Um blog do Travellerspoint

Por este autor: Akemi Nomura

Panorama Route

A bela estrada cênica do Blyde River Canyon

sunny 25 °C
Visualizar 2018 Africa do Sul no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Olá viajantes!

Já que a pandemia não nos permite viajar com segurança, vou fazer um post menos diário e mais informativo dessa vez. Uma viagem na rota panorâmica. É um lugar que, por incrível que pareça, vi poucos brasileiros. Eu recomendo fortemente que se você vai para África do Sul, conheça a Panorama Route. É no caminho do Kruger, um dia a mais na sua viagem e imagens espetaculares do terceiro maior cânion do mundo. Só pra vocês terem uma ideia, o destaque em vermelho é a região da rota panorâmica e toda essa imensidão verde mais escuro já faz parte do Kruger.

COMO CHEGAR

Uma possibilidade é ir de carro direto de Joanesburgo. Eu fui de avião de Joanesburgo até Nelspruit. De Nelspruit alugamos um carro e fomo para Graskop. Fizemos antes uma parada interessante nas Sudwala Caves. Dá uma olhadinha aqui no blog que falei sobre essas cavernas. A estrada até Graskop regra geral é boa. Alguns trechos estavam um pouco ruins, mas os trechos bons, em compensação, eram muito bons mesmo. Uma coisa é certa, belas paisagens te esperam.

ONDE SE HOSPEDAR

No início da rota - Nós ficamos no Hotel Havana Nights. Ali eram tipos casinhas, sabe? Nós ficamos em uma com 3 quartos, sendo um com cama de casal e dois com duas camas de solteiro cada. Ou seja, dormem seis pessoas. Tinha cozinha, sala, tipo, a gente se sentia em casa. Tinha restaurante próximo também e isso é bom porque estava bem frio e a gente não queria ficar perambulando na rua não.

No fim da rota – Nós ficamos no Blyde Canyon, a Forever Resort. Um lugar bem bacana com vários chalés. Confesso que eu ao entrar senti um cheiro de mofo que achei que ia atacar minha rinite. Tomei antialérgico de forma preventiva. Deixar janelas abertas ali é impensável por conta dos macacos. Sério, tem muitos e dos grandes. Teve uma hora que eu corri do macaco, mas só não vi que o macaco correu de mim também, haha. Mas é possível ter uma boa convivência com os animais ali respeitando o espaço deles.

ONDE COMER

Nove entre dez sites que eu li falavam que ali era pra comer panqueca. Dessas 9, acho que todos falavam do Harrie´s Pancakes. Então ali fomos tomar café da manhã. Lugar super agradável e a panqueca era sim uma delícia.

A ROTA PANORÂMICA

Como eu disse ali em cima, a PANORAMA ROUTE é uma estrada cênica que vai beirando o Blyde River Canyon. São trilhas, cachoeiras, formações rochosas diferentes, uma vista fenomenal. Parece que o contato com a natureza ali dá uma energia muito boa. No hotel em Graskop pegamos algumas dicas de locais. Vou listar aqui onde paramos:

• Mac Mac Falls
• The Pinnacle Rock
• God’s View
• Wonder View
• Lisbon Falls
• Bourke’s Luck Potholes *
• Lowveld Viewsite
• Three Rondavels

Alguns lugares a gente paga a entrada. Outros não. Mas era coisa de 10 a 15 rands por pessoa. Na época era algo em torno de 3 a 5 reais. A partir do Bourke’s Luck Potholes você já estará dentro da reserva do Blyde River Canyon e dali as coisas ficam mais espetaculares ainda. O mapinha aqui embaixo eu achei dá pra dar uma ideia dos lugares por onde passamos:

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Essa foto aqui mostra um pouco da beleza desse lugar. Difícil explicar em palavras. Aqui a gente sai um pouco da rota “comum” e conhece uma outra África do Sul. Às vezes, por insegurança, desconhecimento, não sei, a gente se apega aos lugares mais conhecidos e pronto. Mas essa rota me mostrou que o turismo na África do Sul não está muito além dos safaris e a grandeza de Cape Town.

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No link abaixo tem o post com as fotos do dia em que fizemos a rota. Narrado no momento da viagem capta melhor o sentimento que tive por aquele lugar.

https://anomura.travellerspoint.com/401/

Terminando o dia na Reserva ao norte busque um lugar para descanso. A ideia aqui é seguir para o Kruger. Pouco mais de 100km tem um portão de entrada para o Parque, o Orpen Gate. Dali você embarca em uma outra viagem nesse país fascinante que é a África do Sul.

Publicado por Akemi Nomura 13:18 Arquivado em África do Sul Comentários (0)

Maragogi - Alagoas

Caribe Brasileiro

sunny 27 °C
Visualizar 2019 - Maragogi no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Depois de fazer esse post da região dos lagos eu me dei conta de que quem entra no meu blog deve achar que só viajo para o exterior. Já tive a oportunidade de viajar muito pelo Brasil e concordo que devo um pouquinho ao meu país no quesito dedicação de posts nessas viagens Brasil afora. Muitas dessas viagens foram há muito tempo. Infelizmente não vou conseguir escrever muito sobre esses lugares. Mas resolvi escrever mais sobre o Brasil. Já fiz um post um tempo atrás mas não escrevi mais. Então esse é dedicado ao nordeste brasileiro.

Quando ouvia as pessoas falarem sobre Caribe Brasileiro eu meio que torcia o nariz. Subestimava mesmo, sabe? Achava que era muito exagero. Ultimamente minha mãe sempre comentava sobre Maragogi e as fotos que ela via nas redes sociais. Depois que perdi papai eu coloquei como propósito aproveitar minha mãe ao extremo. E, na medida do possível, tentar fazer o máximo por ela. Vi o feriado estadual aqui no ES era dia 29/4 e dia 1/5 também era feriado. Usei um dia de eleição e pronto, cinco dias de viagem. Depois eu achei umas passagens da Azul de Vitória direto para Recife e fechei logo. Maragogi fica no meio do caminho entre Recife e Maceió. Com esse voo direto não tinha nem o que discutir. Passagem a R$ 600 ida e volta, partiu Recife!

Uns dois meses depois minha irmã e meu cunhado animaram de ir. Conseguiram passagem de SP pra chegar em horário próximo e pronto. Reservei um carro na Localiza confortável para o calor e as estradas que eu não conhecia. Peguei um hotel bem qualificado no Tripadvisor. Hoje talvez eu teria pegado outro hotel, mais pé na areia próximo à Barra Grande. Mas foi de boa, o hotel era bom e tinha o necessário para uma boa estadia. Era o Hotel Areias Belas. Atendimento bom, quarto confortável, tinha cadeira de praia e guarda sol emprestado, um bom restaurante, enfim, pra mim estava ok.

Um detalhe importante. As praias da região sofrem uma influência absurda da época. E depois eu fui ler que abril e maio não eram meses para ir para Maragogi. Affff!!!! Fui amadora!!!! Agora era tentar fazer do limão uma limonada. A primeira coisa no hotel era ver quando teria maré para ir nas piscinas naturais. Conseguimos UMA maré nos dias que estaríamos lá. E super cedo! Marcamos de nos buscarem às 5h50 da madrugada. Bom, é o que tem, então olha a limonada fresquinha saindo..... Agora era fim de tarde então curtimos a piscina do hotel e depois jantamos ali mesmo, perto da piscina.

DIA 1 - BARRA GRANDE

Thiago, o recepcionista do hotel, fez uma super propaganda de Barra Grande. Procurando na internet achei fotos e vídeos maravilhosos do lugar. Mas.... infelizmente a época do ano, as chuvas, a lua, muita coisa influencia nas praias. Mas vamos começar do começo. Pegamos o carro e íamos para um beach club chamado Meraki. Mas chegando lá apareceu um beach club que parecia novinho e bem estruturado: Barra Mar. Custa R$50 de consumação então, como íamos ficar o dia inteiro, valia a pena. Como chegamos cedo conseguimos pegar um ótimo lugar de frente pro mar. Ma so mar... ahhh... não era nada disso que estávamos esperando. É bem ali em frente que tem aquele banco de areia que aparece em várias fotos de Barra Grande. Mas a maré estava alta e não vimos o banco de areia, o mar estava escuro e com muita, mas muita, alga. O beach club era bem estruturado mesmo, pegamos uma "palapa" com mesa e bancos para quatro pessoas e 3 cadeiras de praia. O atendimento no começo era muito bom, depois que começou a encher ficou um pouco lento. A comida era gostosa mas a macaxeiras foi um pouco decepcionante. Tinha uma lojinha de doces que era um pecado. Tinha piscina também, mas quem vem ao nordeste pra ficar na piscina? Resumo do dia: gostei! Poderia ser melhor se fosse o mar paradisíaco das fotos e vídeos que vi na internet. Mas não acho que a culpa é do lugar, e sim, falta de sorte na época escolhida para vir. Ah, quanto ao beach club, eu acho que valeu a pena pois a estrutura era ótima pra ficar o dia inteiro.

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DIA 2 - PRAIA DOS CARNEIROS

Eu já tinha ouvido falar dessa praia na primeira vez que fui pra Recife. A praia dos Carneiros fica em Pernambuco fica a 1 horinha de carro de Maragogi. Então partiu! Li sobre uns lugares para ficar e decidi pelo Bora Bora. Lá eles falam que é um restaurante mas pra mim é um beach club. Não lembro bem mas acho que a entrada era R$ 20 por pessoa. Lá dentro tem umas "acomodações" mais confortáveis mas tem que ter R$ 300 de consumação. A gente ia ficar o dia inteiro mesmo, então pegamos uma delas de frente pro mar com mesinha e tipo uma cama pra aquele sono depois do almoço. Quem não quer pagar tem várias mesas espalhadas. Tinha umas cadeiras espalhadas por lá também mas nada supera nossa caminha. Chegamos lá e voaram pessoas em cima da gente querendo vender passeio nas praias e piscinas naturais. Óbvio que o do restaurante era mais caro (e mais garantido). Mas decidimos tentar com um da praia. Mas claro que eu esqueci o valor. Quem mandou eu não escrever na hora. Primeiro fomos direto para a piscina natural. Pelo horário só restava uma e tinha que ir rápido porque a maré estava subindo. A água ali era fantástica, estilo caribe mesmo. Depois fizemos mais 3 paradas: no banco de areia, na praia da lama e na famosa igrejinha. Nesse passeio o barqueiro confirmou aquilo que eu supunha: a praia dos Carneiros e todo o terreno ao redor, pertence a uma família chamada Carneiro. Tinha lógica né? Rs. Voltamos pro restaurante para almoçar e pro soninho da tarde. Eu, particularmente, adorei o almoço. Dois pratos pra quatro pessoas foi suficiente. Rolou um cochilinho mas logo mamãe queria entrar na água. E fomos juntas. A maré já tinha baixado horrores e tivemos que andar bastante pra água chegar no joelho, haha. Mas a água estava uma delícia e mamãe não queria sair mais dali. Hoje o dia foi bem proveitoso pois o mar estava realmente delicioso. As águas da piscina natural estava um espetáculo de transparente. A estrutura do Bora Bora era excelente, em que pese fique muito cheio. Resumindo: valeu a pena!

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DIA 3 - PISCINAS NATURAIS

As famosas piscinas naturais de Maragogi... sério, não vá para Maragogi nos meses de abril e maio. Foi muita sorte a gente ter conseguido uma maré, isso mesmo, UMA maré pra visitar as piscinas. As tais Galés que tanto falam eu nem vi. Achava que era tudo a mesma coisa mas pelo que eu entendi, se entendi, não era não. Ah, tem mais um detalhe, a maré ia ser super cedo e iam buscar a gente no hotel às 5h50 da manhã. Sério! Nem podíamos reclamar, pelo menos a gente ia ter uma maré. Sem maré, sem piscinas. Então partiu piscinas! A saída ia ser do Pontal do Maragogi, também uma espécie de beach club. A praia ali seguia o padrão de Barra Grande, ou seja, época errada. Mas o mar a água era bem gostosa. Mas primeiro, as piscinas. O barco não estava cheio, coisa que eu gosto, e chegamos relativamente cedo nas piscinas. O tempo estava meio fechado, ameaçando chuva, tudo jogando contra. Chegou a cair uma chuvinha na ida mas estávamos embaixo da parte coberta. Chegando lá parou a chuva mas continuou fechado. Entramos dentro da água e levamos mamãe pra onde dava pé pra ela. Ela estava de colete mas ainda se sentia insegura, então tá né? Harumi criou coragem e fez um mergulho tipo discover com cilindro. Mas ficava a menos de dois metros com o guia fazendo snorkel e segurando ela no fundo. Pra quem tem medo é legal porque você está bem perto da superfície, hehe. Falando sério, mergulho é um esporte difícil para os ansiosos. Tem que trabalhar bem a respiração e é um aprendizado pra fazer um batismo de verdade. Depois de um tempo o sol saiu e aí mano.... o jogo virou! Eu me senti realmente no Caribe!

Depois do passeio voltamos pro hotel, tomamos café e pegamos o carro de volta ao Pontal do Maragogi. Era pertinho e o hotel tinha uma parceria de forma que não pagamos entrada. Estrutura boa, bem espaçoso, o peixinho frito estava delicioso, o buffet de almoço era ok, bom serviço, enfim, super valeu. Mesmo não sendo paradisíaco o mar (talvez pela época), deu pra aproveitar o dia.

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DIA 4 - Praia de Antunes

Deu pra perceber que o mar estava limpando então como tínhamos um pedaço da manhã resolvemos conhecer a praia de Antunes. A chegada lá é uma espécie de rali com direito a muito lama, hehe. Ali o esquema é mais roots. Tem muitas cadeiras e guarda sol pra alugar. Barraquinhas vendendo comidinhas e bebidas. A maré estava baixa e eu e mamãe resolvemos caminhar... gente, sério, acho que andamos mais de 1km com o mar sem chegar no joelho. Se tivesse tempo acho que dava pra chegar nas piscinas naturais. A água estava fazendo jus ao apelido de "Caribe brasileiro". Pena que o tempo era curto porque hoje o mar estava perfeito. Mas pelo menos deu pra conhecer e aproveitar um pouco.

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Voltando da praia de Antunes era hora de voltar pro hotel, tomar um banho e pegar estrada pra Recife. Chegamos no horário do almoço e fomos num restaurante chamado Camarada Camarão. Confesso que fiquei ressabiada porque parecia nome de restaurante de praça de alimentação. Mas menino (a), que delícia. E olha que eu não curto camarão mas o que eu comi ali.... É pra deixar o Coco Bambu de joelho. Como a AZUL fez o favor de mudar o horário do voo para 2h depois, deixamos Harumi e Okis no aeroporto e fomos devolver o carro. A locação pela Localiza foi super de boa. Depois voltamos pro aeroporto e encontramos os dois. Tomamos um cafézinho na Kopenhaguen e depois embarcamos. Mais uma viagem pra conta!

Publicado por Akemi Nomura 15:00 Arquivado em Brasil Comentários (0)

Região dos Lagos - RJ

Hora de redescobrir o Brasil

sunny 25 °C
Visualizar 2020 - Região dos Lagos no mapa de viagens de Akemi Nomura.

2020... Em 2020 eu finalmente ia acabar com o bullying e ir conhecer Nova Iorque. Sempre que eu falo que não conheço NY todo mundo se surpreende. Em 2015 eu passei por NY a caminho do Canadá. Ali tinha sido o gatilho pra conhecer essa cidade. Não sei dizer porque não fui ainda, parece que não era o momento. E quando eu achei que chegou o momento veio a pandemia! A viagem seria no início de abril de 2020, recebi todos os estornos que tinha direito sem estresse. Consegui remarcar minhas férias pro segundo semestre. Nessa época eu ainda acreditava que ia dar pra viajar no segundo semestre pro exterior... tolinha...

O tempo foi passando e por questões de trabalho acabei não trocando minhas férias. Já novidades na vida pessoal fizeram que o primeiro e segundo período de férias não fossem perdidos, muito pelo contrário, foram bem aproveitados. Mas aí a cabeça já estava pedindo uma pausa. Já tinha combinado com Rosana de fazer algo em outubro. Ainda não me sentia à vontade pra entrar num avião então a ideia foi resgatar um convite antigo do Junior e ir pra casa dele pra "eu" conhecer a região dos lagos. Sério, não sei como não conhecia essa região. As primeiras fotos que eu via eu já achava que não devia ser tudo isso. Que devia ser meio forçado. Mas todo mundo que tinha ido falava que não, que era tudo aquilo sim...

Depois de um início de mês com um calor infernal, a minha primeira semana de férias foi com tempo instável, chuva e ventos. Seria um prenúncio de uma semana de férias na região dos lagos? 2020 né? Não dava pra duvidar de nada... Chegou o sábado e caía uma chuva fininha. Agora vou de qualquer jeito. Como sou early bird eu tinha acordado às 4h e me arrumei sem correria. Saí de casa às 6h39. O Waze previa 5h05 de estrada. Foi super tranquilo apesar da leve chuva em alguns trechos. Não sou muito de pegar estrada, sozinha então... O máximo que eu fazia era ir de São Paulo até Campinas, ou Vila Velha até Guarapari, haha. Nunca mais de 100 km. Só passei dos 300km dirigindo duas vezes na vida, uma em Portugal e outra na Califórnia. E na Califórnia foi a única que que fiz esse percurso sozinha. Sou meio medrosa, deu pra perceber, haha. Graças a Deus a viagem foi super tranquila e pouco mais de 5h depois eu cheguei em Rio das Ostras.

Rio das Ostras

Já começo dizendo que Rio das Ostras me despertou memórias afetivas. Era a primeira vez que vinha aqui mas achei que essa cidade me lembrou muito um estilo que era Vila Velha no fim dos anos 80, início dos anos 90. Vou tentar lembrar um pouco do que eu vi no rolê na cidade, vou esquecer de algumas coisas, claro, me perdoa Junior. Mas vamos lá....

Quando eu cheguei demos uma rolê na cidade. Aí que o bicho pega porque escrevendo agora deu um bug nas informações, haha, shame on me. Lembro dos nomes mas não estou associando aos lugares. Praia da Joana, Remanso, Praia do Centro, Praia das Tartarugas, Praça da Baleia... Ai gente, eu adorei a praia das Tartarugas. Essa eu lembro. Quero ir lá de novo. Aqui em Vitória a praia é cheia de tartaruga também e eu nunca vi. Só vejo tartaruga e arraia da janela do trabalho. Lá em cinco minutos foram várias... tão bonitinhas. Mamãe ia amar! Curti aquela vibe da praça da Baleia e da Tocolândia também. Lembro que tinha uma lojinha de prata ali que eu não entrei. Adoro prata, rs. Ali do mirante dá pra ter uma vista maneira da cidade também. Ah gente, morar na praia não tem preço.

Gostei da praia da Costa Azul. Saí pra andar nela com a Lu na altura da lagoa de Iriri (Iriry?). Fomos para o lado da reserva. A ideia era andar um pedaço e voltar mas a gente foi indo, indo, indo.... chegou uma hora que eu falei: "Ah Lu, falta pouco, vamos até o fim". A Lu como é animada topou já que não estava sozinha. Gente, esse quase não chegava nunca, hahaha. E aquela curvinha lá no final, acho que chama praia da reserva (vi no google maps, hehe). Aquela curvinha não tinha fim.... Misericórdia! Mas valeu a pena porque no final o mar estava mais tranquilo e dava pra entrar. A água nem estava tão fria como eu imaginava. Eu não entrei ali, entrei depois das pedras numa prainha mais fechada. Estava mais fria, devia ter entrado antes, haha. Mas não estava nada sofrido não, devagar eu vou... Depois a Lu chamou pra entrar na lagoa ali do lado e lá a água estava uma delícia.

Motivos pra voltar? Vários.... :-)

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Búzios

Ah Búzios.... finalmente! Primeira parada, Geribá! Que praia linda! O dia colaborou e o cenário foi perfeito. Chinelo na mão, bora dar uma caminhadinha. A areia molhada gelada não negava que o mar estava frio. Mas estava convidativo. Eu não gosto de água fria (acho que todo mundo prefere um mar quentinho), mas dava pra entrar. A praia estava tranquila afinal era uma terça feira, fora de temporada e no meio de uma pandemia. Só assim pra ter esse cenário.

Fomos para João Fernandes. As praias de João Fernandes e João Fernadinho são vizinhas e não há ligação terrestre entre as duas. João Fernandinho parece ser mais tranquila. Ficamos em um quiosque em João Fernandes pra comer um aperitivo. Eu adorei esse lugar. Não é uma praia longa, por isso parece ser mais aconchegante e tem uma boa estrutura. Ali eu caí na pegadinha, hehe. Gente, eu vim pra Búzios pela primeira vez, eu tinha que entrar na água. O Junior me chamou: "vem que a água tá boa". Eu fui! Eu estava batendo queixo e tentando disfarçar, haha. Mas sabe o que é? Estava ventando muito. Tinha hora que batia umas rajadas de vento que misericórdia. Talvez no verão não seja tão sofrido, hehe. Por outro lado eu curto um movimento mais tranquilo. Então valeu a pena a água gelada, rs.

Nosso city tour continuou com umas paradas no caminho até Praia Brava, onde fica o Silk Beach Club. Olhando o google maps aqui descobri que ali tem uma escola de mergulho. Olha aí um lugar bom pra passar o dia. Olhamos o cardápio e os preços pareciam razoáveis. Não sei como é na alta temporada, imagino que como toda Búzios seja um lugar cheio. Mas achei ali uma ótima opção também.

Aí chegou a hora da turista aqui dar um rolê na rua das pedras e na Orla Bardot. Nesse ano estranho não podia ser diferente, algumas lojas fechando e a rua praticamente vazia comparando com os tempos "normais". Eu gosto de uma tranquilidade mas eu acho tão triste esse novo normal. Búzios é um charme, continua sendo um charme. Isso tudo vai passar e as coisas vão voltar a ser como antes. Ali paramos para um sorvetinho e seguimos o script até a Orla Bardot. Que é outro lugar que achei super gostoso, super agradável. E como boa turista tinha que tirar uma foto com Brigite.

Continuando a rota traçada pelo guia, partimos para o Mirante do Pai Vitório. Ah, esqueci de falar, Búzios estava com barreira por conta da pandemia. Porém quando se tem um guia com carro emplacado em Búzios, não se tem problemas, rs. Digo isso pq tivemos que passar pela barreira na volta. Junior descolou um caminho que facilitava a chegada na trilha. Fomos indo, eu com a minha leseira que é normal, mais devagar. Até que chegamos num ponto que minha ansiedade e fobias foram postas em testes. Olhei pra cima e travei! Não dava pra mim, eu não iria conseguir descer. Pra cima pode até ser que eu conseguisse, me agarro ali naquelas pedras e vou. Mas quando eu vi que não ia conseguir fui dar a volta pra descer, pra quê que eu fui fazer isso? Hahahaha... Olhei pra baixo e vi aquelas pedras o coração disparou. Será que tem tratamento isso gente? Nossa, eu tenho a sensação de que só piora. Frustrei as expectativas do Junior, hehe. Pra ele subir ali é tranquilo. Rosana também subiria se não fosse o joelho, certeza. Mas euzinha aqui, sem condições. Até deu pra tirar umas fotinhas legais mas o top ficou a cargo do Junior que subiu aquilo em dois palitos, haha.

Finalizando o dia, Portinho da Barra. De acordo com o guia é um local para locais. Super a minha cara um lugar desse. Claro que quando a gente turista por um lugar pela primeira vez tem que conhecer os pontos badalados. Mas eu super gosto desses locais mais sossegados. E vou te falar, que lugar gostoso. Tudo dentro do planejado, escolhemos o restaurante Mercado do Porto pra finalizar a noite. Delícia!

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Cabo Frio

Expectativas sobre Cabo Frio? Zero! Nem positivo nem negativo. Não tinha ideia do que esperar. E de cara já fomos para praia do Forte. Caramba! Eu não tinha ideia que existia uma praia tão bonita no Brasil. Tipo areia branquinha e mar clarinho. Cara, não deixa nada a desejar a praias maravilhosas que já passei. O vento frio que vinha do mar me deixou receosa quanto à temperatura da água mas pisei lá e não estava não. Não era quentinha, é verdade, mas estava razoável. Acho que me falaram tanto que essa região a água era gelada que vim esperando um mar do Pólo Norte. Nessa hora foi bom ter essa expectativa, haha.

Fomos até a igrejinha lá na ponta, estava fechada, mas rolou uma subidinha pra ter outra visão da praia. Eu meio lesa pra subir nas pedras mas sabe que mesmo assim eu curto. É uma fobia de queda mas indo devagar eu vou. Com o Junior por perto foi de boa. Cara, que vista dessa praia. O dia estava aberto, deixou o mar clarinho.... super curti! Agora num mar desse tinha que rolar um tchibum, né? Não tinha como não entrar...

Agora bora parar pra almoçar senão o humor da pessoa que vos escreve se transforme. Mais um walking tour numa região bacana da cidade, Boulevard Canal. Sabe aquele lugar gostoso pra dar uma caminhada? Com lojas e restaurantes? Super curto esses ambientes.

A segunda etapa de Cabo Frio foi na praia das Conchas. E bora pra mais uma trilha. Chinelo não é uma boa opção mas não era tão complexo assim. Tudo bem que eu tirei o chinelo e fiquei descalça mas tinha trecho que machucava o pé. Mas até que eu não dei tanto trabalho pro Junior pra chegar no objetivo da trilha, haha. Até fomos pra um lado que não estava nos planos. Eu sou lerdinha mas eu vou, desde que não tenha a altura como desafio, aí o psicológico não deixa, hehe. A vista era linda, não tinha como ser diferente... rs. Rolou até um tchibum mas eu não tive coragem não. No final devia ter ido, parece que não estava tão ruim pra sair depois. Mas já valeu a pena.

Mas Cabo Frio não ia acabar aqui. No dia seguinte o passeio era em Arraial do Cabo. Mas por conta das barreiras na entrada da cidade em razão da pandemia, os passeios de barco saindo de Arraial estavam relativamente cheios mesmo na pandemia, optamos por um a passeio de lancha privado saindo de Cabo Frio. Então tivemos na volta uma parada na Ilha do Papagaio. Ali ficamos pra assar uma carninha, dar um mergulho e curtir a vibe do lugar maravilhoso. De acordo com o Junior ali é o lugar do pôr do sol. Pena não ter sido possível dessa vez. Eu nem gosto de pôr do sol, né gente? Rsrsrsrs. Eu simplesmente amo pôr do sol, nascer do sol, o sol... hahaha. A ideia de fazer um churrasquinho foi muito boa. Ai gente, que dia delícia foi esse, que lugar maravilhoso, caramba!

Ainda paramos na Ilha do Japonês. Uma água rasa, clarinha, um espetáculo. A Liz se divertiu vendo os peixinhos, camarões, tinham várias lanchas paradas ali. Um fim de tarde perfeito!

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Arraial do Cabo

Arraial do Cabo! Não se sei o Junior fez a ordem de propósito ou só seguiu a previsão do tempo mesmo. Arraial do Cabo eu tinha grandes expectativas. Isso me preocupa um pouco porque grandes expectativas podem gerar grandes decepções também. Pra mim o maior exemplo disso foi Porto de Galinhas. Não sei, esperava mais de lá e me frustrou um pouco. E lá ia eu pra Arraial com grandes expectativas de novo. Estava esperando também uma água congelante mas decidida a entrar independente da temperatura. Nem que fosse pra ficar dois minutos como na Grécia, mas eu ia entrar.

Bom, estamos no meio de uma pandemia e Arraial tinha barreira na entrada para os não residentes. Tinha que ter reserva de passeio de barco pra poder entrar. Junior pesquisou os passeios de barco e concluímos que os barcos estavam saindo muito cheios. Parece que não estavam saindo na capacidade total por conta da pandemia mas se eu não me engano tinham cerca de 50 pessoas nos barcos. Algo assim. Por maior que fosse achamos que seria uma exposição desnecessária. Aí ele levantou uns valores de lancha particular. Como Rosana deu aval que valia a pena e eu conheço Rosana e o perfil dela eu nem pensei duas vezes. Bora lá!

A lancha ia sair de Cabo Frio. No caminho o cara da lancha convenceu o Junior a levar coisas pra churrasco, então paramos no caminho pra comprar carninha... Chegamos no local do embarque a lancha estava lá. A lancha era ótima, bom espaço, estávamos em quatro adultos e uma criança, além do marinheiro. Tinha uma parte na frente descoberta na hora de procurar um solzinho. A travessia até Arraial bateu um pouco. Não teve como não lembrar da lancha de San Vicente e Granadinas, haha. Aqui foi tranquilíssimo perto do que passei lá, praticamente mar flat, hahaha. Tô rindo mas é de nervoso, hahaha. Enfim, nem me preocupei com onda, estava de boa, só procurei formas de não ficar enjoada, então preferi ficar na parte de trás.

Enfim, Arraial do Cabo! Que lugar MAGNÍFICO! Atendeu absolutamente todas as altas expectativas que eu tinha do lugar. Apaixonei! Sem acreditar ainda que tem um lugar desse tão perto de casa. A cor da água é perfeita e não deve nada aos mares mais lindos que já fui, e foram vários viu? E a vantagem de estar de lancha é encorar num cantinho mais reservado sem entrar na aglomeração. Pandemia né gente.... Fizemos uma parada pro primeiro mergulho. Fui meio tensa esperando a água congelada. Quando o marinheiro falou que estava 18 graus então só pensei: "lascou". Mas eu ia entrar de qualquer jeito. E não foi isso tudo que eu imaginava. Nunca mais reclamo dos 21 graus de Guarapari, haha. A água estava ótima gente! Sério! Precisei passar um tempinho acostumando mas depois que acostumei, ficou perfeita.

Dali a gente tinha a visão da famosa praia do Farol e das prainhas do Pontal, onde tem a escadaria que aparece em todas as fotos de Arraial do Cabo, hehe. E do outro lado a praia do Forno, que chega de trilha. Mais uma parada pra outro mergulho porque a água ali era especial. A Liz estava empolgada, não queria sair dali. Também, eu consigo entender ela.... rs.

Depois fomos para a Praia do Forno. Não a praia propriamente dita, mas ancoramos em frente a ela. E mergulhamos... era a água mais "quentinha". Tudo bom que depois bateu uma corrente mais geladinha, mas nada insuportável. Não chegou nem perto do que eu passei de frio na Grécia. A previsão do tempo uns dias antes não era boa mas o universo conspirou para um dia perfeito.

Dali resolvemos cruzar de volta pra Cabo Frio por conta dos ventos que deviam entrar no final do dia. A volta foi quase um tapete, rs. Sério, foi bem mais tranquila que a ida. Depois de San Vicente e Granadinas, meu povo, nada pode ser pior que aquilo. Aqui foi sossego total. As paradas eu já citei acima na parte de Cabo Frio.

E sobre Arraial do Cabo? Não tinha como ter sido melhor. Todas as expectativas foram alcançadas com sucesso. Realmente, são as fotos do instagram, hehe. E fazer esse passeio de lancha deu um glamour ainda, haha. Foi tudo perfeito! Amei esse lugar e vou querer vir com mais frequência, com certeza!

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E foi assim que conheci a região dos lagos. Todos sempre falaram bem dessa região e eu nada de conhecer. Viajar durante a pandemia foi uma experiência diferente. A gente tem que tomar alguns cuidados, evitamos aglomerações, e aproveitamos a tranquilidade dessa época. Acho que estamos numa situação que temos que viver nesse novo normal. Viajar você acaba se expondo um pouco mas está insustentável manter um confinamento por tantos meses. Então, o negócio foi usar máscara, abusar do álcool em gel e manter o distanciamento de pessoas fora da sua convivência.

Eu, particularmente, gosto de lugares tranquilos. Ao mesmo tempo que eu gosto da tranquilidade eu achei triste ver alguns lugares vazios por conta da pandemia. Imagino como deve ser em alta temporada e fora de pandemia. Daí não é muito o meu perfil. Claro que sem pandemia talvez seja mais movimentado mesmo sendo meio de semana e fora de temporada. Mas nada deve se comparar ao verão "normal". Também demos uma esticada pra Praia Seca. Outra praia linda. Tava meio brava mas acho que os ventos estavam um pouco além do normal esses dias. Mas tudo bem, contrariando as primeiras previsões os dias foram lindos. Possivelmente rolou uma mistura de fotos ou repetição. Com certeza eu esqueci de falar de alguma coisa. A ideia principal deste post nem foi ser informativo, mas sim passar as minhas impressões. Na real, sem fazer média. E é isso aí, mais um período de férias concluído com sucesso! Feliz demais!

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Publicado por Akemi Nomura 14:53 Arquivado em Brasil Comentários (0)

De volta pra casa

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Visualizar 2019 Atacama e Uyuni no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Acordei cedo, pra variar, e quando deu 5h30 fui direto ver o salar da janela do hotel. Sério, eu super curti a experiência de dormir em um hotel de sal dentro do salar, praticamente. O hotel Luna Salada é considerado um dos melhores hotéis da região, se não for o melhor. O atendimento é impecável, os quartos confortáveis, a calefação funciona, rs, tipo, gostei de tudo. A comida talvez seja o calcanhar de Aquiles mas, na boa? Tá tudo bem! Foi uma ótima noite numa altitude mais confortável. Aqui estamos em torno de 3600m, ou seja, 1000m a menos que a noite anterior.

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Hoje a saída era às 8h. Pra não ter correria combinei com as meninas de tomar café às 7h. Hoje Rosana não acordou bem de novo. Esse negócio de altitude é muito individual mesmo. Ela não estava tão mal quanto anteontem, mas dava pra perceber pela fisionomia dela que ela não estava legal. Descemos pra tomar café e curtir aquele restaurante muito doido. Já falei sobre isso ontem mas vale repetir: tudo de sal... A vista? O Salar! Fui enganada por algo que achei que era uma empanada e era algo massudo e doce. Mas tinha ovo no café da manhã então eu não precisava de mais nada. O Sorochji acabou então hoje o remédio contra a altitude era café e chá de coca. Além de folha de coca pra quem quisesse mascar e balinha pra quem não tiver coragem de mascar a folha.

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Deu 8h e pouquinho o Wladimir e a Karen chegaram pra pegar a gente. Enchemos as garrafas de água e partimos pra última jornada no deserto. Fomos pra última parada turística pouco depois da cidade de Uyuni: o cemitério de trens. Eu não sei como explicar em palavras esse lugar. Parece estranho dizer que um monte de trens abandonados possam se tornar uma obra de arte no deserto? É mais ou menos isso o que eu vejo aqui. A ferrovia foi construída no auge da exploração de minérios da região. Assim toda riqueza era levada para Antofagasta que, na época, era a saída da Bolívia para o Pacífico. O fim das atividades da ferrovia se deu por uma junção de vários fatores entre os anos de 1920 e 1930. Criou-se assim um lugar sui generis no meio do deserto que significa uma história do apogeu ao esquecimento. Mas que rendem boas fotos.... rs.

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Agora nosso rumo seriam 3h de viagem deserto abaixo até a parada para o almoço. Mas antes fizemos um pit stop em San Cristóban. A ideia era dar uma paradinha numa farmácia mas pelo horário as coisas não funcionavam ainda. Mas já que estávamos lá fomos no banheiro. Assim, não vou mentir, o banheiro era bem "disgusting". Ainda pagava 1 boliviano. Mas a necessidade faz a gente esquecer certos nojinhos, hehe. A regra do deserto é nunca perder uma oportunidade de ir ao banheiro e nunca encostar em nada. Depois nada como um banho de alcool no carro! Nessa parada compramos umas batatinhas pra dar aquele up até a hora do almoço.

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Seguimos meio que dormindo, meio que acordadas. Teve uma hora que olhei para trás e estava só a Karen acordada. Fizemos um pedaço de estrada e depois voltamos para o bom e velho deserto. Esse dia era só de retorno mesmo. Até que chegamos numa comunidade que paramos para almoçar. Tinha uma vista bonita dali. A paisagem da janela parecia um quadro. As lhamas que estavam longe até chegaram mais perto pra compor a paisagem. Enquanto o almoço não ficava pronto rolou umas fotinhas. Depois saiu o rango e nos juntamos pra última refeição com nossa dupla Wladimir e Karen. Ah, a aproveitamos a chance de ir ao banheiro sem pagar também, hehe.

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Aí meu amigo, era chão, chão, chão, chão.... Teve hora que dei uma pagada. Saímos 13h30 e a previsão era chegarmos 16h30. Foi tranquila a viagem, saculejava bem menos do que eu imaginava. De Uyuni até a fronteira eram 400km. Logo que avistei o Licancabur sabia que estávamos chegando. Dessa vez a imigração foi rápida porque na saída cada um volta em um horário. Só tinha a gente pra carimbar o passaporte. Depois ficamos no carro porque o transfer não havia chegado. Acho que levou uns 20 minutos até eles aparecerem. Trocamos de carro e fomos pra entrada no Chile. Primeiro chegando lá nos deixaram um bom tempo esperando no carro. Detalhe, só tinha a gente. Aí chamaram a gente pra dar entrada na imigração e quando eu entro na salinha dou de cara com 3 funcionários jogando videogame. Sério! Nem sei que cara eu fiz, só virei e fui pro balcão. Passadinha no banheiro e fomos pra parte de bagagem. O cara olhou bem por cima e pronto. Na mala só perguntou se só tinha roupa e nem abriu. Dessa parte eu nem reclamo porque só tinha isso mesmo. Tudo turista voltando de passeio na Bolívia, nada grave!

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Curti muito essa paisagem!

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Bom, voltando pra van era ladeira abaixo literalmente. A fronteira ali eram 4600m de altitude e San Pedro em torno de 2500m. Voltar pra San Pedro já vai ajudar Rosana, em que pese a umidade caia também. São 45km da fronteira até o hotel. Pronto, lar doce lar. Foram 3 dias bem puxados na Bolívia mas acho que foram na medida. Tem tour de 4 dias também mas acho que ia ser demais. Esse de 3 dias foram o suficiente. O por do sol em Uyuni foi de cair o queixo. Agora era começar a fazer a rota pra casa.

Pegamos outra cabana dessa vez. Eles guardaram nossas malas direitinho aqui. Gente, se você for fazer Uyuni o ideal é ir com menos mala possível porque o espaço no carro é limitado. Como a gente ia voltar e pro mesmo hotel foi só conversar lá com eles que guardaram pra gente. Eu super curti o Cabanas Kirckir. O casal é muito simpático e está disponível para ajudar em qualquer coisa. Eles tem transfer também viu? Fechou a estadia já conversa com eles sobre transfer. O café da manhã era bem gostoso e como os passeios saíam cedo eles preparavam um lanche e entregavam na noite anterior. Se quiser pedir que entregue o café da manhã na noite anterior também pode. O local é uns 10 minutos andando até o centro, nada de outro mundo. Tem uns 3 mercadinhos pro perto que atenderam nossa necessidade. A empanada ali era ótima e foi nossa janta vários dias. O centro de San Pedro é legal mas é pequenininho e não achei que valia a pena ficar lá perto (pagar mais caro ou ficar em lugar apertado). Ah, no Chile, pague em dinheiro e não vai precisar pagar imposto.

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Fomos no mercadinho pra última refeição. Compramos as bebidas, empanadas, batatinha, enfim, o necessário. Não tinha meu refri e da Rosana então entreguei a chave pra Gabi e mamãe e fui com Rosana em outro mercadinho. Lá achamos a Coca Zero e o Trencito. Voltamos pra casa e jantamos naquele papo de fim de dia. Agora era organizar as coisas pra viajar amanhã.

O nosso voo estava programado e o transfer ia passar 11h. O voo era às 17h mas eu preferi deixar o transfer nesse horário pra não ter correria. Acordei cedo no dia seguinte e deixei tudo meio organizado pra receber o café da manhã. Hoje era o dia que dava pra dormir mais um pouco. Mas como eu acordo cedo mesmo. Recebi o café às 8h30 e já fui comer. Aos poucos foi chegando geral pra mesa. Demos aquela geral e estava tudo pronto pra partirmos. Nosso voo não estava na lista dos cancelados hoje. Se fosse ontem.... mas hoje não! Ufa! A van chegou pouco depois das 11h e fomos pro aeroporto depois de passar em vários hotéis.

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O aeroporto de Calama estava tranquilo. Como o check in não estava aberto fomos almoçar e depois descemos pra despachar as malas. Voo Calama x Santiago saindo, minha maior angústia estava resolvida. Se perdêssemos esse voo poderíamos perder o voo internacional. Mas tudo deu certo! Papai do céu cuidou da gente e as manifestações que ocorriam no Chile e na Bolívia não chegaram a nos atingir.

Às 19h chegamos em Santiago. Descendo já me assustei vendo aquelas lojinhas ali no embarque todas fechadas. Fomos pegar nossas malas e ver se dava pra antecipar o voo. Nosso voo era só amanhã. Primeiro na fila do check in uma funcionária da Latam disse que não tinha voo. Não botei fé nela e fomos na loja da Latam. A moça disse que tinha sim para 23h e dava pra antecipar a um custo de US$97 por passageiro. Mas quando ela olhou minha reserva disse que podia antecipar sem custo porque sou Platinum. Bom, o que importa é que antecipou a minha e da mamãe sem cobrar nada. Daí despachamos as malas e nos despedimos das meninas. Detesto essa parte.

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Embarcamos e mamãe foi olhar o vinho. Gente, acredita que me senti meio mal nessa hora. Sei lá, parecia que o coração estava acelerado (mas não estava). Aquela sensação de angústia, de ansiedade... joguei a bolsa e a mochila no chão e tirei o casaco que, mesmo leve, me fazia mal. Nossa, nem quis parar pra olhar chocolate, hehe. Não devia estar bem mesmo. Pagamos o vinho e fomos para sala vip da Latam. Eu fui cheia de expectativa afinal o hub da Latam era em Santiago. Esperava "a sala vip". Uma bosta! Desculpe a expressão mas a sala era bem mequetrefe. Nem cheguei a subir porque meu estado físico não me permitia mas avaliando a parte de baixo.... pouco lugar pra sentar e buffet bem fraco. Enfim, peguei um sanduíche mais ou menos e uns dois pães pra comer com manteiga. Era o que tinha. Não curti! Ano que vem eu devo ser rebaixada mas, honestamente, por essa sala vip não vale muito a pena não.

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Enfim embarcamos! Partiu Brasil e até a próxima Chile!

P.S.: Só pra deixar registrado que o aião arremeteu na chegada em São Paulo. Acho que foi pra acordar a galera....

Publicado por Akemi Nomura 10:09 Arquivado em Chile Comentários (0)

Uyuni

Finalmente o Salar

sunny 11 °C
Visualizar 2019 Atacama e Uyuni no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Definitivamente não dormi bem essa noite, acordei várias vezes. Acordar cedo não é problema pra mim mas dormir picadinho assim é terrível. Essa noite fez -8 graus. O aquecedor do quarto é fraco. Foi bem difícil levantar. Eu fui trocar de roupa e a cada peça que eu colocava eu deitava embaixo das cobertas para esquentar e descansar. Estamos a 4600m de altitude e até trocar de roupa é um esforço excessivo. Fui chamar as meninas pra tomar café e Rosana estava com outra cara. Nada como uma sessão extra de oxigênio. Parecia outra pessoa, ontem ela nem falava. Descemos pro café da manhã e pudemos apreciar a vista do deserto. Cara, o hotel é simples, mas se hospedar na meio do deserto do Atacama é uma experiência de vida. Pensa na vista do restaurante...

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Hoje começamos o dia nas lagunas altiplânicas bolivianas. A altitude é de cerca de 4100m. Descemos um pouco pra chegar aqui. Mas ainda estamos muito alto. Fizemos uma primeira parada na laguna Honda. É uma laguna de água salgada e profunda. Primeira coisa que nos chamou a atenção foram os flamingos no meio do lago. A Karen disse que eles estavam juntos e não saíam dali porque o lago congelou. Com o sol subindo o gelo derretia e eles saíam dali. Que dó gente! Eles tem o corpo adaptado pra temperaturas baixissimas. Tinham umas pedrinhas ali que formavam um pequeno portal. Com um jogo de perspectiva o Wladimir tirou uma foto massa.

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A segunda laguna chama laguna Hedionda (fedida). Esse nome se dá por causa do cheiro de enxofre ali. Mas é a laguna com mais flamingo que vimos. Tinha muito flamingo ali. A laguna é rasa e os flamingos são mais acostumados com pessoas. Claro que não interagem mas não fogem se chegarmos próximo. Falamos baixo ali pra não assustar. Tem três espécies de flamingo ali e deu pra tirar umas fotos massa!

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Deixa eu quebrar essas fotos pra não ficarem tudo junto. Não consegui selecionar, como deu pra perceber, hehe.

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A terceira laguna chamava laguna Cañapa. Aqui estamos a 4300m de altitude. Paramos primeiro no banheiro. Nunca perca a oportunidade de ir ao banheiro no deserto. Não pode ter nojinho porque a estrutura é bem simples. Não encoste em nada e um álcool em gel sempre a mão. Ainda temos que pagar 5 bolivianos. Depois descemos até o lago pra tirar fotos. Uma das fotos mais maneiras da viagem foi aqui!

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Fizemos uma parada pra ver um dos vulcões ativos da região. A última explosão foi a milhões de anos atrás. A altitude aqui são 4000m. As pedras vermelhas ali foram resultado de lava vulcânica. Dali a gente via a fumacinha saindo do vulcão.

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Hoje de manhã eu acordei com uma pressãozinha na cabeça. Não sei se foi porque levantei de madrugada pra beber água muito rápido. Mas agora começou uma pequena dor de cabeça e um pouco de enjoo. Sem dar chance pro azar tomei logo o sorocji que não tinha tomado de manhã. Tínhamos umas dias horas até a parada pro almoço. Cochilei uns 40 minutos e acordei revigorada.

No caminho passamos por algumas comunidades no deserto. São pequenas vilas no meio do nada. Foi numa dessas que paramos pra almoçar ontem e hoje paramos em outra dessa, a vila Candelária. Antes de chegar na vila tivemos a primeira visita do Salar. Mas paramos numa pequena hospedagem pra almoçar antes. Ali as paredes eram de sal, os bancos eram de sal, as mesas eram de sal, no chão tinha sal... muito legal. A comida é simples mas gostosa.

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Na hora do almoço a Karen nos disse que teve eleição na Bolívia. Durante a apuração dos votos que era transmitida ao vivo dois candidatos (Evo Morales e o da oposição) estavam empatados. Porém quando mais de 80% dos votos tinham sido apurados a transmissão foi cortada. Quando retornou já tinha 95% apurado e Evo Morales estava liderando com folga. Algumas manifestações começaram a acontecer na cidade e se espalhava pela Bolívia. Parece que onde a gente vai começa uma revolução. Ô louco!

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Chegamos ao ponto alto da viagem, o Salar de Uyuni. Não paga entrada. Pelo que eu entendi tem um tipo de pedágio. Mas não somos nós que pagamos (ou melhor, já deve estar no valor do passeio). Uyuni já foi um lago de água salgada de 150m de profundidade. Mede 150km de leste a oeste e 50km de norte a sul. Hoje o salar tem 110m de profundidade. Tipo, eu sabia que Uyuni era o maior salar do mundo, mas eu não imaginava que fosse tanto. A Karen nos disse que não pode andar em qualquer lugar do Salar porque o carro pode afundar. Também não sabia disso. A parte central é onde é mais compacto. Outra coisa que a Karen disse foi que as montanhas que cercam o Salar são as referências para os motoristas. Quando o tempo está ruim e não é possível ter visibilidade das montanhas não deve-se entrar no Salar pois a pessoa se perde. Ou seja, é bom procurar saber mais ou menos uma época boa. Entramos por uma parte mais escura mas depois nos dirigimos a parte central. O que dizer dessa primeira vista? Uauuu!!!!

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Existem 26 ilhas no meio do salar. Essas “ilhas” foram montanhas cobertas pelo sal ficando hoje só o topo. Uma dessas ilhas fica bem central. Chama ilha Incauhasi. Da entrada até a ilha são 45km dentro do salar. Ali a gente pode subir pra ter uma visão de 360 graus do salar. Tem que pagar entrada de 30 bolivianos. Mas antes de subir não tem como não falar dos cactos: enormes! Esses cactos crescem um centímetro por ano. O maior atualmente tem 8 metros, ou seja, 800 anos. A ilha já teve um cacto de 12 metros. Já imaginou?

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Bom, o sol estava quente, o frio da manhã já tinha ido embora. Estava uma temperatura fresca, digamos assim. Em situação normal seria um pouco frio mas ali se tornou até um pouco quente. Começamos a subir a ilha. Assim, não era uma subida por escada, eram pedras. Eu e meu medo de altura e queda.... aiai. Paramos para umas fotos e continuamos devagar e fazendo paradas na sombra para recuperação. Mais fotos.... deixava o povo que vinha atrás me passar porque eu odeio pressão, hehe. Ainda não podia olhar pra trás senão a altura me travava. Pra ajudar estávamos a 3660m de altitude. O gente, é muito desafio pra um ser tão limitado como eu! Chegou uma hora que eu tinha decidido voltar. Não por cansaço mas por medo. Não era difícil mas eu sou limitada mesmo... hehe. Rosana que estava bem cansada por conta da altitude ia voltar pra não passar mal como ontem mas decidiu continuar. Ela me estimulou a continuar porque o caminho era largo (não parecia de onde eu estava). Chegou num ponto pra mim que a dificuldade não era a subida, o esforço, a falta de ar da altitude, era o medo! Faltava acho que uns 15% e Rosana desistiu. Eu fiquei na dúvida. Tava com medo da descida. Gabi foi. Mamãe queria ir. Bom, já cheguei até aqui então fui. Preferi não pensar em como ia ser a descida. Cheguei! Uau!!!!!

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Gente, eu já falei isso mas vou repetir. Eu não tinha ideia da imensidão do salar. É deslumbrante aquele deserto branquinho a perder de vista. Você para e fica olhando pra cada canto, cada pedacinho. Lá de cima você vê os carros pequenininhos indo e vindo. Estávamos lá tirando foto e Rosana me aparece. A nega subiu!!!!! Pronto, grupo completo, missão cumprida!

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Aí veio o meu maior medo, a descida. Usei o que eu tinha de melhor em mim que era força nas pernas. Era como fazer passada sem barra nas costas e sempre olhando pra baixo onde eu ia pisar. Confesso que desci com medo mas foi só um pedaço. Depois ficou fácil. Se fosse pra descer pelo lado que a gente subiu seria tenso. Era muito mais difícil. Mas por ali foi de boas. Cheguei lá embaixo e a Karen disse que eu superei meu medo: alto lá índia andina! Eu enfrentei o medo agora superar ainda falta um bocado, hehe.

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Pausa pra ir pro banheiro porque nunca se perde uma oportunidade de ir ao banheiro quando se está no deserto. Ainda mais quando já está incluso na entrada. Lembrando que estamos em altitude e a subida foi um esforço enorme. Algumas pessoas não sobem por não ter condições físicas. Outras por preguiça mesmo. Nós subimos! Nós somos demais!

Partimos pelo Salar afora. Sem ideia de qual direção estávamos indo. Só fomos! Passamos por uns carros parados e o pessoal tirando foto. Andamos bastante pelo salar ao ponto de não ver mais carro nenhum. Aí paramos pra uma sessão de fotos. A Karen usou toda criatividade e fizemos fotos bem divertidas! Aproveitamos para literalmente experimentar o sal direto do salar. Experiência, digamos, diferente. Tiramos mais fotos já que a sensação é que o salar era só nosso. As formas hexagonais chamavam a atenção para obra de arte esculpida pela mãe natureza. Coisa mais linda!

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Terminadas as fotos clássicas no salar fomos em direção ao hotel Playa Blanca. Era um hostel desativado dentro do salar. Esse foi o primeiro hotel de sal do mundo. Teve um problema grave de saneamento o que causou um problema ambiental. A má gestão levou ao seu fechamento. Na frente tem uma “praça das bandeiras” onde turistas do mundo inteiro levam a bandeira de seus respectivos países ou mesmo de times de futebol.

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Partiu por do sol! Se tem algo que eu curto nessas viagens é desfrutar de ao menos um por do sol. Já foram tantos por aí. Partimos em busca do local ideal no salar. Em época de chuva quando o salar fica com uma pequena camada de água é possível fazer aquela famosa foto do reflexo. Mas hoje tinha pouca água. Mas tudo bem, deu pra tirar umas fotos bacanas e brindar o por do sol, brindar a amizade, brindar a vida!

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Eu nem gosto de por do sol, rs.

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Depois de encarar o frio e o vento pra ver um por do sol espetaular as cores mudavam ao fundo. O branco do salar parece ter ficado mais branco. Parecia neve!

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Depois de um dia bem aproveitado fomos pro hotel. O hotel fica praticamente dentro do Salar. É um dos melhores hotéis da região (se não for o melhor). Mais um que não é só uma estadia, é uma experiência. É um hotel todo feito de sal. É sal do chão ao teto. Mesas, poltronas, decoração.... Dessa vez não tinham restrições quanto à energia. Banho quente em qualquer horário, sinal de wifi bom, sem horário pra desligar as tomadas... Super legal! Primeira coisa ao chegar no quarto foi correr pra janela e ver o fim do por do sol.

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Estava bem frio lá fora mas a gente não ia sair mesmo. Tomei um bom banho quente e aproveitei pra lavar o cabelo. Depois fomos jantar. Todas as refeições estavam inclusas no passeio. Era uma comida diferente mas estava ok. Depois ficamos de bobeira num dos ambientes comuns do hotel mas por pouco tempo. Depois era hora de curtir o aquecedor do quarto!

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Publicado por Akemi Nomura 03:52 Arquivado em Chile Comentários (0)

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