Um blog do Travellerspoint

Allure of the Seas 4/6

Um novo olhar sobre Honduras

sunny 28 °C
Visualizar 2018 CARIBE e EUA no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Bom dia! Mais um belo dia despontava na varanda da cabine. Como sou madrugadora, sempre acordava e ia ver o navio se aproximar do porto e, se desse sorte como ontem em Cozumel, ver o sol nascer. Como o navio se aproximava lentamente fomos tomar café da manhã no Sollarium, lugar que a gente adotou para tomar café. Como nosso deck era o 14, era só subir um andar e estávamos no deck da piscina, restaurante e afins. Já devo ter dito, o café da manhã no Sollarium tem tudo aquilo que eu preciso, ou seja, ovo, bacon, café e aquele potinho de leite. Pura proteína! Depois ficamos ali nas cadeiras vendo a atracação do navio. Um pouco antes de atracar fomos pro sun deck no nosso andar pra ver a chegada propriamente dita. O navio estava previsto para atracar 9h e a saída para às 9h30. Mas pelo horário ia adiantar. Uma vez atracado eles já liberam a saída e, como em Cozumel, saímos mais cedo.

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Falar em Honduras hoje é lembrar daquelas cenas de milhares de Hondurenhos saindo a pé do país para tentar a vida nos Estados Unidos. Ele falam do estado de extrema pobreza vivido no país e da violência das gangues. Esse cenário exposto na imprensa mundial me deixou com baixa expectativa do país. Em que pese tenha visto fotos do lugar fiquei com uma pulga atrás da orelha. Não sabia o que esperar do local. Tá certo que Roatan é uma ilha ligeiramente afastada do continente, mas.... vamos ver no que dá. Quando comecei a ler sobre Roatan procurei sobre o deslocamento até West View, a praia mais famosa da ilha. Li que de táxi era mais barato porém havia muita picaretagem de alguns motoristas. Fico extremamente receosa com essas coisas ainda mais em um país com histórico de violência. Já tinha lido sobre sequestro na Venezuela e, pior, conheci gente que passou por isso. Então pra não arriscar eu preferi pegar o transfer do resort que nós íamos ficar. Deu US$ 60. Um pouco caro, um pouco mais caro que o táxi, mas com certeza mais seguro. Ao descer no porto rolou um certo perdido. A orientação era procurar o quiosque 7. Então fica a dica, você vai descer do navio, virar a esquerda e depois a sua direita vai ter uma espécie de centro comercial. Procure a entrada que logo você vai ver a porta da saída com vários quiosques. Enfim, na dúvida pergunte, haha. A gente pagou ali o transfer ida e volta. Uma das coisas que falaram é que quem vai pegar táxi tem que combinar direitinho a volta porque acontece deles não aparecerem. O preço mais caro que Cozumel até se justificou porque West Bay era bem mais longe do que a distância que percorremos no México.

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Honduras é um país pobre, isso já era de conhecimento. Mas pelo que eu tinha lido eu esperava uma situação de pobreza bem pior. Vi muitas casinhas de madeira pelo caminho, casinhas simples, pessoas com suas rotinas, nada que me remetesse ao cenário que eu imaginava. A estradinha até lá é ok também, nada como descrito em alguns blogs. Claro que não é um tapete mas também não é nenhuma batedeira. Só isso já melhorou muito a impressão que eu tinha do país. Em que pese a situação do continente deve ser um bocado diferente que aqui.

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Vamos falar um pouquinho sobre Roatan agora. A ilha fica a cerca de 50km da costa do norte de Honduras. É uma ilha estreita e comprida. Roatán já foi um local muito frequentado por piratas nos séculos XVI e XVII. Já foi colônia britânica também. Eles falam espanhol, um pouco do crioule e, talvez pela influência britânica, falam inglês também. A ilha é formada por várias vilas. A maior é Coxen Hole, onde atracam os navios de cruzeiro. O nome veio do pirata inglês John Coxen. Conhecida por "El pueblo", foi fundada em 1835. O trecho entre West End e West Bay é onde ficam as melhores praias da ilha, com águas cristalina e areia branca. Eu tinha lido que em West Bay tinha segurança armado na praia e em West End não. Fiquei pensando se tinha segurança armado deve ser porque acontece alguma coisa. Como estou de férias eu quero evitar problemas então decidi ir para West Bay apenas, o que facilita principalmente pela locomoção entre as praias. Outro fator que me fez decidir por West Bay foi que a uma curta distância a nado da praia você encontra uma bela barreira de corais com uma vida marinha diversa. A cor da água só olhando pelo google maps já dava pra ter uma ideia do lugar.

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Pesquisei, pesquisei, pesquisei e escolhi o Infinity Bay Resort pra comprar um Day Pass. Assim teríamos uma estrutura para utilizar e não ficarmos com canga na areia apenas. Bom, diferente de Cozumel ali não é uma praia fechada como os beach clubs do México. Você usa a estrutura do hotel mas tem gente passando pra lá e pra cá na areia. Isso incomoda algumas pessoas mas eu fiquei de boa. O Infinity Bay fica praticamente em frente à barreira de corais, era só pegar o snorkel e pronto. O Day Pass custa US$20, um pouco caro mas com uma boa estrutura. Não tem comida incluída mas os pratos não são absurdos não. Te garanto que no nordeste do Brasil sai mais caro. Tem um welcome drink também. Atendem na areia ou você pode ir nas mesas do restaurante comer. Eu gostei mas tem um outro que por US$20 além do day pass tem o transporte, chama Bananarama. É um pouco mais simples mas atende bem também. Li em vários blogs de pessoas que ficaram por lá. Ah, outra coisa desses lugares é o acesso ao wifi. Quem está viajando de navio sente falta de uma internet e ali funcionou bem.

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Fotos do resort

A praia! A praia de West Bay é linda! Água clarinha, temperatura agradável, areia branca, coisa linda. Como chegamos cedo aproveitamos a praia antes de bombar. Minha irmã e meu cunhado, depois de colocar a internet em dia, foram direto para os corais. É bem pertinho mesmo, nem chega a ficar muito fundo onde não dá pé, e lá no meio dos corais tem bancos de areia que dá pra ficar em pé. Na volta eles confirmaram que tem mais vida marinha que em Cozumel. Espero que não tenha tubarões, haha. Pra aproveitar que ainda estava vazio meu cunhado sugeriu que minha mãe fosse logo. Ela alugou um colete e eu fui com ela. Ela estava bem insegura mesmo com colete. Compreensível! O mar é muito grande e muito mais forte que a gente. E se tem uma coisa que eu respeito é o mar. Parei, conversei com ela, falei que ela não ia afundar (mesmo com colete ela estava insegura), treinei o "boiar" com ela antes de começar o passeio.

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Quando vi que ela estava mais tranquila boiando e respirando com o snorkel fui puxando ela devagar pela mão e conversando com ela. Quando não deu mais pé pra mim foi minha vez de começar a nadar. E assim fomos de mãos dadas desbrava as barreiras de corais de Honduras. Cada coisa legal que eu via eu ia apontando para ela. Segurava a mão dela com a mão esquerda, levava a gopro na direita e ia batendo perna bem devagar. Fiquei orgulhosa dela porque sei o medo que o mar pode provocar nas pessoas. Lá em Cozumel ela fez snorkel no mar aberto com auxílio do rapaz do passeio e aqui fui eu. Assim mamãe foi descobrindo as belezas da vida marinha...

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Depois de uns 15 ou 20 minutos voltamos pra praia. O aluguel do colete era por uma hora então encorajei ela a ir de novo. Dessa vez fiz diferente porque ela queria me ajudar batendo perna e acabou uma chutando a outra. Dessa vez eu falei pra ela segurar no meu pé como ela fez com a boia lá em Cozumel. E assim fomos indo bem devagar nadar por cima dos corais de novo. Regra básica de qualquer pessoa que respeita a natureza: não encoste nos corais. A vida marinha é frágil e devemos deixar do jeito que está. Não levar nada, não nadar atrás de peixes e tartarugas, passar apenas como observador. Se a gente não perturbá-los eles continuarão lá. Dessa vez fiz uma parada num banco de areia com cuidado pra ela ver a distância que estávamos da praia. Depois continuamos mais um pouco pra aproveitar bem o colete alugado de deixar ela curtir o momento.

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A partir daí amigo era só voltar pra aquela vida de mar, cadeira, mar, cadeira... Num desses momentos a atendente veio perguntar se estávamos prontos pra pedir algo. Pedimos um prato de aperitivos com camarão, carne, frango e batata frita. Super light! Comemos no restaurante por ser mais confortável mas deixamos cangas nas cadeiras pra voltar depois. Levamos as coisas de valor por segurança. A parte de piscina no resort era muito boa também mas com aquela praia... não... tô fora! Fico no mar até virar uva passa! Depois do almoço voltamos pra nossa vidinha mais ou menos.

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Deu umas duas horas e as pessoas começaram a voltar pro navio. O horário era 16h30. Não entendi a razão de saírem tão cedo. Minha irmã começou a ficar preocupada e confesso que eu também. Já comecei a pensar que escolhi a hora errada pra voltar, que tinha que ter combinado mais cedo, que vai ter trânsito, que vou perder o navio. Psicopata total. Nosso motorista viria 15h e tinha nos dito que seria o suficiente. Não tenho noção do que é trânsito para eles mas é fato que o acesso ao porto era por uma rua apenas. Depois que fui lembrar que o pessoal que saiu mais cedo devia ser de excursão do navio pois o período era mais curto (eles chegavam mais tarde e saíam mais cedo). por isso que eu prefiro fugir das excursões do navio. Mas acabou que ficamos prontos pra ir às 14h20. Como já tínhamos levantado acampamento sentamos lá e esperamos nosso motorista que chegou dois minutos antes do horário. O acesso ao porto foi bem tranquilo, teve um pouco de congestionamento mas nada grave. Entramos no navio e ainda teve tempo até zarparmos para o próximo destino. O por do sol hoje também foi de babar.

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Pode parecer bobagem o que eu vou falar mas esses dias de praia, sol, bate uma preguiça. Hoje eu estava com preguiça de ir pra academia. Tomei meu banho e fiquei de bobeira até que eu fui no promenade pra ver o negócio das gorjetas. Eu queria dar uma gorjeta legal pro Wisly, nosso atendente de quarto. Super simpático, ele cuidou muito bem do nosso quarto e das nossas coisas. Ele é haitiano e, depois do que eu vi em Honduras eu imagino como são as coisas no Haiti. Aquele povo também sofre horrores e esse pessoal que trabalha em navio ficam meses sem voltar para casa. Acho que ele merecia um pouco mais. Voltei pra cabine e já separei a gorjeta dele. Minha irmã me chamou na cabine dela pra levar o drone. Eu estava com preguiça e pedi pra mamãe levar. Mas um pouco depois minha irmã me chamou pra ir lá e... surpresa!!!!!!

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É foi assim... de repente 40...

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Publicado por Akemi Nomura 8:28 Arquivado em Honduras

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