Um blog do Travellerspoint

novembro 2014

Isla Mujeres

semi-overcast 25 °C
Visualizar 2014 México no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Depois que eu posto eu costumo ler pra corrigir umas falhas, outras eu fico com preguiça de corrigir. Mas eu estava vendo as fotos e digo uma coisa, acho que já disse antes: elas não condizem com a realidade. Portanto, se você achou o lugar bonito, acredite, é mais bonito ainda. Sei lá, me deu vontade de falar isso, hehe.

Bom dia sábado! Hoje é sábado, né? Tô meio perdida... Até umas 4h da manhã tinha barulho na rua. Não que me incomode, meu sono é pesado. Mas não troco uma manhã dormindo se posso passar uma manhã de praia no Caribe. Nem eram 7h da manhã e só tinham corredores e mexicanos na 5ª Avenida. Não deu tempo de comprar o ônibus das 7h, foi no das 7h30 mesmo.

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Em 1h o ônibus fez o trajeto até Cancun centro. Tinha lido em alguns lugares que se caminhasse até não sei onde dava pra pegar um ônibus. Ah não, né? Foi de táxi mesmo. O táxi aqui é tabelado, então pode ir tranquilo. A corrida saiu por MX$80. A passagem de ferry (é ferry... Deus me ajude), saiu por MX$146 ida e volta. Compra-se os dois juntos com horário livre. Optei pela parte de cima, precisava de um ventinho pra não passar mal de novo. Era mais perto, em 20 minutos o ferry chegava em Isla Mujeres.

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Sabe porque Isla Mujeres tem esse nome? No período Pré-Colombiano, a ilha era sagrada para a deusa lunar Ixchel, dos Maias. Quando os Espanhóis chegaram à ilha no século XVI deram-lhe o nome de "Isla Mujeres" (Ilha das Mulheres) devido às muitas figuras de culto dessa deusa na ilha.

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É uma ilha pequena. A modinha aqui é alugar carrinho de golfe, foi o que eu fiz. Muitos moradores tem carrinho de golfe para uso próprio. Primeiro desviei de um monte de gente me oferecendo passeios e afins, eles me irritam. Mais na frente um cara veio me oferecer o carrinho de golfe. Falei que achava caro e ele insistiu um pouco. Nessa hora normalmente eu deixo falando sozinho e vou embora, mas como eu queria brincar com o carrinho perguntei por quanto ele fazia. Negociei por MX$450 o dia todo. O preço normal é MX$550. Meu Pai, como eu dirijo mal carrinho de golfe. Eu lembro da Cynthia e da Vere dirigindo nos jardins de Versailles. A Cynthia ia bem, a Vere era péssima (quase derrubou o carrinho no lago, hahahaha). Só que eu consigo ser pior, rsrsrs, com o agravante de dirigir no meio dos carros. Sério, eu admito, sou um perigo dirigindo esse negócio. Até avisava os gringos na rua: "Be carefull, I'm dangerous". E os gringos davam risada. Não tinham noção do perigo... Hehehe...

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Paramos primeiro na Playa Norte. É a praia movimentada da ilha. Areias brancas, águas esverdeadas e claras. Pontos negativos: muita alga (sempre tenho um mini ataque histérico quando uma encosta no meu pé), eles cobram pelas cadeiras e guarda-sol, comida cara e água não tão transparente (mas chamar de turva também é um exagero). Digamos que é uma Palm Beach menor e com alga. Conhece Palm Beach? Não? Em Aruba! Não mesmo? Só lamento... Hehehe... Bom, cadeiras pagas, bora ficar na água até enrugar... As nuvens atrapalharam um pouco a vibe "Caribe de mar azul ensolarado", mas, e daí? Melhor estar aqui com nuvens do que em São Paulo com nuvens, como diria minha amiga Andrea, só que trocando nuvem por chuva, entendeu? Não? Deixa pra lá... Enfim, é fraquinha, olha só (percebe-se a minha infelicidade):

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Tem um parque aqui para quem quer nadar com tubarão. Tubarão pequenininho, sem graça. Até parece que é por isso que eu não vou, hehe. Parece que tem um lugar aqui chamado "Caverna dos Tubarões". É um rio subterrâneo que se une ao mar e atraem os tubarões que ficam meio que em transe na mistura de água doce e salgada. É só para mergulhadores profissionais e tem um alerta: "não tente acordar os tubarões"! Deve ter algum idiota que fez isso já...

Bom, aí o negócio foi dar a volta na ilha pra chegar no Dolphin Discoverer. Putz, tava em obra e eu dei a maior volta dirigindo loucamente pela cidade no meio dos carros e outros carrinhos de golfe. Que loucura! E não fui nadar com golfinho não, mas não podia deixar minha prima sem fazer isso, então eu fui acompanhando e curtindo a área vip do lugar, comida e bebida à vontade. Fui pagar de riiiiiica! E uma bebidinha fofa, que eu não sei o que tinha, na piscina de borda infinita vendo aqueles peixes enormes (entenda-se golfinhos), bem de longe. E assim foi minha tarde, como diz um meme famoso na internet: Like a boss!

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Na volta o trânsito estava mais intenso. E eu de carrinho de golfe no meio dos carros e até caminhões. Pra frente até que eu dirigia bem, mas pra trás tava um problema, hehe. Às vezes que eu tive que dar ré eu sinceramente me preocupei pela integridade física de terceiros, hahaha. Olha só um pouco do caminho:

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Aproveitei pra passar beirando o outro lado da ilha. Essa área o mar é bem forte, pouca faixa de areia, muitas pedras, pouco frequentada. Mas ainda com uma cor bonita mesmo que a foto não reproduza a realidade. Por fim, tinha que entregar o carrinho no centro. Quem falou que eu lembrava onde era? Fui indo devagar até ver um sujeito pulando do outro lado da rua. Tive que fazer uma curva de 180º pra chegar nele, nada grave, consegui fazer direto sem precisar dar ré, ufa, hehehe...

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O ferry saía de 30 em 30 minutos. Pegamos o das 17h30. Em 20 minutinhos sem passar mal dessa vez e chegamos em Puerto Juarez. O táxi foi MX$80, tabelado conforme já falei e o ônibus custou MX$58 e levou 1h20. Rolou um trânsito em algum lugar que eu não sei onde era. Aí, olha só, quando eu falei que o dia estava com muitas nuvens com o sol vindo e voltando, isso diminuiu minha empolgação. Mas quando cheguei em Playa e vi que tinha chovido fiquei feliz. Sem querer, atirei no escuro e acertei na mosca. Agora um bom banho e a noite é em Playa...

O que eu achei de Isla Mujeres? É o mais rústico de todos até agora. Não chega a ser San Andres, passou longe, mas é o lugar com menos opções até agora. A Playa Norte é linda, li em blogs que é bom pra mergulhador. O golfinho é mais barato que no Xcaret. O atendimento é muito bom. Os mexicanos não são chatos como os colombianos. Isla tem mais cara de vila de pescadores. Tem uma estrutura mínima, mas por enquanto fico entre Playa del Carmen e Cozumel.

A música do dia foi tocada ao vivo na volta do ferry de Isla. Só que aqui, interpretada pelo fofo do Luis Miguel:

Publicado por Akemi Nomura 19:18 Arquivado em México Comentários (2)

Tulum e Playa del Carmen

Cultura, lazer e uma beleza descomunal

sunny 26 °C
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O legal de estar hospedada na 5ª Avenida é estar no meio do furdunço. O ruim de estar hospedado na 5ª Avenida é estar no meio do furdunço. Ontem à noite resolveram fazer uma festa embaixo da minha janela. Gente, depois de um dia cansativo indo de praia em praia em Cozumel, ainda tirei forças pra ir no Fusion (uma baladinha light, é verdade, mas baladinha), depois, só queria dormir. Na boa, se eu descubro onde esses p***** estão hospedados eu vou 7h da manhã fazer barulho embaixo da janela deles, ô se vou, hehehe.

Hoje eu caí na bobeira de ver a cotação do dólar. Gezuis me abana! Eu esperava estar esse valor ano que vem. Era melhor não ter olhado, ou melhor, melhor eu começar a contar o dólar como R$3. Vida de viajante é difícil. Tem que monitorar o tempo, o dólar, um saco. E tem gente que ainda tem inveja disso. Coitados, eles não sabem o trabalho que dá! Hahahaha....

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Alô baixa renda! Nas minhas incursões on line logo cedo descobri uma luz no fim do túnel para a chicken class. Eu confesso que eu não entendi nada, mas a matéria fala sobre "mais espaço para a classe econômica...", e isso soou como música para os meus ouvidos.

Mais uma vez Mari salvando minha falta de planejamento. Mari, olha só o papelzinho que você anotou tudo que eu precisava saber (ou quase tudo, porque o resto foi por whatsapp mesmo). Tá colado atrás do celular... Rsrsrs...

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O primeiro ônibus para Tulum saía às 8h. Cheguei às 7h30 lá no terminal da ADO. Nossa, está super perto do hotel, ainda bem. O ônibus da ADO até a zona arqueológica leva cerca de 1h pra percorrer seus 70 km. A primeira classe, uma espécie de ônibus executivo com ar condicionado, tem um fator muito importante: não balança. Sério, fiquei traumatizada com o ferry de ontem. Nossa, fiquei muito mal. Enfim, chegando na zona arqueológica (o ônibus para na frente) desça, atravesse a "carretera" e siga em frente. Cerca de 100m depois chega-se em um centrinho com restaurantes, souvenirs, etc, uma espécie de centro de apoio. Então, não é ali, é mais em frente. Se quiser comer algo, ir ao banheiro o momento é esse. Se estiver ok, siga em frente por uns 600m. Ali dá pra comprar a entrada por MX$59. Dali, é só seguir um caminho no meio do mato até a entrada da muralha.

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Tulum, ou "onde o sol nasce", de acordo com o guia que eu ouvi quando passava, é uma das jóias raras da civilização maia. É a única zona arqueológica na beira mar e fica em uma das melhores praias do México, o que a torna especialmente fotogênica. Tulum remonta ao ano de 564, e viveu seus momentos de glória por volta do ano 1000 d.C.. É uma cidade muralhada (já nem gosto disso, rsrs). A muralha é bem larga, e eu resolvi entrar pelo portão mais baixo. Tipo, até a Renatcheenha teria que abaixar a cabeça pra passar. A Ana talvez não, hehehe. Já a galera do 1,90m ia sofrer um pouco. Meu, que visual esse povo maia escolheu pra morar hein. Muito lindo! Um sol rachando logo cedo. Lugar muito legal, tipo, lembra o Palatino em Roma, só que com um mar de ficar babando. Bom, é uma parada muito louca, só vindo aqui pra acreditar nesse lugar. Quer saber mais? Procure no google, hehe. Tô com preguiça de procurar... Rsrsrs.

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O castelo, sua estrutura mais proeminente, fica numa parte alta com uma vista espetacular. Moravam bem esses índios mexicanos, hein. Parece ser o lugar mais fotografado da zona arqueológica. Também, com uma vista dessa... Chegue cedo e aproveite antes que encha. Toda a região ficou mais bonita com o dia que fez. Quem tem medo de furacão?

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Aí você pensa, será que esse povo não tomava banho de mar? Tá certo que só olhar pra esse mar é relaxante, mas ele chama pra um mergulho. Aí você acha uma plaquinha escrito: Acesso a la Playa. Pensa numa pessoa feliz? Tem uma escadaria pra descer, nada grave, o problema é na volta. Mas, e daí? Sair daqui sem mergulhar nesse mar não rola... Vamos ao sacrifício então! #SQN #beijinhonoombro

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Esses maias entendiam dos paranauê, viu? Todas as fotos acima, sem tratamento, sem filtro, sem photoshop, sem efeito. Sim, esse mar é assim, simplesmente perfeito... Eu diria que a realidade é mais perfeita ainda. Tem dois caminhos de saída, adivinha se eu não escolhi o que ia pela encosta? Essa eu tenho que admitir que ouvi um guia falando pro seu grupo, kkkkkkkk.

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Ok, estava bem feliz com meu dia, mas tava a fim de uma mordomia. Estava a fim de voltar pra Playa. Estava a fim de um beach club. Estava a fim de uma sombra. Mas o ônibus ia demorar. A ideia era ir comer alguma coisa. Que tal um taco de frango pra ficar no clima do México? Topas? E uma palleta mexicana no final...

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Chegando em Playa a ideia era ir direto pro Fusion. Ainda tenho que conhecer o Beach Club da Mari, mas esse é tão pertinho, não resisti. De quebra ainda fiz amizade com duas americanas que quando eu falei que era do Brasil elas não entendiam o que eu estava fazendo aqui. Se eu for tentar explicar, eu vou ter que denegrir meu país. Pra quê? Simplesmente falei que nós não temos esse azul...

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Nossa, rolou uma limonada, papas francesas e um belo cochilo. Viva Mexico! Até que rolou uma expulsão pra organizarem uma festa privada ali. Tudo bem, não guardo mágoas. Tá bom de tomar um bom banho e passear mais tarde. Claro, depois de um sorvetinho Häagen Dazs. Daí, partiu banho, um leve descanso e bate perna na 5ª Avenida. No caminho, um grupo de mariachis agitava a avenida. Tava um ritmo bem legal.

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Daí, comprinhas, caminhada, avenida cheia e coisas engraçadas.

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O boteco da noite foi escolhido pela música. Depois de passar por uma batucada estilo faculdade brasileira, tipo assim, tudo igual, terminar a noite com uma musiquinha gostosa é bom demais. Não que a letra reflita meu estado de espírito atual, mas que a melodia é boa, ah, isso é. O que fazer amanhã? Ah! Amanhã é outro dia...

Publicado por Akemi Nomura 18:40 Arquivado em México Comentários (1)

Cozumel

La isla bonita

sunny 26 °C
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Começo hoje com uma boa madrugada. Acordei às 3h30 da madruga. Isso mesmo! No fuso brasileiro, 7h30. Ou seja, normal. Enrolei até umas 5h e pouco e fui me arrumando devagar. Comi uma torrada no quarto mesmo antes de ir pra praia de Playa. O sol acabava de nascer, nos brindando com uma linda imagem!

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Aí, decidi o destino do dia. Só que não! Fomos andando pela 5ª Avenida e fui ver os horários dos ônibus da ADO. Como não eram nem 7h ainda, decidi por Cozumel. Dali, desci pro ferry, compramos a passagem por una US$13 cada trecho (era uns cents a menos, mas não lembro o valor exato). Partimos às 7h rumo à Cozumel, no caminho do sol.

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Chegamos!!! Cerca de 40 minutos até atravessar de ferry. Cheguei sem saber o que fazer, ou melhor, sabia o que não fazer, passeio de barco. A Mari já tinha me dito que não valia a pena. E ela é do meu time, ou seja, nada de pacotinho. Desviei do pessoal vendendo pacote e das locadoras no terminal do ferry, achei que ali era muita pegadinha, sei lá, instinto, entende? Fui andando e achei uma locadora da Alamo. Alamo é Alamo, eu já estou acostumada. E pela bagatela de US$50 eu aluguei um carrinho para o dia inteiro. Melhor opção. Peguei umas dicas com os carinhas da Alamo e me aventurei pela ilha sem lenço e com um mapa de papel. Uhuuuu!!!!!!

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E fomos indo, indo, beirando a ilha com aquele mar azul hipnotizante. Em San Miguel, única cidade de Cozumel, passamos pelo Oasis, o irmão gêmeo do Allure, o navio que a gente viajou em 2011. Sério, olha o Oasis perto de outro cruzeiro. Não tem comparação. E seguimos por um caminho no meio do nada, em busca das praias públicas.

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Tá vendo esse fusca aí em cima? A modinha em Cozumel é alugar fusca conversível. Eu até pensei em alugar um, achei legal a ideia. Mas o ar condicionado foi decisivo. Fui em busca do Beach Club que o Ronny, da Alamo, indicou. Passei pelo parque famoso, o tal de Chankanaab National Park. Passei batido, achei que era muito pegadinha pra turista. Acho que estou meio mal humorada, só que não, hehe. Meio sem querer, entre a Praia de San Francisco e a Barreira Palancar achei um beach club chamado Mr. Sancho (com wifi livre). A entrada é livre e é dividido em duas partes, de um lado o duvidável all-inclusive por US$55. Do outro, a la carte, só paga o que consumir. Começamos com umas papas caribeñas e uma guacamole. Daí veio a parte difícil... Olha só:

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Já eram meio dia, hora de trocar de praia. Pegamos o carro e fomos indo sem rumo. Seguindo o mapa paramos no El Cedral. É um povoado que fica bem no meio da ilha onde mantém o que eles chamam de ruína maya, mas pra mim eram só umas pedrinhas em cima da outra, e tinha também a primeira igreja católica (não se se era a primeira de Cozumel, da Riviera Maia, do México, das Américas, sei lá). Achei meio fraquinho, pra falar a verdade, mas já que estava de carro mesmo. Tinha um museu da Tequila que eu não fui. Fazer o que lá?

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Próxima parada: Próximo Beach Club. Outro beach club que só cobra a consumação, tem o mesmo nome da praia: Playa Palancar. Entra lá, estaciona e seja feliz. Una quesadilla e una coca por favor... Gente, que água maravilhosa! Fiquei enfeitiçada, só conseguia sair da água quando meus dedos enrugavam. Quando eu vejo esses beach clubs daqui e lembro de San Andres dá vontade de chorar. Sério, a única coisa que San Andres é melhor que aqui são os peixes multicoloridos. De resto, sem comparação. Estou amando Cozumel. Pra não elogiar demais é bom falar que essa praia de Palancar tem um ponto negativo. A faixa de areia bem no início da água tem muita pedra que machuca o pé, e a esperta aqui esqueceu a sapatilha de mergulho no hotel. Único ponto negativo foi esse. Esqueci o snorkel no carro, mas a água aqui era tão clara e os peixes vinham tão no raso que nem precisei dele.

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Ok, pegamos o carro e fomos em frente. Passamos por outros beach clubs, não dava pra parar em tudo, e chegamos na Ponta Sur. Essa região o mar era mais um Caribe "selvagem". Menos estrutura, menos areia, menos mar calmo... Mas ali tinha um Parque Nacional cuja entrada eram US$14. O objetivo inicial ali era a terceira praia do dia, onde, claro, tinha um beach club que só pagava a consumação. Perfeito pra fazer snorkel e um mar claro, transparente maravilhoso, com um tonalidade diferente, já era meio da tarde, mas ainda sim claríssimo e com uma areia branca fofa, perfeita para os pés sem sapatilhas. Um pouco de snorkel e um pouco de simplesmente ficar boiando. Amo muito tudo isso!

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No Parque ainda tem o Farol, que já estava fechado, uma área de preservação de tartarugas, umas ruínas maias (um pouco melhor que a primeira) e na entrada tinha a Laguna. A laguna ficou pro final porque a praia tinha horário que não permitia mais acesso, então, passamos direto pela laguna. Só que isso resultou numa laguna sem crocodilos (sim, deveriam estar lá, mas no fim da tarde já foram pro outro lado). Tudo bem, valeu a tentativa!

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Já era fim de tarde, o sol já não brilhava mais da mesma forma, confesso que estava com preguiça de descer em outra praia. Desse outro lado da ilha as praias eram mais rústicas, menores, mais pedras. Mas por hoje já deu, a ideia era terminar a volta na ilha, abastecer o carro e ir comer no Hard Rock Café. Triste sina, estava fechado. Eu já tinha planos até pros Tupelos... Snif snif... Escurecia em Cozumel, hora de pegar o último ferry. O tempo está uma delícia, mas ainda existe vida em Playa del Carmen.

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O bilhete de ferry de volta já foi comprado na ida. Vou falar uma coisa, foram 40 minutos de ferry, 35 deles passando mal. Sério, aquela m**** balançava tanto que me deu enjoo. E o ar estava gelado, mesmo assim eu fiquei me abanando. Várias outras pessoas passaram mal também. Acho que só não foi pior porque não tinha comido fazia umas horas, estava só com uma barrinha de proteína. Mas, sobrevivi! Só queria um banho e ir comer alguma coisa. Fui no Fusion, gostei daquele lugar. Banda ao vivo, música boa, comida gostosa a preço justo, gente bonita, foi super agradável terminar a noite ali.

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Tava pensando aqui, por mais que a gente planeje uma viagem, a gente está sujeito a erros. Essa viagem foi super sem planejar, estou seguindo meus instintos, decidindo na hora, e está dando tudo certo. Tá certo que os apertos acontecem, hoje eu fui fazer uma conversão apertada em Cozumel e não conseguia engatar a ré. Resultado? Parei o trânsito. Nada grave, o trânsito de Cozumel não é nada do outro mundo, mas foi divertido. Mas, aonde que eu quero chegar? Seguinte, quanto menos compromisso, melhor. Deixar as coisas fluírem às vezes é melhor. Ainda acontecem erros? Acontecem! Faz parte, não se ganha todas. Mas sempre vale a pena tentar de novo. Todo esse blablabla pra dizer o seguinte: Mari, faça um sacrifício, dê uma segunda chance pra Cozumel. Faça esse esforço de voltar para Playa del Carmen, pegue o ferry e alugue um carro em Cozumel. É o que chamam de "efeito borboleta". Uma pequena mudança no começo pode gerar uma grande diferença no final. Volte! Eu sei que é difícil, mas você consegue, hehe.

Depois dessa filosofia de butiquim, outro pensamento perdido aqui. Como uma pessoa com mais de 35 anos não conhece uma das músicas mais maneiras do Pink Floyd? Sério mesmo, como alguém não conhece "Wish you were here"? Hehehe...

Publicado por Akemi Nomura 20:18 Arquivado em México Comentários (1)

Playa del Carmen - dia 1

"Se é loucura então melhor não ter razão"

sunny 25 °C
Visualizar 2014 México no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Comecei essa viagem bem cansada depois de mais um chá de fraldas organizado com sucesso. Se bem que, com a equipe que eu tinha, foi fácil! A criativa Renatcheeenha liderando os arranjos com a Fla e a Jana subindo nas cadeiras pra amarrar as paradas, a dupla que enchia balão Mari e Sheila, Aninha e Marcelle ajudando nos recortes das coisas e todo mundo que colaborou depois. Resumindo, ficou muito legal. Mas todo esse blablabla era pra deixar registrada uma cena impagável. Gabi volta com Malu no colo dormindo. Falei pra ela tentar colocar ela no carrinho. Ela ficou com receio da Malu acordar e chamamos a super Jana. Quando colocaram no carrinho a Malu ameaçou um choro, quando eu olho, Mari e Gabi que estavam junto saíram correndo e deixaram a Jana sozinha balançando o carrinho. Em dois tempos Malu adormeceu. Sério, a cena das duas correndo foi muito engraçada... Desculpa Gabi, mas eu estou rindo até agora.

Bom, arrumei a minha mala em 25 minutos. Um recorde! Quase esqueci o snorkel, mas lembrei a tempo. Confesso que tenho nojinho de alugar snorkel nesses lugares. Cheguei no aeroporto meia noite. Comprei a passagem na promoção (claro) em maio. Depois a Tam lançou o voo direto, droga. Com a quantidade de milhas que eu tenho dava pra emitir até duas passagens. Paciência!

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Check in ok, o primeiro trecho até o Panamá foi na chicken class mesmo. 6h45 de voo, nada grave. O avião era um 737-800, desses que faz SP x Vix. É pequeno mas bem confortável. Peguei saída de emergência porque a Copa não cobra, ainda... Já o segundo trecho foi um upgrade pra business. Como eu consegui isso? Não conto! Hahahaha... Segredo de profissional. Tá certo que o segundo trecho era curto, pouco menos de 3h. Mas foram 3h sendo muito bem tratada, isso que importa, hahaha.

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Chegando em Cancun, peguei a mala com um certo perregue (levou uma hora pra mala chegar), passei na imigração, a moça ficou 2h procurando uma folha em branco no passaporte pra carimbar, hehe, e fui em direção àquela saída maluca do aeroporto. Lembro bem do mercado de peixe que era, todo mundo querendo te vender algo antes de você pisar fora do aeroporto. Segui à risca a dica da Mari, ou seja, ignorei todo mundo. Fui direto pra parte externa em busca dos ônibus da ADO. Eu confesso que já tinha lido isso num blog, mas a Mari me falou que a ADO era mais do que um translado de Cancun até Playa. Explicarei mais na frente.

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Na saída encontrei o quiosque da ADO. A passagem custou 146 pesos mexicanos, paga somente em efetivo. O ônibus saía do terminal no fim do aeroporto. Ou seja, saia, vire à direita e ande desviando dos caras chatos oferecendo táxi. Ali é o ponto de encontro dos caipiras da CVC que acham que o mundo é como novela da Gloria Perez onde todo mundo fala português, hehehe. Pronto, comecei o bullying. Voltando ao assunto da ADO, baixei até o aplicativo da empresa pra acompanhar o horário do ônibus, mas tirei a foto com os horários também just in case do app não funcionar.

O ônibus é super bom, super tranquilo. Com ar condicionado, pára no início da quinta avenida. Dali, foi só arrastar a mala por duas quadras e chegamos no Xtudio Comfort Hotel. Ele faz parte de uma família de hotéis, é o mais novo. Bem simples, é um estúdio com cozinha completa na quinta avenida, no meio do furdunço, e tem o mais importante, wifi. Nunca reservo um hotel sem wifi. Não tem piscina, mas, honestamente, quem precisa de piscina com um mar desse a uma quadra de distância?

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Já saímos de mochila nas costas. Primeiro, dar um pulinho pra ver aquele azul extasiante do mar de Playa. Gente, que coisa linda! É o melhor remédio anti estresse que tem. Aproveitando que estava por ali, já vi um hotel/bar/restaurante/beach club chamado Fusion. Foi uma ótima opção para o almoço, vista linda, comida gostosa, música brasileira... A foto aí de cima é a vista de lá. Tava chato, viu? Olha mais uma:

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Comida no papinho, pé no caminho. Bora pro Walmart abastecer a geladeira. Putz, e tava pesado, viu? Mas tudo bem, tava cheio de gringo europeu fazendo o mesmo. Já era fim de tarde, o sol se punha. E a mochila pesada destruindo minhas costas. Sério, o Walmart é perto, mas tá cheio de mini market na 5ª Avenida, um 7Eleven do lado, pra que tanto sacrifício? Enfim, vivendo e aprendendo.

Ainda tinha esperança de dar um mergulho no restinho de luz do dia. Mas, rolou uma demora e a praia fica numa escuridão só. Aí o lance foi curtir Playa à noite, indo e voltando na 5ª Avenida. Gente de todos os tipos, pra todos os lados. É uma mistura de lojinhas fofas, lojinhas de souvenirs e lojinhas de grifes. Restaurantes, bares, música... Tem baladas que dizem deixar Las Vegas no chinelo. Parada pra um sorvetinho sem extrapolar por hoje. A idade avançada não permite exageros, hehe. O México está a 4h atrás do Brasil e duas noites mal dormidas, a Bela Adormecida aqui vai apagar cedo. Não sem antes deixar umas fotinhas da 5ª Avenida depois de um belo dia de sol sentada no corredor do hotel onde o wifi pega bem, hahaha... #psicopata. As duas últimas são do monumento construído em homenagem ao fim do calendário Maia. Vamos ver se uma dessas fotos de Playa à noite vai surtir efeito? (Eu quase comprei, mas lembrei da promessa, rs. Despedida é despedida, mas a vermelha tava super legal, hehe).

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Terminar o dia cantando Lulu Santos porque é legal e, como diria a Camis, surtar de vez em quando é bom...

Publicado por Akemi Nomura 17:46 Arquivado em México Comentários (2)

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