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Cusco - 2

Vale Sagrado - norte

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Visualizar 2017 Peru no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Bom dia povo!!!!! A vida começou cedo por aqui. Às 4h da manhã acordada e às 5h30 tomando café. A gente só ia sair às 7h30 mas acordamos cedo mesmo assim. Café da manhã low carb high fat, como deve ser. Agora deixa eu falar uma coisa sobre aquele “artesanato” de ontem. Gente, aquilo não é artesanato nem aqui nem na China. Ou melhor, é na China porque é tudo “made in China”. Li blogs falando dessas feirinhas, que eram ótimas e tal, fazendo até comparação entre elas... bobagem.. Se quiser comprar algo realmente artesanal fuja dessas feirinhas espalhadas por todos os cantos. Pesquise bem que você encontra algo de qualidade e preço justo. Vá nos lugares que você vê fazendo o produto e tenha bom senso. Se você acha que vai pagar 80 soles numa blusa de Alpaca está muito enganado

Bom, bora começar o dia. O Juan passou pra nos pegar às 7h30. Juan é um guia profissional que faz passeios privados além do transfer na chegada e na saída. Vi recomendações dele em outros blogs e decidi fechar com ele por três dias. No final eu faço uma avaliação e deixo o contato dele. Fomos para o norte de Cusco e paramos num mirante para ver o Vale Sagrado. Gente, que lugar maravilhoso e que paz que transmite.

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No caminho passamos por povoados e o Juan nos mostrou que no alto das casas uma imagem com dois touros e uma cruz. Significa proteção. E a escada na imagem é para o caso de morte a alma subir para o céu.

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Dali fomos para Pisac. A entrada é com o boleto turístico que você pode adquirir lá mesmo. Custa 130 soles e dá direito a entrar em vários locais. Pisac é daqueles lugares que foram construídos com mil e uma utilidades. Parte era cidade, parte era complexo militar, parte era centro cerimonial e parte era para observação astronômica. Ali é possível avistar o Templo do Sol, o Templo da Lua e as terraças de agricultura. Juan nos disse que na cidade sagrada só a elite entrava, o povo só entrava para trabalhar. Ele nos explicou que os Incas conquistaram povos em seis países, mais de 15 milhões de pessoas, em 80 anos e sua maioria foi com diplomacia, sem guerras. Difícil escrever tudo que ele disse aqui mas vou tentar colocar um pouco.

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Na foto abaixo mostra o aqueduto que ainda recebe água potável do alto das montanhas. Até os aquedutos tinham sinais dos quatro ele,ontos na natureza: água, fogo, terra e ar.

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Na foto abaixo mostra como eram as pedras usadas na construção das cidades incas. Juan resumiu dizendo que eram como legos. As pedras eram trabalhadas de forma a ter encaixes e passar os aquedutos. Inclusive essa forma de construção era a prova de abalos sísmicos. Interessante né?

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Na parte de trás tinham nas montanhas vários buracos. Era um cemitério inca. Havia ali mais de 4 mil múmias que foram saqueadas pelos espanhóis por conta do ouro e prata que eram enterrados. Era o maior cemitério inca já encontrado.

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Saindo de lá fizemos uma parada no povoado de Pisac. Essa região tem muita prata mas tem que tomar cuidado porque o que é vendido na cidade nem sempre é prata mesmo. A moça explicou pra gente lá que a prata pura não é possível de ser trabalhada por conta da rigidez do material, por isso colocam 5% de cobre. As peças lá eram belíssimas. E gente, eu amo prata. Depois que minha irmã me convenceu que prata era melhor pra mim eu não larguei mais. Comprei um brinquinho cujo desenho simbolizava “Patachamama”, a mãe terra, que tem forte influência na religião inca.

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No caminho pro próximo sítio paramos para foto clássica com os bichinho.

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Fomos para o Templo das Águas chamado Tambomachay. Aqui são 3800 metros de altitude, ou seja, o bicho pega. É um senhor desafio. A subidinha se torna uma subidona. Gente, fui subindo devagarzinho, achava que o Juan andava rápido mas não, estava difícil mesmo. A água ali é potável e vem das geleiras e lagos do alto das montanhas. Os incas se fortaleceram nessa região porque encontraram o cenário perfeito pra agricultura com água o ano todo. A canalização das águas e a forma como construíram os aquedutos é impressionante.

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Na saída não pude deixar de registrar a flor nacional do Peru. Modéstia a parte as fotos ficaram lindas, rs.

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Depois paramos numa Puka Pucara. Bom, Pucaras são pontos de defesa, uma espécie de guarita. Tinham vários espalhados pelo vale sagrado. Mas como os templos os espanhóis também destruíram e usaram suas pedras pra construir igrejas. O termo Puka é por conta da cor da rocha. Essa em que paramos estava “reformada”. Não tinha nada original, uma pena. O Juan disse que quando é original as pedras são encaixadas como lego. Se tem algum material unindo é porque não é original. Dali conseguíamos ver na montanha uma “linha” que é onde tinha uma trilha inca. Esses incas era phodas. Ah, as pucaras serviam também como hospedagem.

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Fomos então para Qenqo. Esse templo fica numa caverna onde aconteciam cerimônias e rituais espirituais. Nas mesas cerimoniais muitos líderes incas eram mumificados. Aliás, utilizavam a mesma técnica que os egípcios. Logo na entrada você vê uma pedra que por dois dias no ano quando o sol bate a sombra tem a forma de um puma, um dos três símbolos da triologia inca. Depois você entra num labirinto onde você vê vários alteres locais onde até hoje colocam folha de coca como oferenda. Símbolos dos elementos da natureza e da triologia estão espalhados por todo o caminho. Na parte interna, meio que uma caverna, é onde mumificavam os líderes e chefes religiosos e onde faziam sacrifício de lhamas negras. Sacrificavam as negras porque as terras negras eram as mais férteis. Ah, incas não sacrificavam humanos!!! Outra coisa, um dos lados do templo tem uma marca na parede de pedra que é como um umbigo. Quando o sol bate alo significa que era hora de começar a plantar. Show né?

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A vista das montanhas desses lugares são incríveis.

Mais uma parada pra terminar o tour de hoje: Saqsayhuaman. É o maior templo da região. Tem três níveis, cada um representando um elemento da triologia inca. Vários sinais desses símbolos se vê ao longo do templo. As pedras pesam cerca de 60 a 70 toneladas. Os incas não deviam em nada aos egípcios em matéria de tecnologia. As pedras seguem o padrão de encaixe, sem argamassa. Mais de 30 mil homens participaram da sua construção. O templo é conhecido como porta do sol, porém, foi com chuva que encerramos nossa visita. A temperatura parece ter caída uns 10 graus. Enrolei a câmera na echarpe e fechei meu casaco até o queixo. Minhas mãos congelavam. Mas sobrevivemos... e voltamos pra Cusco.

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Juan nos deixou no hotel e rolou um descanso. A altitude pega viu? E olha que tem quase dois anos que eu treino com disciplina e emagreci horrores. Fico imaginando esse povo sedentário. Se fosse dois anos atrás eu não aguentava. Coisa de doido. Deu 13h saímos pra almoçar. Estava sol mas o tempo aqui é doido. Primeiro fomos trocar mais um pouco de dinheiro e depois fomos no restaurante La Feria, na Plaza de Armas. Estava bem cotado no tripadvisor mas como fomos no Morena ontem foi meio cruel comparar. A comida é gostosa, o ambiente é bom, mas o Morena é bem melhor. Mas valeu por conhecer um novo restaurante.

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Saímos do restaurante e fomos andar um pouquinho na Plaza de Armas. A vista da Plaza do restaurante já era maneira. A Plaza é linda, as casinhas com suas sacadas estilo espanhol me lembraram Cartagena. A Catedral e a Igreja Companhia de Jesus são belíssimas. Aí começou a chover... fomos pra Catedral.

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A Catedral de Cusco é retangular e para seguir o formato em cruz das igrejas católicas foram construídos dois templos nas laterais: o Templo da Sagrada Família e o Templo do Triunfo. Contratamos um guia lá dentro que explicou muito bem vários detalhes da igreja que fica difícil reproduzir aqui. Mas fica clara a quantidade de ouro roubada dos incas bem como as pedras dos templos incas usadas para levantar suas paredes. É uma parte triste mas faz parte da história, não se pode apagar. Tanto o guia da catedral quanto o da igreja ressaltaram o respeito que os incas tratavam os outros povos e pareceram transmitir uma certa indignação, não sei se essa é a palavra, quanto à forma que os incas foram tratados.

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Saindo da Catedral continuava chovendo. Nos encapotamos com nossos respectivos casacos impermeáveis que funcionaram bem. Outra coisa que funcionou bem foi o tênis impermeável. Pés sequinhos apesar da chuva. Fomos pro Mercado de São Pedro que fica pertinho do hotel. Achei mais legal que o mercado de Surquillo. Tem artesanato, tem lugar pra comer (bem raiz), tem estandes de sucos, tem especiarias, tem farinhas, tem de tudo um pouco. Mas seguindo orientação do Juan fomos atrás do café orgânico e do chocolate. Ele disse que o cacau de Cusco é o melhor do Peru. Não sabia da tradição peruana com o chocolate pois vi várias lojinhas de chocolates artesanais tanto aqui quanto em Lima.

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Saindo do mercado passamos no supermercado do lado do hotel. Compramos água e decidimos voltar para descansar. Acordamos muito cedo e uma noite bem dormida é importante pra um dia produtivo. A recepcionista tinha nos dito que o processo de digestão nas alturas é mais lento. Realmente é. Acabei pedindo uma sopa no quarto só pra não ficar sem comer, mas estava sem fome. Boa noite!

Publicado por Akemi Nomura 18:16 Arquivado em Peru

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