Um blog do Travellerspoint

Outubro 2012

Santiago - parte II

Mission accomplished

semi-overcast 20 °C
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O relógio biológico continua alterado. Depois de dormir às 22h, acordei às 2h. E não consegui dormir. Em alguns momentos do dia meus olhos ardiam, como que implorassem por um descanso. Mas não, tinha que agüentar o tranco. Senão não "volto ao normal" tão cedo. Como aqui é um apartamento já tínhamos abastecido a cozinha para o café da manhã. Sanduíche de queijo e uma espécie de todinho. Já podíamos sair agora!

A CAMINHO DE CONCHA & TORO

Bom, pra chegar até lá, a dica e pegar o metrô. Como estamos hospedados no centro, próximos a estação da La U, na linha 1, vermelha, pegamos o metrô no sentido Los Domenicos. Três bilhetes saíram por CL$1800, mais ou menos. O metrô até que tinha bastante gente, não tinha lugar para sentar. E assim fomos ate a estação Tobalaba. Dali, fizemos baldeação para a linha 4, até a penúltima estação, Las Mercedes. A parte do metrô durou pouco mais de 1 hora. Descendo na estação, pegamos um táxi e, 10 minutos depois, por Cl$2800, estávamos em frente a Vinícola Concha & Toro.

VINÍCOLA CONCHA & TORO

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Fundada em 1883, a Vinícola Concha & Toro é hoje a segunda maior do mundo. As visitas ocorrem diariamente, com 3 tipos de tour. Optamos pelo tradicional, que dura de cerca de 1 hora. É importante fazer a reserva com ate 24 horas de antecedência. O grupo se formou com 90% de brasileiros, a guia se esforçou em se fazer compreender. Passamos em frente a casa do fundador da Concha & Toro, seguimos caminhando pelos vinhedos. O Chile produz 26 tipos de uvas, e conta com a combinação quase perfeita entre solo e clima. A guia nos explicou das barreiras naturais que protegem os vinhedos de pragas: os Andes, o mar, o deserto e a Antártica. Essa proteção fez com que o Chile fosse o único pais a produzir a uva Carmenet, dizimada da Europa e Estados Unidos por uma praga. Apenas em 1994, um pesquisador francês descobriu que essa uva ainda seu estado mais puro, ainda existia em terras chilenas. Dentre outras histórias, seguimos para as adegas, onde fizemos a primeira degustação. Após visitar a lendária adega do Casillero del Diablo, onde assistimos um filminho sobre a história que cerca essa adega, fizemos uma última degustação onde pudemos levar as taças. A visita custa hoje Cl$8000. No final, claro que havia uma loja. Nem precisa falar que os preços são caros ali.

DONDE AUGUSTO - MERCADO CENTRAL

Voltamos ao Mercado Central. Essa era a única dica do Pedro em Santiago. Pedro é um chileno que eu conheci na Austrália. Se mostrou surpreso quando eu disse que ia para Santiago. Não esqueço dele dizendo: "O que você vai fazer lá? Não tem nada em Santiago!". Pois bem, deu pra reparar que o Pedro não gosta daqui, né? Então se ele recomendou o Mercado, vou confiar, afinal, sob um olhar critico como esse.... Depois da pequena viagem de volta de Concha & Toro, descemos na estação Universidad Católica e pegamos um táxi até o Mercado. A dica agora veio do blog que eu citei ontem, o restaurante Donde Augusto. O Donde Augusto foi escolhido pois tinha porções pequenas de centolla. A centolla inteira além de ser grande, eh cara, pode sair por mais de US$100. Se estivessemos em mais pessoas, quem sabe? Ficamos com a porção mesmo que nos foi servida sem nenhuma tentativa de ficar empurrando a inteira. O Mercado é um prédio bem rústico, como falei ontem, parece o Mercado de Peixe de Sydney, em menores proporções. A comida aqui em Santiago é boa e barata. Falei tanto da centolla, mas não era pra mim, era pro meu pai. Pra mim foi um salmão grelhado que estava delicioso.

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PALACIO DE LA MONEDA

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No coração da cidade está o Palacio de la Moneda, sede do governo chileno. A fachada sul está situada na Alameda, com uma imensa bandeira chilena marcando o local. Construído originalmente para ser a Casa da Moeda, devido à falta de recursos do governo colonial, a Casa Real Espanhola entregou o projeto a um particular. Em 1805 foi finalmente inaugurado. La Moneda presenciou momentos marcantes da história chilena como a ditadura de Pinochet, o golpe de 1973 e o suicídio de Salvador Allende.

CERRO SAN CRISTOBAL

Uma das atracões favoritas de Santiago, o Cerro San Cristobal faz parte do parque metropolitano e tem um mirante natural a 300 mts de altura. Pode-se chegar lá de várias formas: caminhando, pedalando, de carro ou de funicular. A ideia era pegar o funicular, se não estivesse fechado até novembro. Ir andando era algo impensável, não só pela altura, mas porque é longe pra caramba. Estávamos quase desistindo quando soubemos da existência de um serviço de van gratuito até o topo. E lá fomos nós. Ah, olha só, funciona até às 18h, então, se não quiser voltar a pé, calcule bem o horário. A van pode lotar e você ficar pra trás. A maior atracão do Chile sem dúvidas é a Cordilheira dos Andes. E ver as montanhas majestosas ao fundo da cidade com escassa, porém ainda existente, neve nos topos é uma imagem inesquecível.

IMPRESSÕES

Antes de vir pra cá, tinha ouvido tantos relatos de brasileiros que acho que criei grandes expectativas. E não acho que a cidade tenha correspondido. Não é que não tenha valido à pena. Somente ver o avião cruzando os Andes já valeu os US$250 de passagem. Dou razão ao Pedro, que ele não me ouça. Do ponto de vista turístico, Santiago deixou a desejar, pelo menos para mim. Não desisti do Chile, Pedro falou pra eu ir pro sul, indicou as Lagunas San Rafael. Em se falando de cidades sulamericanas, realmente, é uma boa cidade. Mas o mundo é maior que a América do Sul! Acho que estou ficando exigente demais, hehehe...

Quer uma dica? Vá para Santiago e decida pelos seus próprios olhos, não pela minha opinião e a de ninguém mais. É pertinho, 4 horinhas de voo e pronto, já da pra ter um feriado diferente. Eu já carimbei meu passaporte aqui...

Sao 3h da manhã, estou acordada desde às 2h escrevendo. Contando com as 2h de sono das 18h30 às 20h30, mais umas 4h das 22h até às 2h, já estou conseguindo dormir 6h quase no horário certo. Mais uma semana eu venço o jet lag.... Rsrsrs....

Até março de 2013!!!! O destino? Em março eu conto!!! :-)

Publicado por Akemi Nomura 23:30 Arquivado em Chile Comentários (1)

Santiago - parte I

Chegada de tirar o folego

sunny 25 °C
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CHEGADA

Ao aproximarmos de Santiago, faltando cerca de 40 minutos para o pouso, foi dado o aviso de atar cintos. Os comissários de bordo passam orientando quanto aos procedimentos de descida. Nas janelas, começa a surgir uma bela paisagem. As pessoas começam a tirar fotos alucinadas. Alguns passageiros que estavam no meio nao resistem a tentação e começam a desatar os cintos para tentar se aproximar das janelas e desfrutar da paisagem. A tripulação fazia das tripas coração para que os passageiros retornassem aos seus lugares. A nos, que estávamos no meio, so nos restou ver de longe e contar com a colaboração dos passageiros das janelas que solicitamente se prontificaram a abastecer nossas câmeras digitais.

HOTEL

Chegamos em Santiago com uma hora de atraso, cansados, famintos. O transfer contratado foi meio caro, eu acho. Mas funcionou direitinho. O motorista nos acompanhou ate a recepção do prédio. Isso mesmo, prédio. O Plaza Paris Amistar nao e bem um hotel. E um edifício com apartamentos para alugar. Funciona basicamente como um hotel, na recepção nos dao orientação e auxilio como em um hotel, porem ficamos alojados em apartamento completo. Pelo o equivalente a US$267 no total, para 3 diárias. Fica bem no centro, perto de tudo. Recomendo, apenas com um porém, o centro de Santiago e seguro, mas e melhor nao marcar bobeira a noite. E mesmo durante o dia, como em qualquer lugar do mundo (em Oslo foi assim, aqui nao seria diferente), zelo com nossos pertences.

CENTRO

Como ficamos no centro, fomos atrás de um supermercado, banco, almoço, cambio, etc. A parte do centro que a gente andou e bege, muita gente, nenhum atrativo turístico. Depois de apanhar para sacar dinheiro no banco, e nao conseguir, fomos em busca de uma casa de câmbio mesmo. Ali, compramos 150 mil pesos chilenos. O cansaço do jet lag da Australia era tão grande que meus olhos ardiam. Mas ainda tirei forças para ir a uma panaderia e comprar uma porção de Torta Tres Leches. Claro!

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CAMINANDO POR LA CIUDAD

A sexta feira tinha amanhecido fria, 7 graus as 6h da manha, com promessa de dia bom. e esquentou um pouco mesmo. Antes de sair, decidimos tentar deixar reservado a visita na Concha & Toro pra nao causar decepção. feito isso, estávamos ponto pra sair. Como ficamos no centro, aproveitamos para fazer uma ligeira caminhada pelas ruas do centro de Santiago, passando por alguns dos prédios e marcos mais importantes da cidade. Entre eles, posso citar:

Biblioteca Nacional
Fundada em 1813, a Biblioteca Nacional situa-se na Alameda, principal avenida de Santiago, desde 1925. O prédio, antigo Monasteri de Santa Clara, ocupa uma quadra inteira.

Basilica de la Merced
E um dos ícones de Santiago. A sua primeira construcao data de 1566, porém ruiu em 1647, em virtude do terremoto de Santiago. Em 1683 foi reconstruída e, em 1730, adivinha o que aconteceu? Mais terremoto colocou essa igreja abaixo. Em 1760 a igreja foi reconstruída pela mais uma vez, passando por algumas alterações ate 1799, que e o templo que conhecemos atualmente. Dada sua importância no seculo XVI, famílias abastadas eram enterradas ali.

Plaza de Armas
A Plaza de Armas e o coração da cidade. Reúne vários prédios públicos e históricos ao seu redor. Santiago e uma cidade com varios calcadoes no centro, e da Plaza de Armas partem alguns dos mais movimentados como a Paseo Ahumada, a Paseo Puente e a Paseo Estado. Uma multidão passa por ali, acho que e uma espécie de Praça da Se, respeitando as devidas proporções e realidades. Aqui, durante o dia, eu me sentia relativamente segura. Dos prédios históricos ao redor, vale destacar: Municipalidad de Santiago, Museu Historico Nacional, o belíssimo prédio do Correo Central, Real Casa de Aduana, Tribunales de Justicia. A noite nao e recomendado andar por aqui. De dia, durante a semana, sem problemas. E so nao dar mole pro azar.

Catedral de Santiago
Essa mereceu um destaque a parte. Tambem passou por alguns tropeços em razao dos sucessivos terremotos que acontecem no Chile. De acordo com um blog que andei lendo, a imagem de Nossa Senhora na fachada nao estava la, resultado do grande terremoto de 2010. Essa catedral ja foi reconstruída 5 vezes. Falar que e lindíssima e pouco, tem que vir e ver.
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Mercado Municipal
Essa dica quem me deu foi o Pedro, meu colega chileno na Austrália. Depois da caminhada a idéia era almocar ali. Da Plaza de Armas seguindo pelo Passeo Puente, sao 4 quadras. Fomos andando bem devagar. Chegando la, pecamos e caimos na tentação das empanadas chilenas, resultado, o almoço ja era. Ia ficar pra próxima. Ja li num blog e me informei de onde devemos almoçar da próxima vez. O Mercado Central aqui esta mais pro Fishmarket de Sydney do que o Mercado Municipal de Sao Paulo. Nao e uma crítica, apenas a proposta e diferente. Aqui gira em torno de frutos do mar quase que exclusivamente. Eu super recomendo!
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GALLETERIA LAURA
Uma das iguarias chilenas, sem dúvidas, e a torta Tres Leches. O tradicional doce está em todas as panaderias da cidade. Dica recebida de um chileno, a segunda melhor torta Tres Leches da cidade era da Galleteria Laura. Segunda melhor, porque a melhor quem fazia era a esposa dele, rs. Pois bem, saindo do mercado, pegamos um táxi ate a rua Manuel Montt, 747. Nao espere uma doceria ou algo como um cafe com mesinhas para sentar e degustar essa preciosidade. Nao tem lugar pra isso, tem que pedir para viagem. Na falta de opção, foi o que fizemos. De volta para o hotel, a ideia era comer a torta e descansar um pouco. Reservamos o restaurante Miraolas para ir hoje a noite (Restaurante e Marisqueria Miraolas).

Quero citar aqui o blog que eu andei me informando. Pelo menos pode ajudar quem quiser mais informações:
Blog do carinha que eu me informei

Publicado por Akemi Nomura 10:16 Arquivado em Chile Comentários (0)

Sydney, 21 de outubro de 2012

It's time to say good bye

sunny 23 °C
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Parece estatística de Amazing Race. Bom, não deixa de ser. Foram 230mil km, e mais uma vez, estou indo pra casa. Conheci várias pessoas bacanas por aqui, me diverti pra caramba, dei muita risada, aprendi bastante, ensinei também. Ensinei aqui o que é saudade. Saudade do meu país, saudade desse país. Vontade de ir embora! Vontade de ficar mais um pouquinho! A gente aprende com as diferenças, e como aprende... Cada lugar diferente, cada pessoa diferente, cada cultura diferente, a gente nunca para de aprender.

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Muito mais do que a terra dos cangurus, a Australia é o segundo país na lista de IDH, só perde para Noruega. Com a grande vantagem do clima ser muito mais agradável do que em relação a Noruega. Tem seus pontos negativos, mas com certeza é o país que mais chega proximo da perfeição. Só tenho coisas boas a dizer desse lugar. Valeu Austrália! Valeu Sydney! Ate breve, muito breve se Deus quiser!!!!

It's time to say goodbye!!!

I had a really great time in Australia. I learned a lot, I laugh a lot, I sang a lot... I met amazing people that I will never forget. It was absolutely one of the most interesting experiences in my life. And I wish the best for all my new friends! And I want you to know that you can always count on me. If one day anyone of you decide to go to Brazil, let me know. I'll be glad to help you.

Saudade doesn't mean we are apart. It means that one day we were together.

Thanks Navitas! Thanks Sydney! Thanks Australia!

See you next time!!!

“Viajar é fatal para o preconceito, a intolerância e as idéias limitadas; só por isso, muitas pessoas precisam muito viajar. Não se pode ter uma visão ampla, abrangente e generosa dos homens e das coisas, vegetando num cantinho do mundo a vida inteira." (Mark Twain)

Publicado por Akemi Nomura 14:12 Arquivado em Austrália Comentários (0)

Melbourne - parte 2

Elegante Melbourne

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Melbourne é muito parecida e muito diferente de Sydney. Não sei dizer em quais aspectos seja parecida e em quais aspectos seja diferente. Gostei muito de conhecer essa cidade, não me arrependi de ter vindo. Recomendo que quem vier a Austrália, que conheça Melbourne. Mas, tenho que dizer, prefiro Sydney. Acho que o clima, o astral e as pessoas de Sydney se parecem mais comigo. Também entra na conta que o clima não ajudou, o que me atrapalhou de conhecer melhor a cidade. Mas o pouco que eu vi, valeu a pena.

Como já disse antes, Melbourne tem algo muito positivo, os dois serviços de shuttle gratuitos fornecidos aos turistas, o ônibus e o tram (uma espécie de bonde). Experimentei os dois, que funcionaram muito bem. Voluntários da terceira idade treinados para identificar um turista perdido, tipo eu, e dar as informações necessárias. Melbourne facilita muito a vida do turista despreparado, digamos assim. No Visitor Centre, que fica na Fed (Federation Square), tem mapas gratuitos disponíveis dos shuttles. Acho que foi a cidade mais receptiva de forma a facilitar a vida do turista que já fui. Venha pra Melbourne, a cidade merece essa visita!

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Tal como Sydney, Melbourne tem praças e parque lindíssimos. O verde dessas cidades é o destaque. Prédios modernos contrastando com antigos. Aliás, a arquitetura dos prédios modernos de Melbourne me impressionou bastante. Tem uns prédios muito doidos aqui. A cidade é limpa, com placas de identificação por todos os cantos, não tem como errar. Eu nunca tive problemas com mapas, mas pra quem tem, não tem como errar em Melbourne. E, tal como Sydney, a cidade transpira segurança. Pode abrir seu ipad na rua, andar com sua maquina digital mega poderosa pendurada no pescoço. Melbourne é segura, e essa sensação de liberdade dinheiro nenhum paga.

O ônibus tem 13 paradas definidas no mapa. E no mapa mostra-se o que tem por perto de cada parada. Perdeu o ônibus e não quer esperar, caminhe umas 3 quadras e já vai encontrar o tram. É muito fácil, no link a seguir tem o folheto com as indicações necessárias: http://www.thatsmelbourne.com.au/Documents/General/Tourist-shuttle.pdf

Essas são as paradas descritas no mapa:

Stop 1 Arts Precinct
É o distrito das artes. Região bonita, bacana, prédios modernos. A imensa National Galley of Victoria esta la. Pra quem gosta de arte, eh parada obrigatória.

Stop 2 Federation Square
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É uma praça modernérrima, com uns prédios bem malucos em volta. Fica em frente da estação de trem de Flinders, meu ponto de partida. Na praça fica o Visitor Centre. Há vários cafés e restaurantes. Tem wifi free na praça, o que me deixou muito feliz. No outro lado da praça fica a Catedral de St Paul. Catedral em estilo europeu. Ta aí, Melbourne é mais inglesa que Sydney.

Stop 3 Sports Precinct
Nao fui. Ficava um pouco mais afastado e o acesso do ônibus estava fechado por causa da maratona. Dava pra ir andando, mas, eu não quis, rsrs. Deve se bacana em época de Grand Slam, as quadras ficam pra aquele lado. Mas do Botanical Gardens dava pra ver um estádio super moderno, digno da arquitetura pra frente dessa idade.

Stop 4 Chinatown Precinct and Theatres District
Bacana, bem bacana essa região. A Little Bourke Street e uma ruela paralela a Bourke Street. Na Little Bourke fica uma concentração de lojinhas e cafes bem bonitinhos. Alem de algumas quadras serem a Chinatown de Melbourne. Tem vários teatros la, mas como eu não ia a peça nenhuma, passei batido.

Stop 5 Melbourne Museum and Carlton Gardens
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Essa é bem legal. Super recomendo! O Melbourne Museum é bem moderno, em contrapartida com o Royal Exhibition Building, que é um prédio histórico. Tem dois tipos de exibição, pra todos os tipos de gostos. E pra quem não gosta de exibição nenhuma, tem o lado de fora, que já vale muito a pena.

Stop 6 Lygon Street Precinct
É o bairro italiano. Super charmoso. Lojinhas, cafés, restaurantes. Isso aliado ao fato de opções de comida sem riscos. Comida italiana não tem erro! Não espere mais do que isso do bairro. É legal, mas nada de se surpreender.

Stop 7 University of Melbourne
Um pouco afastado. Os prédios da universidade são bem legais, mas, na boa, não valia a pena descer nesse ponto e ficar 30 min la, não tinha mais nada pra ver por ali. Vi do ônibus mesmo. Passei reto. Era meio forçar a barra descer ali.

Stop 8 Queen Victoria Market
Sem graça. Estava esperando um Mercado Municipal tipo de São Paulo, mas parecia mais uma feira livre, com direito a algumas barraquinhas vendendo quinquilharias pra turistas, nem desci. Era tipo o Victoria Market de Auckland, só que um pouco maior.

Stop 9 Waterfront City, Docklands
Essa região eu esperava mais. No mínimo uma Akker Brygde de Oslo, ou Pier do America's Cup de Auckland. Mas nada mais é do que um píer cercado de prédios residenciais. A arquitetura é moderna, bacana. Mas não tem nada demais. No final das docas tem um mega shopping centre. Não sei se estava mal humorada, mas não valeu a pena ter descido ali. Só parei para o café mesmo...

Stop 10 Docklands Stadium and Victoria Harbour
Victoria Harbour teria sido melhor se tivesse um dia ensolarado. O tempo não me ajudou muito. Mas o lugar é legal, eh uma parte super moderna da cidade. O estadio é o único com teto retrátil do hemisfério sul (pelo menos foi o que disse o guia). Aqui me aconteceu algo inusitado. Desci no ponto do estádio e um rapaz que desceu logo em seguida me chamou. Eu tinha esquecido minha câmera digital no banco e ele veio trazer para mim. Realmente, esse tipo de atitude me surpreende, o que é lamentável, pois reflete exatamente a forma que as coisas acontecem no meu país.

Stop 11 William Street
William Street, outra forçação de barra. Nada de muito especial ali. Se não tiver muito tempo, passe reto.

Stop 12 Southbank and Yarra River
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Cool! Bem legal, próximo à área dos museus. Arquitetura do lugar é fantástica. Daqui da pra ir caminhando a beira do rio Yarra. Muitos restaurantes, lojas, cafés, sorvetes, rs. Boa pedida para um fim de tarde. Parece a beira do rio Spree em Berlim, só que num ambiente mais moderno, menos histórico.

Stop 13 The Shrine and Royal Botanic Gardens
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Um dos meus lugares favoritos. O sol ajudou a melhorar meu humor. Shrine of Remembrance é um memorial aos homens e mulheres mortos em guerras. Fico pensando, esse povo briga, briga, briga, depois faz um memorial para se lamentar dos que se foram. Dizem que guerra é essencial para o equilíbrio da população, tanto quanto doenças, mas é um modo muito negativo de se ver a vida.

Em resumo:

Melbourne é uma cidade legal. Talvez mais legal no verão, talvez mais legal na época do Grand Slam, mas, independente de tudo, Melbourne é uma cidade que merece ser visitada. A Melbourne que eu conheci valeu muito a pena. Imagina então podendo ser melhor? Claro que o clima e a chuva atrapalham um pouco, mas dentro do possível, eu fiz o meu melhor. Valeu Melbourne! I'll see you soon!

Publicado por Akemi Nomura 16:35 Arquivado em Austrália Comentários (0)

Melbourne - parte 1

Informacoes basicas

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De Sydney a Melbourne

Aeroporto de Sydney

Saindo da escola no centro da cidade, fui pra Wynyard Station e pela bagatela de AU$16,80, fui de trem ate o aeroporto. O terminal doméstico do aeroporto de Sydney eh estranho. Quando desci do trem, passei a catraca (precisa do tiket pra sair), subi a escada rolante e estava no desembarque, onde ficam as esteiras. Tinha mala rolando na esteira sem mais ninguém. Eu acho muito estranho isso de todo mundo ter acesso as esteiras, mas... Bom, como ja tinha feito o check in, fui para o embarque. Ninguém me pediu a passagem ou um documento de identificação. Passei pelo raio x e fui para o meu portão. La imprimi meu cartão de embarque que estava no meu ipad e, no embarque, tambem, nenhuma identificação. Engracado isso!

Aeroporto de Melbourne - Avalon

Melbourne fica a mais de 1000 km de Sydney. Se nao quiser perder tempo, vá de avião. Consegui comprar uma passagem por AU$45, cada trecho. Com taxas, saiu AU$115 no total, ida e volta. Um barato que me deu um certo trabalho, vou explicar porque. Melbourne tem 2 aeroportos, Tullamarine e Avalon. Avalon fica a 55km de Melbourne CBD, e lá operam alguns voos low costs. E claro que pelo preco que eu paguei, onde mais que eu ia descer? Era longe pra caramba, estava super frio, o aeroporto eh uma porcariazinha, enfim.

Transporte Aeroporto/City

Se for pra optar fazer essa besteira, descendo em Avalon eh só procurar a placa de Airport Shuttle. Nao tem erro, vai quase todo mundo pra la. Tem duas opções, eu escolhi Sita Coaches, porque tinha mais gente, rs. O ônibus vai ate a Southern Cross Station, em Melbourne CBD. De lá da pra pegar trem fácil ou táxi. Como estava tarde eu optei pelo táxi. Ah, o ônibus custa AU$22. O táxi saiu por AU$25. Ta bom, estava cansada. Na volta vou de trem ate o centro onde eu pego o ônibus.

Em Melbourne

Hospedagem

Estou num hotel do tipo budget. Em outras palavras, hotel barato. Eu me arrisco a dizer que eh um dos piores hotéis que ja me hospedei na minha vida. Culpa da minha falta de planejamento. O hotel por fora parece muito bom, mas por dentro, parece moradia estudantil. Nao sou de muita frescura, da pra ficar aqui. Tendo meu quarto e nao precisando dividir banheiro, eu me viro. Mas que o hotel eh ruim, ah isso eh. Fica a 1km da estação de trem, que fica a 40 minutos do centro. Nao tem nada aqui perto. Pelo menos o retaurante do hotel da pro gasto e eu pude pedir uma pizza quentinha no quarto, o que coloca ele na frente do hotel de Oslo e de Paris. Eu nao aconselho ficar aqui nao, se puder planejar a vinda a Melbourne, com antecedência da pra conseguir um hotel mais proximo do centro. Mas se quiser ficar aqui assim mesmo, o nome do hotel eh Sleep and Go, fica no subúrbio de Preston. Por AU$70, a diaria, ta valendo.

Transporte na cidade

O subúrbio de Preston fica no limite da zona 1 de transporte da cidade, isso eh bom. Estou a cerca de 11km do centro e estou na zona 1. Em Sydney, estou a 7,5km do centro e estou na zona 3. Ponto pra Melbourne, passagem mais barata. Pra andar de trem aqui tem que ter um cartão que chamam de myki. Tive que comprar esse cartão, porque nao queria ir a pe pro centro, rsrs. Comprei o cartão diário, que posso usar a vontade por um valor fixo. Por exemplo, carreguei o myki com AU$10, e por AU$6,40 debitado do meu myki eu podia pegar o trem quantas vezes quisesse no mesmo dia na zona 1. No fim de semana, o valor a ser debitado, caso eu use (e vou usar), eh de AU$3,30 por dia. Tem que validar na entrada e na saída da estação. O rapaz da estação aqui de Bell Street foi bem bacana, saiu do guiche pra me explicar como eu devia usar.

Bom, ja chegando na cidade, um super ponto positivo pra Melboune. A cidade eh super preparada para o turismo. Pra quem nao se planejou, como eu, o ideal eh ir direto pra Federation Square. La esta a chave pra desvendar a cidade, o Tourist Information. Eles treinam varias pessoas da terceira idade pra trabalharem nas ruas dando informação aos turistas. Eu mesma fui interceptada por um senhor simpático devidamente paramentado com mapas, etc, e facilitou muito meu dia.

Dica de ouro: Melbourne tem dois serviços de Hop on Hop off absolutamente GRATUITOS. Um eh o ônibus e o outro eh o tram. O ônibus funciona a cada 20min, ate as 16h30, e o tram eh a cada 10min (na teoria, na pratica eh a cada 2 min), ate as 21h de quinta a sabado, e ate as 18h nos demais dias. Gente, nao eh demais, isso. Por isso que eu nao vi aqueles onibus vermelhos na cidade. Com um servico desse, nao tem pra concorrencia.

Publicado por Akemi Nomura 12:36 Arquivado em Austrália Comentários (0)

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