Um blog do Travellerspoint

Abril 2011

Amsterdã - dia 03

30 04 2011

sunny 20 °C
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O dia começou tarde porque ontem foi puxado. Acordei já eram quase 9h. Até fazer todo o processo de levantar, fui sair do hotel por volta das 10h30. E de cara já entramos no Voldenpark. E vamos pro dia da Rainha:

KONINGINNEDAG

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O dia da rainha é celebrado nos Países Baixos, nas Antilhas Holandesas e em Aruba. É um dia literalmente laranja em Amsterdã. 30 de abril é aniversário da falecida Rainha-mãe Juliana, que tem o poder de mudar a previsão do tempo, pois a chuva marcada mudou para um belo dia de sol.

Gente de toda região vem curtir as festas e shows espalhados pelas praças de Amsterdã. Um mar laranja espalhado pela cidade em busca das atrações. O centro e o Voldelpark estão um verdadeiro mercado de pulgas, parece que os holandeses tiram tudo que está de lado em casa para vender nas ruas. É um barato, tem de tudo.

A minha idéia era fazer um roteirozinho turístico mesmo assim, mas uma dor nas costas interrompeu a idéia por um momento. Volto pro hotel, relaxante muscular, um pouquinho de cama e já já saio de novo. Agora são 12h45.

14h30, estou de volta às ruas. Uma caminhada até o ponto do tram, e lá vamos nós de novo. Lógico que ia rolar um mico básico. Pegamos o tram, mas com o centro fechado, o tram mudou o caminho e estava indo na direção do aeroporto. Graças a uma brasileira sentada no banco da frente que nos ouviu comentando que não sabíamos para onde estávamos indo, descemos do tram e pegamos outro de volta pro centro.

Bom daí a idéia era caminhar até a praça chamada Dam. Passamos pela Leidsepleis e depois, quem disse que a gente conseguia cruzar a ponte pra chegar lá. Estava fisicamente impossível passar pela ponte. Desistimos e voltamos para a praça dos museus para comer a tradicional batata frita com maionese, super light, rsrs. Mais uma vez posterguei minha idéia de rodar por uns pontos turísticos. O Dia da Rainha era mais forte do que eu, então, entrei no clima e desencanei um pouco.

Voltamos pro hotel pra deixar as coisas pesadas, os ombros já estavam duros, e fomos ao supermercado. Abastecemos a geladeira pra economizar os 12 euros por pessoa que o hotel nos cobraria de café da manhã. Então, foi voltar pro centro e tentar andar mais um pouquinho pela cidade. Vamos ver se na parte da noite já é possível caminhar um pouco...

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Publicado por Akemi Nomura 10:30 Arquivado em Holanda Tagged koninginnedag Comentários (0)

Amsterdã - dia 02

29 04 2011

sunny 20 °C
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O dia começou bem. Céu aberto, um friozinho bom, mas com tempo firme. E a idéia de ir até Keukenhof se manteve. Cada dia que passava aumentava as chances de ver menos tulipas nos jardins. Então, estava decidido, fomos ao Keukenhof. E a saga começou no hotel. Mais um motivo pra não ter gostado desse hotel, a moça da recepção disse que não era possível comprar a entrada em Amsterdã. Como eu já tinha olhado no site que era possível sim, fui atrás da informação em Leidseplein.

Pegamos o bonde linha 2 e descemos na praça dos museus. De lá, uma paradinha básica no “I Amsterdam” que estava vazio e depois uma caminhada até a praça informada no guia. Procure o Tourist Information, perto de um ponto de tram e do American Hotel. Tem a plaquinha de "ticket shop".. Se conseguir passar dessa etapa, o resto é fácil.

O ticket até Keukenhof e a entrada custam, combinados, 25 euros. Já aproveite e compre o ticket do tram pelo tempo que for ficar na cidade. Isso se vc estiver meio longe e já estiver um pouco cansado. Senão, dá pra caminhar. Com o ticket combinado na mão, basta pegar o ônibus 197 na avenida principal (pegue um mapa com a moça da Informação ao Turista). Vá até o ponto final no aeroporto de Amsterdã, Schipol Plaza. Descendo lá, vá para plataforma B1/B3 e pegue o ônibus 58 até Keukenhof. Guarde o bilhete para a volta.

KEUKENHOF

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O motivo de eu ter escolhido vir para Amsterdã nesta época era um só: Keukenhof. Aberto 2 meses por ano, na primavera, Keukenhof é o maior jardim de tulipas do mundo. As mais variadas espécies estão espalhadas pelos jardins. É inevitável não se empolgar tamanha a beleza do lugar. Eu, que sou uma mera fotógrafa amadora, tirei fotos que mais parecem pinturas. Vindo na época ideal, é certeza de fotos maravilhosas e um dia perfeito. Recomendo fortemente a segunda quinzena de abril. E que não passe disso, senão o espetáculo de cores começa a desmanchar.

Keukenhof tem excelente estrutura. Restaurantes, souvenirs, barraquinhas, sorvete, etc. É possível passar um dia inteiro lá. Fuja da visita aos fins de semana, é lotado demais. De resto, vá com uma máquina com bastante bateria, e leve uma bateria reserva se possível. A empolgação é inevitável.

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PASSEIO DE BARCO

Recomendo fortemente fazer um passeio de barco pelos canais de Amsterdã. Existem várias empresas oferecendo esse tipo de passeio. Optamos pelo dinner Cruise, um passeio de 2h com jantar e tudo incluído. A perspectiva de Amsterdã pelos canais à noite foi boa demais. Foi ótimo, pra espantar o frio uma taça de vinho caiu perfeitamente bem.

Publicado por Akemi Nomura 23:53 Arquivado em Holanda Tagged keukenhof Comentários (0)

Amsterdã - dia 01

28 04 2011

semi-overcast 19 °C
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Depois de uma curta manhã em Berlim, em que não deu tempo para fazer nada, o transfer nos buscou no apartamento para nos levar ao aeroporto. Foi pontual e nos deixou já no portão de embarque para Amsterdã. O vôo foi tranqüilo, pontual. No desembarque em Amsterdã me surpreendeu o tamanho do aeroporto. Eu já sabia que era grande, mas era a primeira vez que eu desembarcava ali, aí sim fui ter a certeza de que era enorme. Foi difícil achar o cara do transfer, mas depois que eu achei, ficou tudo mais fácil.

De cara posso dizer que não gostei do hotel King´s Villa. Não achei bem localizado, não gostei da estrutura, não gostei do atendimento, não gostei do quarto, enfim, não recomendo. É um hotel caro, 4 estrelas, e acho que não compensa muita não. Não sei se a estrutura do apartamento de Berlim era muito boa, somada ao preço e à localização. Eu sei que não gostei do daqui.

Daí foi a busca por um lugar para comer. Depois, achamos um supermercado para abastecer a parte de alimentação. Economia por um lado para gastar por outro. Mais tarde fui explorar a cidade e já fui em busca do Hard Rock Café. Foi uma boa caminhada, mas valeu a pena porque deu pra me localizar bem na cidade, ter noção das distâncias, me entender com o tram e ter umas idéias diferentes de tudo que eu tinha imaginado pra Amsterdã.

Mas a história em Amsterdã só vai começar mesmo amanhã.

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Publicado por Akemi Nomura 14:32 Arquivado em Holanda Tagged amsterdã Comentários (0)

Berlim - dia 05

27 04 2011

sunny 21 °C
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O plano hoje era não ter plano nenhum. Saímos meio sem rumo. A idéia inicial era passar na loja do museu de História Alemã e depois procurar o city tour para o campo de concentração próximo à Berlim. Seguimos a dica de uma brasileira que encontramos ontem no Checkpoint Charlie. Às 10h30 estávamos na frente do Starbucks da Pariser Platz. Isso depois de uma caminhada por toda Unter den Linden a partir da Berliner Dom.

Bom, chegamos novamente ao Portão de Brandemburgo. Claro que não ia perder a chance de tirar a foto que eu tinha perdido do segundo dia. Aproveitei e bati com umas 3 máquinas diferentes só pra garantir. Depois, fomos em busca do grupo de guias de free tour por Berlim. Lá tinham alguns grupos que iam para outros destinos fora da cidade. A opção foi Sachsenhausen. E o guia foi o espanhol Jorge.

Fica a dica, a idéia desse tours que saem da Pariser Platz é caminhar ou usar transporte público. Porém para ir para o Campo de Concentração exigiu uma boa caminhada. Então esteja pronto porque a caminhada dentro do campo é grande também. E o ritmo do guia é bem alucinado.

SACHSENHAUSEN

Não deixe de comprar o bilhete para transporte público das zonas A, B e C. Pegamos o trem no Brandemburger Tor e percorremos cinco estações. De lá, pegamos um trem regional até a estação de Oraniemburg. De lá, saindo da estação à direita, caminhamos até chegar a uma ponte. Ali, viramos à direita passando por baixo da ponte e, na esquina de um supermercado chamado Netto, viramos à esquerda. Dali, mais uma caminhada até achar a placa do Campo de Concentração. No ritmo de Jorge foram uns 15 minutos, em um ritmo, digamos, normal, são de 30 a 40 minutos.

A entrada no campo é gratuita. Logo no começo você pode comprar um mapa e/ou alugar um áudio guide. Daí, é só caminhar de novo. Nesse roteiro eu recomendo fortemente alugar um áudio guide ou ir com guia de turismo (por mais que eu os odeie do fundo do meu coração). Mas acho que as histórias contadas pelos guias são complementação importantíssima para a visita a ser feita. Daquelas histórias você imagina o que aquelas pessoas passaram e, não tem como não sair, no mínimo, refletindo sobre o comportamento do ser humano.

Acho que visitar um campo de concentração foi um dos roteiros mais fortes que fiz em todas as minhas viagens. Eu saí de lá com o mesmo “why” na cabeça que vi pichado no Muro de Berlim. Por que o ser humano chegou a esse ponto? As histórias são de embrulhar o estômago.

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Passando o portão de entrada A, por onde chegavam os prisioneiros, me deparo com a famosa frase “O trabalho liberta”. É como um tapa na cara, e daqueles bem fortes, pra acordar pra realidade que estava por vir. Vale lembrar que Sachsenhausen era um campo de concentração, e não um campo de extermínio. A intenção ali era explorar a força de trabalho ao extremo. Porém acabava sendo uma forma de extermínio por outras vias.

Os barracões ficavam em um semi círculo, de forma que a torre A tivesse a visão de todos e os prisioneiros tivessem sempre a sensação de estarem sendo observados. Ali, o inverno chegava a -22 °C, e os verões eram extremamente quentes. A rotina ali começava às 4h15. Em um barracão em que dormiam cerca de 400 pessoas, eles tinham 45 minutos para se levantarem, se banharem, comerem algo, irem ao banheiro e, por fim, se apresentarem no pátio às 5h da manhã em ponto, todos os dias, para contagem. Se a contagem não batesse, ninguém saía do pátio enquanto os soldados da SS iam aos barracões procurar cadáveres, que claro, eram retirados pelos outros presos.

Em fotos de propaganda, é possível ver uma apresentação no pátio para contagem com prisioneiros enfileirados usando roupas de frio. Claro que esse cuidado todo era apenas nas fotos de propaganda. O dia a dia no campo era bem diferente.

Todo barracão tinha o capo. O prisioneiro “dedo-duro” que dormia em uma cama separada e tinha certos privilégios. Mas pagava o preço da consciência por delatar os demais. Sobreviventes contaram que enquanto estavam amontoados nos barracões, estavam felizes, pois estavam juntos. O temor maior é quando alguns eram retirados para o isolamento, pois daí ninguém sabia o que iria acontecer com eles. A reação para demonstrar, acima de tudo, força moral, era cantar durante a noite. Assim eles eram fortes.

O isolamento de presos políticos era com escuridão total. Sendo a pior delas o isolamento feito por baixo da terra, onde o prisioneiro descia por corda e ali era praticamente enterrado vivo, com a abertura por onde desceu se fechando por cima, ficando apenas uma tela de arame a mais de 3m de altura, para passar ar.

No museu dos barracões, a pior parte. As formas de tortura e humilhações expostas com instrumentos usados na época. Algumas fotos mais marcantes e as histórias dos sobreviventes estampadas nas paredes.

As histórias que envolvem torturas, humilhações e extermínio em massa não valem ser descritas. Não faz bem pra ninguém. Parece que a gente sente um pouquinho do que se passou por lá. Um pouquinho mesmo. Um quase nada perto do que realmente foi aquilo. E esse pouquinho é um misto de emoções indescritíveis. Não tem livro ou filme que transmita essa sensação. Mas a história está lá, a ferida está aberta, pra quem quiser ir ver...

Publicado por Akemi Nomura 15:19 Arquivado em Alemanha Tagged sachsenhausen Comentários (0)

Berlim - dia 04

26 04 2011

rain 16 °C
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Hoje o dia começou bem fraquinho, mas valeu muito pelo final. Mesmo com chuva, a parte mais interessante começou na hora do almoço e foi até a noite chegar. O começo foi mais pra cumprir tabela. Até antes do almoço tudo levava a crer que o dia seria improdutivo, juntou o cansaço e a chuva para tornar o dia mais desanimador. Mas a mesma chuva que desanimou fez com que a gente procurasse um dos restaurantes mais interessantes de Berlim por puro acaso. Vamos ao que interessa:

FERNSEHTURM

O Fernsehturn, ou torre da televisão (fica mais fácil assim), pode ser vista de vários pontos de Berlim. Aliás, você tem a sensação que em qualquer lugar da cidade está perto dela. A enorme esfera de metal com revestimento de aço possui um café giratório a mais de 200m de altura que proporcionam uma vista de 360 graus da cidade. É bem bacana, mas vá cedo, senão a fila de espera pode chegar a ser de 40min a 1h, além da meia hora de fila pra comprar o ingresso. Outra idéia é ir um dia para reservar e ir outro dia, perde-se menos tempo.

NEUES MUSEUM

De volta à ilha dos museus, para quem gosta pode dedicar um dia inteiro para todos. Ou ao menos vale uma visita a um dos vários museus da ilha. É só escolher o tema favorito e comprar o ingresso. Escolhemos o Neues Museum pelo simples fato de lá estar o busto de da rainha egípcia Nefertiti, aparentemente o único existente no mundo, pois os demais teriam sido destruídos. Este museu foi totalmente destruído na Segunda Guerra Mundial e voltou a abrir as portas 70 anos depois.

MUTTER HOPPE

O Restauratiom Mutter Hoppe (ou algo parecido),fica na Rathaustrasse, 21, Nikolaiviertel, 10178, Berlin Mitte. Foi uma grata surpresa. Por acaso escolhemos esse restaurante, um pouco afastado da ilha dos museus, porém no agradável bairro de Nicolau. Lá, não podiam faltar cerveja, Eisbeinn e chucrute. E como toda cozinha alemã é bem servida. Depois de comer, começou a chuva que previa um fim de dia melancólico. Acabamos descendo pro subsolo para aguardar a chuva e encontramos um simpático casal brasileiro de Santo André e ficamos trocando figurinha. Por ele ficamos sabendo que estávamos em um dos melhores restaurantes de Berlim, indicação de várias revistas de viagem. Fica a dica: Mutter Hoppe – Deftige Deutsche Küche.

DESCANSO VÁLIDO

Com a chuva, o almoço farto, a cerveja e o cansaço, a solução foi voltar pra casa e descansar um pouco. Já eram 16h, e como aqui é horário de verão o dia se estende até tarde. Depois de um descanso e confiando no tempo, resolvemos ir pro próximo ponto.

CHECKPOINT CHARLIE

Aqui vale um breve relato sobre o lugar. Existiam oito pontos de passagem no muro de Berlim. Neste locais era permitido a alguns moradores da Berlim Ocidental, em ocasiões festivas, atravessar o muro e visitar a Berlim oriental. Já os moradores da Berlim Oriental eram terminantemente proibidos de irem ao lado ocidental. Esses pontos de passagem eram chamados pelos americanos de Check Points, e era um ponto sensível onde dois sistemas políticos opostos e inimigos eram obrigados a se encontrar.

O mais famoso ponto de passagem de todos ficou conhecido por Check Point Charlie. Ainda hoje na avenida está uma amostra de como era a barreira do lado americano e a placa alertando em vários idiomas: “You are leaving the american sector”. De um lado da avenida com vista para Berlim Ocidental, uma foto de um soldado americano. A mesma placa, do lado ocidental, com vista para Berlim Oriental, uma foto de um soldado russo.

Ali do lado está o Museum Haus Am Checkipoint Charlie, uma dolorosa lembrança de um passado recente. As tentativas desesperadas de fuga dos moradores da Berlim Oriental são tocantes. É como deixar uma ferida aberta, deixando para as próximas gerações uma lição de vida.

TOPOGRAPHIE DES TERROR

Na rua Niederkirchnerstrasse, logo ao lado do Check Point Charlie, está a exposição ao céu aberto chamada Topografia do Terror. A história ali é marcante, como um tapa na cara de um passado recente mostrando até onde pode ir a estupidez humana. A exposição fica em um terreno rebaixado que foi um abrigo de ataques aéreos.

MURO DE BERLIM

Logo ao lado do Topographie des Terrors está um pedaço enorme do muro original. Foi ali que, em 9 de novembro de 1989, os alemães se juntaram para ver a história da queda do muro de Berlim. Ali também começa a marca no chão da cidade de onde se encontrava o muro. Saindo em silêncio da exposição do Topographie des Terrors, me deparei com uma parte do muro que, no mínimo, leva a refletir. Uma palavra em inglês pichada em vermelho, três letras apenas: “WHY”.

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Publicado por Akemi Nomura 14:47 Arquivado em Alemanha Tagged berlim Comentários (0)

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