Um blog do Travellerspoint

México

Cancun

"Life is lost in dreaming, dreaming is lost in becoming"

semi-overcast 24 °C
Visualizar 2014 México no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Hoje é o dia do destino que deve ser um dos top ten da CVC (Gezuis me ajuda): Cancun. Bom, já li o suficiente a respeito pra perceber que Cancun é uma espécie de Palm Beach maior. Palm Beach fica em Aruba, mas dá pra fazer muita coisa a pé. Já Cancun, ouvi dizer que é tudo muito longe. Então hoje o ônibus da ADO vai ser abolido. Já reservei um carro na Alamo por um dia, por US$50, mesmo preço de Cozumel. Mais um seguro total pra eu ficar em paz e tudo certo.

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Já fui avisada que Cancun não deve ser o meu número. Por ser tudo longe, você acaba ficando dentro de resort e fazendo aqueles passeiozinhos mequetrefes. Como estarei motorizada, vou tentar conhecer algumas praias bonitas pelo menos. O bom de ir com baixa expectativa é ter a chance de me surpreender. Vamos ver...

8h da manhã, hora de pegar o carro. A Alamo fica uns 20m do hotel. Diz o cara que dá pra chegar sem gps... Aiaiai... Parece fácil mesmo, mas dirigir por instinto no exterior me assusta um pouco. Enfim, seja o que Deus quiser! O bom de ser criada na praia foi aprender a me orientar pela posição do sol, das estrelas, da Serra do Mar, ops, aqui não tem Serra do Mar... Enfim, um sol basta, é só o tempo não estar nublado, senão ferrou, hahahaha. Se bem que, no pior dos casos, eu chego nos Estados Unidos... #menomale

Aqui eles tem um esquema estranho de combustível. Sempre que eu alugo carro, recebo com tanque cheio e devolvo com tanque cheio. Mas aqui não. Você devolve como receber. Se receber meio tanque, devolve meio tanque. Se receber um pouco mais que meio tanque, devolve um pouco mais que meio tanque. E assim vai. Achei ruim isso, como abastecer pra entregar com "um pouco mais de meio tanque"? Enfim...

O carro era um Gol sedã, com ar condicionado. Peguei o carro no estacionamento da Alamo, na esquina da Calle 6 com a Avenida 15. Tipo, duas quadras do hotel. Aí era só seguir a Calle 6 até a carretera federal. Ali não tem erro, segue em frente que cai em Cancun. Chegando no entrocamento pro aeroporto, tem a placa de indica a Zona hoteleira. Segue ali e pronto, lá está o balneário de Cancun no seu formato de um 7.

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Com 23km de extensão, Cancun é o maior e mais famoso balneário do México. Dizem ser até o maior balneário do Caribe. Até 1970, Cancun não era nada. Hoje, movimenta milhões de turistas do mundo todo na sua imensa ponta de areia em forma de 7, onde fica a zona hoteleira. Com estilo americano, como outros balneários da Riviera Maia, Cancun reúne belíssimas praias e uma vasta cultura. As festas de Cancun são famosas e se arriscam a dizer que colocam as noites de Las Vegas no chão.

O começo foi por baixo, na altura do km 23 do balneário. Ali não tem erro, pode-se dizer que existe apenas uma Avenida, o Boulevard Kukulcán. Salvo raras ruelas paralelas, é a única opção. E o começo foi como eu previa. Vários resorts enormes com poucas opções fora dele. Aí eu fui em busca das praias. Achei toda Riviera Maia bem sinalizada. Tinha indicação de todas as praias acessíveis. Mas é bom falar que todas as praias de Cancun são públicas, porém os resorts fecham boa parte dos acessos. Aí pra achar essas ruelas de acesso fica difícil, mas não impossível. Também é bom falar que hoje o vento estava muito forte, o que deixou o mar agitado. Não sei se é sempre assim ou só em dias de grande ventania. Enfim, vamos às praias (sem detalhes muito técnicos, só minha humilde opinião).

A primeira parada foi em Playa Delfines. Fácil pra estacionar, pelo menos na hora que chegamos, eram umas 9h. A extensão de areia era bem grande. Areia branca, fofa, várias palapas espalhadas, mas sem cadeiras. Tinham umas cadeiras amarradas, acho que iam chegar pra alugar ainda, sei lá. Tem banheiro, porém não vi lugares para comer ou coisa assim. É uma praia pouco claustrofóbica, porque não tem resorts fechando a área. A vista de Cancun é fenomenal e a água é de um azul claro e uma transparência de babar. Se eu não estivesse mal acostumada com os beach clubs eu até ficaria aqui (culpa da Mariana, rsrsrs). Mas eu estou de férias, quero gente me servindo, hehehe... Ah, o mar estava bem forte, com bandeira vermelha. Se tem uma coisa que eu respeito é mar bravo. Se tiver uma corrente rip ali já era (aposto que muita gente nem sabe o que é corrente rip, ou rip curl). Como uma boa caiçara eu sei que o mar é muito maior e mais forte que eu...

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A segunda parada foi a Playa Marlin. O acesso é uma ruela entre dois resorts. Fica atrás do Kukulcán Plaza (um shopping) e tem um local esquisito de estacionar. Depois que eu me tocaria que dava pra estacionar no shopping. Achei a estrutura fraca, sem muitas opções. A água é como Delfines, azul bebê e uma transparência de babar. Aliás, acho que toda costa é assim. E como Delfines, o mar estava bem agitado também, com bandeira vermelha. Então, vamos respeitar...

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Terceira parada, Playa Chac Mool. Que nome estranho... Essa praia fica no coração da Zona Hoteleira, perto do fervo. O acesso é entre dois resorts, muito bem sinalizada. Mas tem pouca vaga de estacionamento. Como é perto do fervo, se chegar tarde não tem onde parar. Estrutura quase nenhuma, essa praia foi feita pra galera do resort ir dar um mergulho e voltar pra piscina. Se bem que eu acho que nem eram resorts, eram edifícios comuns mesmo. Deve ser por isso a falta de estrutura, os resorts colocariam umas cadeiras e umas palapas para os hóspedes. Segue o mesmo padrão das anteriores, areia branca, água azul bebê, mar bravo e bandeira vermelha.

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Eu já estava ficando meio conformada que eu não ia ter Beach Club aqui em Cancun. Aí eu fui dirigindo até a parte de cima do 7, pensei em parar em Playa Tortugas, que fica do lado do outro ferry que vai pra Isla Mujeres. Mas aí o cara do ferry me falou que o mar estava super agitado e com bandeira vermelha. Ele até disse pra eu deixar o carro e ir conhecer a praia, mas desisti. Resolvi voltar...

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Peguei a Boulevard Kukulcán, passei por uma área cheia de lojas, restaurantes e centro comerciais que eu achei bem legal. Aí eu vi a guitarra do Hard Rock na entrada de um centro comercial. Fui me infiltrando com o carro até achar o estacionamento. No pior dos casos ali teria banheiro, hehe. Dei uma volta e fomos saindo do centro comercial a pé. Tinha uns 4 Máscaras na frente da Coco Bongo. Quando eu dei por mim, vi uma ruela lateral de acesso à praia. Bingo! Era a Playa Gaivota Azul.

Meio sem querer vi uma praia do mesmo estilo das anteriores, porém com um mar não tão forte e com bandeira amarela. E pra tornar meu dia melhor, dois beach clubs, um do lado do outro. O da direita, na frente do Hard Rock, cobrava MN$100 pra entrar. O da esquerda cobrava MN$300 de consumação mínima por pessoa. Fui no da esquerda mesmo. Chamava Mandala Beach Club. E meu dia foi assim:

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O mar é impressionante, pelo menos nesse ponto. Você anda horrores e a água não passa da bunda, ops, do bumbum. E como estava agitadinho, tinha que andar horrores pra passar pelo ponto de quebra das ondas. E como vira e mexe vinha uma onda grande, tinha que prestar atenção pra não levar um caldo. Enfim, estava ótimo. A transparência da água me impressionou muito. Aí, viu como é bom não criar expectativas?

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Bom, depois de tanta luta eu adormeci na cadeira, semi coberta pra proteger meu lado direito já esturricado do sol de ontem. Até que um infeliz de um garçom me chamou: "señorita, señorita, el pescado...". Nããããooooo, o pescado não era meu!!!! Inferno!!!! O sol foi encoberto pelas nuvens, eu achei até bom. Começou cair umas gotinhas de água, eu achei refrescante. Então às 14h30 ela chegou com força... Pega tudo e sai correndo pra baixo da palapa. Eu até não correria se na minha bolsa não tivesse ipad, iphone, câmera...

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Ok, hora de ir embora. Já estava mais que suficiente. E a chuva não ia parar mesmo. Então, vamos conhecer a Cancun das compras. O estacionamento do centro comercial que eu parei custou MN$30 por 4 horas. Barato, né? Aí dei a volta e a idéia era ir para o La Isla. Falam que é o shopping mais legal da região, lojas conhecidas, clima agradável, aberto estilo outlet de Orlando. Mas estava chovendo... Do lado tinha o Boutique Palacio, com lojas como Louis Vuitton, Prada, Gucci, e eu com saída de praia, hahahaha. Fui pro Kukulcán Plaza mesmo. Um monte de loja desconhecida, hahahaha. Sério, ainda bem que não estava na vibe de compras. Mas na vibe de comer... Adivinha aonde?

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16h30, hora de voltar pra Playa. Tentar não pegar estrada à noite. Tentar... Nem sempre é conseguir, rsrs. A chuva ficou forte, limpador de pára brisa no máximo, velocidade reduzida e seguindo placas, sem gps. Sem emoção não tem graça. Parabéns aos mexicanos pela sinalização. Deu tudo certo! Ainda consegui achar a rua que eu peguei o carro. Eu sou fantástica mesmo, viajar comigo deve ser tudo de bom, hahahaha...

Chovia em Playa del Carmen. Não o suficiente pra impedir um Häagen Dazs. Nosso amigo Abílio estava lá para nos atender. O lance foi ficar batendo papo com o pessoal da Häagen-Dazs e aprendendo um pouco com eles sobre culinária mexicana. Um tempurá de pescado no Fusion e boa noite!

Bom, vamos a minha opinião. Eu surpreendentemente gostei de Cancun. Se fosse ficar lá, ficaria na altura do km 10, perto do fervo. Lá pelo km 18 você fica isolado no resort. Aí eu não curto não. A água transparente me impressionou (não sei como eu ainda me impressiono). O atendimento é muito bom, e, pelo pouco que eu vi, os souvenirs são mais baratos. De negativo, achei que tem pouco beach club, a comida no beach club é cara e falta a animação típica da 5ª Avenida de Playa. Ainda fico com Playa por ser mais a minha cara, e por ser mais centralizada, mais fácil de chegar nos outros lugares da Riviera Maia.

Um beijo para você que poderia estar aqui e não quis... Hehehehe #malvada

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Pra terminar, no clima do Hard Rock, o lindo do Bon Jovi com "It's my life":

Publicado por Akemi Nomura 20:09 Arquivado em México Comentários (1)

Playa del Carmen - dia 2

Além do horizonte

sunny 25 °C
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Então, preciso contar uma coisa. Ontem à noite, caminhando pelas lojinhas, descobri que de 14/11 a 17/11 é o que os mexicanos chamam de "buen fin". É um "fim de semanão", digamos assim, com descontos em todo o México. Uma espécie de "black friday". Aí, eu caí na bobeira de entrar numa loja de óculos. Aí eu vacilei e vi um óculos da Michael Kors. Aí o óculos olhou para mim, eu olhei para o óculos... Não teve jeito, rolou um sentimento. Aí vendedora me falou que tinha 20% de desconto e tax back. Aí lascou! Pra piorar a situação eu lembrei que foi meu aniversário... Aí juntou tudo, olha o resultado...

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Ontem foi um dia de caminhada intensa. Primeiro na zona arqueológica e à noite na 5ª Avenida. E estava bombando. Fomos até a calle 22, eu acho. Nem lembro. O duro é que tinha que voltar. Eu imagino isso aqui na alta temporada. Tem pra todos os gostos.

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Hoje foi o dia dela: Playa del Carmen. Sério, essas viagenzinhas todos os dias estavam me cansando. E como a previsão era tempo bom pra hoje, eu achei justo ser um dia de Playa del Carmen. Se chover depois, tudo bem, já fiz tanta coisa legal que já valeu a pena. São Pedro colaborou na medida do possível. Se bem que, sendo o final da época de furacões, não posso reclamar de nada. Estadia barata, sem muvuca demais, bom atendimento... Hoje meu dia começou às 7h da manhã assim:

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Playa del Carmen era uma antiga vila de pescadores. Na era pré-colombiana, Playa del Carmen chamava-se Xaman Há (Água do Norte no idioma maia) e era o ponto de partida dos maias em peregrinação ao santuário de Ixchel na ilha de Cozumel. O primeiro povoado moderno data do início do século XX quando ali se fixou uma comunidade de pescadores e produtores de coqueiros. Até meados dos anos 80, Playa del Carmen era uma pequena povoação com menos de 1500 habitantes, mas atualmente conta com mais de 100 mil habitantes e uma estrutura de turismo excelente, pra não dizer perfeita. Essa parte da praia é na altura do início da 5ª Avenida. Uma tranquilidade só. Na segunda foto, o Fusion.

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Gringo é um ser estranho mesmo. A mulherada trás um segundo traje de banho pra trocar depois que sai do mar pra não ficar molhada. Troço de doido. O Fusion só pecou no ponto de só servir entradas a partir das 11h. Tava bem a fim de um pescado empanado. Fazer o quê? Eu espero! Enquanto isso, um mergulho nesse mar mais ou menos.

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Eu cresci perto de uma vila de pescadores. Tenho vaga lembrança, de quando criança, ter "ajudado" a puxar rede. Lembro do seu Ademar, ou o "So Demar", indo levar peixe fresco lá em casa. Lembro que uma vez, quando já grande, estava caminhando no calçadão passando pela vila dos pescadores e So Demar estava lá. Ele comentou comigo que o mar não estava pra peixe naquele dia. Perguntei porque e ele respondeu que como o mar estava muito remexido, deixava a água turva que afastava os peixes. Eu, que sempre tinha ouvido essa expressão, pela primeira vez tinha me deparado com seu significado real. Bom, tudo isso pra falar que hoje aqui em Playa, o mar não está pra peixe. Mas mesmo assim...

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Hmmmm, tempurá de pescado delicioso. E o dia vai seguindo assim, mar, beach club, comidinhas, bebidinhas e wifi. Pra quê mais? Quando eu entro no mar eu gosto de ir bem pro fundo. Mas, eu não gosto de ser a que está mais no fundo, olha que louca! Sei lá, sempre acho que se vier um tubarão eu não vou ser a primeira, hahaha... E vou indo nessa vidinha mais ou menos. E ainda dizem que sou louca, que viajo demais.... Vai entender!!!!

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Foi bom que eu fiquei procurando informações de Cancun. E finalmente achei um site que falava das praias de Cancun. A maioria é cara de pau o suficiente pra falar que praia de Cancun é Playa del Carmen, Tulum, Cozumel... Os sites de agência de viagem são mestres nisso. Um dos blogs que eu comecei a ler, quando a menina falou que fechou a viagem pela CVC, eu parei ali. Ela não vai saber informar o que eu quero. Às 16h eles recolhem as "camas" pra transformar o beach club num bar na areia. Fecha-se o turno, hora de ir tomar banho. Foram 9h de praia, tá bom? Branquelos de plantão, já aviso, vocês não aguentam! Foi um dia típico pra caiçaras como eu!

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Post curto, nada mais a declarar. Daqui a pouco é ir pra 5ª Avenida. Fazer o quê? Sei lá! Talvez ir até a Calle 28, ver o que que rola... Já fui e já digo, vale a pena ficar até a calle 20. Depois começa a ficar repetitivo e desanimado. Pelo menos nessa época. Cheguei a entrar no shopping que tem lá na altura da calle 18, mas nada de especial. A janta foi no Señor Frogs, típico restaurante americano de comida mexicana. Fui me aventurar num wrap de frango com molho bbq, minha alma está ardendo até agora com a pimenta. Só restou caminhar e tomar häagen dazs pra terminar a noite. E assim foi entre mariachis, street dance, pítons (é, pítons, tinha uns caras oferecendo para tirar fotos com pítons, affff) e claro que eu me diverti horrores com os souvenirs engraçadinhos que tem aqui. As camisetas também. Mas não vou publicar pra não chocar ninguém, hahaha. Mentira, vou publicar só uma, mas que tem em todos os países e é bem light...

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Música do dia, só pode ser uma:

"Aproveitar a tarde sem pensar na vida
Andar despreocupado sem saber a hora de voltar
Bronzear o corpo todo sem censura
Gozar a liberdade de uma vida sem frescura"

Ouça bem a letra, só podia ser dele, Roberto Carlos...

Publicado por Akemi Nomura 19:05 Arquivado em México Comentários (1)

Cobá

Live and let die

semi-overcast 25 °C
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Outro dia eu estava lendo um blog que o cara falava das atrações em Cancun. Sério, não é pra rir: Playa del Carmen, Isla Mujeres, Cozumel, Tulum... Ah, pára vai... Quer dizer, além de informar mal, atesta que o melhor da Riviera Maia não é Cancun. Tsc, tsc, tsc, tsc, amadores... Hehehehe...

Eu queria muito ir pra Chichén Itzá. Primeiro porque é legal falar esse nome. Segundo porque é famoso. Terceiro porque é uma das 7 maravilhas do mundo moderno. Enfim... Mas leva mais de 3h pra chegar lá. Ah não, demais né? Aí lembrei do cara de Tulum falando sobre Cobá. Nunca tinha ouvido falar. Ele disse que Cobá é um sítio arqueológico descoberto mais recentemente que Chichén Itzá. E só os 5% que foram descobertos (literalmente) da mata por arqueólogos já torna essa região maior do que Chichén Itzá. Vamos a uma mini aula de história então.

"Cobá é uma grande cidade pré-colombiana em ruínas da civilização maia, localizada no Estado de Quintana Roo, Península de Iucatã no México. A maior parte da cidade foi construída em meados do período clássico da civilização maia, entre os anos de 500 e 900 da nossa era. Após 1000, a cidade perdeu importância política, ainda que pareça ter conservado a sua importância simbólica e ritual, que lhe permitiu recuperar certa hierarquia entre 1200 e 1500, quando se construíram diversos edifícios já dentro do estilo “costa oriental”.

Cobá tem como principal monumento a pirâmide de Nohoch Mul ou o “Castillo”, com 42 metros de altura. Podem ser encontradas estelas, ricamente trabalhadas em baixo relevo, do final do período clássico. Possui um observatório astronómico, um campo de jogos para o denominado jogo da bola e uma pirâmide pequena logo na entrada da zona arqueológica.

A cidade de Cobá governava um território importante e lutava contra a cidade Maia-Tolteca de Chichén Itzá. Cobá comercializava com as pequenas cidades maias da costa do Mar das Caraíbas tais como Xcaret, Xel-Há, Tankan e Tulum. A pirâmide de Cobá domina uma região de lagos. Uma via sagrada maia ou "sacbé" ligava-a à cidade de Yaxuna, em perfeita linha recta e com uma extensão de cerca de 100 Km.

No momento da consolidação do controle espanhol da península (cerca 1550 d.C.), Cobá encontrava-se totalmente desabitada, e só com a chegada dos célebres viajantes John Stephens e Frederick Catherwood em meados do século XIX, é que a cidade volta a ser mencionada."
Fonte: Cobá by Wikipedia

O ônibus da ADO, aado, cada um no seu quadrado, ops, não consegui evitar. Bom, o ônibus da ADO partiu às 8h. Chovia logo cedo, parou um pouco o suficiente para ir do hotel até o terminal de ônibus e mais tarde, já na estrada, começou a chover de novo. Normal, já era previsto. A viagem levou quase duas horas até Cobá. O ônibus parou a 200m da entrada da zona arqueológica. O tempo estava nublado, mas estável. Meu santo está forte ultimamente, não vai chover.

A entrada para as ruínas custa MN$59. Isso é cerca de R$12, barato né? Como lá é terra, se chovesse ia virar tudo barro. Foi até bom estar nublado porque a gente anda no meio da floresta fechada, eu já estava suando horrores por causa da umidade, imagina num sol rachando... Agora vou te falar, a tal da chapeuzinho vermelho era muito corajosa. Ia andando pela estrada afora no meio da mata e me senti um pouco desconfortável com isso. Sei lá, eu li sobre uns estudantes mexicanos que desapareceram, vai saber, no meio desse mato... Eu sou medrosa, admito!

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A região é dividida em três áreas. A opção foi seguir na direção da pirâmide grande, a maior pirâmide da civilização maia. Mentira, a opção foi seguir um pessoal porque eu não fazia ideia de onde eu estava, hehehe. Dá pra alugar umas bicicletas também, ou um táxi de bicicleta, se preferirem. Mas não, eu optei por ir andando. E ruínas foram aparecendo...

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Aí veio ela, a imponente pirâmide de 42 metros de altura. A maior da civilização maia. Dos sítios arqueológicos conhecidos, é a única que pode subir. Então, bora subir.... Só que não! Hahahahaha.... Nunca que a medrosa aqui ia fazer isso. Pior que tinha uma galera da terceira idade subindo, e eu? Aqui embaixo estava mais seguro. Se fosse mamãe, antes de eu piscar ela já estava lá em cima, hehehe. Mas tá bom, tô feliz.

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Voltando, rolou passar por outro grupo de pirâmides que existia lá dentro, que eu esqueci o nome. Aí tinha umas paradas bem legais também, o sol saía e deixava as pedrinhas mais claras. Bem no meio da mata, mó legal. Rolou até subir umas ruínas não tão altas. Só faltou o terceiro grupo, mas estava a 1km de distância, depois de tudo que eu andei, cansei. Fomos embora. Eu mal sabia que seria uma sábia decisão.

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Na saída já tem uma placa do ônibus da ADO. Não vou fazer a piadinha com a música, podexá. O lugar é um butequinho bem feio. Comprei a passagem ali e como ia demorar, resolvemos ir andando até a esquina que o ônibus parou para almoçar, numa remota esperança de ter wifi para entreter. E não é que tinha? Matando com a fome com tacos de frango, aprendi com o garçom o que eram aquelas caveirinhas que estão espalhadas por todos os lugares. Aqui no México se celebram o dia dos mortos. É como um Halloween, digamos. Celebram com comida e fazem um altar com fotos dos mortos. Tem até o festival de vida e morte.

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Foi só o prato chegar e começar a chover. Meu santo é forte mesmo! Choveu e parou umas cinco vezes. Sem exagero. Abria um solão, depois caía uma chuvona. Fiquei com dó da galera que estava no meio da lama. Tem um lago com crocodilo aqui do lado, mas diz o garçom que eles aparecem só no fim da tarde. Realmente, não vou ver os bichinhos. Hora de dar um passeio pela lojinhas enquanto o ônibus não vem. Depois, soninho no busão até chegar em Playa. Tá mó solão agora... Vale um sorvetinho!

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O duro é que o ônibus era só às 15h10. Tinham 3h para enrolar. Meu conselho é comprar a passagem de volta logo que chegar. Calcule no mínimo 2h na zona arqueológica. Se for nos 3 grupos umas 3h é o suficiente, a menos que pretenda filosofar sobre a existência dos maias no meio da floresta, certo? Depois de almoçar e enrolar horrores, o negócio é ficar no pé sujo esperando. Olha o naipe (detalhe do cidadão na cadeira do fundo):

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O ônibus chegou às 15h. Aí, foi apagar e chegar em Playa às 17h. Playa estava no ritmo "estou anoitecendo". Depois de umas pancadas de chuvas tentarem "enlamaçar" meu dia (era o pior que poderia acontecer), o tempo ficou limpo e firme. Quanto à Cobá eu gostei. A não ser que você seja aficcionado pela cultura maia, não vejo necessidade de ir até Chichén Itza. É muito tempo de viagem, mais de 7h dentro de um ônibus. Aliás, quem quer ver só um pouquinho, Tulum já está de bom tamanho. O legal de Cobá é que tem a maior das pirâmides maias, fica no meio de uma floresta fechada e pode subir, o que dá um clima muito legal. Mas tenha em mente que é um dia pra ir e voltar, mesmo Cobá. Até aquelas excursões mequetrefes que eles oferecem na rua leva um dia. Se não curte a parada, vá só para Tulum que tem a praia mais linda até agora. Se tiver tempo e quiser ver mais um pouco, vá para Cobá, mas só se tiver tempo. Agora, se tiver muuuuuito tempo, vá para Chichén Itza, ok? Fica a dica!

Só mais uma coisa que eu tenho observado nesses lugares. Quando se vê escrito informações turísticas ou similares, na grande maioria, são empresas de turismo tentando empurrar aqueles pacotinhos mequetrefes, tipo, pegadinha do Malandro, manja? Minha regra é: eu vou atrás do produto/serviço e não o contrário. Começou a oferecer algo na rua eu caio fora (a menos que eu queira muito, mas na maioria das vezes eu caio fora). Eles até que não enchem tanto, agradeço e se continuarem deixo falando sozinho. Eles não são que nem os chatos dos colombianos que vão atrás.

Agora, é noite em Playa! E o Fusion é o canal. Pra pegar mesa na areia tem que chegar cedo. Eu ainda consigo, mas hoje vai na mesa de dentro mesmo. Quer sentir a vibe do lugar?

Saindo daqui é compras e bate perna. Amanhã é outro dia e eu não tenho ideia do que fazer. Se alguém estiver lendo e tiver uma sugestão me avise, senão amanhã eu decido. Música da noite? A banda tocou aqui no Fusion, Guns'n'Roses, gostam?

Agora esse vídeo é de antes do Axl se transformar nessa coisa bizarra...

P.S.: Pô, virou moda agora prender peixe grande em novembro quando eu não estou no Brasil?

Publicado por Akemi Nomura 20:14 Arquivado em México Comentários (0)

Isla Mujeres

semi-overcast 25 °C
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Depois que eu posto eu costumo ler pra corrigir umas falhas, outras eu fico com preguiça de corrigir. Mas eu estava vendo as fotos e digo uma coisa, acho que já disse antes: elas não condizem com a realidade. Portanto, se você achou o lugar bonito, acredite, é mais bonito ainda. Sei lá, me deu vontade de falar isso, hehe.

Bom dia sábado! Hoje é sábado, né? Tô meio perdida... Até umas 4h da manhã tinha barulho na rua. Não que me incomode, meu sono é pesado. Mas não troco uma manhã dormindo se posso passar uma manhã de praia no Caribe. Nem eram 7h da manhã e só tinham corredores e mexicanos na 5ª Avenida. Não deu tempo de comprar o ônibus das 7h, foi no das 7h30 mesmo.

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Em 1h o ônibus fez o trajeto até Cancun centro. Tinha lido em alguns lugares que se caminhasse até não sei onde dava pra pegar um ônibus. Ah não, né? Foi de táxi mesmo. O táxi aqui é tabelado, então pode ir tranquilo. A corrida saiu por MX$80. A passagem de ferry (é ferry... Deus me ajude), saiu por MX$146 ida e volta. Compra-se os dois juntos com horário livre. Optei pela parte de cima, precisava de um ventinho pra não passar mal de novo. Era mais perto, em 20 minutos o ferry chegava em Isla Mujeres.

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Sabe porque Isla Mujeres tem esse nome? No período Pré-Colombiano, a ilha era sagrada para a deusa lunar Ixchel, dos Maias. Quando os Espanhóis chegaram à ilha no século XVI deram-lhe o nome de "Isla Mujeres" (Ilha das Mulheres) devido às muitas figuras de culto dessa deusa na ilha.

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É uma ilha pequena. A modinha aqui é alugar carrinho de golfe, foi o que eu fiz. Muitos moradores tem carrinho de golfe para uso próprio. Primeiro desviei de um monte de gente me oferecendo passeios e afins, eles me irritam. Mais na frente um cara veio me oferecer o carrinho de golfe. Falei que achava caro e ele insistiu um pouco. Nessa hora normalmente eu deixo falando sozinho e vou embora, mas como eu queria brincar com o carrinho perguntei por quanto ele fazia. Negociei por MX$450 o dia todo. O preço normal é MX$550. Meu Pai, como eu dirijo mal carrinho de golfe. Eu lembro da Cynthia e da Vere dirigindo nos jardins de Versailles. A Cynthia ia bem, a Vere era péssima (quase derrubou o carrinho no lago, hahahaha). Só que eu consigo ser pior, rsrsrs, com o agravante de dirigir no meio dos carros. Sério, eu admito, sou um perigo dirigindo esse negócio. Até avisava os gringos na rua: "Be carefull, I'm dangerous". E os gringos davam risada. Não tinham noção do perigo... Hehehe...

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Paramos primeiro na Playa Norte. É a praia movimentada da ilha. Areias brancas, águas esverdeadas e claras. Pontos negativos: muita alga (sempre tenho um mini ataque histérico quando uma encosta no meu pé), eles cobram pelas cadeiras e guarda-sol, comida cara e água não tão transparente (mas chamar de turva também é um exagero). Digamos que é uma Palm Beach menor e com alga. Conhece Palm Beach? Não? Em Aruba! Não mesmo? Só lamento... Hehehe... Bom, cadeiras pagas, bora ficar na água até enrugar... As nuvens atrapalharam um pouco a vibe "Caribe de mar azul ensolarado", mas, e daí? Melhor estar aqui com nuvens do que em São Paulo com nuvens, como diria minha amiga Andrea, só que trocando nuvem por chuva, entendeu? Não? Deixa pra lá... Enfim, é fraquinha, olha só (percebe-se a minha infelicidade):

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Tem um parque aqui para quem quer nadar com tubarão. Tubarão pequenininho, sem graça. Até parece que é por isso que eu não vou, hehe. Parece que tem um lugar aqui chamado "Caverna dos Tubarões". É um rio subterrâneo que se une ao mar e atraem os tubarões que ficam meio que em transe na mistura de água doce e salgada. É só para mergulhadores profissionais e tem um alerta: "não tente acordar os tubarões"! Deve ter algum idiota que fez isso já...

Bom, aí o negócio foi dar a volta na ilha pra chegar no Dolphin Discoverer. Putz, tava em obra e eu dei a maior volta dirigindo loucamente pela cidade no meio dos carros e outros carrinhos de golfe. Que loucura! E não fui nadar com golfinho não, mas não podia deixar minha prima sem fazer isso, então eu fui acompanhando e curtindo a área vip do lugar, comida e bebida à vontade. Fui pagar de riiiiiica! E uma bebidinha fofa, que eu não sei o que tinha, na piscina de borda infinita vendo aqueles peixes enormes (entenda-se golfinhos), bem de longe. E assim foi minha tarde, como diz um meme famoso na internet: Like a boss!

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Na volta o trânsito estava mais intenso. E eu de carrinho de golfe no meio dos carros e até caminhões. Pra frente até que eu dirigia bem, mas pra trás tava um problema, hehe. Às vezes que eu tive que dar ré eu sinceramente me preocupei pela integridade física de terceiros, hahaha. Olha só um pouco do caminho:

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Aproveitei pra passar beirando o outro lado da ilha. Essa área o mar é bem forte, pouca faixa de areia, muitas pedras, pouco frequentada. Mas ainda com uma cor bonita mesmo que a foto não reproduza a realidade. Por fim, tinha que entregar o carrinho no centro. Quem falou que eu lembrava onde era? Fui indo devagar até ver um sujeito pulando do outro lado da rua. Tive que fazer uma curva de 180º pra chegar nele, nada grave, consegui fazer direto sem precisar dar ré, ufa, hehehe...

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O ferry saía de 30 em 30 minutos. Pegamos o das 17h30. Em 20 minutinhos sem passar mal dessa vez e chegamos em Puerto Juarez. O táxi foi MX$80, tabelado conforme já falei e o ônibus custou MX$58 e levou 1h20. Rolou um trânsito em algum lugar que eu não sei onde era. Aí, olha só, quando eu falei que o dia estava com muitas nuvens com o sol vindo e voltando, isso diminuiu minha empolgação. Mas quando cheguei em Playa e vi que tinha chovido fiquei feliz. Sem querer, atirei no escuro e acertei na mosca. Agora um bom banho e a noite é em Playa...

O que eu achei de Isla Mujeres? É o mais rústico de todos até agora. Não chega a ser San Andres, passou longe, mas é o lugar com menos opções até agora. A Playa Norte é linda, li em blogs que é bom pra mergulhador. O golfinho é mais barato que no Xcaret. O atendimento é muito bom. Os mexicanos não são chatos como os colombianos. Isla tem mais cara de vila de pescadores. Tem uma estrutura mínima, mas por enquanto fico entre Playa del Carmen e Cozumel.

A música do dia foi tocada ao vivo na volta do ferry de Isla. Só que aqui, interpretada pelo fofo do Luis Miguel:

Publicado por Akemi Nomura 19:18 Arquivado em México Comentários (2)

Tulum e Playa del Carmen

Cultura, lazer e uma beleza descomunal

sunny 26 °C
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O legal de estar hospedada na 5ª Avenida é estar no meio do furdunço. O ruim de estar hospedado na 5ª Avenida é estar no meio do furdunço. Ontem à noite resolveram fazer uma festa embaixo da minha janela. Gente, depois de um dia cansativo indo de praia em praia em Cozumel, ainda tirei forças pra ir no Fusion (uma baladinha light, é verdade, mas baladinha), depois, só queria dormir. Na boa, se eu descubro onde esses p***** estão hospedados eu vou 7h da manhã fazer barulho embaixo da janela deles, ô se vou, hehehe.

Hoje eu caí na bobeira de ver a cotação do dólar. Gezuis me abana! Eu esperava estar esse valor ano que vem. Era melhor não ter olhado, ou melhor, melhor eu começar a contar o dólar como R$3. Vida de viajante é difícil. Tem que monitorar o tempo, o dólar, um saco. E tem gente que ainda tem inveja disso. Coitados, eles não sabem o trabalho que dá! Hahahaha....

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Alô baixa renda! Nas minhas incursões on line logo cedo descobri uma luz no fim do túnel para a chicken class. Eu confesso que eu não entendi nada, mas a matéria fala sobre "mais espaço para a classe econômica...", e isso soou como música para os meus ouvidos.

Mais uma vez Mari salvando minha falta de planejamento. Mari, olha só o papelzinho que você anotou tudo que eu precisava saber (ou quase tudo, porque o resto foi por whatsapp mesmo). Tá colado atrás do celular... Rsrsrs...

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O primeiro ônibus para Tulum saía às 8h. Cheguei às 7h30 lá no terminal da ADO. Nossa, está super perto do hotel, ainda bem. O ônibus da ADO até a zona arqueológica leva cerca de 1h pra percorrer seus 70 km. A primeira classe, uma espécie de ônibus executivo com ar condicionado, tem um fator muito importante: não balança. Sério, fiquei traumatizada com o ferry de ontem. Nossa, fiquei muito mal. Enfim, chegando na zona arqueológica (o ônibus para na frente) desça, atravesse a "carretera" e siga em frente. Cerca de 100m depois chega-se em um centrinho com restaurantes, souvenirs, etc, uma espécie de centro de apoio. Então, não é ali, é mais em frente. Se quiser comer algo, ir ao banheiro o momento é esse. Se estiver ok, siga em frente por uns 600m. Ali dá pra comprar a entrada por MX$59. Dali, é só seguir um caminho no meio do mato até a entrada da muralha.

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Tulum, ou "onde o sol nasce", de acordo com o guia que eu ouvi quando passava, é uma das jóias raras da civilização maia. É a única zona arqueológica na beira mar e fica em uma das melhores praias do México, o que a torna especialmente fotogênica. Tulum remonta ao ano de 564, e viveu seus momentos de glória por volta do ano 1000 d.C.. É uma cidade muralhada (já nem gosto disso, rsrs). A muralha é bem larga, e eu resolvi entrar pelo portão mais baixo. Tipo, até a Renatcheenha teria que abaixar a cabeça pra passar. A Ana talvez não, hehehe. Já a galera do 1,90m ia sofrer um pouco. Meu, que visual esse povo maia escolheu pra morar hein. Muito lindo! Um sol rachando logo cedo. Lugar muito legal, tipo, lembra o Palatino em Roma, só que com um mar de ficar babando. Bom, é uma parada muito louca, só vindo aqui pra acreditar nesse lugar. Quer saber mais? Procure no google, hehe. Tô com preguiça de procurar... Rsrsrs.

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O castelo, sua estrutura mais proeminente, fica numa parte alta com uma vista espetacular. Moravam bem esses índios mexicanos, hein. Parece ser o lugar mais fotografado da zona arqueológica. Também, com uma vista dessa... Chegue cedo e aproveite antes que encha. Toda a região ficou mais bonita com o dia que fez. Quem tem medo de furacão?

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Aí você pensa, será que esse povo não tomava banho de mar? Tá certo que só olhar pra esse mar é relaxante, mas ele chama pra um mergulho. Aí você acha uma plaquinha escrito: Acesso a la Playa. Pensa numa pessoa feliz? Tem uma escadaria pra descer, nada grave, o problema é na volta. Mas, e daí? Sair daqui sem mergulhar nesse mar não rola... Vamos ao sacrifício então! #SQN #beijinhonoombro

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Esses maias entendiam dos paranauê, viu? Todas as fotos acima, sem tratamento, sem filtro, sem photoshop, sem efeito. Sim, esse mar é assim, simplesmente perfeito... Eu diria que a realidade é mais perfeita ainda. Tem dois caminhos de saída, adivinha se eu não escolhi o que ia pela encosta? Essa eu tenho que admitir que ouvi um guia falando pro seu grupo, kkkkkkkk.

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Ok, estava bem feliz com meu dia, mas tava a fim de uma mordomia. Estava a fim de voltar pra Playa. Estava a fim de um beach club. Estava a fim de uma sombra. Mas o ônibus ia demorar. A ideia era ir comer alguma coisa. Que tal um taco de frango pra ficar no clima do México? Topas? E uma palleta mexicana no final...

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Chegando em Playa a ideia era ir direto pro Fusion. Ainda tenho que conhecer o Beach Club da Mari, mas esse é tão pertinho, não resisti. De quebra ainda fiz amizade com duas americanas que quando eu falei que era do Brasil elas não entendiam o que eu estava fazendo aqui. Se eu for tentar explicar, eu vou ter que denegrir meu país. Pra quê? Simplesmente falei que nós não temos esse azul...

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Nossa, rolou uma limonada, papas francesas e um belo cochilo. Viva Mexico! Até que rolou uma expulsão pra organizarem uma festa privada ali. Tudo bem, não guardo mágoas. Tá bom de tomar um bom banho e passear mais tarde. Claro, depois de um sorvetinho Häagen Dazs. Daí, partiu banho, um leve descanso e bate perna na 5ª Avenida. No caminho, um grupo de mariachis agitava a avenida. Tava um ritmo bem legal.

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Daí, comprinhas, caminhada, avenida cheia e coisas engraçadas.

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O boteco da noite foi escolhido pela música. Depois de passar por uma batucada estilo faculdade brasileira, tipo assim, tudo igual, terminar a noite com uma musiquinha gostosa é bom demais. Não que a letra reflita meu estado de espírito atual, mas que a melodia é boa, ah, isso é. O que fazer amanhã? Ah! Amanhã é outro dia...

Publicado por Akemi Nomura 18:40 Arquivado em México Comentários (1)

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