Um blog do Travellerspoint

Por este autor: Akemi Nomura

Roma x Brasil

sunny 28 °C

Bom dia! A proposta hoje era descansar bastante essa noite. A próxima praticamente não existirá. Dormi muito bem até às 7h40. Depois ainda curti muita preguiça. Nossa, cansei, tô ficando velha gente! Eu já fui muito boa nisso! Hahaha.

Bom, devagar fomos nos arrumando. Saímos de casa por volta das dez. Fomos até o Largo Argentina e pegamos o ônibus 30 até a estação Ostiense. Quem falou que eu não ando de ônibus? Hehehe. Descendo do busão a gente anda um pouquinho, atravessa a estação e pronto, chegamos no Eataly. O Eataly de Roma é bem grande e espaçoso. E tem todo tipo de comida de boa qualidade... que tem seu preço. Nem tínhamos ideia de comprar muita coisa até porque não cabe na mala, haha. Mas com umas coisinhas a gente saiu.

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Voltamos pro centro e paramos na Roscioli, aquela padaria de ontem. Ali tem a melhor pizza rossa de Roma. Pizza rossa é só massa e molho. Confesso que achei estranho, faltava pelo menos um queijinho. Pedi a pizza rossa com mussarela. Cada um pediu a sua e levamos pra comer em casa. Olha, quando eu comi eu entendi porque a pizza rossa é famosa, o molho de tomate é divino. E olha que eu não sou muito boa pra qualificar essas coisas. Não costumo ser muito exigente com essas coisas. Mas esse molho estava muito bom. Já dava pra apostar que seria a melhor pizza comida na Itália.

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Bom, bateu preguiça então rolou curti uma preguiça. Terminei o post de ontem e me dei o luxo de curtir uma preguiça. Depois mamãe veio me falar que o professor de pilates curtiu a ideia do aceto balsâmico de frutas. E lá fomos nós por supermercado. Primeiro paramos numa gelateria que não valeu a pena. É a rede Blue Sky. Gente, esse é bem turístico mesmo, o gelato não vale a caloria. Fomos no Coop da Piazza Navona, nada. Fomos no Coop do outro lado do Campo de Fiori, nada. Aproveitamos pra comprar água e voltando para o apartamento mamãe para em uma loja de vinho e me pergunta: “será que tem só tem vinho?”. Entramos pra ver e achamos o aceto da Giusti! Pronto, missão cumprida!

Voltamos pro apartamento e mais uma descansadinha. Fomos em busca de uma gelateria pra mamãe. Uma boa dessa vez. Tinha visto no Tripadvisor duas opções: a Ice cRome e a Frigidarium. A Ice cRome não agradou nas opções. Andando mais pra frente passei pelo Tiramissú número um do Tripadvisor. Não resisti! Peguei o pequeno e estava uma delícia. Claro que não deve ser o melhor, melhor, mas gostei do tiramissu. Valeu a caloria! Pronto, bora pra Frigidarium. Ali as opções eram melhores. Depois do tiramissú eu acabei não pedindo o gelato. Mas o povo pediu. Esse valeu a pena!

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Continuamos andando e chegando no Castel Sant’angelo passamos por uns caras pedindo assinatura num abaixo-assinado contra as drogas. Eu tinha visto num vlog que tem tido muito disso aqui na Itália. Teve em Pienza mas ninguém me abordou. Aqui chegando perto do Castel me abordaram. Els pedem assinatura e depois ficam pedindo dinheiro. Turista precavido não cai nessa. Passando na calçada o moço veio pro meu lado pedindo uma assinatura contra as drogas. Falei que não e ele perguntou pq não. Não resisti, falei que era a favor. Só ouvi ele falando: “não!”. Saí dando risada! Hahahaha. Como diria minha mãe, usa droga quem quer. Not my business! Outra coisa que a gente vê são muitas senhoras ciganas na rua pedindo dinheiro. Algumas se cobrem quase que inteirinhas, você não vê o rosto. Mas vê as mãos. E se tem uma coisa que entrega idade são as mãos. Passando na ponte sobre o rio Tevere foi inevitável perceber as mãos da “jovem senhora”. Não caiam nessa!

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Um pouquinho do caminho...

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Bom, chegamos no Castel Sant’angelo. Esse lugar me fascina. É um pouco sombrio mas ao mesmo tempo belíssimo, imponente. Não consigo deixar de passar aqui quando venho em Roma. Terceira vez, lembram? Mais uma vez o cenário de Anjos e Demônios passando no meu caminho.

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Bom, logo ao lado está o Vaticano. Como não vir ao Vaticano? Fomos caminhando com calma, o sol da tarde não favorecia nossas fotos. Mas tudo bem! A Piazza estava cheia mas nem tanto. Lembro que peguei três quartos de piazza de fila a primeira vez. Ainda bem que mamãe levou um casaquinho assim pudemos entrar. A fila do raio x não era demorada. Em dois palitos estávamos na basílica. Que continua espetacular!

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Saindo da basílica rolava um cansaço então paramos para descansar. Mas antes puxei mamãe pro centro da piazza pra mostrar o centro do colunato. Não sei se estou falando bobagem mas se eu não me engano foi Bernini quem projetou as colunas em volta da praça. São três fileiras de colunas que você consegue ver estando em qualquer parte da praça, exceto nesse marco. Quando você fica em pé ali e olha para as colunas você percebe o perfeito alinhamento entre as três primeiras. Só se consegue ver a primeira linha de colunas. Quando estava lá mostrando e tirando foto formou uma fila atrás de mim, haha.

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Bom, fotos tiradas e descanso feito, voltamos para casa. Esse passeiozinho levou mais de duas horas. Roma requer um certo preparo físico, hahaha. Voltamos pra casa pra esticar as pernas. Lá pelas 21h saímos pra ir no Alice. Essa rede de pizza abriu recentemente na Italia e se espalhou. Faz sucesso entre os romanos. Pelo menos um pedacinho pra experimentar rolou. Tá, um pouquinho mais que um pedacinho. Não era tão sensacional como a da Roscioli mas valeu a caloria.

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Bom, claro que mamãe queria se despedir dos gelatos. Foi insana essa busca dela por gelatos. Mas já que era de despedida pra que arriscar? A Frigidarium que foi aprovada ficava a 500m daqui. Ainda dava tempo de ir lá. E tinha fila viu? Mas pelo menos encerramos com chave de ouro. Sentamos na Piazza Navona um pouco e assim despedimos de Roma. O Campo de Fiori estava bombando. O lado negativo de ficar aqui é o barulho. Mas eu estava tão cansada que nem ouvi nada. Tomei um banho, já dormi pronta pra viajar e dormi. Acordei era duas da manhã. O taxista chegou às 2h53. Partiu aeroporto! Partiu Brasil! Partiu casa! Vida real, rotina, trabalho, academia! Juntar dinheiro pra próxima!

Publicado por Akemi Nomura 7:49 Arquivado em Itália Comentários (0)

Siena x Roma

sunny 28 °C

Bom dia! Essa noite foi mal dormida e isso significa um dia puxado. Hoje a gente sai cedo pra entregar o carro em Roma antes do meio dia. Cumpri minha missão de jogar o lixo descartável e já fui tomar banho. Pouco antes das oito estava todo mundo pronto. Entregamos o apartamento, abastecemos o carro e partiu Roma!

Quase 11h estávamos entregando o carro no Termini. O cara só olhou se o tanque estava cheio e pronto! Vi com um taxista o preço de uma corrida até o Campo de Fiori. Resolvemos entregar o carro porque preferimos ficar hospedados no centro histórico e ali o tráfego de veículos é limitado. O táxi eu sabia que conseguia entrar na muvuca. Dito e feito, nos deixou no meio do Campo de Fiori. A piazza estava como eu imaginava, um caos de gente, com uma feira pra deixar tudo mais movimentado. Procuramos a entrada do nosso prédio entre os restaurantes e aguardamos o amigo da hostess pro check in.

Roma estava fervendo de calor! Claro que nem tanto quanto um ou dois meses atrás. Mas estava bem quente. Deixamos as coisas no apartamento, levamos o que importava e partiu almoçar. Em Roma cedemos à pizza. Fomos no Emma, pizzaria recomendada pela Tati. Fica perto do hotel Smeraldo, que fiquei hospedada na primeira vez dez anos atrás. A pizza romana tem a massa fininha. Pedi o tradicional, margherita, só que com mussarela de búfala. Servidos?

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Saindo dali passamos na antiga padaria Roscioli. Essa padaria tem história em Roma e em 2008 a Tati e o Alessandro recomendaram ela pra gente. E continuam recomendando. Eu fui no apartamento porque tinha esquecido as havaianinhas das crianças e o povo parou na Roscioli pra comprar o lanche da tarde. Ela é pequena e caótica. Mas faz parte do processo. Encontrei com eles na rua e decidimos dali partir para o walking tour.

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Olha só, essa é a terceira vez que eu venho em Roma. Já escrevi em posts anteriores sobre cada local que conheci nessa cidade. E foram vários. A minha ideia aqui era só andar sem compromisso pelo centro histórico de bobeira mesmo. E assim fomos passando por cantinhos famosos da cidade, no meu caso, já deve ser pela 478º vez porque nessas viagens passava várias vezes nesses lugares. E passarei sempre que vier aqui. Lembro que foi no Campo de Fiori meu primeiro gelato em Roma, de nutella, claro... minha paixão na época. Lembro de estar sentadinha em algum lugar ali no meio de frente pra estátua de Giordano Bruno.

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Seguimos pelas ruazinhas laterais e chegamos na minha piazza favorita de Roma: Piazza Navona. Lembro que antes de vir aqui em 2008 eu a Nanci fomos assistir Anjos e Demônios no cinema. Essa praça já nos era bastante familiar. Minhas memórias de Roma são sempre da viagem de 2008. Acho que é porque era a primeira vez, primeira viagem com amigas, viagem raiz (com mapa na mão), a responsa era meio que minha porque eu que falava melhor inglês. Eu tinha menos jogo de cintura e estava aprendendo a me virar e a resolver problemas. Mas deu tudo certo tanto que tenho uma memória bem viva desses dias, memória boa...

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Aqui nas ruas da cidade duas coisas me chamaram a atenção. Vimos vários carros daquele esquema “share and go”. São aqueles carros que você pega e deixa em qualquer lugar no esquema tipo aluguel de bicicleta. Só que se eu naome engano esse do carro não tem estações, você pode deixar em qualquer lugar da cidade. Outra coisa que eu vi. Já tinha ouvido falar de calendário de bombeiro de Nova Iorque. Mas calendário de padre é a primeira vez que eu vejo. Amém!

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Da piazza Navona fomos andando e chegamos ruazinhas adentro no Pantheon. Aqui lembro de 2008 que eu estava com o mapa na mão procurando o caminho da Fontana di Trevi. Naquela época a gente via muita gente com mapa nessas ruas. Já em 2013 estava sozinha e tinha decidido que ia almoçar num restaurante na frente do Pantheon. Estava ciente que a comida não seria sensacional e pagaria o preço. O preço nem foi absurdo e a comida estava ok. Mas matei minha vontade de comer num restaurante de frente pro Pantheon. Acho que era influência daquele filme Comer, Rezar, Amar.

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E fomos indo e passamos pela Igreja de Santo Inácio de Loyola. Lembro da Roberta, em 2010, se espremendo na parede pra fazer a igreja caber na foto.

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Voltando às ruazinhas laterais chegamos na Fontana di Trevi. Fontana de La Dolce Vitta. Cenário de tantos filmes e caótica como sempre. Aí vem minha memória de 2013 num dia de chuva daquelas chatinhas estava eu andando no centro de Roma e chegando na Fontana me surpreendi com ela vazia. Meia dúzia de gato pingado. Mas dois dias depois abriu sol e o caos voltou a se instaurar. Mas o bacana desse dias foi que eu peguei um gelato, sentei no canto e fiquei só observando as pessoas se matarem por uma boa foto. A primeira vez que a gente conhece um lugar é mais encantador, sem dúvida. Mas quando a gente volta a gente consegue apreciar melhor o lugar sem estresse.

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Da Fontana paramos na gelateria Valentino, a número dez do Tripadvisor. Acho que gostar ou não gostar pode depender muito do sabor escolhido porque meu pistache estava divino. Já irmã não curtiu muito as opções dela.

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Hora de ir pra Ikea. Fomos pro ponto de ônibus mais perto, compramos os bilhetes e pronto. Esperamos o ônibus passar. Tem gente que fala que eu não ando de ônibus, só de carro. Olha nós no busão aê!

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Chegamos no shopping e passamos por Zara e H&M, depois fomos na Ikea. Lembra dos bagulhos que eles compraram na Roscioli? Pois é, paramos nas mesinhas da Ikea e por ali foi aberto os pacotinhos. Uma água porque o calor estava de matar. E entramos na Ikea. Pela primeira vez na história da humanidade minha irmã saiu da Ikea sem comprar nada. Fiquei preocupada, haha. Encontrei meus amigos da África do Sul.

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Dali fomos na Auchan, o hipermercado que tem dentro do Porta di Roma. Ali foi pra comprar coisinhas mais em conta que em loja de turista. E quando estávamos no supermercado a Tati ligou. Ela estava lá com as crianças. Que saudade da minha amiga, minha irmã italiana. Dessa vez minha visita foi rápida, ela ficou com a gente no supermercado e depois fomos tomar um gelato e bater papo. Mas o shopping era longe do centro e a gente acabou não conversando tanto quanto queríamos. Mas ela sabe que eu volto. E por mais que tenha sido rápido é sempre bom a gente reforçar as velhas amizades. A gente só vive essa vida povo.... não vamos perder as oportunidades de estar perto de quem a gente gosta.

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Chegamos no centro já era tarde. O Campo de Fiori estava bombando de gente. Resolvemos jantar aqui mesmo. Ficamos no restaurante na porta do prédio. É bem interessante abrir a porta do prédio e já estar no fervo de Roma. Depois de um certo horário os restaurante viram bar e vão madrugada adentro. O problema de se hospedar aqui é o barulho, mas eu estava tão cansada que sabia que ia apagar. Quando terminamos de jantar até os garçons acharam engraçado a gente levantar e já entrar no prédio.

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Mas o dia não acabou. E lá vou eu nas minhas memórias afetivas de 2008. Quando viemos a primeira vez fizemos aquele trajeto da manhã de dia e de noite. Dessa vez não ia ser diferente. Mas só mamãe me acompanhou na empreitada. Partimos do movimentado Campo de Fiori e seguimos pela Piazza Navona, Pantheon, Templo de Adriano (esse não passamos de manhã), Fontana di Trevi, Altare della Pátria e Coluna de Trajano. Ah, teve um pedacinho do Coliseu no final da avenida. As ruas estavam cheias, restaurantes abertos, Fontana di Trevi bombando quase meia noite. A cidade eterna nunca para!

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Chegamos no apartamento mais de meia noite. Andamos pacas hoje. Sem culpa nenhuma das pizzas. Tudo valeu a pena. Vir pra Itália e não curtir esses pequenos prazeres não tem graça nenhuma.

Publicado por Akemi Nomura 10:28 Arquivado em Itália Comentários (0)

Lucignano x Cortona

semi-overcast 22 °C

Bom dia! Dormi bem essa noite, nossa! Acordei já eram quase 7h. Cheguei na sala e encontrei mamãe e Harumi jogadas no sofá dormindo.... então resolvi ir cumprir minha missão de jogar o lixo reciclável fora. Começar o dia com uma caminhadinha e subindo escada na volta. Foco nas metas! Hoje tomamos café sem pressa nenhuma. Não tinha hora pra sair... foi super sossegado.

Nossa primeira parada foi Lucignano. Eu tinha visto essa cidade não sei onde. A única coisa que eu sabia é que é super pequenininha, um vilarejo medieval construído no alto de uma colina. A população é de pouco mais de 3000 habitantes e fica próximo à Arezzo. O traçado urbano se manteve praticamente o mesmo por séculos. Olha do de vista Lucignano é um labirinto de ruas que convergem pro centro da cidade. Sua posição estratégica a tornou disputada por muitas cidades. Sua fundação remonta ao século I a.C. quando chamava Lucinianum Castrum.

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Entramos pela Porta San Giusti, que data de 1371. Existem mais duas portas de entrada, a San Giovanni e a Muratta. Esta última foi fechada, por isso esse nome, e reaberta a pouco tempo atrás.

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Uma coisa fácil de perceber é a divisão da cidade nas contrattas. E historicamente o vilarejo tem uma divisão social. Entrando pela Porta San Giusto à direita ficavam os mais ricos e à esquerda os mais humildes. E as bandeirinhas estão lá... A parte mais humilde não significa ser a mais feia. Casinhas com flores na janela dão um charme a esta parte da cidade. É uma cidade pequena então caminhe com calma senão acaba rápido, haha.

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No centro da cidade fica o Palazzo Comunale, construído entre os séculos XII e XIX. Ali fica o Museo Comunale di Lucignano e em uma de suas salas fica sua principal obra, a “Árvore da Vida” também conhecida como a “Árvore do Amor”. Anos para ficar pronta (1350-1471). Ela foi construída sob significado religioso mas depois de certo tempo as pessoas passaram a acreditar que está Árvore fazia o amor ser eterno. A partir daí recém casados e casais vão até essa árvore na esperança de que ela conceda o desejo de ter um relacionamento que haja amor duradouro.

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Dando a volta na cidade passamos por dois dos monumentos mais importantes da cidade, o Cassero e a igreja Collegiata di San Michele Arcangelo. A fortaleza Cassero Senese, que também é conhecida como Rocca, foi integrada ao sistema de paredes para proteger a cidade. Em frente ao Cassero fica a igreja de São Miguel Arcanjo, do século XV, com belas obras e pinturas no estilo toscano. Antes da partida aquela parada para o gelato. De acordo com a placa o melhor gelato num raio de 50km. Não sei se isso significa muita coisa mas ok, vale o registro, haha.

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Partiu Cortona!

Cortona é uma cidadezinha com cerca de 20.000 habitantes. A cidade já foi invadida por uma galera no passado. Hoje, depois que uma tal de Frances Mayes escreveu o livro “Sob o sol da Toscana”, a cidade virou ponto de parada no meio de tantas opções na região. Cortona pode ser base para quem quer conhecer a região de Úmbria, mas vale um bate e volta pra quem não está tão perto do rio Chiana. No caminho a gente passa por uma das várias plantações de girassol já murchinhas.... devem ficar maravilhosas na primavera.

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Bom, Cortona segue o padrão das cidades medievais na Toscana pois fica no alto de uma colina. A chegada é bem bonita pois você vê na estrada a cidade lá no alto. Suas muralhas datam do século IV aC. E você vai subindo tentando chegar o mais perto possível de um portão da cidade. Tem vários parcheggios no caminho, aí depende da sorte. Paramos até que relativamente perto. Não esqueça de pagar o estacionamento com antecedência porque vimos alguns carros multados ok? O euro tá caro pra desperdiçar pagando multa, haha. Olha, falando a verdade, eu não li o livro e nem vi o filme. Falaram que era legal fazer um desses dois mas eu não fiz. Confesso também que nunca tinha ouvido falar dessa cidade. Mas quando me falaram, falaram tão bem, e as pesquisas que fiz só retornaram coisas boas. Então vamos lá!

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Nós entramos na cidade pela Via Nazionale que era até bem plana, mas cortada por vários becos e ruelas com muitas escadarias com subidas e descidas. A via Nazionale é aquela ruazinha principal do turismo com restaurantes, lojas, e todas as coisas que agradam turista.

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Logo de cara já procuramos um lugar para almoçar. Fomos até a Piazza della Republica. Não lembro o nome do restaurante mas estava bom, viu? Tava meio traumatizada dos três risoles que eu comi em Montalcino mas o prato era bem servido e o preço era até barato. Então pedi um pici a carbonara porque tenho certeza que pelo menos um carbonara papai teria pedido. Dá uma olhada nos pratos pra ver ser não valia a pena.

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Voltando a Piazza della Republica, aqui era o coração da cidade. É onde se cruzavam o eixo Norte-Sul, Leste-Oeste da cidade e onde ficava o Foro Romano. Também ficam na praça o Palazzo Del Capitano Del Popolo, que no século XVI serviu como residência para o Cardeal Passerini, e o Palazzo Comunale, que no século XII era utilizado para reuniões políticas, econômicas e sociais. Ah, dizem ser também um ponto importante no filme mas isso eu não sei dizer muito. E o sol da Toscana também se foi e Cortona ia ser debaixo de uma chuvinha mesmo. Não se ganha todas...

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Dali partimos andar sem rumo. Subimos uma rua que no final saía da cidade pela Porta Colonia! Volta! Pegamos outra subida e caímos na igreja de São Francisco, construída por Frei Elias em 1247. Frei Elias era um dos seguidores de São Francisco de Assis, com quem se juntou a mais outros sete religiosos para se recolherem em oração em um local próximo a Cortona no início do século XIII: o Ermitério de São Francisco.

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Essas janelas são muito fofas, fala sério!

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Descemos embaixo de chuva e fomos pra Piazza Signorelli. Adivinha? Mais um gelato. Fomos na gelateria Snoopy. Achei um nome estranho mas parecia ser bem antiga na cidade. E estava bem bom, viu? Gente, tô pedindo tudo piccolo. É o menorzinho. Quem lê acha que tomei uns dez litros de gelato por dia, haha. Ali do lado ia ter mais um casamento. Enquanto a gente esperava a noiva o povo repetiu o gelato (eu não tá?). Ali na praça também fica o Palazzo Casalli (onde fica o Museu dell’Accademia Etrusca) e o Teatro Signorelli.

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Ali perto da praça fomos e, busca de um mirante e a bela vista da cidade. Era uma paisagem bem bonita. Ali fica também a igreja de Santa Maria Assunto, o Duomo da cidade. Tem três naves com colunas enormes e repleta de obras sacras. Muitas ficam no Museu Diocesano, em frente ao Duomo.

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Nosso passeio acabou! Pelo menos nessa viagem encerramos a Toscana. O futuro a Deus pertence então não dá pra dizer nunca mais. Mas foi uma viagem bem proveitosa. Deu pra conhecer várias cidades e ao menos tentamos aproveitar o melhor da região. Mas não é uma despedida ainda porque a viagem só acaba quando termina. E não terminou ainda. Voltamos pra Siena, descansamos um pouco e saímos pra última caminhada até o Pam. Sim, consegui cumprir minha meta do dia! Saindo da dieta? Um pouco, mas nada grave já que continuo ativa. Agora era voltar pro apartamento, arrumar a mala e deixar tudo encaminhado pra amanhã cedo.

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Publicado por Akemi Nomura 21:05 Arquivado em Itália Comentários (0)

Montepulciano

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Bom dia! Hoje a tonta aqui resolveu acordar às 3h30 da manhã e não dormiu mais. Lá pelas 6h eu fui pra sala ver o dia amanhecer. Tentei tirar uma foto mas estava frio pra ficar com a janela aberta. Ficou meio mequetrefe, mas tudo bem.

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Como já estava na função aproveitei e desci pra levar o lixo reciclável. Na volta tomamos café, aquele tradicional ovinho mexido porque eu já estava com fome. O destino hoje é Montepulciano. Cinco anos atrás passei por aqui porque tinha uma vontade enorme de conhecer essa cidade por conta de uma novela da Globo que eu nem lembro o nome. Anos depois dessa novela teve aquele filme dos vampiros filmados aqui: Lua Nova. Quando vim aqui foi muito por acaso, ia passar só em Siena. Decidi de última hora dormir em Siena pra ir no dia seguinte em Montepulciano. Dessa vez foi planejado. Irmã tinha falado antes da vontade de fazer um curso de culinária na Toscana. Pesquisei em vários blogs e entre os achados tinha gostado de um curso em Montepulciano. Já tinha combinado com antecedência com a Cristiana, esposa do chef Vittorio. Estava marcado para às 10h30. Como levava cerca de uma hora até lá saímos às 9h para dar tempo de chegar, estacionar, etc. Às 10h30 chegamos na Trattoria Rosso Rubino. A cidade continua um charme. Pra mim é uma das vistas mais bonitas da Toscana.

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O curso combinado com a Cristiana seriam três massas, dois molhos e uma sobremesa. No final a gente almoça os pratos que a gente fez além de água e vinho. O valor era sessenta euros. Mas infelizmente eles estão parando de fazer esses cursos porque fica muito puxado pra eles. É apenas o casal trabalhando no restaurante, o ritmo é insano. Os molhos serão os clássicos pomodoro e ragu de carne. O Vittorio ia explicando e a Cristiana ia traduzindo na medida do necessário. Eu tirava foto, mamãe filmava e irmã anotava as receitas.

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As massas foram feitas na mesa fora da cozinha. Era divertido porque os turistas começavam a chegar na cidade e passavam pelo restaurante e viam a gente de avental mexendo na massa. Estava divertido. Foram três massas, uma massa toscana que era praticamente farinha, sal, água e óleo (levava um só ovo), a segunda foi uma massa de ovos (essa ficava amarelinha) e a terceira foi um nhoque. Da massa toscana nós fizemos uma Pici, que é um macarrão mais grossinho. Tipo, na teoria você faz fio por fio do macarrão. Com aquele cheiro de molho na cozinha a fome só aumentava.

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Depois ele ensinou a gente um modo mais rápido. Até porque pra um restaurante onde só trabalha o casal fazer fio por fio do macarrão não dá né?

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Bora lá, segunda massa, massa de ovos. Pra cada 100 gramas de farinha vai um ovo. É aquela massa bem amarelinha, sabe? A ideia aqui é abrir bem a massa e cortar na faca mesmo. Nada de simetria.

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Por fim, o nhoque. A batata já estava cozida e tem que estar fria. Ele ensinou o jeito de amassar para que a massa não precise de muita farinha porque quanto mais farinha mais dura ela fica. Foi feito tudo na mão, nada de simetria ou máquina. Enrola na mão, corta na mão, simples assim.

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A sobremesa foi a simples e clássica panacota. Foi a vez da Cristiana. Ela faz as caldas também pra acompanhar mas no nosso caso ela parou na panacota. Dois palitos estava pronta pra ir pra geladeira.

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Pronto, já eram quase meio dia e meia e estava na hora de abrir o restaurante. Era nossa hora de comer. Antes o Vittorio nos chamou na cozinha pra ver o cozimento da massa e pronto, sentamos. Cansativo isso viu? Mas foi divertido! Uma maneira bem diferente de turistar. Nós comemos as massas em três pratos: o pici ao sugo, a segunda eu era o tagliatele ao ragu de carne e por último o nhoque com molho de açafrão com queijo pecorino. Quando chegou o tagliatele acho que estava tão apetitoso que eu esqueci a foto, droga! Mas seguem os pratos e a sobremesa. A panacota sozinha é coisa meio sem graça. Mas as caldas eram o toque que faltava pra ficar deliciosa.

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Aí você vai dizer: mas não estava faltando uma sobremesa? Foi repetida? Era pra ter sido, mas a Cristiana teve aquele toque que é diferencial. Eu tinha comentado que hoje era aniversário da mamãe e ela pegou a deixa. E muito gentilmente ofereceu um bolinho de maçã com uma velinha que estava delicioso. Feliz aniversário mãe! Depois do aniversário difícil que você teve ano passado você merece um dia feliz. Tenho certeza que era isso que papai iria querer. Que a gente estivesse junto e soubesse seguir em frente. Não é e não será a mesma coisa nunca mais, mas dentro do que estiver ao meu alcance eu vou fazer o melhor por você sempre!

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Foi uma manhã bem proveitosa. O dedinho de vinho quase me fez entrar em coma de tanto sono que eu estava, haha. Mas valeu muito a pena. A Trattoria fica próxima à entrada da Porta delle Farine e do parcheggio 7. Fomos dar uma caminhada pra acordar e queimar um pluco do almoço, haha. No caminho paramos em um viewpoint. Que bela vista tem Montepulciano da região viu?

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Uma coisa nesse viewpoint me chamou a atenção. Bati o olho numa casinha e lembrei de uma foto que tirei em 2013. Olha aí: a primeira é de 2013 e a segunda é de 2018. Será que terão outras?

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Fomos subindo, subindo, subindo, até chegar na Piazza Grande. Se tem uma coisa que eu me lembro bem foram as subidas e descidas de Montepulciano. Mas meu condicionamento físico está bem diferente de 2013, haha. Ainda lembro de chegar quase morrendo lá em cima da outra vez. Agora eu já faço sabendo que vai me ajudar a cumprir minha meta diária, então bora se mexer. Essa Piazza foi o cenário do filme Lua Nova. Em tese se passava em Volterra mas foi filmado aqui em Montepulciano. Eu particularmente gosto muito dessa piazza mas acho ela meio sombria. Quando vim da outra vez estava frio e tinha neblina. Dessa vez estava nublado com chuva fininha. Sei lá se não tem vampiro aqui hein... hehe. Na lateral da Piazza tem uma vista pro outro lado da cidade. As bandeirinhas dos “bairros” também aparecem muito aqui.

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Descemos por onde viemos e fomos em busca de uma gelateria. Era a número um de três, haha. Tá bom, não esperava nada de fenomenal depois de Castellina in Chianti, mas mamãe disse que queria um gelato em cada cidade. Tá vendo porque eu tenho que cumprir minhas metas diárias mesmo de férias. Bora se mexer... depois do gelato, hora de ir pra casa mas não sem antes parar no Conad de Montepulciano. Aí sim, casa...

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Aí você pensa que acabou. Nope! Eram 18h ainda e o dia estava bonito em Siena. Precisava caminhar mais um pouco então fomos eu e mamãe em outro supermercado. Gente, lembrei quando vim em Siena da outra vez. Dei uma puta volta pra chegar na estação de trem. Hoje eu entendi o caminho que eu fiz daquela vez. Tem uma escada rolante pra que sai da cidade pela Porta di Camollia. E cinco anos atrás eu não vi essa escada rolante. Ela cai dentro de um shopping que tem ligação com a estação de trem. E eu passei reto e desci uma puta avenida e voltei pra chegar na estação. Que amadora! Hahahaha. Dessa vez foi rapidinho. Eram oito lances de escada rolante e esteira rolante. Mas em dois tempos estávamos no Pam. E vou te falar, era melhor do que os outros pelos quais passamos. Tinha Lindt 70% a 1,4 euro. Gente, comprei uns cinco, haha. Louca de pedra. Tinha Kit Kat 70% também. Compramos uns azeites orgânicos, aceto, creme de pistache.... foi bem proveitosa a compra. E a volta foi sossegada. Só as escadarias aqui perto de casa que era inevitável, além do prédio, claro. Mas fomos de agar e deu tudo certo. Metas cumpridas, lembranças compradas, tudo encaminhado. A janta foi só uma proteína com salada que foi o suficiente pra não estimular a compulsão noturna, haha. Boa noite povo!

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Publicado por Akemi Nomura 8:54 Arquivado em Itália Comentários (0)

Florença x Chianti

semi-overcast 25 °C

Bom dia! Hoje não teve caminhada... vai ficar pra mais tarde. Acordei e fui pra sala terminar meu post de ontem. Publiquei e pronto, já estava pronta pro domingo. Desci e levei o lixo descartável até a lixeira correta na esquina. Tomamos café com aquele ovo mexido de todo dia e depois peguei mamãe e fomos no supermercado comprar mais.... ovo! Ovo nunca pode faltar na vida de quem tentar ser fit. Tenta porque ser fit na Itália só tentando muito... Na volta subi mais uma vez as escadas do prédio.

Dez anos depois cá estou eu voltando pra Florença. Na primeira vez era eu, Nanci e a Roberta. Nossa, nem tenho contato mais com elas. Foi uma ótima viagem. A ideia nem era conhecer Florença, só dar uma volta. No caminho paramos pra abastecer. Aqui o esquema é self service. Colocamos 50 euros e não enchemos o tanque. Olha que não estava vazio vazio. Mas lembro que dez anos atrás a Tati me falou como era caro combustível aqui. Com nosso real desvalorizado então.... bota seguir viagem porque faz parte.

Florença tem mais de dois mil anos de história. Muita coisa aconteceu por aqui desde a fundação da pequena vila etrusca. Florença teve muitos altos e baixos. O período mais difícil foi mais no seu começo. Pela sua localização geográfica Florença foi muito disputada no período das invasões bárbaras. A cidade era a ligação entre Roma e a Padânia - Vale de Aosta, Piemonte, Ligúria, Lombardia, Trentino-Alto Adige, Vêneto, Friuli-Venezia Giulia e Emília-Romanha. No final do século VI os lombardos dominaram o norte da Itália e Florença caiu sob seu domínio, época em que viveu seu período mais negro.

Uma mostra do seu poder foi a criação do “florim de ouro” em 1252, moeda que foi por mais de três séculos como um dos padrões monetários do mundo. Foi no século XIII que a cidade chegou ao auge econômico e demográfico. As atividades comerciais e financeiras trouxeram dinheiro pra cidade que cresceu cerca de cinco vezes. Mas o século XIV já foi marcado por crises e a peste negra de 1348.

No século XV vieram os Médicis. Não era uma família nobre. Construíram sua fortuna lentamente e trabalhavam como uma espécie de banqueiros do Papa. Cosme, o Velho, seus representante principal tomou o poder em Florença em 1434 e sua família governou a cidade por cerca de 350 anos em vários períodos. Cosme foi um mecenas ilustrado que favoreceu a arte em sua época: o Renascimento.

Florença tem quase metade das obras de arte da Itália em seus museus e ruas. Florença tem duas das galerias mais concorridas do mundo: a Uffizzi e a Accademia. A Vênus de Milo está na Uffizzi e o Davi de Michelangelo está na Accademia. Florença é terra e Galileu, Maquiavel, Dante Alighieri e o mestre Michelangelo. Michelangelo sempre me emociona. A primeira vez que vim na Itália só pensava nas obras de Leonardo da Vinci. Mas quando conheci a capela Sistina comecei a conhecer Michelangelo. O famoso Davi que está na Galeria della Accademia é simplesmente fantástico. Os detalhes esculpidos naquela estátua gigante em proporções perfeitas era simplesmente impressionante.

Chegando na cidade percebi em cima da hora que estávamos chegando por cima da cidade, ou seja, pela Piazzale Michelangelo. Lembro que viemos no final do dia e passamos um frio, rs. Mas o por do sol foi lindo. Dessa vez como já estávamos passando resolvi parar. Conheço meu gado, se deixar pra depois não ia querer parar. Aqui é o viewpoint da cidade. No centro há uma réplica do Davi.

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Deixamos o carro na rua e fomos pra região do Duomo. Estava lotada como era de se esperar. A catedral de Santa Marial del Fiori começou a ser construída em 1296 mas apenas depois de 140 anos foi consagrada. Sua fachada é muito similar à de Siena. Dentro da catedral tem o Museo dell’Opera del Duomo com diversas obras de Donatello.

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Seguindo o padrão, ao lado da igreja tem o campanário e em frente o Batistério. O Batistério de São João é a construção mais antiga, data do século VI. Ali foi batizado Dante Alighieri. Ali está a famosa porta do Paraíso.

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Fomos e direção à Eataly. Conheci em 2013 quando vim na Itália pela segunda vez. A de Florença é pequena. Resolvemos almoçar ali. Ok, confesso que não foi nada sensacional. Mas pelo menos veio mais de três raviolis, hahaha. Rolou um trauma daqueles três raviolis, hahaha. Na saída irmã resolveu pedir um canoli. Mas também nada de sensacional que valesse as calorias. Não sei se o canoli que não era nada e sensacional ou o específico daqui porque nunca tinha comido. Também não pretendo mais comer.

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Fomos andando pela rua principal até cair na Piazza della Signoria. Essa praça era o principal ponto de encontro político e social da cidade no século XIV. Atualmente a arte domina a praça. Entre os trabalhos originais está a estátua do Duque de Médici em um cavalo e entre as réplicas está o Davi de Michelangelo. Sempre Michelangelo....

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Continuando, seguimos o caminho passando pela fila da Uffizzi que estava gigante. Lembro bem desse dia dez anos atrás. Nanci passou mal por causa da pizza de batata frita. Também... por isso que eu não arrisco com comida em viagem, pode custar a viagem toda. Voltando, ela teve tempo de procurar uma farmácia, ir pro hotel descansar, voltar e eu e Roberta ainda estávamos na fila. Foi o único museu que não tínhamos conseguido comprar com antecedência. Isso em 2008! Hoje deve dar pra comprar por aplicativo, o que esse povo tá fazendo na fila? Enfim, deixa eles. Chegamos a beira do rio Arno pra ver a Ponte Vecchio. Essa ponte une as duas margens do rio a cerca de 650 anos. É um dos cartões postais mais conhecidos de Florença. Algumas das lojas ali são geridas pela mesma família há séculos, tradição que começou no século XVI.

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Seguindo pelas lotadas ruas passamos pelo mercadinho onde fica a Fontana del Porcelino. Vira à direita e segue rumo à Santa Maria della Croce que fica para os lados que o carro estava. Antes, uma parada na Vivoli para o gelato do dia. A Vivoli não foi recomendação de lugar nenhum. Dez anos atrás era uma das melhores gelaterias de Florença. Hoje talvez não seja. Mas comparando os pistaches posso afirmar que foi um dos melhores. Dali passamos pela Santa Maria della Croce. Essa é uma basílica franciscana terminada em 1294. Ali estão os restos mortais de Galileu, Maquiavel e ele, Michelangelo!

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Pronto! Hora de ir. No caminho paramos numa lojinha pra comprar uma bolsinha de aniversário para Mariana. Saímos mais cedo porque tínhamos marcado uma visita em uma “azeitaria”. Não sei como chama mas é uma pequena propriedade onde produzem azeite extra virgem orgânico. Nessa propriedade eles tem hospedagem para agriturismo, chama Podere Felceto. Podere significa fazenda e Felceto é o sobrenome da família. É uma produção familiar onde o casal e as filhas cuida, de uma plantação de quatro hectares. Eles deram uma explicação sobre o azeite, sua produção e as características que o tornam especial. Eles tem certificado emitido pelas autoridades que atestam a qualidade do produto. A visita custa dez euros e inclui a degustação do azeite, além de oferecer uma bruschetta e uma fetutta para degustar com o azeite produzido por eles. Não tem como você sair dali sem comprar nada. O lugar também é super agradável. Uma boa opção pra quem quer fazer um turismo diferente, mais sossegado.

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Ah, mas eles deram uma outra dica também. Depois de fazerem cara torta quando falei do gelato de San Gimignano (tipo, devem ter pensado: “esses turistas”), nos disseram para experimentar o de Castellina in Chianti. Disseram que esse sim que era bom. Então fomos lá ver qual é já que era caminho de casa mesmo. Primeira coisa que observei, tirando a gente só tinha italiano lá. Um bom sinal já que é menos turístico. Normalmente as coisas boas estão aí. E sim, o gelato era superior ao de San Gimignano. Não que o de lá não seja bom, mas o daqui era melhor, menos doce. Recomendo! O difícil foi tirar mamãe dali, a nega tomou três gelatos! Gezuis!

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Pronto, hora e ir embora. Castellina fica a 19km de Siena. Mas era daquelas estradinhas cheias de curva pra enrolar o estômago. Mas chegamos! Como eu ainda tinha meta pra bater de caloria eu fui andar. Desci e fui na direção da padaria. Quase oito da noite mas dia claro ainda. Voltei e subi as escadarias da rua e do prédio de novo. Melhor sensação é conseguir bater suas metas mesmo nas férias. Inclusive pra poder saborear um bom gelato, uma boa comida, com prazer e sem culpa nenhuma!

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Publicado por Akemi Nomura 21:46 Arquivado em Itália Comentários (1)

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