Um blog do Travellerspoint

maio 2012

Estocolmo

Quero voltar!!!!!!!!!!!!!!

semi-overcast 17 °C
Visualizar 2012 Europa no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Estocolmo deixou um gosto de quero mais em todo mundo. Ia ser uma parada rápida, a gente sabia. E assim nosso dia começava bem cedo. 6h45 eu e a Flávia estávamos indo pro café. Logo depois a Laura chegou. E cumprindo o cronograma, 7h46 estávamos no 5º andar esperando o capitão abrir a porta do navio.

Com alguns minutos de atraso, Jaime, nossa locutora (é mulher mesmo), começou cantar a musiquinha dela. Só sei uma parte: “We gotta wonderful feeling. We´re in Sweden today.” Pois é, querendo sair ainda temos que ouvir essa.

Abrindo os portões, foi dada a largada. Caminhada do porto até Gamla Stan, a cidade velha. Foi cerca de 30 minutos de caminhada. Depois descobrimos que, qualquer ônibus que fosse para Slussen parava do lado de Gamla Stan. Paciência!

Estocolmo é formada por várias ilhazinhas e alguns guias de viagem se referem à ela como a Veneza do norte também, por ser toda recortada por canais. Também porque Amsterdã também tem esse título. Gamla Stan é o centro antigo da cidade, dá pra ter uma ideia do passado desse lugar.

Ruas de pedra, várias entradas estreitas, e lá no centro a belíssima, e pequena, Catedral de Storkyrkan. Foi aqui que o príncipe herdeiro Carl Gustaf, agora monarca, casou-se com a agora rainha Silvia. A Catedral é pequena, bonita, tem uma estátua lindíssima de São Jorge. Para entrar, custa 4 euros, porém o Estocolmo card cobre essa igreja.

Ah, se interessar, a moeda na Suécia é a coroa sueca. A conversão hoje está 1 euro para 6,88 coroas suecas. O euro é aceito em toda a cidade, porém, diferente de Helsinque e Tallinn, o troco é em moeda local, como na Dinamarca. Ou seja, consegui uma nota de coroa sueca para guardar... mas nenhuma moedinha (entendeu Marcos?)...

Bom, da catedral, fomos para o Palácio do rei, logo do lado. A troca da guarda ocorre às 12h15, todos os dias, mas com a falta de tempo, não pudemos aproveitar esse evento. Então, ficamos só na guarda real que estava lá mesmo que já valia muito a pena, né Flávia? Rsrs. O palácio parece ser bem bacana, o Estocolmo card também cobre as várias visitas lá dentro, inclusive as joias da coroa. Só que não tivemos tempo para ver, uma pena.

Seguindo o roteiro, do outro lado do palácio real estava o bonito prédio do parlamento. Fomos andando por uma passagem bem bonita, passamos atrás da prefeitura e tivemos que pedir socorro para o Tourist Information. Mapas na mão, pegamos o ônibus 69 na direção do Vasa museum.

Informação que a gente não sabia, se a gente tivesse pegado o ônibus 76 no ponto de Slussen (uma espécie de ponto final), do lado do Gamla Stan, a gente iria direto pro Vasa. Mas tudo bem, a caminhada valeu a pena pelo cenário de fundo.

Bom, chegamos ao Vasa e a primeira decepção do Estocolmo card. Ele não nos livra da fila. Ainda bem que tinha muita fila. Mas é estressante comprar algo com intenção de evitar fila e ter que pegar fila. Mas tudo bem, passou...

O Vasa é bem legal. É o museu mais visitado da Escandinávia. Vasa é um navio sueco com uma história triste. Naufragou em sua primeira viagem, em 1628. Após 333 anos, foi resgatado, restaurado e exposto. É interessante ver detalhes do navio, maquetes mostrando a forma que eles viviam lá. Esse museu valeu muito a pena.

Bom, perdemos a Laura, rs. Acontece, eu sou mestre em dar uns perdidos. Fomos de um lado pro outro e não achamos, resolvemos prosseguir. Fomso pro lado do Skansen e, adivinha quem estava saindo de lá? Ela mesmo.... rsrs. Pois bem, ela viu a parte de baixo e não se entusiasmou muito. A Flávia queria muito ir ver o Skansen e eu fui com ela. A Laura foi pro Nordiska, um museu que pela arquitetura externa já vale a pena.

O Skansen é um museu a céu aberto que retrata o estilo de vida na Escandinávia no século XVII. Aqui a gente encontrou casas bem antigas, inclusive igrejas e fazendas trazidas de diversas partes do país. Entramos em uma das casas e duas senhoras vestidas a caráter nos explicaram como funcionava a vida naquela casa. Foi bem interessante. Se tivesse mais tempo ficava ali o dia inteiro.

Ok, o tempo se esgotava e era hora de voltar pro navio. Caminhamos um pouquinho mas nós 3 estávamos bem cansadas, resolvemos pegar o 76 até Slussen, logo depois da Gamla Stan e ir caminhando. A volta durou cerca de 40 min, contando o cansaço acumulado.

Já estamos no caminho, navegando pra Copenhague de novo. Nossa, por mais cansada que eu esteja, por mais saudades da minha cama que eu tenha, não quero voltar. Quero ficar sempre mais um pouquinho. Esses países são bacanas demais. Eu aguentava ficar mais um pouquinho sem o arroz com feijão. O bom de ter amigos no mundo inteiro é saber que sempre vou ter um porto seguro para parar em qualquer lugar.

Valeu Estocolmo! Quero voltar logo!

Publicado por Akemi Nomura 09:39 Arquivado em Suécia Comentários (0)

Helsinque

A capital mais conectada do mundo

semi-overcast 13 °C
Visualizar 2012 Europa no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Helsinque definitivamente é um lugar que eu nunca imaginei na minha vida parar. A minha imagem de Finlândia é um lugar bem distante, bem frio, bem... sei lá. Não sabia o que esperar, não tinha expectativa nenhuma, nem boa, nem ruim.

A Finlândia ainda não comemorou 100 anos de sua independência. Apenas em 2018 isso vai acontecer. Antes, parte pertencia à Suécia e parte pertencia à Rússia. Os nomes das ruas são escritos em finlandês e sueco. Aqui deve ser a maior concentração de pessoas cor de rosa da face da Terra, como Mika Hakkinen, por exemplo.

Helsinki com aproximadamente 560 mil habitantes, é a capital da República da Finlândia e a maior cidade do país. A Finlândia faz fronteira com a Suécia no oeste, a Noruega , no norte e Rússia no leste, enquanto Estônia está ao sul do Golfo da Finlândia. No ponto mais setentrional da Finlândia, o Sol não se põe durante 73 dias no verão e não chega a nascer durante 51 dias no inverno.

Há várias opções para se chegar até o centro da cidade ou Mercado como taxi, ônibus ou Hop on-Hop Off! Se chegar de navio como a gente, procure se informar antes sobre o porto que vai descer, se não for no Olympia, já saiba que vai ter que pegar ônibus para o centro, no caso o nº 16. Saindo do porto já passa o ônibus que desce no Parque Esplanadi. Os ônibus partem geralmente em intervalos de 15 minutos e chegam ao centro em 12 minutos. A passagem custa 2,70 euros e os bilhetes podem ser comprados com o motorista.

A moeda local, se eu não me engano, é a coroa, mas em todos os lugares nós usamos euro, recebendo euros de troco, como em Tallinn. Dessa vez não levei nota da moeda local pra casa. Mas é bom, porque aí a gente não precisava ficar prevendo quanto ia gastar.

O trânsito é calmo e organizado, as ruas são extremamente limpas e quase não há gente circulando nas ruas pela manhã e pela noite! Também, faz frio viu? Subestimei o frio dessa cidade. Achei que, como São Petersburgo estava tranquilo, não ia ter problemas aqui. Putz... me dei mal... Se bem que depois da chuva (na hora que a gente estava almoçando), tudo melhorou.

Saímos nem tão cedo assim, por volta das 9h. Logo na saída pegamos uma rajada de vento forte, congelei! Rs. Depois de uma caminhada lusitana, graças ao mapa meia boca que a gente tinha em mãos, chegamos ao centro da cidade em 1h15. Daí, já conhecemos a praça do mercado (Kauppatori). Rodeada de prédios públicos, entre eles o palácio presidencial, tem várias bancas de artesanatos e comida típica.
Dali fomos ver a Catedral Ortodoxa de Uspenski. Ela se destaca do horizonte com seus tijolos vermelhos meio escurecidos. Abre às 9h30 , exceto aos domingos, de acordo com a Flávia que leu a placa em finlandês, rsrsrs. Tem uma clara influência da arquitetura russa.

Descendo ali, fomos em direção à Catedral de Helsinque, Tuomiokirkko. Bela por fora, “bege” por dentro. Na praça, está a estátua de Alexannder II, fazendo o quê eu não sei. Acredito que seja da época da dominação russa. Não entrei na igreja, mas gostei da escadaria pra chegar até lá, de longe, nem parecia escada, parecia um paredão.

Andamos um pouquinho pela Aleksanterinkatu, ou Aleksi para os finlandeses. É a rua de compras da cidade com variadas lojas.
Passamos então pelo Parque Esplanadi. Lugar perfeito para dar uma volta e tomar um café no fim da tarde. Foi aqui que eu e Flávia decidimos fazer hora e aproveitar o solzinho do fim do dia no Kappeli.

Passando por ali, resolvemos parar no Café Esplanadi para, a princípio, tomar um café. Depois, resolvemos almoçar ali mesmo, foi a hora que choveu bem forte. Sorte nossa, o lugar era bem gostoso e eu escolhi um sanduíche pro almoço, foi o que eu consegui pedir.

Continuando o tour religioso, fomos atrás da igreja de pedra, passando antes pelo prédio da estação central, que se destaca na cidade, pelo prédio do Parlamento, Teatro Nacional e Museu Ateneu (que faz parte do complexo de Museu Nacional da Finlândia).

Chegamos então na igreja de pedra. Construída na pedra, literalmente, teto, paredes, altar, tudo na pedra bruta. Iluminada por luz natural em algumas partes do teto. O altar feito de pedra é lindíssimo. O lugar transmite muita paz mesmo. Bom sentar lá um pouco e agradecer a oportunidade de conseguir hoje, com 33 anos, poder passear pelo mundo com minhas próprias pernas, sem depender de ninguém.

Pra mim Helsinque já tinha acabado. Confesso que não tive forças para ir até o estádio Olímpico. Desisti logo. Voltamos caminhando na
direção do parque Esplanadi e eu já estava decidida a voltar pro navio. A Flávia disse que só queria passar em uma loja pra comprar lembranças de trabalhos manuais da Finlândia e que também voltaria. Esperei por ela e fomos ao Kappeli tomar um café e ficar um pouco de bobeira no sol, conectadas no wifi livre por toda cidade. Eis aí uma coisa que me impressionou em Helsinque, qualquer rua, qualquer praça, qualquer lugar tinha uma rede wifi pra gente se conectar. Eu achei isso fantástico, claro, rs.

Bom, a Laura quis ficar mais um pouco acho que pra olhar umas lojas, não sei. Pegamso o ônibus às 3h20, às 3h40 estávamos no navio. A Flávia ficou lá fora e eu entrei rapidinho pra pegar meu netbook pra me conectar na rede wifi fora do navio um pouco. Só que o sol sumiu e eu comecei a congelar lá fora. Entramos e fomos tomar um lanche no Garden Café. Depois fui com a Flávia pro Observation Lounge ver a saída do navio. Várias ilhas pequenas estão na saída do porto de Helsinque.

Por fim, jantar no Seven Seas e show com musicais da Broadway no Observation Lounge. Antes de ir dormir, fui ganhar mais US$10 no cassino. Boa noite Finlândia!

Publicado por Akemi Nomura 12:19 Arquivado em Finlândia Comentários (0)

São Petersburgo 2

Fantástico...

sunny 17 °C

Esqueci de dizer ontem como pode ser emocionante sacar dinheiro em ATM na Rússia. Logo na saída do porto resolvemos sacar. A Laura se propôs a colocar o cartão dela e eu ajudei. Interessante que logo depois que você coloca seu cartão, ainda aparece uma frase em Inglês: “Please wait! Thank you!”. E é nosso último contato com nosso alfabeto, depois, só no alfabeto sirílico. Aí vai saber o que a gente está fazendo. Foi pela instinto que conseguimos sacar os rublos, rs.

AAED81172219AC681780D2CC3D7F04BB.jpg

Hoje o dia começou mais tarde. Essa história de perder 1 h toda noite deu pra gente sentir bem. Resolvemos sair mais tarde hoje, 9h já tínhamos passado a imigração. Dizem que eles não são muito simpáticos na imigração russa, bom, eu, Laura e Flávia passamos sem problemas. Cynthia e Guilherme já passaram por uma moça mais estressada. Isso ontem, porque hoje foi mais rápido e mais tranquilo para todos.

Encontramos o Leonid e fomos passear... de metrô. A linha 1 de metrô de São Petersburgo é uma das atrações da cidade. Uma estação mais bonita que a outra. O Leonid, como bom anjo da guarda desceu coma gente no metrô e explicou como a gente ia fazer. Depois ele subiu pra pegar o carro e encontrar a gente duas estações depois. A passagem de metrô é baratinha, 25 rublos. As estações são bem fundas, mas que eu me lembre tinha estação em Londres assim também, acho que era Baker Street. Mas foi bem legal, esperava um pouco mais, mas o que eu vi já valeu a pena.

AAF57D122219AC681723D518647A40CF.jpg

O ponto seguinte de parada era o Peterhof. Peterhof é mais um palácio que tomou por base Versailles. É um extravagante conjunto de palácios às margens do golfo da Finlândia. Chama a atenção os excessos. Muito dourado, muito brilho, muito luxo. Peterhof fica a 30km do centro de São Petersburgo. Ir por conta ficaria difícil, ainda bem que o anjo Leonid estava conosco. Acho que é um passeio que é possível passar o dia inteiro entre os jardins e o palácio em si. Mas com o tempo que a gente tinha, já foi bom demais.

AAFCB1502219AC6817E35D2B835B84E9.jpg
AB01671E2219AC681798FF6F24FF86A0.jpg

Fomos almoçar em um restaurante de nome difícil de escrever sem um teclado no alfabeto sirílico. Recomendo muito esse restaurante, assim que der posto a foto com o nome dele. O difícil é chegar lá. Sabe aqueles restaurantes típicos de celebridades? Pra você ter uma ideia, ali foi comemorado o aniversário do Vladimir Putin. O início do cardápio tem o menu daquele dia. A minha escolha, do Guilherme e da Cynthia foi o estrogonofe, claro! Rs. Estranho foi comer sem arroz, mas estava bom demais...

Dali fomos ao complexo de jardins e palácios de Tsarskoe Selo, ou simplesmente, Catarina. Pra mim, o ponto alto do dia, pois entramos no palácio dessa vez. Foi criado por Catarina 1ª, esposa de Pedro, o Grande, como casa de campo. Os salões são riquíssimos, uma extravagância que só vendo pra entender. Se um dia eu voltar a São Petersburgo, o que não é difícil, vou tirar dois dias para Peterhof e Catarina, pois esses fazem meu estilo de passeio.

AB07A78A2219AC68175BB8CCC088A22D.jpg

Bom, saindo do Catarina, já meio que exaustos, fomos para o carro e fizemos nossa pequena viagem de volta a São Petersburgo.Fizemos mais um city tour na cidade com Leonid explicando mais sobre a cidade e fizemos uma parada em uma igreja que parece um bolo, rs. Sério mesmo, chama Igreja Chesma. Continuamos nosso role e pegamos o caminho de casa, ou seja, o porto.

Nós 5 e o Leonid (camisa vermelha), na foto abaixo:
AB11DB782219AC6817389B7D4CBD9D91.jpg

São Petersburgo é uma cidade que pode oferecer mais do que eu vi. Dentro do tempo que a gente tinha, achei que foi tudo perfeito. Gostei mesmo! O Leonid foi a melhor opção que a gente poderia ter. Não descarto voltar aqui, faria as coisas com mais tempo, sem correria e sem deixar o cansaço me desestimular.

Fim de tarde na parte de fora do navio para ver São Petersburgo pela última vez, esse ano!!!

Publicado por Akemi Nomura 06:07 Arquivado em Rússia Comentários (0)

São Petersburgo 1

Enfim, Russia...

sunny 15 °C
Visualizar 2012 Europa no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Boa dia São Petersburgo! Minha primeira viagem à Rússia. Loucura demais! Está sendo divertido, com alguns altos e baixos, mais altos que baixos, ainda bem. Hoje o dia ia ser cansativo, afinal, pela segunda noite seguida perdemos mais uma hora de sono. Entramos em outro fuso e já estamos a 7h do Brasil. E o dia começou agitado...

Logo cedo no café, disputamos lugar com todo o navio que ia descer cedo na cidade. E a folgada do Minessota já me irritou. Mas eu sou muito besta mesmo, o engraçado foi todo mundo tomando minhas dores, kkkk. Valeu galera! Enfim, saímos e encontramos o Leonid nos esperando. O Leonid foi uma espécie de anjo que a Cynthia encontrou na internet e nos cobrou a bagatela de 15 euros por hora pra ficar a nossa disposição. Dividido por 5... Não recomendo as excursões desse navio, são muito caras e você não vê quase nada.

O ritmo foi bem tranquilo, tipo de excursão, com a vantagem de ser só pra gente. São Petersburgo é uma cidade grande, ia ser legal desbravá-la do jeito que a gente gosta, mas com o atual estado de cansaço de todo mundo, o Leonid foi o anjo que caiu do céu mesmo. Ontem o post foi muito grande, então vou tentar falar mais por alto do dia de hoje. Bom, seguimos então para dar uma volta de van, parando em alguns pontos da cidade. Paramos primeiro na igreja de St Nicolas. Uma igreja com tudo aquilo que se espera de uma igreja ortodoxa. Sua abóbodas douradas, sua fachada toda trabalhada e muito dourado por dentro. Uma parada bem bacana. É a igreja dos navegantes, hoje, um pouco nossa também.

AA83327D2219AC681749D9392C8FE020.jpg

Fizemos uma parada em frente ao Palácio Yusupov. Foi aqui nesse palácio que Rasputin foi assassinado. De acordo com o Leonid, era um homem difícil de morrer. Rasputin ganhou grande influência, nem sempre benigna, na corte depois de “curar” o filho hemofílico de Nicolau segundo. Dessa forma, alguns nobres acharam por bem eliminá-lo.

AA8B12612219AC681731C508C5A6816C.jpg

Dali, fomos até a Praça da belíssima catedral de St Isaac. A praça já estava decorada para o feriado de amanhã aqui em São Petersburgo, o Dia da Vitória. Vários sinais do comunismo anda pairam na cidade. O brilho do telhado da catedral é fácil de identificar de várias partes da cidade. O dia lindo colaborou! No centro da praça, a estátua do Cavaleiro de Bronze, representando Pedro, o Grande, encomendada por Catarina, a Grande. As patas do cavalo pisoteiam a serpente, o símbolo da traição.

AA9632CE2219AC6817705438BDC91498.jpg

Fizemos pequenas paradas em alguns pontos da cidade em que pudemos ver vários de seus símbolos despontando no horizonte. Num gelado dia russo, na beira do rio Neva, várias pessoas tomavam sol de trajes de banho. Engraçado isso!

AA9ABE3C2219AC6817926440E1B57934.jpg

Fizemos uma parada na Fortaleza de Pedro e Paulo. Achei mais interessante ver a saída dela pelo lado do rio, dando uma noção exata da sua condição de fortaleza. Dizem que centenas de escravos e prisioneiros suecos morreram na sua construção. É um contraste que encanta e assusta. Do outro lado da rua, uma amostra do poderio militar russo.

Talvez a parada mais interessante do dia, a Igreja do Sangue Derramado. Um festival de cores, com suas paredes trabalhadas de forma intensa, abóbodas douradas e coloridas. A entrada para a igreja é 250 rublos. Cuidado com pickpockets na área. Dentro da igreja, pinturas e altares, um mais bonito que o outro.

AAA512142219AC6817ED84BEDEA3D571.jpg

Parada para o almoço em um restaurante super recomendado no guia top ten da folha, chamado Idiot. Optamos pelo pelmeni, uma espécie de guioza de com recheio de batata. Porção pequena, 300 rublos, refrigerante 90 rublos. Foi o suficiente para o resto do dia.

AAAC9EE82219AC68175534A75518890E.jpg

Vamos ao Hermitage? O Hermitage é o segundo maior museu do mundo. Abriga uma vasta coleção de arte. As obras de arte em si, já assumi que não sou fã. Mas a arquitetura do prédio, que era um palácio, é lindíssima. Os telhados, os lustres, os salões, um mais lindo que o outro. A Laura resolveu curtir à moda dela. Eu e a Flávia rodamos em busca das top tem do guia, só achamos duas, ahahahaha.

AAB2F5CE2219AC681773F00EAF587621.jpg

Depois do museu, uma rápida caminhada pela Nevskiy Prospekt, a mais movimentada avenida da cidade. Fachadas da época czarista, cafés e boutiques, Claro que não deu tempo de ver muita coisa. Fomos andando até a catedral de Nossa Senhora de Kazan, inspirada na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Depois, paramos para tomar um café no Café Singer, bem em frente à igreja.

AAB9318B2219AC681772F3B4EA66CFB9.jpg

Na volta para o carro, várias ruas estavam fechadas. Tivemos que dar várias voltas para chegar lá. Vários tanques na rua, São Petersburgo se preparava para comemorar o dia da Vitória na II Guerra. Tanques nas ruas, militares por todos os lados. Um pouquinho do clima do passado de volta.

AB1DDB322219AC681760B0E7707D4C2F.jpg

Na volta, jantar no navio, todos os 5 juntos, muita conversa e muitas risadas! Até amanhã!

Publicado por Akemi Nomura 12:06 Arquivado em Rússia Comentários (1)

Tallinn

Onde está Carmen Sandiego?

sunny 10 °C
Visualizar 2012 Europa no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Bom dia capital de Estônia! Se alguém me perguntasse antes de eu fechar esse cruzeiro qual é a capital da Estônia, eu com certeza não saberia. Hoje já sei um pouquinho sobre a cidade, que graças a Deus está no mapa, então se eu perdesse o navio já saberia como voltar... rs.

Um pouquinho de história. Tallinn apareceu no mapa a primeira vez em 1154, porém só foi reconhecida em 1219 depois que foi conquistada pelos dinamarqueses e da construção de sua fortaleza. Tallinn é abreviatura de Taani Linnus, que significa fortaleza dinamarquesa. Em 1347, o rei dinamarquês vendeu Tallinn aos alemães. Nos séculos 14 e 15 Tallin prosperou com uma importante cidade da Liga, adivinha? Hanseática... Tenho que estudar mais sobre isso, definitivamente. A cidade ficou meio estagnada durante o século 17 e durante o século 19 era balneário de veraneio de russos ricos. Em 1991 se tornou independente.

E vamos ao que interessa, como foi o nosso dia. O café da manhã no Garden Café estava disputado. Tivemos que tomar café na parte externa, numa agradável temperatura de 6 °C. Às 9h30 estávamos os 5 prontos para a partida. O navio atracou às 9h, mas sair nesse horário era meio que insuportável, então resolvemos sair mais tarde mesmo. Esperava de Tallinn um pouco de Praga, o mesmo estilo de cidade. E assim foi.

A maior parte das atrações se concentram na Praça da Prefeitura, e é uma cidade pra ser conhecida à pé. Descemos do navio e fomos caminhando até o centro. Primeira parada, Torre Margarete Gorda. O sugestivo nome desta torre do século 16 se deve ao fato de ser a parte mais larga das muralhas da cidade, cujas paredes têm 4m de espessura. Originalmente foi construída para defender o porto, mas também para impressionar quem chegasse pelo mar. Mais tarde, a torre se transformou em prisão e foi cenário de um violento tumulto na revolução de 1917, quando uma multidão de trabalhadores, soldados e marinheiros assassinou os guardas. Hoje, a Torre Margarete Gorda tema Pacífica missão de abrigar o Museu Marítimo Estoniano.

Passamos pelas Três Irmãs logo depois. Situadas no extremo norte da rua Pikk, as Três Irmãs são três casas geminadas de mercadores medievais que foram convertidas em hotel de luxo. É bege, digamos. Logo depois veio a igreja de Santo Olavo, que apenas passamos por fora.

Seguindo na rua Pikk, encontramos a Casa dos Cabeças Pretas. Nesta casa renascentista do século 15 reunia-se a Irmandade dos Cabeças Pretas, uma associação de solteiros mercadores e proprietários de navios. Uma vez casados, eles ingressavam na poderosa Grande Guilda.

Em seguida, o Salão da Grande Guilda, o salão foi construído em 1417 e é um dos edifícios de maior destaque na Tallinn Medieval. Ele pertencia a uma poderosa associação de ricos mercadores que muito fez pela história da cidade. Do lado esquerdo desse salão fica a igreja do Espírito Santo. Esta igreja do século 13 é considerada uma das mais bonitas de Tallinn. O edifício gótico era originalmente a capela da Prefeitura que foi transformada em igreja. Em sua fachada pintada de branco está o relógio público mais antigo de Tallinn, cujos detalhes decorativos datam de 1684.

Seguindo nosso cronograma, passamos pela frente do museu da cidade de Tallinn e pelo mosteiro dominicano, sem entrar em nenhum dos dois. O mosteiro a gente acabou vendo um pouco na volta, fundado por monges dominicanos em 1246, o mosteiro, que já era um renomado centro de aprendizagem, assim permaneceu até irromperem os motins provocados pela Reforma em 1524.

Daí veio uma parte bem legal, a passagem de Santa Catarina. Um fascinante corredor medieval, com paredes feitas de pedras irregulares e teto em abóboda, a Passagem de Santa Catarina liga a rua Vene à rua Müürivahe. Em toda a extensão da passagem há muitas oficinas de arte e artesanato, nas quais é possível assistir aos artistas trabalhando com pedras, cerâmicas e vidro ou encadernando livros. O estreito corredor acompanha a única parede que ainda resta da Igreja de Santa Catarina, de 1246, na época a maior igreja de Tallinn. Várias sepulturas, algumas do século 14, podem ser vistas ainda hoje, ao longo da parede antiga.

Daí fomos caminhando por perto do muro e subimos para caminhar por cima da muralha. Lógico que meu medo de altura foi um obstáculo que eu tive que superar. Como disse a Laura, se apega num personagem, rs. Então, hoje eu fui Carmen Sandiego, ahahaha.

Descendo a muralha, fomos para o portão de Viru, porta de entrada da cidade velha. Sua aparência pitoresca e suas torres levemente inclinadas são uma das imagens mais conhecidas de Tallin. As duas torres que compõem a porta são do século 14 e faziam parte de um sistema de portas maior.

Dali, o caminho natural era a rua Viru. No inicio do século 20, a rua Viru era uma das mais elegantes da cidade e hoje é um dos seus principais pontos turísticos. É uma das ruas mais conhecidas de Tallinn e a de maior movimento na Cidade Velha pelos muitos restaurantes, bares, cafés e lojas. Bem gostoso o lugar, parece com a rua Celetná de Praga, respeitando as devidas proporções.

E caminhamos mais. Pode parecer muito, mas não é não. Era tudo bem perto. Chegamos na praça da prefeitura. A praça é pequena, mas é um charme. A Prefeitura é um prédio bem no estilo medieval. O mais respeitado símbolo de Tallinn é o prédio da prefeitura, que foi construído em 1404. O telhado de duas águas apóia-se sobre altos frontões, e a esguia torre octogonal renascentista é coroada por uma flecha de torre.

E ali foi nossa parada para o almoço, num restaurante italiano. Pode parecer estranho não comer comida local, mas depois da alergia que eu tive na Austrália, prefiro não me aventurar com coisas novas. Do almoço, rumo ao Castelo.

Subimos aquelas ruelas estreitas, ruas de pedras, até que chegamos numa catedral bem bonita. Linda, pra dizer a verdade. A Catedral Alexandre Nevsky foi construída entre 1894 e 1900 por ordem do tsar Alexandre 3º, que mandou erguer na Praça do Castelo um edifício neobizantino com cúpulas e crucifixos dourados. Diz a lenda que a Catedral está sobre o túmulo do herói estoniano Kalev. Seu nome se deve ao duque russo canonizado Alexandre Nevsky (1219-63) que lutou ao lado dos Cavaleiros Livonianos nas margens do lago Peipsi em 1242. Foi aqui nessa catedral que a Laura achou o amor da vida dela... o padre... rs.

Do outro lado da rua, o Castelo Toompea que abriga o Riigikogu (Parlamento Estoniano), mas por 700 anos foi ocupado por vários poderes estrangeiros. No século 9º, havia no local um forte de madeira que foi tomado pelos dinamarqueses em 1219. Estes ergueram as fortificações de pedra ao redor da montanha, e boa parte delas ainda existe. A multiforme arquitetura do castelo inclui a Torre Pikk Hermann, com 50 m de altura, sobre a qual tremula a bandeira estoniana.

A última parada mais interessante foi o Kiek-in-de-Kök Uma das torres de canhão mais resistentes do norte da Europa no século 16, Kiek-in-de-Kök foi construída em 1475 para defender Toompea. Tem 38m de altura e paredes com 4m de espessura. Uma construção bem bacana, uma viagem no tempo.

Daí foi voltar caminhando sem pressa, de volta pro navio. Encontramos Cynthia e Guilherme no píer e eu já entrei. Mais tarde, todos nós estávamos na parte externa do Garden Café para ver a saída do navio.

Nunca imaginei na minha vida vir à Estônia. Dificilmente vou voltar. Mas posso dizer que hoje foi a melhor parada da viagem até agora. Amanhã a parada é em São Petersburgo. As expectativas são grandes, essa cidade sempre foi um dos meus sonhos de consumo. E tenho certeza que a realidade vai ser maior ainda.

PS: Tallinn resistiu à febre Michel Teló...

Publicado por Akemi Nomura 12:23 Arquivado em Estónia Comentários (0)

(Textos 6 - 10 de 18) Anterior « Página 1 [2] 3 4 » Próximo