Um blog do Travellerspoint

Por este autor: Akemi Nomura

Jalapão dia 06

Expedição no cerrado - o fm!

sunny 35 °C
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Último dia da expedição. A pousada estava lotada. Corremos pro café da manhã pra não pegar muita fila, pq já tinha fila. Depois fomos pro quarto finalizar as coisas. Quando deu 7h47 o Raimundo mandou uma mensagem chamando a gente. Pulei da cama porque de imediato me lembrei da fila do fervedouro. Vários carros já tinham saído e ele queria que a gente chegasse antes desse pessoal que ia parar no Fervedouro Bela Vista antes. E lá fomos nós abrir o Fervedouro Alecrim.

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Estávamos com o grupo da Diogo Tour. O pessoal era gente boa mas tiram fotos demais. Chega a ser cansativo. Fizemos aquele esquema de ir um por um tirando foto. Depois fomos aproveitar o fervedouro. Eles queriam continuar tirando foto mas não demos muita trégua não, o tempo é pouco e queríamos aproveitar o fervedouro. A água do fervedouro Alecrim é quentinha no fundo. A pressão não é tão forte mas é suficiente pra ter a sensação de flutuação. O poço é bem grande. O grupo que estava lá saiu e chegou um casal. Como cabem 10, nós continuamos. Uns tempos depois chegou outro casal. A gente já ia sair e o guia deles disse que a gente podia ficar mais um pouco. Resultado, ficamos mais de uma hora ali. Delícia de lugar!

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Saímos pouco depois das 9h e cerca de 1h depois chegamos na Cachoeira da Arara. A Cachoeira da arara tem esse nome por um motivo óbvio, existia muita arara na região. Mas com o início da movimentação de gente na região elas procuraram outro canto pra elas. Mas vira e mexe a gente vê umas araras azuis voando. Coisa linda!

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A água da Cachoeira é fria, mas nada absurdo. Eu levaria um tempinho pra me acostumar, ou seja, iria me molhando aos poucos. Mas como eu tropecei e caí então o processo acabou sendo bem rápido….. kkkkkkk. Tem que tomar um certo cuidado com as pedras pq se vc fizer movimentos bruscos vc pode dar uma topada na pedra. Depois que vc acostuma, fica o cenário perfeito.

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Saindo dali o guia do outro grupo chamou um pessoal deles pra mostrar uma pele de cobra. Pelo que ele disse a pele tinha sido trocada recentemente. Detalhe: era uma cascavel. Misericórdia! Ainda bem que a gente só viu isso na volta! Hahahaha…

Paramos para almoçar num local próximo a cachoeira. Geral para ali antes de voltar pra Palmas. Descansamos um pouco antes de pegar estrada. No caminho, a última foto: Serra Catedral.

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Acabou!!! Mais estrada de chão e retorno para Palmas! Voltar pra casa é bom mas dá uma tristezinha de acabar.

Sobre a Buriti Adventure, empresa que contratamos para o tour no Jalapão. Excelente é pouco! Serviço simplesmente perfeito! E se o guia for o Raimundo então, melhor das combinações. Nós optamos pelo carro exclusivo para nós três e recomendo muito porque a viagem é puxada. Um carro só pro seu grupo torna a viagem mais confortável. A Buriti se preocupa em ter os veículos em ordem evitando os famosos perrengues no Jalapão. E o Raimundo fez a diferença por, além de ser uma pessoa super simpática, sempre atencioso com os clientes, se preocupava em planejar os horários de forma que a gente chegasse antes nos fervedouros pra evitar filas. Indico a Buriti Adventure e o Raimundo de olhos fechados.

Sobre o Jalapão, só digo uma coisa: venham!!!!

Publicado por Akemi Nomura 19:09 Arquivado em Brasil Comentários (0)

Jalapão - dia 05

Expedição no Cerrado Brasileiro

sunny 35 °C
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Levantamos acampamento de Mateiros por volta das 8h. Mais estrada para seguir nosso roteiro.

Fervedouro do Buritizinho, aqui a “sala de espera” é um trecho tranquilo do rio Formiga. Enquanto aguardamos, quem quisesse poderia entrar ali. O tom de azul é espetacular. A água super transparente. É pequeno, em formato de gota, e é muito lindo! Como a profundidade dele é grande a pressão é bem baixa. Mesmo assim, é imperdível.

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A próxima parada foi a Cachoeira do Formiga. A queda é pequena e o poço é grande e fundo. O tom da água é verde esmeralda e super transparente. A vegetação ao redor completa o cenário. Do outro lado tem uma parte calminha que dá pra descansar da correnteza do outro lado.

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Nós tentamos quatro vezes chegar no meio da queda. Só na última conseguimos. Tem toda uma estratégia: vai nadando contra a correnteza até chegar numa parte que dá pé; finca o pé na areia pra lutar contra a correnteza; concentra, enche o pulmão, mergulha, abre o olho, mira na pedra e vai! Missão concluída com sucesso!

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O Fervedouro das Macaúbas foi aberto recentemente para a visitação. Acho que foi o fervedouro com maior pressão que passamos. Parecia uma banheira de hidromassagem. E esse era bem fácil ficar em pé. Tinha mais gente quando chegamos mas era um pessoal gente boa. O problema era o vício em tirar fotos. Gente, o tempo no fervedouro é pouco, não dá pra ficar tirando só foto não.

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Pegamos estrada e foi um saculejo. Eu queria dormir e não conseguia. E foi um chão, viu? O que pega no Jalapão são as estradas. Torna a viagem muito cansativa. Mas nada como um fervedouro pra resolver esse problema.

Chegamos em São Felix e tinha uma pequena fila no Fervedouro Bela Vista. Não esperamos muito, mas tinha uma área de espera boa ali. Tipo, comparando com os outros, claro. O fervedouro Bela Vista já é bem próximo da cidade de São Felix do Tocantins. Inclusive já tinha sinal da Claro. Dizem que é o mais bonito do Jalapão. O cenário é muito bonito mesmo. Não sei se diria o mais bonito pq o tom de azul do Buritizinho me impressionou. Mas o Bela Vista com certeza é o maior. Aliás aqui tinha um outro grupo que viciado em foto. Sorte a deles é que a gente já tinha ido em muitos fervedouros e entramos na fila pra tirar uma foto com eles. E foi possível tirar uma foto top.

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Terminamos o dia mais cedo e fomos pra piscina da pousada. Missão: descansar!

Publicado por Akemi Nomura 21:01 Arquivado em Brasil Comentários (0)

Jalapão - dia 04

Expedição no cerrado brasileiro

sunny 35 °C
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Tomamos café e já saímos pra tentar pegar o fervedouro vazio. O fervedouro se forma pela passagem de um rio subterrâneo que geralmente não tem pressão para água e, em razão da pressão exercida, forma as piscinas naturais. Essa pressão permite que as pessoas flutuem. Agora se a pessoa estiver usando algum objeto que venha a cair, não tem como recuperar porque a profundidade é de cerca de 100m.

O Fervedouro do Encontro das águas tem uma alta pressão na nascente proporcionando a sensação de flutuação de forma intensa. É surreal pq vc tem que lutar para manter a perna baixa senão a pressão joga a perna pra cima. Fomos as primeiras a chegar, abrimos o fervedouro. Foi minha primeira experiência num fervedouro. No começo deu um pouquinho de medo, confesso. Mas depois que você entende o processo a brincadeira fica divertida. Como só pode ficar 15 minutos e tinha gente na fila tivemos que sair.

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Segunda parada foi no Fervedouro do Ceiça. É o fervedouro aberto ao público a mais tempo no Jalapão. E é um dos mais procurados. O cenário é um pouco mais bonito. Não sei explicar o porquê. O tom da água também é muito bonito. Na parte central da piscina tem a área de pressão que é bem forte. Deu pra ficar um pouquinho mais dos 15 minutos. Mas já tinha gente na fila também.

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Paramos na loja da Jane. Ela faz artesanato com capim dourado e vende. Ela tem pouca opção mas é tudo feito com muita qualidade. E tem bons preços.

Dali paramos na comunidade do Mumbuca. É uma comunidade que se originou de quilombolas e indígenas que viviam na região. A base da economia é o artesanato feito com capim dourado. No site do governo do Tocantins conta a história do início do artesanato na região. Vou reproduzir o texto aqui pra não perder em conteúdo:

Guilhermina Pereira Matos, dona Miúda, nasceu em 1928, na região do Jalapão no leste do atual estado do Tocantins. Seus pais Silvério Ribeiro Matos e Laurina Pereira Matos vieram da Bahia no começo do século XX, em busca da “bandeira verde”, os gerais – terra com abundância de águas e pastagens naturais. Dona Miúda dizia que a sua avó e sua bisavó eram índias, “caboclas” pegas no laço para se casarem com negros baianos. A família de D. Miúda encontrou na região do Jalapão, a família dos Beatos, casando seus filhos entre si.
É dessa origem que se formou o povoado do Mumbuca. Para dona Miúda a sobrevivência nessa região tão inóspita e isolada só foi possível graças à inteligência do seu povo, pequenos camponeses que viviam isolados em suas porções de terra e que produziam para a sua subsistência: faziam lavouras de arroz, feijão, mandioca. Plantavam cana. Criavam animais domésticos. Produziam seus próprios utensílios como louças de barro, peças em palha de buriti, confeccionavam seus tecidos no tear.

É da inteligência de dona Laurina, segundo dona Miúda, que o povo do Mumbuca herda a confecção do capim dourado, quando esta descobriu que podia a partir daquele “capim” dá origem a objetos necessários a sua vida cotidiana. Dona Miúda aprendeu a arte da costura do capim dourado com a sua mãe, confeccionando utilitários como cestos e chapéus. Produziam para uso doméstico e só esporadicamente vendiam seus produtos, quando iam às cidades vizinhas como Formosa, na Bahia, Corrente no Piauí, Porto Nacional e Ponte Alta do Tocantins.”

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Continuamos até o fervedouro Rio Sono. Não tinha ninguém. A água ali era um pouco gelada, mas nada absurdo. A pressão ali era bem fraca. A sensação ao pisar na areia era que ela se abria e ao descer a perna a areia fechava pq quando a gente puxava a perna parecia que agarrava, sabe? Deve ser assim a areia movediça. Mas chegava num ponto que a perna não ia mais. Deve ser por conta da pressão que apesar de não fazer flutuar, não deixava afundar. Ali nós fomos vip, como não tinha ninguém nós ficamos 1h30. Foi bem gostoso!

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Partimos para a último fervedouro do dia, o Fervedouro do Buriti. Achei o mais bonito de todos. Não sei explicar também porque se fosse descrever seria praticamente a mesma coisa dos demais, haha. Tem um pedaço com alta pressão mas a maior parte só afunda o pé mesmo. As fotos subaquáticas ficam lindas!

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Terminamos o dia mais cedo e retornamos para a base. Já organizei minhas coisas para os próximos dias, atualizei meu insta e dormi. Sério! Fui acordar umas 18h e tanto e às 19h40 saímos para jantar. Os restaurantes de Mateiros estavam todos cheios. Comida no papinho, pé no caminho. Bora descansar!

Publicado por Akemi Nomura 16:43 Arquivado em Brasil Comentários (0)

Jalapão - dia 03

Expedição no cerrado brasileiro

sunny 35 °C
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Não estou conseguindo postar todos os dias. Além do dia ser muito puxado o acesso à internet é muito limitado. Mas as anotações são diárias pra tentar passar com o máximo de detalhe possível. Então, vamos ao dia 03.

Depois de um dia exaustivo eu consegui a façanha de acordar antes das 4h. Mas só levante umas 5h40 pra ir me arrumando sem correria. Hoje a gente muda de base pra entrar no Parque do Jalapão. Nós vamos fazer algumas paradas até chegar em Mateiros. Nossa primeira parada é o cânion Sussuapara. A título de curiosidade, sussuapara é o maior cervídeo do Brasil.

A entrada é limitada a 30 pessoas então tem fila de espera. Esperamos cerca de 45 minutos. O cânion é pequeno e o trecho molhado então tem que ir de chinelo ou sapatilha. O local é muito bonito, tem uma energia especial, aquelas coisas que só a natureza oferece.

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Saímos de lá e fomos para a cachoeira do Lajeado. É um local privado que o dono não explora, ou seja, não cobra entrada porém não tem estrutura. O pouco que tem foi providenciado pelos guias mesmo. Um trecho é tranquilo, o outro trecho eu pipoquei. Altura! Tenho pavor de altura. Então fiquei no topo mesmo esperando elas voltarem.

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Daí pegamos cerca de 2h40 de chão de estrada para parar pro almoço. O local tinha dois restaurantes. Várias empresas (senão todas) param lá. O estilo de comida é bem parecido, com um pouco mais de opções. Tava bem gostosa a comida, viu? Ainda tinha wifi no lugar. Depois rolou uma preguiça…. Aí fomos pra prainha do Rio Novo ficar lá de boa enquanto a tarde ia passando. Cuidado com essas praias de rio, gente. Tinha uma cordinha delimitando a parte que era pra ficar e a correnteza do rio era muito forte. Ninguém passou a cordinha não, é só pra alertar que se acontecer algo não tem salva vidas não….

Dali pegamos o carro e finalmente entramos no Parque Estadual do Jalapão!!! São 34 mil km de natureza em estado puro. Rios, riachos, lagos, nascentes, dunas, campina, serras, chapadões, lobos-guará, araras, tucanos, onças, sussuaparas, e tantos outros animais.

Logo na estrada da entrada temos a vista da serra do Espírito Santo. É a imagem emblemática do Jalapão. Chama a atenção o longo platô de arenito com uma formação em pirâmide em uma das pontas. A Serra, juntamente com o vento, seria responsável pela formação das dunas pois todo o material da erosão se deposita no mesmo local. Aqui a parada pra foto é de lei.

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Dunas do Jalapão! Um dos passeios que não podem ficar de fora do roteiro. A entrada é controlada e só pode ir com guia credenciado. Dali são mais 5km de estrada de “areia”. Depois são mais uns 600m a pé e descalço, mas é na areia. Por fim, a subida nas dunas que exige um pouquinho de panturrilha, mas isso aí não era problema, haha. O dia não foi do por do sol mais perfeito não, foi entre as nuvens. Mas não deixou de ser bonito. O maior espetáculo produzido pelo homem não supera o que a natureza produz!

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Por fim, mais 36km de estrada de chão, ou seja, mais de uma hora. Já fomos direto pro jantar pra facilitar a vida pq ir pra pousada e depois sair ia dar uma preguiça… Eram pouco mais de 21h e eu me despedia do terceiro dia de viagem.

Ps.: sobra espaço pra um babado? Então, como eu disse, pra entrar nas dunas precisa de guia credenciado e ir de carro, ok? Quando a gente entrou estavam alertando todos os guias que um casal que estava num veículo particular não queria pagar o guia (R$200). Detalhe que eles estavam numa Hilux SW4. Simplesmente largaram o carro na entrada e foram a pé. Gente, no cerrado tem um sol pra cada um, a mata tem bicho, são 5km na areia, não é fácil não. Ah, um casal de idosos. Só que algum carro tinha levado eles. E eu curiosa pra saber quem eram, haha. O Raimundo falou que se visse lá nas dunas ele mostrava. Chegando lá ele foi conversar com outros guias pra saber mais sobre o assunto. Depois de um tempo apareceu um casal perto e eu pensei que podia ser eles. Aí quando eu olho pro lado está o Raimundo vindo e confirmando com o olhar, hehe. E veio trazendo mais informações. Gente, contratei o guia certo, curioso igual eu, kkkkkkk! A versão do casal foi que tinham pagado um guia que tinha “largado” eles. Por isso não queriam pagar outro guia. Já o guia disse que não tinha recebido não. Maior babado das dunas. Resumindo, o casal voltava a pé, era impossível chegar na entrada com o dia claro. A gente não conseguiu encontra-los pq provavelmente alguém tinha levado eles. Aí o Raimundo com os olhos de águia enxergou eles longe na caçamba de uma caminhonete. Ele correu e eu filmei a cena, hahaha. Não resisti! Achei engraçado o Raimundo falando que se tivesse barraco na entrada a gente ia ver tudo. Raimundo, o melhor guia do Jalapão!

Moral da história, economizaram R$200 mas vão gastar com multa. E mesmo que tivessem pagado o guia e tivessem tido um desencontro, foi uma falta de respeito com os meninos da entrada. Além disso se colocaram em risco pois podiam ter se perdido na mata, se expuseram aos animais, desidratação…. Desnecessário!

Publicado por Akemi Nomura 00:38 Arquivado em Brasil Comentários (0)

Jalapão - dia 02

Expedição no cerrado brasileiro

sunny 35 °C
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Acordei 4h da manhã achando que eram 6h. Consegui dormir um pouquinho mas acordei de novo eram quase 6h. Curti um pouquinho de preguiça e levantamos pro café da manhã. Estava combinado da gente sair 8h30, então foi tranquilo. Agora, duas horas de estrada. Bora?

Hoje tinha bastante estrada de chão mas tava muito boa. Chegamos na “base” pouco depois das 10h. Ficamos aguardando a chegada do outro grupo. A descida é com horário agendado e não pode atrasar. Fazem um briefing antes e depois cada grupo com seu guia.

Cânion Encantado é uma fenda gigante que forma paredões com 74 metros de altura. Não é todo o ano que pode fazer visita à fenda. Após o acidente de Capitólio algumas mudanças foram feitas em razão da segurança. É recomendado pesquisar bem a época da visita pq quando chove os rios sobem e a região fica perigosa.

A trilha começou até fácil, mas, vou te falar, isso é por pouco tempo. Não é nada fácil não. Mas como estávamos num grupo exclusivo, ou seja, era o nosso guia e nós três, nós fomos no nosso ritmo. Mas mesmo assim não foi fácil. É muito cansativo, muito sobe e desce, eu classificaria o nível de dificuldade entre moderado e difícil. Tipo, tem que estar com um preparo razoável, pelo menos, senão vai ser sofrido. Enfim, fomos! Tem um trecho que a gente passa dentro da água, ou seja, vá de sapatilha ou tênis que pode molhar pq molha até o joelho. Ah, a gente tem que usar caneleira, capacete e bastão. E sim, tem que usar, não é opcional, é obrigatório. Na volta a gente para no Mirante do Cânion pra ter uma real da região. Vale a pena? Vale, vale muito!

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A volta eu confesso que foi mais fácil do que eu imaginava. Ou melhor, menos difícil. Fomos até o mirante apreciar a vista de um outro ângulo antes de voltar pra base.

Chegando na base, devolvi capacete e bastão que não ia precisar na outra trilha. Depois fomos almoçar no restaurante que tem ali mesmo e descansar um pouco. A saída pra segunda trilha foi às 15h. Era uma trilha bem mais fácil, sem dúvida. O destino era a Cidade de Pedra e a Cachoeira dos Pelados. A Cachoeira tem esse nome pois foi onde foi gravado o programa Largados e Pelados. Acabamos não indo na Cachoeira pq minha amiga estava exausta. O guia deu uma boa sugestão, irmos até a Cidade de Pedra pq cachoeira a gente ia ver várias, agora a Cidade de Pedra era única. Seguimos mais uns 400m e chegamos lá.

A cidade de Pedra são formações rochosas esculpidas pelo tempo que lembra a formação de uma cidade. Localizada na comunidade Serra Negra, distante em média 70 km da cidade de Almas. A região começou a ser explorada a cerca de dois anos. A vista lá de cima é algo espetacular. Tipo, é uma imensidão de pedras. Gostei muito desse lugar.

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O sol judiou um pouquinho da gente. Mas cumprimos a missão. O retorno pra Ponte Alta do Tocantins levou duas horas. Chegamos o pó da rabiola. Foi difícil mas foi um dia top demais! Venham pro Jalapão gente!

Publicado por Akemi Nomura 16:29 Arquivado em Brasil Comentários (0)

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