Um blog do Travellerspoint

Janeiro 2011

Highlands

ONDE A VERDADEIRA ESCÓCIA SE ENCONTRA

overcast 12 °C
Visualizar 2001 Inglaterra e Escocia no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Conheci os Highlands num passeio até o Lago Ness. Na subida, a guia contava algumas histórias comoventes guardadas na montanhas, como o massacre de Glencoe, envolvendo um dos clãs mais conhecidos do mundo, os MacDonalds. Essa história segue em outro post.
http://anomura.travellerspoint.com/9/

É difícil alguém nunca ter ouvido falar nos Highlands Escoceses. Seus cenários deslumbrantes já foram pano de fundo de várias histórias hollywoodianas. Quem nunca ouviu falar no Highlander, o guerreiro imortal? Ou o Coração Valente William Wallace. Ou mesmo o herói escocês Rob Roy, interpretado pelo impecável Liam Neeson. Parece que os Highlands serviram de cenário para “O Senhor dos Anéis” e “O Código da Vinci”. O primeiro eu não assisti (achava que tinha sido filmado só na Nova Zelândia). O segundo eu assisti, mas não lembro.

É uma paisagem que compõe bem um enredo que misture solidão, paixão e magia. É uma viagem interior, num horizonte composto por belas montanhas, castelos e segredos. O horizonte sem fim é a prova de que Deus foi muito carinhoso com a Escócia.

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Era verão, mês de julho. E era bem frio. Ficava imaginando aquelas montanhas cobertas de gelo no inverno. O tempo nublado, a chuva fina e o vento gelado compõem o clima da região no mês de julho.

A subida é por uma estrada íngreme. Durante o caminho a guia vai contando as histórias das montanhas. Entre gados peludos típicos, montanhas verdejantes, corvos, alces e ovelhas, o que menos se vê é a presença humana. Em uma parada me chamou a atenção para os vários carros que lá se encontravam, porém não havia ninguém. Creio que as pessoas se embrenhavam nos vales para passeios, aproveitando o clima agradável de verão. Era um vazio, as montanhas, o fog, a chuva fina e nada mais. Era uma sensação de paz.

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No caminho é difícil ver casas ou paradas. Já algumas ruínas de castelos ou igrejas são bem comuns. Todas com forte ligação com os clãs escoceses. Os vastos campos entre as montanhas testemunharam as lutas de heróis escoceses como o Rei Robert The Bruce e o guerreiro William Wallace. Parece que aqui o passar do tempo não existe.

Fizemos uma pequena parada em uma cidadezinha chamada Pittylochry. Parecia uma cidade de bonecas. As casinhas tinham uma arquitetura peculiar. Era perfeitinha, limpa e organizada. Era agradável apenas uma volta em suas pequenas ruelas.

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No meio do caminho fizemos uma pequena parada em um museu em homenagem a Rob Roy. Até então eu desconhecia esse personagem da história escocesa. A partir dali comecei a me interessar e procurar saber mais sobre o assunto. Rob Roy é um personagem real que a Escócia guarda em sua história até hoje. Segue texto retirado do site Wikipédia:

“No início do século XVIII na Escócia, um nobre, o Marquês de Montrose, compromete-se a fazer a entrega de uma carta de crédito de mil libras, mas o pagamento é feito em dinheiro vivo e acaba por ser roubado pelo chefe da guarda do Marquês.
O dito nobre exige de volta o seu dinheiro e quando o capitão da guarda resolve prender Rob Roy MacGregor, o chefe do clã, para se vingar. Entretanto, ele não o consegue encontrar e, para provocá-lo, viola Mary, a sua mulher, e queima a sua casa e mata todos os animais. Este acontecimento fica em segredo, pois ela não quer que se saiba. Este acontecimento perturbador provoca o desejo de vingança do clã ofendido.”

A subida continua até chegarmos ao Lago Ness. Passamos por uma cidade chamada Fort William, região em que viveu o guerreiro William Wallace, um dos grandes heróis escoceses. Depois, o destino foi Fort Augusts, na região de Inverness.

Descrever o Lago Ness fica pra outro post.
http://anomura.travellerspoint.com/10/

Publicado por Akemi Nomura 8:04 Arquivado em Escócia Tagged highlands escócia Comentários (0)

Londres

LEMBRANÇAS DAS TERRAS DA RAINHA

sunny 29 °C
Visualizar 2001 Inglaterra e Escocia no mapa de viagens de Akemi Nomura.

It´s London Baby!!!!!!

Londres é uma das minhas cidades favoritas. Multicultural, você encontra gente de tudo quanto é canto. É a cidade de conto de fadas da vida moderna. Equilibra bem passado e presente. Do alto da London Eye é fácil entender o que eu estou falando. Num lugar com tantos contrastes, é impossível ficar indiferente ao que acontece a sua volta.

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POVO

Os ingleses são um pouco frios sim, mas de vez em quando você encontra um simpático. Mas como em Londres tem gente do mundo inteiro, a probabilidade de vocês encontrarem um brasileiro em cada esquina é muito grande. Então se joga a aproveita.

SEGURANÇA

Londres é uma cidade grande, bem policiada, mas cuidado com os batedores de carteira. É ladrão de galinha perto do que a gente está acostumada no Brasil, mas, como a gente às vezes baixa a guarda nas viagens, é bom manter o sinal amarelo sempre aceso. Como é uma cidade alvo de terrorismo, eles estão sempre em alerta. Se acontecer algum atentado a rotina da cidade muda. Trens, metrôs e ônibus param. Três dias depois que estive lá teve uma bomba em um metrô, então, acontece. Uma coisa que eu me lembro bem foi de ver poucas latas de lixo. Explicaram que a razão era o terrorismo, bombas nas latas de lixo, sei lá. Mas isso foi em 2001, não sei como é agora. Bom, qualquer coisa vocês podem recorrer àqueles táxis pretos famosos, os cabs. Tem um que é pintado com a bandeira do Brasil. Lembro de ter visto um todo rosa também.

GASTRONOMIA

Outra coisa, Londres não é uma cidade de gastronomia famosa. O prato típico inglês é o fish and chipps (peixe frito e batata frita). Honestamente, não é nada de outro mundo que valha a pena engordar. Então segue meu conselho, entre em qualquer fast food para não perder tempo. Eu lembro que lá trabalham muitos estrangeiros (indianos na maioria), que falam um inglês macarrônico. Se entrar no Mc Donalds e falar “Number One”, não tem erro, você já sabe o que vai encontrar. Se não quiser fast food, vá para as comidas chinesas ou pubs que são relativamente bons.

CLÁSSICO

Procurem tirar uma foto na famosa cabine vermelha porque elas estão sumindo nessa época dos celulares. Se derem sorte de encontrar alguma sem pornografia melhor ainda. Eu andei muito até achar uma perto de Trafalgar Square.

RUAS E COMPRAS

A rua das compras é Oxford Street, sem dúvidas. Porém, deve-se tomar muito cuidado com os batedores de carteira. Nas ruas existem muitas bancas vendendo bugingangas, lembro que paramos em uma que o cara era inglês e tinha morado no Brasil. Reconheceu a gente como brasileiros rapidinho. Por isso não é difícil sobreviver em Londres. E isso foi em 2001, imagina agora...

Pode parecer bobagem, mas cuidado ao atravessar a rua. A mão inglesa confunde muito a gente. É força do hábito olhar para esquerda, depois direita. Mas lá isso pode ter sérias conseqüências... Eu lembro que ao atravessar a rua do British Museum, tinha uma faixa de pedestre e dos dois lados tinha um poste com uma luz piscando. Pode atravessar sossegado porque ali o motorista é obrigado a parar, nas outras, eu não garanto...

O TRANSPORTE

O transporte é muito bom. Como Londres é grande usem o metrô (Tube, como chamam os londrinos). O problema é que em algumas estações você anda muito lá embaixo pra chegar ao trem. E vão ser apresentados aos famosos ratos do metrô de Londres. É mais um ponto turístico, os bichinhos ficaram famosos. Quando estiverem esperando o trem, tem painéis falando os horários dos trens seguintes. Mas nem precisa porque enquanto você aguarda, os ratinhos ficam andando nos trilhos. Quando eles sumirem é porque o trem este chegando. Pelo menos uma vez peguem o ônibus de 2 andares, um clássico londrino e já incluso no preço do metrô (dependendo do ticket que vocês comprarem).

Andem sempre com um mapa de metrô, que vira e mexe a linha pára pra manutenção e você fica perdidinho, então é bom ver as alternativas. Se eu não me engano nas estações tem disponíveis. As linhas são bem fáceis de pegar, fiquem com o bilhete na mão para entrada e saída do metrô. Ah, outra coisa importante, nos túneis do metrô eles obedeciam religiosamente o famoso “ir pela direita e voltar pela esquerda” (apesar de dirigirem ao contrário). Tem sempre uma plaquinha de “Keep right”. E nas escadas rolantes deixem o lado esquerdo livre para quem for subir correndo, senão eles passam por cima mesmo. Vocês vão cansar de ouvir a famosa frase do metrô de Londres “MIND THE GAP”, essa é clássica... há camisetas espalhadas por toda a cidade com o símbolo do metrô e essa frase.

CLIMA E ROTEIRO

Bom, eu fui à Londres em julho e peguei 30 graus. É bom estudar o tempo antes de viajar. Tempo nublado é normal, terão sorte se encontrarem um dia aberto. Independente da época é Londres, então um guarda chuva ou uma capa tem que estar sempre à mão.

O roteiro pré definido ajuda a não perder tempo. Como a Europa tem as estações bem definidas, algumas atrações têm horários diferentes dependendo da época do ano. Tem dias que alguns museus fecham também. Então verifique o funcionamento dos lugares e qualquer coisa inverta os dias. #ficaadica

Sugestão de roteiro segue em outro post:
http://anomura.travellerspoint.com/19/
Changing_Guard_04.jpg London_Bridge_02.jpg Saint_James_Park_07.jpg

Publicado por Akemi Nomura 11:57 Arquivado em Inglaterra Tagged londres inglaterra Comentários (0)

Florença

BERÇO DO RENASCIMENTO ITALIANO

sunny 26 °C
Visualizar 2009 Italia no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Florença é capital da arte. Obras de grandes artistas podem ser vistas lá. É uma cidade muito bonita, para muitos, uma das mais bonitas do mundo. É super agradável andar por suas ruas antigas, diversas lojinhas, feirinhas, gelaterias, piazzas...

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O HOTEL

Ficamos no Hotel Orto di Medici, perto da Piazza di San Marco. Desta praça dá pra pegar o ônibus caso o cansaço já seja grande, mas dá pra fazer muita coisa andando também. A diária em quarto triplo saiu por 165 euros. O café da manhã tinha Nutella.
http://www.ortodeimedici.it/

ONDE COMER

Bom, isso foi um problema, não lembro em ter comido em um lugar legal em Florença. Mas fica uma sugestão, não se aventure em comidas estranhas, experimentar coisas diferentes pode ser até legal, mas também pode estragar parte da sua viagem se não tiver preparado(a) para o resultado. #ficaadica

A CIDADE

Santa Croce

A igreja de Santa Croce tem deslumbrantes afrescos e lá estão também os túmulos de fiorentinos famosos. Nada menos que Maquiavel, Galileu e Michelângelo. É, o pessoal daqui não era de brincadeira não. Infelizmente peguei a igreja fechada; Depois de conhecer a Itália e me apaixonar pelas obras de Michelângelo, o mínimo que eu queria era visitar seu túmulo para, de certa forma, agradecer por deixar tamanha herança.

Piazzale Michelangelo

Construídas nas encostas da colina sul de Florença, sua vista é privilegiada. No horizonte da cidade se destaca o imenso Duomo da cidade. De lá também é possível ver a famosa ponte Vecchio, o Palazzo Vecchio, a Santa Croce, e, mais do que tudo, uma panorâmica geral de uma autêntica cidade italiana.

Duomo de Santa Maria Del Fiore

O Duomo de Florença é a quarta maior igreja da Europa, se eu não estiver errada. Claro, como toda cidade italiana, tinha em frente o Batistério e do lado o Campanário. A porta leste do Batistério são dez painéis que representam o velho testamento e foi feita com técnicas de perspectivas para que os painéis dessem uma idéia de profundidade. Michelângelo se referiu a esta obra como Portões do Paraíso, e assim ficou conhecida até hoje. A porta norte, levou 21 anos para ser feita. São 28 painéis do Novo Testamento, sendo que as estátuas de bronze acima das portas foram feitas com a assistência de Leonardo da Vinci.

O Duomo de Florença hoje é resultado de um trabalho que levou mais de 6 séculos. A fachada é ricamente decorada com um trabalho de mosaico em mármores coloridos em estilo neogótico. As portas de bronze da entrada foram terminadas em 1903. Uma pena não ter visitado o interior da catedral. A empolgação por ficar tirando fotos de vários ângulos da fachada fez a gente perder a hora e o acesso foi fechado. Pra quem não der esse vacilo, é possível subir até a imensa cúpula para ver a cidade lá de cima.

Piazza della Signoria

Esta piazza é o coração da vida social da cidade. É um verdadeiro museu a céu aberto. Uma volta pela praça já dá pra ver estátuas como a Fontana de Netuno, O rapto das Sabinas, a estátua de Perseu e a impressionante réplica do Davi de Michelângelo. A Piazza também é cercada por lojas e restaurantes, a hora de comprar a lembrancinha é aqui e agora.

Ponte Vecchio

A Ponte Vecchio é a mais famosa das pontes que cruzam o rio Arno. Foi construída em 1345 e atrai turistas tanto pela vista que proporciona, quanto por seus antiquários e joalherias. Algumas curiosidades sobre a ponte:

  • Dizem que a Ponte não foi danificada durante a II Guerra por ordem direta de Hitler;
  • Diz-se que a palavra bancarrota teve ali origem. Quando um mercador não conseguia pagar as dívidas, a mesa (banco) era quebrada (rotto) pelos soldados. Essa prática era chamada bancorotto.
  • Já houve a tradição de se deixar cadeados trancados em torno da estátua de Benvenuto Cellini. Vinha da antiga ideia do amor e dos amantes: ao trancar o cadeado e lançar a chave ao rio, os amantes tornavam-se eternamente ligados. Mas o fato de danificar a ponte fez que com autoridades estipulassem multas de 50 euros para quem fosse pego em flagrante deixando cadeados na ponte.

DICAS GERAIS

  1. Recomendo fortemente comprar o ingresso da Uffizzi com antecedência pela internet, ou pode encarar 2h de fila como eu encarei. Aproveite e já compre o da Galleria dell´Academia, afinal, ir à Florença e não ver o Davi é o mesmo de ir ao Rio e não ver o Cristo. http://www.florenceart.it/booking/?google-uffizi-gallery-tickets
  2. Dependendo do cansaço vale à pena ir à Piazza Michelangelo de táxi. É uma boa subida até lá. O táxi até lá saiu por 12 euros e estávamos em 3. Vá no fim da tarde e espere até anoitecer. Leve uma blusa de frio porque quando o sol de põe...
  3. Outro fim de tarde legal é ficar em uma das pontes com vista pra Ponte Vecchio, as fotos noturnas ficam bem bacanas.
  4. Não se esqueça de passar na Fontana Dell Porcellino, colocar a mão no focinho e jogar a moeda.
  5. Duomo – fecha pouco depois das 17h, então primeiro visite o Duomo depois tire as fotos externas, não faça como eu...

DSC00687.jpg O impressionante Davi, de Michelângelo (Galleria della Academia)

Publicado por Akemi Nomura 10:44 Arquivado em Itália Tagged italia florença Comentários (0)

Munique

TERRA DO BAYERN, DA HOFBRÄUHAUS E DA OKTOBERFEST

semi-overcast 16 °C
Visualizar 2010 Europa no mapa de viagens de Akemi Nomura.

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Talvez Munique seja uma das cidades mais bonitas da Alemanha. Sabe aquela referência de Alemanha que a gente tem no Brasil, como a cidade de Blumenau? É isso que a gente vê em Munique. Aquelas casas e prédios com arquitetura peculiar, florida, bonita...

Mesmo não conhecendo muito da Alemanha pra comparar, é difícil não concordar com a beleza e o charme da cidade. Na Marienplatz, praça central da cidade, entre as abóbadas esverdeadas da Frauenkirsche e as torres pontiagudas da Neues Rathaus (Prefeitura), Munique confirma que nenhuma outra cidade alemã poderia levar o título de mais bonita. A cidade considerada a capital da cerveja tem a festa mais badalada do mundo nesse sentido, a Oktoberfest. A festa que teve origem na comemoração do casamento do Rei Ludwig I da Bavária, em 1810, se espalhou pelo mundo junto com os imigrantes alemães. Em 2010, era a 200ª realização da festa em Munique, a maior do mundo.

O hotel

Os hotéis em Munique são absurdamente mais caros que muitas cidades famosas na Europa. É uma cidade que tem muita convenção, feiras internacionais, festivais, entre outros. É bom buscar um hotel com antecedência, pois os preços tendem a disparar com o com passar do tempo. Especialmente se a idéia for ir à Oktoberfest.

Se quiser um local tranqüilo, fora do centro, mas com fácil acesso ao metrô recomendo o hotel que eu fiquei. Chama-se Hotel Orly (http://www.hotel-orly.de/). É um hotel simples, limpo, organizado, com café da manhã e próximo ao metrô. Por ser fora do centro talvez nas lojas e restaurantes haja uma certa dificuldade de comunicação. Teve um episódio engraçado quando fui almoçar num restaurante próximo ao hotel. À noite tinha o cardápio em inglês, mas no horário do almoço não. Como a garçonete não falava bem inglês, teve que chamar outro garçom para traduzir o cardápio para mim. O atendimento exclusivo me fez deixar uns 4 euros de gorjeta... rsrsrsrs...

O transporte

Munique tem um enorme aeroporto internacional. Mas não sei falar muito sobre ele, pois cheguei de trem vindo da Áustria. Pra quem vem da Áustria e para em Salzburgo, pra chegar a Munique é só pegar o trem alemão que sai de lá (http://www.bahn.de/p/view/index.shtml). Tem duas opções. O trem rápido é 30 euros por pessoa. O trem lento é 30 euros para grupos de até 5 pessoas. Claro que pegamos a segunda opção. Em duas horas estávamos em Munique. O problema da segunda opção é lugar para guardar as malas. Acabamos sendo meio espaçosas, uma pra cada quatro cadeiras. Mas foi só dormir que não ouvimos mais as reclamações dos outros passageiros. Se bem que, como não falávamos alemão, não entendemos nada mesmo... rsrsrsrs.

Para percorrer o centro histórico da cidade é bom fazer a pé. As distâncias são curtas e as ruas são muito agradáveis. Não tem graça conhecer Munique por baixo da terra. Para os lugares mais distantes, o transporte em Munique é muito bom. Existem os bondes (Strassenbahn), os metrôs (U-Bahn) e os trens urbanos (S-Bahn). Compre os bilhetes nas máquinas automáticas e valide nas maquininhas antes de entrar. Não há catracas, e, mesmo que a fiscalização não seja tão intensa, não caia na tentação de passar sem pagar. Temos que apagar essa fama de que brasileiro gosta de levar vantagem em tudo. Existem diversos tipos de tarifas e às vezes comprar por um número x de dias do que pagar por viagem. Ao validar o bilhete na máquina, começam a contar os dias de validade do bilhete.

Onde comer

Se a fome bater sugiro o agradável restaurante Augustinerbräu (Neuhauser Strasse 16), com um menu repleto de pratos típicos, preços aceitáveis e garçons de boa vontade e paciência com quem não fala alemão. O atendimento é um pouco lento, se a fome for grande a paciência curta, talvez você não desfrute com tanto prazer o lugar, então deixe para outro dia.

Ali perto também se encontra a cervejaria mais famosa do mundo, a Hofbräuhaus. Foi fundada em 1589 pelo Duque William V, da Baviera, para evitar ter que comprar cerveja da baixa Saxônia, sendo de uso exclusivo do Duque. Apenas em 1828 a cervejaria foi aberta ao público. Em 1897 o edifício foi refeito quando foi movido para o subúrbio da cidade. Na Segunda Guerra Mundial toda a estrutura da cervejaria foi destruída num bombardeio, porém foi reconstruída em 1958. Em 24 de fevereiro de 1920 Adolf Hitler organizou a primeira das muitas campanhas de publicidade e propaganda do Hofbräuhaus.

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Durante esse evento foi organizada as regras e idéias do partido nazista. Seu cardápio caracteriza os pratos típicos da Baviera, como carne de porco, joelho de porco e vários tipos de salsichas, como a Weisswurst (salsicha branca). O tipo de cerveja mais tradicional é a Helles, servido em um caneco conhecido como Mass, é servida junto com uma cerveja de trigo e com vinho. Sua cerveja é muito conhecida e procurada pelos turistas que visitam Munique. A música típica alemã é tocada sem pausas durante todo o dia. A cervejaria ainda possui um hino próprio, composto em 1935 por Wilhelm 'Wiga' Gabriel e diz "In München steht ein Hofbräuhaus, eins, zwei, g'suffa!" (Aqui no Hofbräuhaus em Monique - um, dois, nós bebemos". Toda a cerveja consumida é produzida pela Staatliches Hofbräuhaus.

Outra cervejaria famosa é a Mathäser Bierstadt (Bayerstrasse 7). Uma opção pra quem tem pressa, comida gostosa, atendimento rápido, preços razoáveis é o Hard Rock Café. Eu sei que foge um pouco do tradicional da Alemanha, mas dependendo do cansaço cai muito bem. O Hard Rock Café fica em frente à Hofbräuhaus. Como estávamos na cidade em período pré Oktoberfest, o Hard Rock Café foi uma boa solução pra quem não conseguiu entrar na Hofbräuhaus. Preciso voltar à Munique pra conhecer essa cervejaria...

A cidade

Comece a desbravar Munique pela região da Marienplatz, o coração de Munique. A Neuhauser Strasse, uma rua exclusiva de pedestres, é perfeita para bater perna. Lojas, restaurantes e aqueles prédios bonitinhos decoram o lugar. Encontre no mapa a igreja chamada Frauenkirsche. Lá está a tumba do Rei Ludwig I da Bavária. É de lei uma visita à cripta e pegar o elevador para ir até o topo das torres para ter uma bela paisagem de Munique. Eu não subi a torre da Frauenkirsche, subi da Peterkirsche. Tinha uma diferença clara, a primeira tinha elevador, a segunda não... rsrsrs...

Na da rua Neuhauser Strasse, rua exclusiva de pedestres, turistas encontram muitos restaurantes e comércio muito diversificado, além de barraquinhas na rua oferecendo desde lanches rápidos até flores etc. Prosseguindo a caminhada chega-se à praça Marienplatz, está o prédio da Neues Hathaus (prefeitura), decorado com estátuas dos reis da Bavária, e pátios internos abertos ao público, onde estão restaurantes e exposições. Este é o verdadeiro coração da cidade, e costuma estar cercado por turistas de todos os cantos.

Voltando à Rua Nuehauser Strasse, vá em direção à Marienplatz. Lá está o famoso prédio da Neues Hathaus (Prefeitura). Decorados com estátuas dos reis da Bavária, dragões escalando suas torres, seu pátio interno é aberto ao público. Na praça é a maior concentração de turistas da cidade.

NEUS RATHAUS (PREFEITURA)

Na foto acima aparece o prédio da Neues Hathaus (prefeitura), o coração de Munique. Todos os dias, centenas de pessoas se reúnem na praça Marienplatz para apreciar o Glockenspiel. Pontualmente as 11, 12 e 17 horas, durante 8 minutos, seus 43 sinos executam um verdadeiro show. Grandes bonecos representando momentos importantes da história da Bavária se movem acompanhado por música, na sua fachada principal. Um dos momentos demonstrados é a celebração do fim da peste que assolou a região em 1517.

PETERKIRSCHE

Quer um pouco de aventura? Procure no mapa próximo a Marienplatz a Igreja de São Pedro, ou Peterkirsche. Suba suas estreitas escadas disputando espaço com quem desce. Depois de meros 306 degraus e muita falta de ar, você terá uma visão única do prédio do Rathaus (Prefeitura). Visão única porque tem que ter coragem para subir seus 306 degraus, facinho, facinho, rsrsrsrs.

DSC01752.jpg Torre de Peterkirsche, uma prova de resistência

NEUSCHWANSTEIN

Um castelo de contos de fada em pleno século 21 e seu nome é Neuschwanstein. Mas esse passeio está descrito em outro post.
http://anomura.travellerspoint.com/6/

OLIMPIAPARK

http://www.olympiapark.de/

Um lugar interessante para se conhecer também é marcado por uma tragédia. O Parque Olímpico de Munique (Olympiapark) foi construído
para os Jogos Olímpicos de Verão de 1972 e é hoje um espaço para o lazer, para a prática de esportes e para a realização de eventos culturais e sociais. Foi aqui que tivemos o prazer e o privilégio de assistir ao show do U2 no dia 15 de setembro de 2010. A organização do show foi impecável. Dois grandes eventos aconteciam na cidade na mesma noite, na mesma região. Além do show no estádio Olímpico acontecia no Allianz Arena o jogo entre Bayern e Roma. E a cidade atendeu perfeitamente esses dois públicos.

Bom, voltando ao Parque Olímpico, seu complexo arquitetônico foi revolucionário para a época. A curiosidade é que foi construído em um monte verde artificial, sobre destroços da segunda guerra mundial. A paisagem cercada de lagos e árvores é semelhante à paisagem natural da Bavária. A história dos Jogos Olímpicos de 1972 está marcada pelo ataque terrorista que, depois de várias tentativas para ser posto termo à ameaça, resultou na morte de onze atletas israelitas que participavam das competições, de cinco terroristas e de um policial alemão.

MUSEU BMW

Aproveite a ida ao Parque Olímpico e visite logo ao lado o Museu da BMW. Parece passeio de menino, mas é bem legal tirar uma onda e entrar numa BMW para tirar foto. Tem umas exibições de moto lá dentro e vários carros lindos.

ALLIANZ ARENA

Um pouquinho afastado, mas necessários aos amantes de futebol, é visitar o Allianz Arena. O estádio que fez parte da Copa de 2006 hoje é casa do Bayern de Munique. É um estádio moderno, clássico. Lá dentro, uma enorme loja vendendo coisas do Bayern, foi a primeira vez que fui à uma loja de esportes e só comprei coisas para mim. O clássico foi o cachecol escrito “Danke Franz”. Viva Beckenbauer!

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A BAVÁRIA

A Bavária ou Baviera, (Bayern em alemão) é um dos lugares mais bonitos que já visitei. As histórias que a envolvem, cercada por lagos, castelos, próxima à Floresta Negra, são ingredientes que me fizeram sair de lá com saudades. A vontade de voltar a Neuschwanstein ainda é grande. Eu vou voltar, logo logo.

Outras dicas

Três passeios que não fiz mas, como vi em blogs, parecem interessantes:

  1. Tire uma manhã para visitar o palácio Nymphenburg, situado a noroeste da cidade. Não fiz esse passeio, preciso voltar para fazer. Para chegar lá basta pegar o Strassenbahn 17, que passa ao lado da estação central. Nymphenburg, construído em 1664, foi a residência de verão dos reis da Bavária (antigamente um território independente, até a unificação da Alemanha). De arquitetura belíssima, entre suas principais atrações estão valiosas telas de mestres da pintura, louças imperiais, uma grande coleção de carruagens e jardins primorosos;
  2. Um nome de triste lembrança, mas que nunca deve ser esquecido por todo o mal que representou é Dachau, a poucos quilômetros de Munique. Outro lugar que não fui e pretendo visitar. Aqui foi construído, em 1933, o primeiro campo de concentração nazista. Libertado pelas tropas aliadas em maio de 1945, o campo foi posteriormente transformado em memorial e local de preces. Esta é uma das visitas mais emocionantes que fizemos na Alemanha, principalmente ao vermos a grande quantidade de jovens estudantes, que levados por seus professores, vão conhecer esta parte triste da história de seu país, para aprender a evitar que, no futuro, algo semelhante jamais possa acontecer. No infame aviso situado na porta de ferro que dava acesso a Dachau lia-se "Arbeit macht Frei", ou seja, O Trabalho liberta;
  3. Um endereço que não pode faltar em sua visita é o Residenz, principal palácio urbano de Munique. Mais de 100 quartos desta residência real estão abertos à visitação. Há também exposições das coroas, jóias e artigos religiosos dos primeiros reis da Bavária. Veja também o Grottenhoff, jardim interno ornado com maravilhosa fonte de bronze. E principalmente não esqueça de visitar o Antiquarium, mais impressionante salão do Residenz, uma biblioteca ornada com bustos de líderes romanos e gregos. Ao lado, imagem do Antiquarium;

Publicado por Akemi Nomura 9:25 Arquivado em Alemanha Tagged alemanha munique Comentários (0)

Dubai

MIRAGEM NO DESERTO

sunny 39 °C
Visualizar 2008 Australia e NZ no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Vou me atrever a escrever algumas linhas sobre Dubai. Não cheguei a conhecer Dubai propriamente dita, mas, digamos que eu tive direito a uma pequena degustação. Aterrissar em Dubai à noite é uma sensação que deve ser parecida com a aterrissagem em Las Vegas (nunca fui à Las Vegas). Dubai é uma cidade extremamente iluminada no meio do deserto, como Las Vegas. Dubai é uma cidade extremamente extravagante, como Las Vegas.

Em maio de 2008 Dubai ainda vivia seu auge em matéria de turismo. Era o destino da moda, conhecer Dubai era chique. As revistas de Turismo centralizavam suas reportagens nesse Oasis no deserto. Tinha uma certa expectativa em conhecer pelo menos um pouquinho do lugar. E o pouco que vi, naquela época, me impressionou...

O aeroporto de Dubai era uma atração a parte. Só de passar por lá já valeu a pena. A parte interna da área internacional é um luxo. Grandes palmeiras enfeitam o lugar. As pessoas então, de todas as partes do mundo, se misturavam com certa harmonia. No começo assustava, o primeiro contato com um país mulçumano deixa a gente meio sem jeito, sem saber como agir. Pequenas áreas de oração estavam espalhadas pelo saguão. E o free shop então, vendia cada jóia maravilhosa....

O hotel era excelente. Foi o segundo melhor hotel que eu já fiquei em minhas viagens para o exterior. E como era pernoite de vôo, era tudo por conta da Emirates. O hotel se chama Millennium (http://www.millenniumhotels.com/ae/millenniumdubai/index.html), fica a dois minutos do aeroporto. Se bem que em uma cidade que tem o hotel Burj Al Arab, o hotel mais simples é no mínimo chique. O Burj Al Arab é aquele hotel em forma de vela que fica na praia de Jumeirah, construído numa ilha artificial pra dentro do mar.

Infelizmente não foi possível ver muito da cidade. Mas a decolagem com destino à Nova Zelândia deixou uma imagem do que é Dubai (ou pelo menos era). Uma imagem do poder do petróleo, uma mistura de riqueza e extravagância.

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Publicado por Akemi Nomura 17:24 Arquivado em Emiratos Árabes Unidos Tagged dubai Comentários (1)

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