Um blog do Travellerspoint

Por este autor: Akemi Nomura

Montepulciano

semi-overcast 25 °C

Bom dia! Hoje a tonta aqui resolveu acordar às 3h30 da manhã e não dormiu mais. Lá pelas 6h eu fui pra sala ver o dia amanhecer. Tentei tirar uma foto mas estava frio pra ficar com a janela aberta. Ficou meio mequetrefe, mas tudo bem.

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Como já estava na função aproveitei e desci pra levar o lixo reciclável. Na volta tomamos café, aquele tradicional ovinho mexido porque eu já estava com fome. O destino hoje é Montepulciano. Cinco anos atrás passei por aqui porque tinha uma vontade enorme de conhecer essa cidade por conta de uma novela da Globo que eu nem lembro o nome. Anos depois dessa novela teve aquele filme dos vampiros filmados aqui: Lua Nova. Quando vim aqui foi muito por acaso, ia passar só em Siena. Decidi de última hora dormir em Siena pra ir no dia seguinte em Montepulciano. Dessa vez foi planejado. Irmã tinha falado antes da vontade de fazer um curso de culinária na Toscana. Pesquisei em vários blogs e entre os achados tinha gostado de um curso em Montepulciano. Já tinha combinado com antecedência com a Cristiana, esposa do chef Vittorio. Estava marcado para às 10h30. Como levava cerca de uma hora até lá saímos às 9h para dar tempo de chegar, estacionar, etc. Às 10h30 chegamos na Trattoria Rosso Rubino. A cidade continua um charme. Pra mim é uma das vistas mais bonitas da Toscana.

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O curso combinado com a Cristiana seriam três massas, dois molhos e uma sobremesa. No final a gente almoça os pratos que a gente fez além de água e vinho. O valor era sessenta euros. Mas infelizmente eles estão parando de fazer esses cursos porque fica muito puxado pra eles. É apenas o casal trabalhando no restaurante, o ritmo é insano. Os molhos serão os clássicos pomodoro e ragu de carne. O Vittorio ia explicando e a Cristiana ia traduzindo na medida do necessário. Eu tirava foto, mamãe filmava e irmã anotava as receitas.

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As massas foram feitas na mesa fora da cozinha. Era divertido porque os turistas começavam a chegar na cidade e passavam pelo restaurante e viam a gente de avental mexendo na massa. Estava divertido. Foram três massas, uma massa toscana que era praticamente farinha, sal, água e óleo (levava um só ovo), a segunda foi uma massa de ovos (essa ficava amarelinha) e a terceira foi um nhoque. Da massa toscana nós fizemos uma Pici, que é um macarrão mais grossinho. Tipo, na teoria você faz fio por fio do macarrão. Com aquele cheiro de molho na cozinha a fome só aumentava.

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Depois ele ensinou a gente um modo mais rápido. Até porque pra um restaurante onde só trabalha o casal fazer fio por fio do macarrão não dá né?

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Bora lá, segunda massa, massa de ovos. Pra cada 100 gramas de farinha vai um ovo. É aquela massa bem amarelinha, sabe? A ideia aqui é abrir bem a massa e cortar na faca mesmo. Nada de simetria.

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Por fim, o nhoque. A batata já estava cozida e tem que estar fria. Ele ensinou o jeito de amassar para que a massa não precise de muita farinha porque quanto mais farinha mais dura ela fica. Foi feito tudo na mão, nada de simetria ou máquina. Enrola na mão, corta na mão, simples assim.

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A sobremesa foi a simples e clássica panacota. Foi a vez da Cristiana. Ela faz as caldas também pra acompanhar mas no nosso caso ela parou na panacota. Dois palitos estava pronta pra ir pra geladeira.

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Pronto, já eram quase meio dia e meia e estava na hora de abrir o restaurante. Era nossa hora de comer. Antes o Vittorio nos chamou na cozinha pra ver o cozimento da massa e pronto, sentamos. Cansativo isso viu? Mas foi divertido! Uma maneira bem diferente de turistar. Nós comemos as massas em três pratos: o pici ao sugo, a segunda eu era o tagliatele ao ragu de carne e por último o nhoque com molho de açafrão com queijo pecorino. Quando chegou o tagliatele acho que estava tão apetitoso que eu esqueci a foto, droga! Mas seguem os pratos e a sobremesa. A panacota sozinha é coisa meio sem graça. Mas as caldas eram o toque que faltava pra ficar deliciosa.

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Aí você vai dizer: mas não estava faltando uma sobremesa? Foi repetida? Era pra ter sido, mas a Cristiana teve aquele toque que é diferencial. Eu tinha comentado que hoje era aniversário da mamãe e ela pegou a deixa. E muito gentilmente ofereceu um bolinho de maçã com uma velinha que estava delicioso. Feliz aniversário mãe! Depois do aniversário difícil que você teve ano passado você merece um dia feliz. Tenho certeza que era isso que papai iria querer. Que a gente estivesse junto e soubesse seguir em frente. Não é e não será a mesma coisa nunca mais, mas dentro do que estiver ao meu alcance eu vou fazer o melhor por você sempre!

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Foi uma manhã bem proveitosa. O dedinho de vinho quase me fez entrar em coma de tanto sono que eu estava, haha. Mas valeu muito a pena. A Trattoria fica próxima à entrada da Porta delle Farine e do parcheggio 7. Fomos dar uma caminhada pra acordar e queimar um pluco do almoço, haha. No caminho paramos em um viewpoint. Que bela vista tem Montepulciano da região viu?

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Uma coisa nesse viewpoint me chamou a atenção. Bati o olho numa casinha e lembrei de uma foto que tirei em 2013. Olha aí: a primeira é de 2013 e a segunda é de 2018. Será que terão outras?

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Fomos subindo, subindo, subindo, até chegar na Piazza Grande. Se tem uma coisa que eu me lembro bem foram as subidas e descidas de Montepulciano. Mas meu condicionamento físico está bem diferente de 2013, haha. Ainda lembro de chegar quase morrendo lá em cima da outra vez. Agora eu já faço sabendo que vai me ajudar a cumprir minha meta diária, então bora se mexer. Essa Piazza foi o cenário do filme Lua Nova. Em tese se passava em Volterra mas foi filmado aqui em Montepulciano. Eu particularmente gosto muito dessa piazza mas acho ela meio sombria. Quando vim da outra vez estava frio e tinha neblina. Dessa vez estava nublado com chuva fininha. Sei lá se não tem vampiro aqui hein... hehe. Na lateral da Piazza tem uma vista pro outro lado da cidade. As bandeirinhas dos “bairros” também aparecem muito aqui.

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Descemos por onde viemos e fomos em busca de uma gelateria. Era a número um de três, haha. Tá bom, não esperava nada de fenomenal depois de Castellina in Chianti, mas mamãe disse que queria um gelato em cada cidade. Tá vendo porque eu tenho que cumprir minhas metas diárias mesmo de férias. Bora se mexer... depois do gelato, hora de ir pra casa mas não sem antes parar no Conad de Montepulciano. Aí sim, casa...

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Aí você pensa que acabou. Nope! Eram 18h ainda e o dia estava bonito em Siena. Precisava caminhar mais um pouco então fomos eu e mamãe em outro supermercado. Gente, lembrei quando vim em Siena da outra vez. Dei uma puta volta pra chegar na estação de trem. Hoje eu entendi o caminho que eu fiz daquela vez. Tem uma escada rolante pra que sai da cidade pela Porta di Camollia. E cinco anos atrás eu não vi essa escada rolante. Ela cai dentro de um shopping que tem ligação com a estação de trem. E eu passei reto e desci uma puta avenida e voltei pra chegar na estação. Que amadora! Hahahaha. Dessa vez foi rapidinho. Eram oito lances de escada rolante e esteira rolante. Mas em dois tempos estávamos no Pam. E vou te falar, era melhor do que os outros pelos quais passamos. Tinha Lindt 70% a 1,4 euro. Gente, comprei uns cinco, haha. Louca de pedra. Tinha Kit Kat 70% também. Compramos uns azeites orgânicos, aceto, creme de pistache.... foi bem proveitosa a compra. E a volta foi sossegada. Só as escadarias aqui perto de casa que era inevitável, além do prédio, claro. Mas fomos de agar e deu tudo certo. Metas cumpridas, lembranças compradas, tudo encaminhado. A janta foi só uma proteína com salada que foi o suficiente pra não estimular a compulsão noturna, haha. Boa noite povo!

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Publicado por Akemi Nomura 08:54 Arquivado em Itália Comentários (0)

Florença x Chianti

semi-overcast 25 °C

Bom dia! Hoje não teve caminhada... vai ficar pra mais tarde. Acordei e fui pra sala terminar meu post de ontem. Publiquei e pronto, já estava pronta pro domingo. Desci e levei o lixo descartável até a lixeira correta na esquina. Tomamos café com aquele ovo mexido de todo dia e depois peguei mamãe e fomos no supermercado comprar mais.... ovo! Ovo nunca pode faltar na vida de quem tentar ser fit. Tenta porque ser fit na Itália só tentando muito... Na volta subi mais uma vez as escadas do prédio.

Dez anos depois cá estou eu voltando pra Florença. Na primeira vez era eu, Nanci e a Roberta. Nossa, nem tenho contato mais com elas. Foi uma ótima viagem. A ideia nem era conhecer Florença, só dar uma volta. No caminho paramos pra abastecer. Aqui o esquema é self service. Colocamos 50 euros e não enchemos o tanque. Olha que não estava vazio vazio. Mas lembro que dez anos atrás a Tati me falou como era caro combustível aqui. Com nosso real desvalorizado então.... bota seguir viagem porque faz parte.

Florença tem mais de dois mil anos de história. Muita coisa aconteceu por aqui desde a fundação da pequena vila etrusca. Florença teve muitos altos e baixos. O período mais difícil foi mais no seu começo. Pela sua localização geográfica Florença foi muito disputada no período das invasões bárbaras. A cidade era a ligação entre Roma e a Padânia - Vale de Aosta, Piemonte, Ligúria, Lombardia, Trentino-Alto Adige, Vêneto, Friuli-Venezia Giulia e Emília-Romanha. No final do século VI os lombardos dominaram o norte da Itália e Florença caiu sob seu domínio, época em que viveu seu período mais negro.

Uma mostra do seu poder foi a criação do “florim de ouro” em 1252, moeda que foi por mais de três séculos como um dos padrões monetários do mundo. Foi no século XIII que a cidade chegou ao auge econômico e demográfico. As atividades comerciais e financeiras trouxeram dinheiro pra cidade que cresceu cerca de cinco vezes. Mas o século XIV já foi marcado por crises e a peste negra de 1348.

No século XV vieram os Médicis. Não era uma família nobre. Construíram sua fortuna lentamente e trabalhavam como uma espécie de banqueiros do Papa. Cosme, o Velho, seus representante principal tomou o poder em Florença em 1434 e sua família governou a cidade por cerca de 350 anos em vários períodos. Cosme foi um mecenas ilustrado que favoreceu a arte em sua época: o Renascimento.

Florença tem quase metade das obras de arte da Itália em seus museus e ruas. Florença tem duas das galerias mais concorridas do mundo: a Uffizzi e a Accademia. A Vênus de Milo está na Uffizzi e o Davi de Michelangelo está na Accademia. Florença é terra e Galileu, Maquiavel, Dante Alighieri e o mestre Michelangelo. Michelangelo sempre me emociona. A primeira vez que vim na Itália só pensava nas obras de Leonardo da Vinci. Mas quando conheci a capela Sistina comecei a conhecer Michelangelo. O famoso Davi que está na Galeria della Accademia é simplesmente fantástico. Os detalhes esculpidos naquela estátua gigante em proporções perfeitas era simplesmente impressionante.

Chegando na cidade percebi em cima da hora que estávamos chegando por cima da cidade, ou seja, pela Piazzale Michelangelo. Lembro que viemos no final do dia e passamos um frio, rs. Mas o por do sol foi lindo. Dessa vez como já estávamos passando resolvi parar. Conheço meu gado, se deixar pra depois não ia querer parar. Aqui é o viewpoint da cidade. No centro há uma réplica do Davi.

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Deixamos o carro na rua e fomos pra região do Duomo. Estava lotada como era de se esperar. A catedral de Santa Marial del Fiori começou a ser construída em 1296 mas apenas depois de 140 anos foi consagrada. Sua fachada é muito similar à de Siena. Dentro da catedral tem o Museo dell’Opera del Duomo com diversas obras de Donatello.

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Seguindo o padrão, ao lado da igreja tem o campanário e em frente o Batistério. O Batistério de São João é a construção mais antiga, data do século VI. Ali foi batizado Dante Alighieri. Ali está a famosa porta do Paraíso.

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Fomos e direção à Eataly. Conheci em 2013 quando vim na Itália pela segunda vez. A de Florença é pequena. Resolvemos almoçar ali. Ok, confesso que não foi nada sensacional. Mas pelo menos veio mais de três raviolis, hahaha. Rolou um trauma daqueles três raviolis, hahaha. Na saída irmã resolveu pedir um canoli. Mas também nada de sensacional que valesse as calorias. Não sei se o canoli que não era nada e sensacional ou o específico daqui porque nunca tinha comido. Também não pretendo mais comer.

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Fomos andando pela rua principal até cair na Piazza della Signoria. Essa praça era o principal ponto de encontro político e social da cidade no século XIV. Atualmente a arte domina a praça. Entre os trabalhos originais está a estátua do Duque de Médici em um cavalo e entre as réplicas está o Davi de Michelangelo. Sempre Michelangelo....

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Continuando, seguimos o caminho passando pela fila da Uffizzi que estava gigante. Lembro bem desse dia dez anos atrás. Nanci passou mal por causa da pizza de batata frita. Também... por isso que eu não arrisco com comida em viagem, pode custar a viagem toda. Voltando, ela teve tempo de procurar uma farmácia, ir pro hotel descansar, voltar e eu e Roberta ainda estávamos na fila. Foi o único museu que não tínhamos conseguido comprar com antecedência. Isso em 2008! Hoje deve dar pra comprar por aplicativo, o que esse povo tá fazendo na fila? Enfim, deixa eles. Chegamos a beira do rio Arno pra ver a Ponte Vecchio. Essa ponte une as duas margens do rio a cerca de 650 anos. É um dos cartões postais mais conhecidos de Florença. Algumas das lojas ali são geridas pela mesma família há séculos, tradição que começou no século XVI.

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Seguindo pelas lotadas ruas passamos pelo mercadinho onde fica a Fontana del Porcelino. Vira à direita e segue rumo à Santa Maria della Croce que fica para os lados que o carro estava. Antes, uma parada na Vivoli para o gelato do dia. A Vivoli não foi recomendação de lugar nenhum. Dez anos atrás era uma das melhores gelaterias de Florença. Hoje talvez não seja. Mas comparando os pistaches posso afirmar que foi um dos melhores. Dali passamos pela Santa Maria della Croce. Essa é uma basílica franciscana terminada em 1294. Ali estão os restos mortais de Galileu, Maquiavel e ele, Michelangelo!

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Pronto! Hora de ir. No caminho paramos numa lojinha pra comprar uma bolsinha de aniversário para Mariana. Saímos mais cedo porque tínhamos marcado uma visita em uma “azeitaria”. Não sei como chama mas é uma pequena propriedade onde produzem azeite extra virgem orgânico. Nessa propriedade eles tem hospedagem para agriturismo, chama Podere Felceto. Podere significa fazenda e Felceto é o sobrenome da família. É uma produção familiar onde o casal e as filhas cuida, de uma plantação de quatro hectares. Eles deram uma explicação sobre o azeite, sua produção e as características que o tornam especial. Eles tem certificado emitido pelas autoridades que atestam a qualidade do produto. A visita custa dez euros e inclui a degustação do azeite, além de oferecer uma bruschetta e uma fetutta para degustar com o azeite produzido por eles. Não tem como você sair dali sem comprar nada. O lugar também é super agradável. Uma boa opção pra quem quer fazer um turismo diferente, mais sossegado.

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Ah, mas eles deram uma outra dica também. Depois de fazerem cara torta quando falei do gelato de San Gimignano (tipo, devem ter pensado: “esses turistas”), nos disseram para experimentar o de Castellina in Chianti. Disseram que esse sim que era bom. Então fomos lá ver qual é já que era caminho de casa mesmo. Primeira coisa que observei, tirando a gente só tinha italiano lá. Um bom sinal já que é menos turístico. Normalmente as coisas boas estão aí. E sim, o gelato era superior ao de San Gimignano. Não que o de lá não seja bom, mas o daqui era melhor, menos doce. Recomendo! O difícil foi tirar mamãe dali, a nega tomou três gelatos! Gezuis!

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Pronto, hora e ir embora. Castellina fica a 19km de Siena. Mas era daquelas estradinhas cheias de curva pra enrolar o estômago. Mas chegamos! Como eu ainda tinha meta pra bater de caloria eu fui andar. Desci e fui na direção da padaria. Quase oito da noite mas dia claro ainda. Voltei e subi as escadarias da rua e do prédio de novo. Melhor sensação é conseguir bater suas metas mesmo nas férias. Inclusive pra poder saborear um bom gelato, uma boa comida, com prazer e sem culpa nenhuma!

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Publicado por Akemi Nomura 21:46 Arquivado em Itália Comentários (1)

Siena 2018

semi-overcast 24 °C

Ok, o dia amanheceu e a previsão é que a chuva iria para os lados de Lucignano e Cortona. Siena não teria chuva então vamos ficar por aqui. Em 2013 eu vim aqui em Siena. Lembro que estava bem frio e que de noite fez uma bela lua cheia. Siena pode ser usada como base para explorar a região do Val D’Orcia na Toscana (Montalcino, Montepulciano, Pienza, Arezzo e Cortona) uma região linda, repleta de vinícolas incríveis e cidades de conto de fadas. Fomos andando pelo caminho da padaria e chegamos na Porta di Camollia. Entrando na cidade tinha pouco mais de 1km até chegar no coração de Siena, a Piazza del Campo.

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Pausa pra falar um pouco sobre a história de Siena. Ela vem da mitologia romana e dos descendentes de Remo. Remo era irmão gêmeo de Rômulo, filho de deus Marte e da mortal Reia Silvia, filha de Numitor, rei de Alba Longa. O irmão de Numitor, Amúlio, deu um golpe, roubou a coroa e prendeu seu irmão. A filha dele Reia foi confinada a castidade para que Numitor não tivesse descendente. Mas Marte chegou e casou com Reia que teve os gêmeos. Mas Amulio ficou sabendo das crianças e as jogou no rio Tibre. A correnteza os levou até as margens do rio onde uma loba os encontrou e amamentou. Depois foram achados por um pastor que os criou junto à esposa. Daí foi aquele lance deles descobrirem sua história, Remo causou com uns pastores vizinhos que levaram ele na presença do tio avô Amúlio que o prendeu. Rômulo foi lá salvar o irmão, matou o tio avô e libertou seu avô Numitor. Aí o avô deu pros moleques pra cada um uma cidade a beira do rio Tibre. Rômulo fundou Roma e foi seu primeiro rei. Já Remo foi para Aventino e ficou com invejinha de Rômulo, rolou uma briga e no final Rômulo matou Remo. Pois é, voltando a Siena, antes de morrer Remo teve filhos. E dois de seus descendentes diretos, Senio e Ascanio, fundaram Siena. E por conta dessa descendência de um dos netos de Numitor é que vemos em Siena diversas lobas capitolinas espalhadas pela cidade.

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Outra coisa fácil de se observar nas ruazinhas da cidade são as bandeiras espalhadas por todos os cantos. Siena tem 17 comunas diferentes, uma espécie de bairro. Cada comuna tem sua bandeira e brasão que determinam sua região e atiçam sua rivalidade. Dizem que antigamente não rolava nem casamento entre pessoas de comunas diferentes. Impossível não perceber as diversas bandeiras espalhadas pela cidade. Essa rivalidade se acentua no festival mais famoso da cidade: o Palio di Siena. O Palio é uma festa religiosa tradicional onde competem 17 cavaleiros das 17 cominas em duas etapas: julho e agosto. A comuna campeã celebra com muita comida.

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Siena possui mais de 800 anos e seu apogeu foi entre 1260 e 1348. Sua história ficou marcada pela rivalidade com a vizinha Florença (lembra que Siena usava Monteriogionni como fortaleza militar?) e a peste negra, em 1348. Hoje em dia suas ruas históricas e medievais recebem turistas do mundo todo que ficam encantados com tamanha preservação. E andar por suas ruas é uma de suas melhores atrações. Quanto mais você se aproxima do centro mais gente você encontra pelo caminho. Lojas, restaurantes, turistas e mais turistas, igrejas, arquitetura, gelateria, história, ufa!

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Chegamos na Piazza del Campo, o coração de Siena. Como falei antes, é aqui que rola o Palio di Siena e essa praça é uma área neutra das 17 comunas. É uma área cercada por restaurantes, algumas lojas e um clima super agradável. Numa parte da praça está a cópia Fonte Gaia e suas treze passagens bíblicas em relevo. Ali na praça também tem a Torre del Mangia. A torre foi construída entre 1338 e 1348 e tem exatamente a mesma altura da catedral, 102 metros. Alguns blogs dizem ter 400, outros 500 degraus. Para os corajosos que querem se aventurar é uma boa pedida. Se são 400 ou 500 não faz muita diferença porque é muito do mesmo jeito, haha. Aqui na Piazza del Campo como seria de se esperar também veríamos casamentos...

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E por incrível que pareça já era meio dia e quinze e já estávamos com fome. Tinha separado uns restaurantes pelo Tripadvisor mas a preguiça nos fez escolher um ali na praça mesmo. Estava até bem colocado no Tripadvisor então fomos tentar. Acabei optando por uma massa hoje, não estava confiando muito naquelas carnes. Não foi a coisa mais sensacional do mundo mas ok. Pela praticidade e o preço justo valeu!

Depois de um almoço sempre vem o gelato. Pelo Tripadvisor de novo escolhemos a gelateria. Dessa vez foi a Malasgano. O gelato tava até bom mas depois da Dondoli fica difícil comparar. O bom que logo ali do lado estava a Santuário de Santa Catarina. Lembro ter vindo nessa catedral em 2013, lembro da entrada, mas lá dentro eu fui ter certeza de algo peculiar que eu estava meio na dúvida. Existe um altar na igreja em homenagem a santa onde está exposta sua cabeça. Sério! Tava na dúvida se foi aqui ou alguma igreja da Espanha. Mas chegando lá eu vi o altar e a plaquinha era bem clara, era a cabeça da santa Catarina! Quando a gente já tinha saído de lá começou a chover. Volta correndo pra igreja e espera....

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Dali continuamos por aquele passeio nas ruas. Andando de bobeira por ruas laterais beirando a Piazza del Campo. O centro histórico de Siena é pequeno. Então degustar dessas ruazinhas é uma das melhores atrações da cidade. Voltando pela Via di Camollia ela chegou: a chuva! Rolou uma corridinha pela lateral e chegamos na gelateria que tínhamos visto na entrada. Ali tinha uma plaquinha de que o pistache usado ali era DOC. É um certificado de Denominação de Origem Controlada. É um certificado dos mais importantes de um produto italiano. Já tinha aprendido com um italiano que nem todo pistache de Bronte é realmente de Bronte. Muitas empresas tem sede lá e usam na marca que é de lá mas produzem em outro lugar. Pra ser DOC sua zona de coleta deve ser delimitada e suas características conectadas ao ambiente natural e aos fatores humanos, respeitando sempre uma conduta de produção específica, aprovada pelo ministério. Então bora pro ar mais um gelato de pistache.

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Na saída ainda deu tempo de comprar a canequinha pro professor de pilates da mamãe. Fomos indo de boa e quando estávamos chegando no supermercado.... ela de novo! Corre que tá chovendo. Quando saímos de manhã prometia um dia até bonito. Enrolamos no super o quanto podíamos e nada da chuva parar. Quando ela deu uma amenizada voltamos rapidinhos mas mesmo assim todos encharcadinhos. Mas chegamos e corri pro banho tirar essa roupa molhada. Depois de curtir uma preguiça resolvi dar uma volta e meu carrapatinho (mamãe) veio junto. Achamos uma loja de produtos naturais aberta, depois demos uma volta pela rua de trás, passamos pelo supermercado de novo e terminamos chegamos em casa de novo. Bora descansar que amanhã tem mais!

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Publicado por Akemi Nomura 12:40 Arquivado em Itália Comentários (0)

Montalcino x Pienza

semi-overcast 26 °C

Bom dia! Geral acordou cedo por aqui. Hoje a caminhada não foi solitária. Fomos até a padaria porque não tinha pão pra galera do pão. Irmã pediu usando todo seu italiano do google translator, hehe. Na brincadeira a gente tá aprendendo um monte de expressão em italiano. Nada como ter a rotina de um local. A padaria fica na Porta de Camollia que é coisa de uns dez minutos daqui. Só que a volta tem bastante escada pra subir então não era uma caminhadinha de vinte minutos simplesmente. Deu pra cansar um pouquinho.

Hoje o tempo não estava lá essas coisas. Não estava frio mas a chuva dava ideia de que ia ameaçar o tempo inteiro. Saímos mais tarde hoje porque tínhamos horário marcado na vinícola. Montalcino é a terra do famoso Brunello. Fica a cerca de 53 minutos de Siena. Uma opção era a Biondi Santi, mas ali a visita incluía a degustação e a gente resolveu escolher uma que pagasse a parte pois a ideia era só tomar uma taça mesmo. Então fomos na Fattoria Dei Barbi.

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Essa vinicola é de propriedade da família Colombini. A visita dura cerca de 40 minutos onde a moça explica todo processo de produção do vinho. O vinho tem uma certificação de garantia de qualidade e vendo todo processo você entende porque ele é caro. O Brunello é feito de uma variedade da uva Sangiovesi. Na Toscana ela se distingue em duas grandes famílias: a Sangiovese Piccolo usadas em grande parte da região e a Sangiovese Grosso, que compreende entre outras variedades a uva Brunello, somente produzida na região de Montalcino. Então, difícil detalhar toda explicação mas a visita foi bem legal e pra quem gosta ainda pode degustar o vinho no final a la carte.

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Saindo da vinícola fomos almoçar no Boccon DiVino. É um restaurante na entrada da cidade. É mais sofisticadinho, um pouco mais caro mas nada absurdo. Ou melhor, depois que vi o tamanho do meu prato eu mudei de ideia, haha. Eu tive uma crise de riso com meus três raviolis, hahahaha. Mas vamos pensar assim, a vista de lá era linda!

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Voltamos então para o gelato em Montalcino. A cidade era simpática e bem bonitinha. Vazia, é verdade. Mas isso não me surpreende. Quando vim nessa região em 2013 parecia que só tinha eu em Montepulciano. Voltando pra Montalcino, descemos pra praça principal e paramos no gelato. Mas, na boa, não crie expectativas depois de passar por San Gimignano. Óbvio que os gelatos são bons, mas depois da Dondoli as referências mudam.

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Subindo a praça voltamos pra rua principal que toda cidadezinha medieval tem. É assim aqui, na Espanha, em Portugal, na França, e e everywhere.... aqui tinha um pouco mais de gente. No final tinha a fortaleza de Montalcino. Ah, quer uma dica? Tem um parcheggio do lado da fortaleza. Evita a escadaria que a gente pegou na entrada. Entramos na fortaleza e tinha como subir nos muros, então.... a gente sobe.... paga cinco euros e fomos ter a vista lá de cima. Ah, aqui na fortaleza tem banheiro publico gratuito, ok?

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Voltamos e pegamos a estradinha para Pienza. A estrada é muito charmosa. A gente teve que dar umas paradinhas porque realmente a paisagem da Toscana é muito peculiar. As casinhas isoladas cercadas de arvorezinhas. Coisa linda!

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Chegamos em Pienza e a pequena cidade estava mais movimentada. Pienza é famosa pelo queijo pecorino. E seguindo o roteiro o legal aqui era andar pela ruazinha principal, entrar nas lojinhas, comprar uns temperinhos, enfim, dar um rolê. Na saída paramos para o gelato de número 478 e seguimos pra casa pra descansar um pouco.

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Cheguei a dormir no carro. E pouco antes das 19h chegamos em casa. Nossa janta hoje foi salada com proteína. De resto, pesquisamos mais umas coisinhas pra fazer nos dias seguintes e descansamos! Amanhã cedo vou decidir o que fazer porque vai depender da previsão do tempo. Esse fim de semana vai ter chuva, então vamos tentar fugir dela. Roteiro flexível serve pra isso...

Publicado por Akemi Nomura 12:41 Arquivado em Itália Comentários (0)

Monterigionni x San Gimignano

sunny 32 °C

Bom dia Siena! Foi nossa primeira noite em Siena e dormi que nem um bebê gordo. Acordei 6h30 mas com a sensação de ter dormido umas quinze horas. Coisa boa! Como ninguém levantava resolvi trocar de roupa e ir dar uma caminhada. Nem fui longe, fui até uma das portas da cidade que tem aqui perto mas não tem nada especial ali. Só a porta mesmo. A cidade estava amanhecendo e começava a ganhar movimento ainda. Isso era pouco antes das 8h. Chegando perto do apartamento tinha as escadas que subi correndo pra dar aquela acelerada no metabolismo. Em tese estava 17 graus lá fora mas eu cheguei suando.

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Voltei e já tinha movimento em casa. Claro que mamãe reclamou de eu não ter levado ela. Normal! Fui tomar banho pra tomar café. Harumi também estava acordada então tomamos café juntas. Okis acordou mais tarde. E o café da manhã foi digno de palmas: café sem açúcar, ovo cozido e iogurte sem açúcar. Termogênico e proteinado! Parabéns pra mim, haha. Depois que Okis levantou, tomou café, todo mundo pronto, partiu Toscana.

Paramos primeiro em Monteriggioni, uma cidade muralhada que fica a 16km de casa. Mas antes vale a pena falar da Via Francigena. Já ouviu aquela frase que todos os caminhos levam à Roma? Pois é, a Via Francigena é um desses caminhos. É uma rota de peregrinos entre a França e Roma, daí veio o nome Francigena. Mas consideram que o ponto inicial é de bem mais longe, na Catedral da cidade inglesa de Canterbury. Assim, a rota passa pela Inglaterra, França, Suíça e Itália. No período medieval era uma rota importante para os peregrinos visitarem a Santa Sé e os túmulos de Pedro e Paulo.

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Taí a maledeta placa da zona proibida logo na entrada de Monteriogionni. Aqui era meio óbvio que não ia poder entrar de carro mas nas cidades maiores toda hora a gente erra por conta disso.

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Voltamos à Monterioggioni. A construção da cidade começou em 1213 com objetivo de ser um posto militar pra defender a fronteira de Siena contra os ataques de Florença. Fica bem próximo à estrada e chama atenção suas muralhas intactas. A cidade mantém praticamente a mesma estrutura da época em que foi construída. Monterioggioni foi citada assim na Divina Comédia de Dante: “sobre o muro arredondado, Monteriggioni é coroada por torres, então na margem infernal que o fosso circunda, guerreavam os terríveis gigantes, apenas com a metade de seu corpo encouraçado".

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Encontramos um brasileiro chegando de bike por uma das portas. Ele está fazendo a Via Francigena desde a Suíça, cerca de 1100km. É muita paixão por bike, nénom? A cidade é minúscula mas exatamente isso é seu charme peculiar. Pouquíssimas casas, um ou outro restaurante, loja ou café. Subir em suas muralhas é interessante para ver o entorno da região. Vale a pena dar aquela paradinha!

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Já começava a bater uma fominha quando decidimos ir para San Gimignano. Era coisa de 25 km dali. Chegar lá foi fácil, difícil foi achar lugar pra estacionar. Passamos pelo Parcheggio 1 e 2 e estavam cheios. Fomos no 3 e 4 e também estavam cheios. Irmã insistiu mais um pouquinho e quando retornamos deixaram entrar no 3 e 4. Quer dizer, deixaram ir até a entrada. Chegamos lá e estava cheio. Tivemos que esperar sair umas pessoas saírem pra conseguir entrar no Parcheggio. Mas nem demorou muito e estacionamos. Fomos direto no restaurante almoçar. A escolha dessa vez foi pelo google maps. Sério! Chegando lá parecia deserto. Mas resolvemos entrar. Era mais “fancy” e o cardápio um pouquinho acima do que nós pagamos nos demais. Mas a comida era mais sofisticada e de ótima qualidade. O restaurante chama Il Cepo. Aprovado!

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Hora de.... gelato!!!! San Gimignano é famosa por seus gelatos. E a gelateria Dondoli adquiriu fama por já ter conquistado o posto de melhor gelato do mundo algumas vezes. Hoje não sei se é o melhor, mas que a Dondoli soube capitalizar a fama, ah, isso soube. A fila ali é constante! Coisa absurda! Não para nunca e olha que o atendimento é rápido. O preço é de mercado, ou seja, não é abusivo. E o gelato de pistache!!!! Ahhhhh!!!! Sobrenatural!!!! Cada uma com seu gelato, agora sim vamos dar uma volta em San Gimignano.

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Dar uma volta nessas cidades medievais é uma delícia. Você não se apega a lugares pontuais, você simplesmente anda degustando o movimento, as lojas, restaurantes, pessoas.... em um canto ou outro uma bela vista da região. Inclusive num desses pontos panorâmicos tinha uma enoteca muito legal com uma vista sensacional. Só que eu esqueci o nome agora. Deve ser porque eu não bebo vinho. Se fosso chocolateria eu lembrava, haha.

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Voltando pro lado da praça da igreja passamos de novo pela Piazza della Cisterna onde estava a Dondoli.... Aí já viu né? Bom, meu café da manhã foi fit, meu almoço foi fit, não estou sedentária então... me deixa ser feliz! Depois eu volto a ser fit de novo. Eu, irmã e mamãe fomos pro segundo round. Okis resolveu pedir dessa vez o top dos tops, pistache. E fomos sentar na escada da igreja pra ficar de bobeira. Inclusive presenciamos a chegada de uma noiva. Foi interessante ver ela saindo do carro e dezenas (quiça centenas) de turistas olhando, se aproximando e batendo palmas quando ela desceu do carro.

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Depois de um tempo mamãe foi andar e eu fui dar uma volta com ela. Andamos por uns cantinhos na cidade diferentes. Tiramos várias fotinhas. Depois fomos encontrar os dois pra seguirmos em frente. Fomos andando pela rua principal, aquela ruazinha movimentada que toda cidadezinha medieval tem. Gosto dessa vibe. Achei uma gracinha a cidade!

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Fomos pro estacionamento, pagamos e pegamos estrada de volta pro nosso QG: Siena. Fomos direto no supermercado, o Coop da estação. Era maior e com mais opções do que o perto de casa. Reabastecemos e voltamos pra casa. O calor que fez hoje deixou a gente bem acabadinho, viu? Mas foi um dia proveitoso em duas cidades bem legais.

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Depois daquele momento relax jantamos em casa mesmo. Tirando o gelato o dia foi bem saudável. Café da manhã com ovo, café e iogurte sem açúcar. Almoço foi frango com salada. No fim da tarde melancia e na janta frango com salada again. Tentando manter as rédeas pra poder desfrutar do gelatinho, afinal, estamos na Itália.

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