada custa R170. O aquário é bonito e tem uma boa diversidade de espécies mas... já vi melhores. O de Lisboa e o de Sydney são bem melhores e de acordo com os cariocas o do Rio é melhor também. Mas vale complementar a visita no Waterfront com o aquário.

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Quanto aos pinguins africanos que vimos em Boulders Beach é bom frisar:
- É a única espécie de pinguim na Africa
- Só é encontrado na África do Sul e na costa da Namibia
- Hoje só existem algo em torno de 40 mil. Em 1910 era algo em torno de 2 milhões
- Devem estar extintos em até 10 anos

Uma coisa legal aqui é um videozinho que passava um pessoal em uma praia com muita gente na água. De repente gritos de susto e as pessoas saindo correndo da água. Claro que induzia a pensar que era um tubarão. Mas aí aparecia uma pipa boiando e a mensagem de que no ano passado 358 pessoas foram mortas por uma pipa e apenas 4 por um tubarão. É pra pensar...

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Acho que cumprimos nossa missão na Cidade do Cabo. Não lamento tanto não termos ido na Robben Island. Acho que lamento mais não termos conseguido o por do sol em Signal Hill. Tudo bem que vimos vários maravilhosos sendo o top em Gansbaai. Aqui também prometia e como eu me amarro com esse negócio de por do sol, lua cheia, acabo meio frustrada quando não rola. Mas não deu, paciência. Segue o baile porque a viagem não acabou ainda. Passamos no supermercado pra comprar as coisinhas para beliscar a noite e partiu casa arrumar as coisas. Amanhã tem mais.

Publicado por Akemi Nomura 4:17 Arquivado em África do Sul Comentários (0)

Cape Town

semi-overcast 20 °C
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O dia amanheceu meio nublado. Eram 6h30 quando cheguei na sala e o centro de Cape Town já estava bem movimentado. Já aproveitei e fui arranjando a mesa do café da manhã. O dia prometia chuva mas vamos ver o que sai. Reparei hoje de manhã que nossa varanda tinha vista pra Table Mountain. Não fosse um prédio cortando ela no meio seria perfeita.

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Pegamos o carro com objetivo de ir na Boulders Beach primeiro. Pegamos o contrafluxo e no caminho passamos por Muizenberg Beach. Percebe-se que ali é um ponto de surfe muito movimentado. Até a estrutura ao redor, os tipos de lojas, são voltados para o público do surfe. A praia é bem bonita e tem as tais casinhas coloridas que a gente viu na Garden Route adentro. Logo em frente tinha uma sequência até maior delas. São espécies de vestiários. Como essa região tem muitos tubarões, Muizenberg conta com o serviço de vigias. Eles ficam no alto da montanha próxima da praia e sinalizam a presença de tubarões para evitar que banhistas e surfistas sofram qualquer acidente. 

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Chegamos em Boulders Beach, em False Bay, e do estacionamento já víamos alguns pinguins. Essa colônia de pinguins migrou por volta de 1982 vindos de Dyer Island. Essa área faz parte do Table Moutain National Park e a entrada custa hoje (maio de 2018), R76. Lembrando que esse dinheiro é para preservação do local. Por uma entrada a gente acessa uma prainha em que dá pra nadar e ter contato mais próximo com os pinguins. Pela outra entrada são passarelas que você fica mais próximo da principal parte da colônia. Foi possível ver vários filhotes de vários tamanhos. O pinguim africano é um dos Big Five marinhos e sua população vem diminuindo ano a ano. Um aviso no saída é pra olhar embaixo do carro antes de sair pois pode ter um pinguim. Ah, e a cena mais fofa foi ver ele descendo escada dando uns pulinhos em cada degrau.

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Próxima parada: Cabo da Boa Esperança. Primeiro, uma aulinha de história. O Cabo da Boa Esperança foi descoberto pela primeira vez em 1488 pelo navegador português Bartolomeu Dias. Dizem que, por conta das tempestades pelas quais passavam naquela região, Bartolomeu Dias colocou o nome de Cabo das Tormentas. Porém quando retornou de viagem e levou a notícia a Dom João II que aquele ponto era ligação entre o Atlântico e o Indico e prometia a tão desejada ligação com a India, o rei mudou o nome para Cabo da Boa Esperança. Vou te dizer, deve ser muito difícil navegar ali porque andar já estava difícil de tanto vento. Mas chegamos ali, no ponto que eu jurava ser o extremo sul do continente africano, rs.

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Logo ao lado tinha uma trilha pra subir na pedra. Adivinha? Fomos! Olhei pra cima e pensei na hora: “não vai rolar”. Mas parece que ouvi minha irmã dizendo pra mim quando estávamos em Portugal: “antes de desistir, tenta”. Fui indo buscando meu deslocado ponto de equilíbrio, hehe. O vento não colaborava muito, fiquei pra trás mas preferi assim. Chegamos na metade e tinha uma escada de madeira. A ideia era facilitar mas aqueles vãos... Bom, subi metade pra ver qual era. Aí como já tinha subido metade decidi terminar. Mas era aquele tipo de escada que eu ia ter que descer sentada, haha. Continuei a subida e cheguei no topo. Nem acredito! Só pensava como ia descer pois eu acho subir muito mais fácil. Mas, como disse o Junior, era um problema pra depois. E ficamos lá no topo um tempinho só curtindo a paisagem.

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Aí chegou a hora de descer. Fui indo me agarrando em tudo quanto eu tinha disponível. Até que chegou a tal escada... sério, meu centro de massa é deslocado porque pra mim aquilo não era nada fácil. Não fosse o Junior me ajudar eu estaria lá até agora tentando descer, hahaha!

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Dali fomos na direção do restaurante Two Oceans e onde tem o acesso à Light House de cable car. Dali também dá pra ir pra Cape Point. Mas nós só fizemos uma parada pra um café e ver uns babuínos. A moça logo alertou o Junior pra tomar cuidado com o café. Eu fui perguntar pra ela se eles gostavam de café e ela disse que antes eles iam atrás de comida, agora eles querem tudo. E podem ficar agressivos também por isso tem que tomar um certo cuidado. Na saída tinha um em cima de um carro, folgado. Depois eles desceu e foi na direção de outro carro onde duas pessoas (possivelmente pai e filho) pegavam algo no porta malas do carro. Quando viram o babuíno fecharam rapidinho, hahaha.

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Fizemos uns pit stops em alguns pontos apenas lamentando o dia não estar como ontem. Mas o lugar não deixava de estar bonito.

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Continuando a ideia era ir na rota cênica. Aquela que a gente chegou no começo ontem. Mas ela estava fechada!!! Mancada isso! Até final de maio... pra quê isso gente? A gente queria voltar na rota cênica até o centro de Cape Town mas deu ruim. Então voltamos pelo mesmo caminho e paramos para almoçar em Muizenberg. Achei no tripadvisor o Tiger’s Milk. E fomos lá mesmo. Comida boa, atendimento rápido e vista linda.

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Bom, missão do dia cumprida. Ainda eram 16h então decidimos partir para o Waterfront. Mas antes tínhamos que resolver uma coisa: dinheiro. Rosana ficou sabendo de uma pessoa que trocava dólar por rand no centro de Cape Town. Ele pagava R12,7 por dólar em notas de cem. Notas pequenas ele pagava R12. Essa cotação de R12,7 foi a melhor de todas e ainda era sem fee. Como era no centro eu e Rosana descemos e o Junior deu umas voltas. O lugar era um pouco, digamos, estranho. Você entra em uma loja, depois tem dois portões de ferro pra passar e um cara estranho controlando. Aí tem outra sala com outro portão de ferro. O cara chama Omar. É simpático e arranha um português. Já deve lidar com muito brasileiro. Saindo dali encontramos o Junior na rua de trás. Ainda sobre dinheiro eu, particularmente, achei que a pior opção foi comprar rand no Brasil. Digo isso pois paguei R$0,34 por rand no Brasil. Aqui eu saquei direto da minha conta e mesmo com iof e taxa de saque o rand saiu por R$0,31. Enfim, essa foi minha experiência. Eu traria pouco dólar e focaria em saques mais altos aqui.

Dali fomos direto na região conhecida como Waterfront. Antes passamos em frente do Cape Town Stadium. Em 2010 o Brasil jogou em Joanesburgo e Port Elizabeth apenas. Aqui apenas passamos de carro.

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Chegamos na região de Waterfront. É uma região revitalizada da cidade. Já vi algumas desse tipo mundo afora: Rio de Janeiro, Sydney, Auckland, Buenos Aires, Oslo... é um dos pontos mais visitados da cidade do Cabo e ficou realmente muito agradável. Lojinhas, restaurantes, ambiente legal, deve ser sempre movimentado. Um sorvetinho no Food Market porque ninguém é de ferro. Só pecou nas duas lojinhas de souvenirs pela demora no atendimento que eu até desisti da compra. Mas gostei do lugar bastante. A chuva prevista não chegou então conseguimos aproveitar bem essa parte externa.

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Em uma parte do Waterfront fizeram uma praça chamada Nobel Square. É uma homenagem a quatro vencedores do prêmio nobel: Nelson Mandela, Nkosi Albert Luthuli, Desmond Tutu e F. W. de Klerk.
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Tínhamos deixado o carro no Victoria Wharf então voltamos pra lá porque o vento frio estava hard. O Victoria Wharf é um shopping comum. Tem uma área de lojas de alto padrão, tem lojas mais acessíveis, mas é um shopping. Deu pra dar uma voltinha mas nada que nos atraísse para as compras.

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Missão de hoje cumprida sem a chuva atrapalhar. Resolvemos voltar pra casa. Tinha coisinhas pra comer e como “almoçamos” quase 16h ninguém ia querer comer muito. Nossa missão de hoje foi cumprida! Agora partiu sofá!

Ah, antes de terminar queria fazer uma observação. A África do Sul vem passando por um problema de falta de água muito sério. Acredito que mais nessa região perto da Cidade do Cabo. Em Franschoek tem muita campanha por banho de 90 segundos. O Junior chegou a ver uma de “domingo sem banho”. Aqui na cidade do Cabo em alguns lugares os banheiros não tem água na torneira, só álcool em gel. No shopping só tinha uma torneira com água, as outras fechadas.

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Publicado por Akemi Nomura 3:27 Arquivado em África do Sul Comentários (0)

Franschoek x Cape Town

Tá acabando....

sunny 22 °C
Visualizar 2018 Africa do Sul no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Mais um dia na terra do Mandela começando. Tomamos café em casa e a cachorrinha da guesthouse nos adotou. Ficou querendo entrar e como não deixamos ela deitou na porta. Depois mamãe saiu pra pegar uva e ela ficou atrás. Muito fofa, lembrou a Hoshi.

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Saímos de Franschoek por volta de 9h. O dia estava lindo. Mesmo as nuvens formavam desenhos na composição da imagem. Foi uma ótima hospedagem aqui. A casa, o ambiente, os cachorros, o wifi (claro!), tudo funcionou redondinho. E o Franschoek realmente é muito fofa! Seguimos pela Garden Route...

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Menos de uma hora de estrada e já avistamos a Table Mountain. Decidimos parar no hotel pra deixar as malas e não ficar andando com mala na cidade. Cidade grande, já viu como é, melhor prevenir.

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Dali resolvemos ir na Table Mountain ver qual é dos ingressos. Como amanhã e depois a previsão é de chuva, decidimos que hoje era o dia. A dúvida era se subimos agora cedo ou mais pro fim da tarde por causa do por do sol. O medo era o tempo virar então pra garantir resolvemos subir agora. Você pode subir numa trilha que leva um bocado de tempo ou ir no cable car. Essa trilha não é lá muito fácil não. Acho que precisa de um certo preparo ou, pelo menos, uma boa dose de disposição.

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A entrada custa R293 até 13h e depois R277. Tinha um pouquinho de fila pra comprar ingresso mas nada absurdo. Enquanto esperávamos o cable car descobri que a Table Mountain está entre as 7 maravilhas da natureza do mundo. E mais, duas delas estão no Brasil e já tive a honra de conhecer: Amazonas e Cataratas do Iguaçu.

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Subimos de cable car. O último sobe às 17h. Se quiser tirar foto lá de dentro se preocupe em pegar a janela, qualquer janela. Dig qualquer porque o chão gora lá dentro dando uma visão de 360 graus para todo mundo. E a vista da subida já é muito bonita.

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Chegamos lá em cima e ventava bastante. Estava sol, mas rolava um friozinho. É sempre bom vir prevenido em relação ao frio. Talvez no verão não seja tanto problema. Enfim, chegamos! Aí a ideia é entrar nas várias trilhas que tem lá dentro. Tem trilha suaves e trilhas no modo hard. A vista que pega as praias é espetacular. Especialmente com o paredão dos doze apóstolos no fundo. Do outro lado que tem a vista pro porto não é tão sensacional, mas é gostosa a caminhada ali. Já não venta tanto nessa parte.

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Descemos em direção a praia. Primeira parada foi em Clifton com vista para Camps Bay Beach. Ali em Clifton rolava um encontro de carros antigos.

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Camps Bay é uma praia beeeeem bonita! As lojas, restaurantes, casas ao redor, tudo compõe uma paisagem fantástica. É um bairro de alto padrão. Que lugar bonito!

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E no fundo a vista dos doze apóstolos, uma formação rochosa com doze picos que se destaca na cidade. Os doze apóstolos já impressiona visto da Table Mountain. Mas ali de Camps Bay é muito mais bonito. As casas tem o privilégio de ter vista para o mar na frente e para as montanhas no fundo. O dia estava lindo!

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Seguimos pela costa até Hout Bay. Ali começa a rota cênica em Chapman’s Peak. A Teresa, motorista do Uber que nos recebeu em Joanesburgo, nos aconselhou ir em um restaurante no início da Chapman’s Drive. Chama Chapman’s Peak Hotel. Estava muito bem avaliado no Tripadvisor e estava bem cheio.

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A comida era realmente gostosa e de quebra ganhamos uma explicação sobre notas não mais aceitas. Sacando dinheiro no caixa eletrônico recebi uma nota antiga. A moça nos disse pra tomar cuidado pois existe um tipo de nota que não é mais aceito e às vezes no comércio, percebendo que é turista, eles passam essas notas pra frente. Então cuidado!

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Voltamos e paramos na estrada pra um sorvetinho e um café. E parar ali na praia de bobeira também tá valendo. Especialmente com os doze apóstolos no fundo.

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Fomos então para Signal Hill. A ideia era pegar o por do sol mas a previsão do tempo vêm se cumprindo e começaram as nuvens. Mas vamos ver no que dá. Daqui, como em quase toda cidade, temos a vista da Table Mountain e da Lion’s Head, montanha ao lado. Aqui no Signal Hill tem a rampa de parapente e uma galera trás um vinho e comidinhas pra observar o por do sol. O vento estava fraco a hora que a gente chegou, não rolava muitas descidas. Na verdade só vimos uma. Nos restou aguardar... e deu ruim. As nuvens tomaram o horizonte e babou nosso por do sol. Mas, e daí? Já vimos tantos lindos nessa viagem. Pelo menos tivemos uma bela vista da cidade aqui.

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Voltamos pro hotel pra fazer check in. É esquema de apartamento também. Trocamos de apartamento do primeiro pro segundo andar. Depois de nos ajustarmos nos quartos resolvemos ir no supermercado pra abastecer a geladeira. Serão três dias aqui e precisamos ter o que comer no café da manhã. O supermercado é pertinho mas não nos aconselharam ir a pé. O Spar aqui é muito bom. Muita opção boa, o que pode ser um problema pra quem mora perto, hehe. Voltamos pra comer alguma coisinha e descansar porque amanhã temos que aproveitar o máximo até 14h porque nesse horário deve chover. Hoje o dia rendeu mais do que o esperado. Valeu! Ah, sobre o apartamento, saca como é bonitinho.

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Publicado por Akemi Nomura 12:44 Arquivado em África do Sul Comentários (0)

Gansbaai x Franschoek

sunny 21 °C
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Bom dia!!!! Acordei e já fui arrumando minhas coisas. Nossos planos foram mudando durante a viagem. A gente começou a Garden Route com reservas apenas em Port Elizabeth, Jeffrey’s Bay e Cape Town. Depois fomos decidindo nosso roteiro. Íamos ficar só uma noite em Gaansbai mas por conta de Hermanus resolvemos ficar uma noite a mais por aqui. E também pra dar uma pausa nessa troca troca de hotéis todos os dias. Foi bom porque encaixamos o mergulho com o tubarão sem apertar o roteiro. Quem vem sem reserva antecipada é bom reservar um dia pro mergulho. E dar a sorte que nós demos. Tomamos café em casa mesmo e seguimos na estrada para a região das vinícolas.

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Franschoek e Sttelenbosch é o lugar para os apreciadores de bons vinhos. Não é meu caso pois não entendi e não curto muito vinho. Porém gosto de conhecer esses lugares. Os blogs indicam Franschoek para se hospedar pois é uma cidade mais bucólica, bonitinha, charmosinha, enfim, é isso mesmo. Já Stellenbosch é maior e não tem o mesmo charme, mas é mais barata. Decidimos ficar em Franschoek mesmo porque a gente merece. Chegando perto tivemos a vista pro vale onde fica Franschoek!

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Na chegada paramos na vinícola Haute Cabrierè. Ficava perto do hotel e a gente decidiu passar lá depois. Chegamos lá tivemos uma ingrata surpresa. Eram 11h20 e o único tour saía às 11h. Os tours nas vinícolas funcionam regularmente de segunda a sexta. Hoje é sábado! Fala sério gente! Tipo, nos restou parar para degustação ali mesmo. Ou melhor, Rosana degustou e nós demos uma bicada. O lugar é muito lindo mesmo. Queria eu gostar de vinho e saber apreciar os bons pois o lugar é esse!

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Já que não rola tour, vamos almoçar. Rosana achou num blog um lugar diferente. Você paga R200 e escolhe o menu. Vem salada verde, salada de batata, carne de carneiro, linguiça, frango e um “bolinho de chuva” de abóbora. E depois tem café no fim. Tava gostando mas o barato mesmo é o lugar. Tipo uma fazenda, espaço amplo, dia lindo...

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Voltamos e fomos dar uma volta no centrinho de Franschoek. É tipo uma ruazinha fofa cheia de lojinhas e restaurantes. Uma espécie de Campos do Jordão. Rola uma ostentaçãozinha nas ruas, gente bonita, carrões... É tudo muito limpo e organizado. Mais uma bela cidade da África do Sul pra lista!

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Voltamos pra guestouse. Vou falar uma coisa pra vocês, adorei esse negócio de guesthouse aqui na África do Sul. Todas tiveram um ambiente mega aconchegante e super caprichadas. Aqui na La Galinière é super assim. Tem tipo um vinhedo na frente com uvas docinhas. Estava cedo ainda então levamos a garrafa de vinho pra beira da piscina pra relaxar no fim do dia. O vinho não era lá essas coisas mas o fim de tarde foi ótimo.

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Bora aproveitar o wifi bom e colocar a novela em dia...

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Pronto, agora é criar coragem pra tomar banho. Depois descansar porque amanhã é a linha de chegada da Garden Route: Cape Town!

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