Um blog do Travellerspoint

Agosto 2018

Monterigionni x San Gimignano

sunny 32 °C

Bom dia Siena! Foi nossa primeira noite em Siena e dormi que nem um bebê gordo. Acordei 6h30 mas com a sensação de ter dormido umas quinze horas. Coisa boa! Como ninguém levantava resolvi trocar de roupa e ir dar uma caminhada. Nem fui longe, fui até uma das portas da cidade que tem aqui perto mas não tem nada especial ali. Só a porta mesmo. A cidade estava amanhecendo e começava a ganhar movimento ainda. Isso era pouco antes das 8h. Chegando perto do apartamento tinha as escadas que subi correndo pra dar aquela acelerada no metabolismo. Em tese estava 17 graus lá fora mas eu cheguei suando.

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Voltei e já tinha movimento em casa. Claro que mamãe reclamou de eu não ter levado ela. Normal! Fui tomar banho pra tomar café. Harumi também estava acordada então tomamos café juntas. Okis acordou mais tarde. E o café da manhã foi digno de palmas: café sem açúcar, ovo cozido e iogurte sem açúcar. Termogênico e proteinado! Parabéns pra mim, haha. Depois que Okis levantou, tomou café, todo mundo pronto, partiu Toscana.

Paramos primeiro em Monteriggioni, uma cidade muralhada que fica a 16km de casa. Mas antes vale a pena falar da Via Francigena. Já ouviu aquela frase que todos os caminhos levam à Roma? Pois é, a Via Francigena é um desses caminhos. É uma rota de peregrinos entre a França e Roma, daí veio o nome Francigena. Mas consideram que o ponto inicial é de bem mais longe, na Catedral da cidade inglesa de Canterbury. Assim, a rota passa pela Inglaterra, França, Suíça e Itália. No período medieval era uma rota importante para os peregrinos visitarem a Santa Sé e os túmulos de Pedro e Paulo.

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Taí a maledeta placa da zona proibida logo na entrada de Monteriogionni. Aqui era meio óbvio que não ia poder entrar de carro mas nas cidades maiores toda hora a gente erra por conta disso.

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Voltamos à Monterioggioni. A construção da cidade começou em 1213 com objetivo de ser um posto militar pra defender a fronteira de Siena contra os ataques de Florença. Fica bem próximo à estrada e chama atenção suas muralhas intactas. A cidade mantém praticamente a mesma estrutura da época em que foi construída. Monterioggioni foi citada assim na Divina Comédia de Dante: “sobre o muro arredondado, Monteriggioni é coroada por torres, então na margem infernal que o fosso circunda, guerreavam os terríveis gigantes, apenas com a metade de seu corpo encouraçado".

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Encontramos um brasileiro chegando de bike por uma das portas. Ele está fazendo a Via Francigena desde a Suíça, cerca de 1100km. É muita paixão por bike, nénom? A cidade é minúscula mas exatamente isso é seu charme peculiar. Pouquíssimas casas, um ou outro restaurante, loja ou café. Subir em suas muralhas é interessante para ver o entorno da região. Vale a pena dar aquela paradinha!

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Já começava a bater uma fominha quando decidimos ir para San Gimignano. Era coisa de 25 km dali. Chegar lá foi fácil, difícil foi achar lugar pra estacionar. Passamos pelo Parcheggio 1 e 2 e estavam cheios. Fomos no 3 e 4 e também estavam cheios. Irmã insistiu mais um pouquinho e quando retornamos deixaram entrar no 3 e 4. Quer dizer, deixaram ir até a entrada. Chegamos lá e estava cheio. Tivemos que esperar sair umas pessoas saírem pra conseguir entrar no Parcheggio. Mas nem demorou muito e estacionamos. Fomos direto no restaurante almoçar. A escolha dessa vez foi pelo google maps. Sério! Chegando lá parecia deserto. Mas resolvemos entrar. Era mais “fancy” e o cardápio um pouquinho acima do que nós pagamos nos demais. Mas a comida era mais sofisticada e de ótima qualidade. O restaurante chama Il Cepo. Aprovado!

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Hora de.... gelato!!!! San Gimignano é famosa por seus gelatos. E a gelateria Dondoli adquiriu fama por já ter conquistado o posto de melhor gelato do mundo algumas vezes. Hoje não sei se é o melhor, mas que a Dondoli soube capitalizar a fama, ah, isso soube. A fila ali é constante! Coisa absurda! Não para nunca e olha que o atendimento é rápido. O preço é de mercado, ou seja, não é abusivo. E o gelato de pistache!!!! Ahhhhh!!!! Sobrenatural!!!! Cada uma com seu gelato, agora sim vamos dar uma volta em San Gimignano.

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Dar uma volta nessas cidades medievais é uma delícia. Você não se apega a lugares pontuais, você simplesmente anda degustando o movimento, as lojas, restaurantes, pessoas.... em um canto ou outro uma bela vista da região. Inclusive num desses pontos panorâmicos tinha uma enoteca muito legal com uma vista sensacional. Só que eu esqueci o nome agora. Deve ser porque eu não bebo vinho. Se fosso chocolateria eu lembrava, haha.

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Voltando pro lado da praça da igreja passamos de novo pela Piazza della Cisterna onde estava a Dondoli.... Aí já viu né? Bom, meu café da manhã foi fit, meu almoço foi fit, não estou sedentária então... me deixa ser feliz! Depois eu volto a ser fit de novo. Eu, irmã e mamãe fomos pro segundo round. Okis resolveu pedir dessa vez o top dos tops, pistache. E fomos sentar na escada da igreja pra ficar de bobeira. Inclusive presenciamos a chegada de uma noiva. Foi interessante ver ela saindo do carro e dezenas (quiça centenas) de turistas olhando, se aproximando e batendo palmas quando ela desceu do carro.

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Depois de um tempo mamãe foi andar e eu fui dar uma volta com ela. Andamos por uns cantinhos na cidade diferentes. Tiramos várias fotinhas. Depois fomos encontrar os dois pra seguirmos em frente. Fomos andando pela rua principal, aquela ruazinha movimentada que toda cidadezinha medieval tem. Gosto dessa vibe. Achei uma gracinha a cidade!

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Fomos pro estacionamento, pagamos e pegamos estrada de volta pro nosso QG: Siena. Fomos direto no supermercado, o Coop da estação. Era maior e com mais opções do que o perto de casa. Reabastecemos e voltamos pra casa. O calor que fez hoje deixou a gente bem acabadinho, viu? Mas foi um dia proveitoso em duas cidades bem legais.

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Depois daquele momento relax jantamos em casa mesmo. Tirando o gelato o dia foi bem saudável. Café da manhã com ovo, café e iogurte sem açúcar. Almoço foi frango com salada. No fim da tarde melancia e na janta frango com salada again. Tentando manter as rédeas pra poder desfrutar do gelatinho, afinal, estamos na Itália.

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Publicado por Akemi Nomura 23:59 Arquivado em Itália Comentários (1)

Ferrari Day

sunny 34 °C

Bom dia! Hoje tudo amanheceu funcionando, inclusive o alarme para as 7h da manhã, haha. Como estávamos em quatro num quarto família achei melhor acordar mais cedo pra não dar overbooking no banheiro. Deu tudo certo, tudo no seu tempo. Um pouco depois de 8h30 estávamos tomando café. Antes deixamos as coisas no carro. Depois de tomar café pedimos na recepção para deixar o carro lá e pegar depois e tudo certo. O hotel que nós ficamos era o Planet Hotel. O quarto foi satisfatório (travesseiro nem tanto), café da manhã simples mas com o essencial e a equipe era muito simpática. Escolhi esse por ter estacionamento e ficar no coração do complexo da Ferrari. Entre o departamento de corrida, todo o pátio industrial e em cima da loja. Foi uma imersão no universo da Scuderia.

Fomos andando até a Push Start e coisa de uns 2 minutos estávamos lá, haha. Era muito perto. Entramos na loja e ficamos olhando a lojinha. Conversei com a moça pra ver se minha irmã poderia dirigir a Ferrari também. Minha irmã não ia dirigir mas eu tinha pedido pra ela ir junto com mamãe porque fiquei preocupada com as instruções já que mamãe não fala inglês. No final fizemos um upgrade no delas pra 20 minutos e cada uma dirigiu 10 minutos. E mais tarde eu viria a saber que o instrutor delas falava português... hahaha. Então, eu escolhi a Push Start pelo que eu li no Tripadvisor. E eles me passaram confiança. Direto no site você reserva e adianta o pagamento de 40%. Não é uma coisa muito baratinha mas a gente só vive essa vida, certo? E não leva nada daqui. Anota o site: www.pushstart.it.

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Acertamos os valores que faltavam e pronto! Eu confesso que estava mega ansiosa. Sou muito cagona pra essas coisas, haha. Quando os instrutores chegaram eu fiquei mais ansiosa ainda. Minha irmã já alertou meu instrutor que eu estava nervosa...hahaha. Tava mesmo! Bom, fomos cada um pro seu carro com seu instrutor. Primeiro saiu o Okis com a Ferrari 488. Lindona viu? Ele teve um upgrade porque tinha pago pela 455. Levou a conversível de brinde. E o dia estava lindo pra andar de conversível. Eu, irmã e mamãe fomos de Califórnia. Eu tinha escolhido pra mim a Califórnia porque era conversível mais barata, haha. Não entendo lhufas disso mesmo, qualquer uma tava valendo. Eu tinha convencido mamãe a dirigir a Ferrari e comprei a mesma que a minha pra ela. Bom, continuando, eu fui a segunda com meu instrutor fofo, o Eliseo. E por fim mamãe e Harumi com o Pedro.

Gente, eu ria o tempo inteiro.... de nervoso. Não parava de conversar com o Eliseo. Ele falava inglês muito bem e foi fácil a comunicação. Ele me deixou bem tranquila também. Chegava nos cruzamentos e elefalava com calma. Quando entramos na estrada vinha um caminhão que nem louco e ele disse pra ficar tranquila e ignorar. No final consegui uma “pisadinha” mais forte, mas não faço ideia de quanto cheguei porque não tive coragem de tirar o olho da estrada.... hahaha. Mas acho que dos quatro que dirigiram irmã foi a única que conseguiu passar dos 200 km/h. Mas não foi por falta de coragem de ninguém não (inclusive eu), mas porque como era dia de semana a estrada estava mais movimentada. Vez ou outra era um caminhão que aparecia na frente. E a volta era só de quinze minutos (a minha). Não dava tempo pra muita coisa. Uma dica é para quem for fazer esse test drive é tentar encaixar no roteiro num dia de fim de semana porque a estrada está mais vazia. Mas enfim, foram quinze minutos muito bem aproveitados. Cheguei na Push Start, estacionei e agradeci meu instrutor pela didática e paciência, hehe. Como fui a primeira eu pedi pra ele tirar uma fotinha pra mim. O video vem em pen drive, então vai ficar disponível só quando eu achar um computador.

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Fiquei na entrada esperando os outros dois carros voltarem. Uns minutinhos depois chegou o Okis. Já fotografei a chegada dele no carro. Logo depois chegou mamãe dirigindo e irmã de carona. Mamãe quase sumia no banco, haha. Mas chegou toda boba dirigindo uma Ferrari vermelha conversível em Maranello. Por fim estávamos os quatro compartilhando as experiências do dia. Não eram nem 10h30 e o dia já tinha valido a pena!

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Dali fomos pro Museu da Ferrari. Existe um museu em Modena também mas, em se tratando de Ferrari, o clássico é Maranello. Andando no museu você vai passando pela história da Scuderia. Volta lá atrás no tempo e vai vendo a evolução dos carros e seus motores até chegar nos modelos tops atuais. O último modelo que é o 488 track você não pode tirar foto. Mas antes de chegar nesse modelo tem a parte dos carros de corrida. Nessa sala também ficam os troféus conquistados pela equipe. Foram 128 de acordo com a contagem da mamãe. E claro os grandes campeões que marcaram a história da equipe. Continuando a visita passamos pela tal 488 track que eu falei antes e chegamos numa parte muito legal, os simuladores. Meu, muito legal! E detalhe, brincadeira de marmanjo viu? Não sei se não podia mas não vi nenhuma criança e/ou adolescente ali não. Um monte de cabeça branca. Eu achei maneiro mas ia pagar muito mico se fosse. Ia gritar, ia bater e não ia conseguir sair, um terror, melhor não... mas era divertido olhar.

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Saindo dali voltamos na lojinha da Push Start porque eu estava decidida a sair daqui com uma bolsa da Puma/Ferrari. Um mimo de Maranello de mim para mim porque eu mereço, hehe. E fomos almoçar cedo. Eu tinha marcado a visita na fábrica para 13h30 pra fazer tudo sem correria então como tinha tempo o almoço foi antecipado. Mais cedo a gente sai de Maranello. Então estávamos na porta do museu quinze minutos antes. Fomos os primeiros a entrar no ônibus. A visita tinha duas partes: o circuito di Fiorano e a Via Enzo Ferrari.

Em 1972 Enzo Ferrari decidiu ser a hora de equipar a Ferrari com 7ma pista de teste. Decidiram pela área de Fiorano por ser próximo à Ferrari e ser uma área rural que era considerado psicologicamente melhor para pilotos e testadores. A pista tem 3 km e 14 curvas e foi criada com as características de algumas pistas europeias. Tem todo um sistema de telemetria e televisão que coletam dados para os projetistas. Na chegada à pista existe uma estátua erguida em homenagem ao piloto Gilles Villeneuve que morreu em um acidente no circuito de Zolder em 1982. Lá dentro existe apartamentos para os pilotos principais de equipe de F1 quando estão em Maranello. Ali também existe uma praça em homenagem a Michael Schumacher. Não era permitido tirar foto então fica apenas o relato.

A segunda parte é a Via Enzo Ferrari. O complexo da Scuderia é composto para ser uma pequena cidade com sua avenida principal, a via Enzo Ferrari, e as ruas transversais, cada uma com o nome de um piloto campeão pela equipe, exceto Schumacher, que foi homenageado no circuito visitado antes. São 2500 empregados trabalhando ali. A lista de espera por um veículo é longa e a espera é de 8 a 12 meses pelo carro. Achei legal o prédio do túnel de vento. Tem o formato muito legal além dos estudos que são feitos lá dentro. Tem o prédio dos projetistas que foi desenhado com a proposta de um ambiente clean onde favoreceria o processo de criação. A visita é toda dentro do ônibus e não podem ser tiradas fotos também. Entramos pela portaria que eu falei ontem, a primeira e principal onde tudo começou.

Terminado o projeto Ferrari, voltamos pro hotel pegar o carro e partiu Siena. Mas antes uma paradinha pra um gelato porque fazia 34 graus. Um picollo que não mata ninguém. Pegamos um trecho da auto estrada A1 onde deixamos dez euros de pedágio e depois pegamos a estrada pra Siena. Cerca de 2h20 depois estávamos na base da Toscana. Fomos pro apartamento alugado usando o airbnb. Por hoje era só passar no supermercado e pronto! Dia mais que proveitoso.

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Publicado por Akemi Nomura 21:49 Arquivado em Itália Comentários (0)

Roma x Maranello

sunny

Bom dia! Adivinha quem me tirou do sério hoje logo cedo? A TIM! Gente, esse povo não explica direito as coisas, é f*** viu? Levantei cedo, tomei café e fui no Termini antes das 8h. A loja da Tim ia abrir ainda. Esperamos um pouquinho e expliquei que o plano não estava funcionando. Bom tive que vir três vezes pra entender que eu tinha que desativar o Imessage pq senão ele consome os cinco euros de crédito e o plano não funciona. Mas pelo menos dessa vez deve dar certo. Já desativei o imessage de geral pra não correr riscos. Vida renovada!

Ah, sobre o hotel eu curti. Bem arranjadinho, café da manhã com boas opções e a comodidade de estar do lado do Termini pra pegar o trem no dia seguinte. O hotel chama Aphrodite. Seguindo então voltamos do Termini e paramos no supermercado pra comprar água. Mamãe aproveitou e deu uma geral. Voltamos pro hotel pra fazer o checkout pra pegar o trem. Era só atravessar a rua e em dois palitos estávamos lá. Chegamos até cedo mas era melhor esperar lá do que sair correndo. O binário demorou um pouco pra aparecer mas assim que apareceu já pegamos nossos lugares no trem. Era o Frecciarossa, o trem de alta velocidade. Foram 387 km em 1h55. Pouco antes do meio dia chegamos em Bolonha.

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O primeiro passo era pegar o carro. Alugamos pela Hertz e um Station Wagon serviu bem. Saímos com o carro e encaramos o primeiro problema de uma cidade italiana. A tal da zona de trafego limitado. Povo, não pode entrar nessa região viu. Leva multa! E o euro tá caro! Toda hora aparecia essa maldita placa. Levamos o carro até onde dava e depois fomos andando. Eram só seiscentos metros e a gente ia comer macarrão né? Então bora caminhar um pouquinho. Afinal vir pra Bolonha e não comer um macarrão a bolonhesa não rola...

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A pedida foi por um restaurante bem cotado no Tripadvisor. Chama Osteria dell’Orsa. Gente, não sei se é feriado em Bolonha mas a cidade estava vazia. O trânsito estava sossegado. Chegando na Osteria parecia que todo mundo estava lá. Tava lotado! Fomos pro “porão“ que é onde tinha mesa. É daquelas compartilhadas, sabe? Mas até que na nossa não sentou ninguém. O atendimento demora um pouquinho, tipo, Itália né? O atendente também é fã da cultura brasileira inclusive com tatuagem do quadro da Tarsila do Amaral. A comida veio rápido. Também a gente pediu o clássico talharim a bolonhesa. E vou te falar, gostei viu? Massa fresca, molho saboroso, boa quantidade e o preço? €6,5! Ridiculamente barato! Recomendo! Anota aí pra não esquecer: Osteria dell’Orsa.

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Saindo de lá a cidade era quase uma cidade fantasma. Pouca coisa aberta. Inclusive nem rolou gelato. Até tentamos chegar em um mas toda hora caíamos na maldita zona de trafego limitado. Ta a irritando. Pegamos a estrada e fomos pra Maranello.

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Chegando na cidade quando vi o cavalinho da Ferrari meu coração acelerou, haha. E de imediato olhei no retrovisor e uma Ferrari vermelha me seguia. Gente, que coisa linda. E entrando na rotatória demos de cara com uma das entradas da fábrica da Ferrari. Muita emoção! Hahahahaha. Chegamos no hotel e o que tinha logo embaixo dele? A loja da Ferrari! É muita overdose num dia só. Daí em diante apareceram Ferraris de todos os cantos. Que máquina!

Aí você pensa, com tudo isso você correu pra uma das atrações da Ferrari, certo? Errado! Irmã tinha esboçado a vontade de ir numa fábrica de aceto balsâmico de Modena e de queijo. Primeiro fomos na Acetaia Giuseppe Giusti. Essa acetaia está na família por 17 gerações desde 1605. O ideal é fazer uma reserva, mas fomos bem recebidos por Eleanora que nos guiou numa prova de acetos, nos explicou da produção de cada um, experimentamos os premiados e deliciosos acetos e ela ainda nos guiou na armazenagem do produto e no museu. Claro que por fim a visita acabou na loja. E não tinha como sair dali sem comprar nada. A visita não era cobrada mas acabamos deixando uns euros por ali, haha. Acetaia Giusti aprovada!

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Dali corremos na fábrica de queijo. Infelizmente pelo horário não íamos conseguir ver a produção mas a lojinha ficava aberta até 19h30. Essa região é famosa pela produção do queijo parmesão. Fomos na 4 Madonne muito bem qualificada no Tripadvisor. Aconselho a quem quiser vir nessa fábrica reservar uma manhã pra aproveitar a visita na fabricação. Mas valeu! Compramos uns queijinhos, uma panacota e um iogurte que estavam ótimos.

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Voltamos pra Maranello. Fomos explorar a região. Logo abaixo do hotel tinha a loja da Ferrari. Gente, paixãozinha cara desse povo. Pouca opção pra menina mas.... não é pra tanto, hahahaha. O euro tá cinco conto amigo! Eu hein.... fiquei tirando umas fotinhas até descobrir que não podia tirar, mas ninguém me avisou antes.

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Logo em frente à loja fica uma das entradas da fábrica. Mas essa é especial porque é a entrada original da fábrica quando fundada em 1947. Foi aqui que tudo começou. A gente tirou a foto sem saber do contexto histórico dessa entrada. Ficamos sabendo depois. Mas ela tinha um charme peculiar.

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No outro lado do hotel tinha um prédio bem bonito da Ferrari também. Também ficamos sabendo depois que não era apenas um escritório da Ferrari. Era o departamento de corrida. Ali era concentrada toda a parte de desenvolvimento e produção da parte de corrida. O prédio tem dois subsolos onde fica a parte mais “secreta” de todo complexo da Ferrari.

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Fomos então mapear a região que a gente vai conhecer amanhã. Andando uns 200 m chegamos na Push Start. É por essa empresa que faremos o test drive amanhã. Logo na frente fica o Museu da Ferrari. E ficamos por ali pra curtir um pouquinho a vibe.

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Voltamos pro hotel pra descansar um pouco. Estava cedo pra jantar e a pequena Maranello já estava fechando as portas. E quando o céu escureceu eu me dei conta que dava pra ver por dentro de uma parte da linha de produção da Ferrari. Gente, a vista da sacada é a fábrica da Ferrari. Puxei meu super zoom e dei fucei um pouquinho da privacidade da Ferrari. Já estava imaginando a contra inteligência da Ferrari me identificando e vasculhando o apartamento, hahaha, louca.

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Fomos jantar no Retrogusto. É o restaurante número um no Tripadvisor em Maranello. É um restaurante mais sofisticado, ao contrário do restaurante do almoço que era mais roots. Eu e irmã dividimos uma carne e uma salada e mamãe e Okis pediram um prato “surpresa”. Vinha uma entrada e uma massa. Estava tudo muito bom. Na volta paramos numa gelateria pra fechar a noite.

Ufa! Até que foi produtivo hoje! Até amanhã! Maks umas fotinhas da noite em Maranello!

Publicado por Akemi Nomura 0:14 Arquivado em Itália Comentários (0)

De volta à Itália

Mamma Mia!

sunny 27 °C

De volta à minha primeira paixão internacional: Itália! A primeira vez foi em 2008, a segunda em 2013 e em 2018 arrumo as malas pra Italia de novo. Estou vendo que 2023 eu tenho que voltar. A Itália tem tanta coisa pra fazer que cada viagem é um roteiro diferente. A primeira foi o tour tradicional: Roma, Florença, Pisa, Veneza, Verona e Milão.

A segunda foi pro casamento da Tati. Essa foi muito especial e foi mais emocional que tudo. Até o cara da imigração em Amsterdã achou legal o motivo de eu estar indo pra Roma. A Tati é uma amiga de infância italiana que morou no Brasil por uns anos e estudamos juntas de quarta até a sexta série. Ela foi embora em 92/93 pra Itália. Ficamos um tempão nos correspondendo por carta. Passamos pelos email, pelo Orkut, pelo Facebook e chegamos no Whatsapp. Acho maneiro ver que nossa amizade acompanhou todas essas formas de comunicação. O que foi legal também nessa viagem foi que conheci cantinhos de Roma que passaram batido a primeira vez além de ter o prazer de comprar um gelato e sentar na beira da Fontana di Trevi olhando os turistas desesperados por um cantinho pra tirar foto. Ou dar aquela volta na Piazza Navona sem ter a mínima vontade de tirar uma foto, só curtir o local. Fui também na primeira missa do Papa Francisco no Vaticano, foi uma honra estar lá nesse dia. Era uma espécie de “coroação” do Papa. Deve ter um nome pra isso, mas eu não lembro agora. Ah, eu gosto muito desse Papa. Por fim, depois do casamento fui rapidinho ter uma degustação da Toscana. Fui pra Siena de mochila nas costas e lá eu decidi passar a noite pra aproveitar melhor a cidade. Ainda deu tempo de passar por Montepulciano porque foi cenário de uma novela antiga da Globo (shame on me) mas era tão bonitinha que eu sempre tive vontade de conhecer. Bom, depois de falar tanto dessa trip a terceira só podia ser pra conhecer a Toscana!

Chegamos cedo no aeroporto mas foi bom que deu pra desfrutar bem do lounge da Mastercard Black. Dessa vez o Verrine era de maçã. Ah cara, eu não vou engordar por causa de maçã, fala sério! A gordinha aqui está mais seletiva pelo menos. Se for pra engordar, que seja por brigadeiro, hahaha. Tinha um frango ao curry muito bom, passei batido pela mesa de sanduíches e não resisti ao kibe. Até que valeu a pena! Rs. Vamos viajar de Airfrance dessa vez. Como irmã está meio bichada, ela pediu pra irmos de assento Premium Economy e o pagável era da Airfrance. Tinha da Iberia também mas confesso que é uma empresa que eu não me amarro muito em viajar. A Premium tem bagagem prioritária e embarque prioritário também. O assento é bom, mais confortável, e o atendimento é um pouco diferenciado. Só não sei se vale o preço, mas tudo bem, já tá pago então não esquento mais com isso. Pelo menos irmã viaja mais confortável. E bora lá dar uma passadinha em Paris!

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Chegamos em Roma e de cara achei o stand da Tim no aeroporto. Tinha comprado pela internet um pacote pra turista de 30 euros. No pacote tem 15 gB de internet, 200 minutos de ligação e mais sei lá o quê. Achei esse pacote perfeito pra mim porém vi outro melhor ainda. Custava 26 euros e tinha 30 gB de internet apenas. Mas gente, quem precisa de minutos hoje em dia? Enfim já fiquem sabendo. Comprem aqui porque na internet a informação é mais chatinha. Enfim, saí de lá com o chip funcionando. Fomos comprar a passagem de trem para o Termini. É só seguir as placas e pronto. Atenção, procure postos de venda do Leonardo Expresso. Tem toda hora esse trem e custa 14 euros por pessoa. Na hora de comprar o cara ofereceu uma van que deixava na esquina do hotel por 15 euros. Achamos melhor pra andar menos com as malas.

Agora, vamos aos aborrecimentos. Guardem essa informação, as pessoas mentem. Mas deixa eu passar pela parte da Tim primeiro. No caminho avisei o povo que a internet estava livre pra compartilhar. Funcionou legal mas aí um tempo depois caiu e não voltou. Aí recebo uma mensagem falando que meu pacote acabou. Oi? 15 giga em 15 minutos? No way! Fiquei puta! Bora pro segundo aborrecimento. O cara que nos convenceu a ir de van disse que de 20 a 25 minutos chegava no centro. Só que era hora do rush amigo. Deu 40 minutos. Mas isso não foi o aborrecimento. O que houve foi que ele não deixou a gente perto do hotel como havia prometido. Deixou do outro lado do Termini. E era aquele tipo de italiano sabe? Meio ogro. Fdp! Pronto, falei.

Bom, vamos fazer do limão uma limonada. Já que nós íamos ter que atravessar o Termini, bora procurar a Tim. Achei a lojinha e o cara ativou a linha pra mim. Dessa vez de forma decente. Funcionou direitinho. Já não estava mais p da vida. E pra sair feliz nada como começar com um gelato, nénom?

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Chegamos no hotel e fomos tomar um banho. Ainda não era hora de descansar. Fomos procurar um restaurante. Dentre nossas indicações acabamos escolhendo um na rua mesmo. Chamava Alessio. É bem de turista, ou seja, nada especial. Saiu 15 euros por pessoa então foi de boa. Nada fora do esperado! O atendimentos na Itália que não prima pela qualidade. Mas tirando isso foi de boa.

Voltamos e tinha uma lua linda no céu de Roma. A região do Termini me surpreendeu. Achei que estava meio caótico principalmente com os últimos acontecimentos na Europa. Mas estava bem tranquilo viu? É só andar e tomar os devidos cuidados básicos que tá tranquilo. Claro que eu ainda prefiro o Campo di Fiori, mas aqui vai facilitar pra gente sair amanhã cedo pra pegar o trem. Não tirei muita foto hoje então vão aqui algumas da região do Termini essa noite.

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E que lua era essa hoje gente?

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Publicado por Akemi Nomura 0:14 Arquivado em Itália Comentários (0)

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