Um blog do Travellerspoint

Noruega

Oslo III

Hora de partir

sunny 12 °C
Visualizar 2012 Europa no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Hormônios no lugar, tudo em harmonia novamente. Nada como um dia após o outro, rs. Pois bem, antes de começar o dia de hoje, lembrei que esqueci de falar que ontem terminamos no supermercado. É sempre legal conhecer um supermercado, fazer uma coisa bem local. Ah tá, lembrei também que o banheiro do Parque Vigeland custou 5 coroas, e tem que ter moeda, senão, esquece!

Hoje o dia começou sem o vento de ontem, que foi traumatizante. Estava até gostoso o tempo, com blusa de lá e casaco claro. E fomos em direção ao palácio. No meio do caminho Laura não se sentiu bem e decidiu voltar para o hotel. Continuamos eu e Flávia o resto do dia. Chegamos no Palácio já com as forças limitadas. Há visitas guiadas ao palácio de 24 de junho até 13 de agosto. Bom, hoje são 15 de maio, então... rodamos!

Ficamos um pouco na frente do palácio onde nos deparamos com uma cena curiosa. Uma mulher, na faixa dos 50 anos, estava parada, estática, na frente de um dos guardas do palácio. Como essa cena se prolongou por um bom tempo, todo mundo estava olhando achando estranho. Até que vimos a movimentação do que pareciam ser seguranças do palácio que chamaram duas policias femininas que fizeram uma abordagem suave, e retiraram a mulher de lá. Num país sensível com a violência recente do atirador da Noruega, essa cena assusta um pouco.

Pois bem, continuando na frente do palácio, reparei numa bandeira vermelha com um leão desenhado. Dada a tradição de todas as casas reais, deduzi que essa bandeira indicaria a presença do rei no palácio. O que foi confirmado por uma senhora norueguesa que estava lá na frente. Ela também que nos explicou que os vários carros oficias que chegavam estavam com autoridades do alto escalão do governo. Ela disse que alguma reunião extraordinária deveria acontecer, pois o normal eram eles se reunirem na sexta. E como o Rei estava no palácio, ela disse que achava que poderia ser alguma troca de Ministro. Pra nossa surpresa, logo depois saiu a pé um senhor de terno acompanhado por uma mulher e outro homem de terno. A nossa amiga norueguesa nos disse que era o Primeiro-Ministro. Até assustei, achei corajoso ele sair assim, só com um segurança, sem proteção nenhuma mais. Mas foi simpático da parte dele ir até às crianças e tirar fotos. Até eu queria uma foto, só que ele foi embora logo depois, estava longe, então... paciência!

Bom, nossa amiga norueguesa nos contou eufórica do feriado nacional no dia 17 de maio. De acordo com a expressão que ela usou, era o dia da Liberdade. Também disse que, onde ela morou no norte do país, na próxima semana começaria a aparecer o famoso sol da meia noite. Como já tínhamos visto o sol das 23h, já estávamos satisfeitas, pelo menos por enquanto... rsrsrs.

Continuamos nossa jornada dando uma volta pelos jardins do palácio, posso falar? Achei “bege”. Isso mesmo, achei “bege”, sem graça, sem sal. Não vi nada especial lá, já conheci palácios bem mais legais...

A cena do dia foi a seguinte: tinha muita criança nas redondezas do palácio hoje. Não sei se era o clima ou algum motivo especial. A maioria usava aquele colete fluorescente. Em um dos grupos, dois pequenos que não deviam ter mais que 2 anos seguiam de mãos dadas na direção de uma pequena casa do lado do palácio, que pertencia ao complexo do palácio. E os pequenos seguiam felizes e sorridentes, até ultrapassarem a faixa permitida em que o guarda do palácio foi obrigado a sair de sua posição (mais ou menos) estática e intervir para que os dois pequenos meliantes retornassem ao local em que era permitido aos plebeus.

large_cena_do_dia.jpg

Pois bem, fomos almoçar no Akker Brygge. Essa é uma região de um antigo cais que foi revitalizada com a construção de prédios modernos, shoppings, escritórios e está em fase de conclusão uma mega galeria de arte. É mais ou menos o que foi feito em Puerto Madero, em Buanos Aires, só que em menores proporções. Puerto Madero é bem mais extenso e tem mais cara de Porto, aqui perdeu um pouco disso.

Já eram quase 13h, hpra de ir pro passeio de barco dos fiordes de Oslo. Olha só, no começo estava bem tranquilo e bem bonitinho, com as várias ilhazinhas com suas casinhas coloridas e suas baby´s houses, que eram casas próxima à água onde as pessoas se trocavam antes de ir mergulhar pois tinham vergonha de ir andando até a água de trajes de banho.. Eu me pergunto quem mergulhava nessa água gelada. Muita gente mora nas ilhas, sendo que algumas delas não têm nenhum tipo de comércio, ou seja, tem que sair de casa, pegar o barquinho pra ir às compras. Ah, no inverno parece que congela a água, aí não sei, devem ir patinando, sei lá, rs. Ainda bem que eu nasci num país tropical... Bom, deu para vermos as entradas dos fiordes bem de longe, o que foi meio decepcionante. O que deu pra ver foi bonito, mas esperávamos mais. Mas tudo bem, sempre existe a possibilidade de voltar.

Descendo do passeio de barco, era só ficar sem rumo andando pra cima e pra baixo da nossa querida rua de compras Karl Johans Gate. A rua é bacana, mas é curta, então a gente não tinha muita opção. Demos uma volta até a estação, eu nem falava mais nada, tão sem forças que eu estava. Buscamos mais alguns souvenirs, caaaros. Não sei porque eu fui inventar de converter as coisas aqui na Noruega. Dizem que a Dinamarca é cara também, mas como eu não convertia, não sofria... ahahahaha.,

Bom, depois de um fim de tarde na praça do Parlamento, com Wifi grátis, claro, resolvemos ir por volta das 19h jantar no Hard Rock Café. E por ali ficamos até às 20h, quando resolvemos ir dar outra volta na Ankker Brygge pois o dia estava colaborando, céu claro,sem vento, uma beleza. Da Anker Brygge, fui fazer o tira teima de escultura de uma mão na praça Cristiânia, em que indicava o lugar que o rei queria construir a cidade depois do incêndio. Exatamente onde tínhamos almoçado ontem, mas nós não vimos. Que ódio, ela estava lá... onde deveria... rsrsrsrs.,,

21h da noite, o centro vazio. Oslo é uma cidade simples. Não é uma cidade grande, poucos lugares são mais afastados, mas tem transporte fácil pra chegar. Não tem uma predominância de pessoas claras de olhos claros, como na Finlândia, por exemplo. Muitos imigrantes (encontramos com vários portugueses no caminho), inclusive um dos motivos do ataque do atirador da Noruega foi o fato do Primeiro Ministro permitir a entrada desses imigrantes no país, de acordo com nossa consultora norueguesa. Como em todo lugar do mundo, piriguete não sente frio. É uma cidade bem cara, tem que abrir a carteira mesmo. Também é uma cidade segura, claro que temos que tomar nossos cuidados básicos, mas é possível andar nas ruas com tranquilidade. O interior da Noruega deve ter muita coisa pra oferecer, talvez um dia, quem sabe... Por enquanto só posso dizer uma coisa: Missão Cumprida!!!!

Publicado por Akemi Nomura 23:30 Arquivado em Noruega Comentários (1)

Oslo II

Frio e vento

semi-overcast 10 °C
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O dia começou meio “tenso”, e o pior é que eu nem sei o que aconteceu. E demorou a desanuviar. Mas, seguindo os ensinamentos de uma grande amiga que agora está em Paris, não deixei que nada estragasse meu dia. E assim foi!

O dia começou feio, nublado e ameaçando chover. Um vento forte batia nas ruas. Foi difícil sair. O movimento foi ir andando até a estação de trem para fazer o turismo meio preguiçoso, ou seja, hop on hop off. Vamos confessar, estamos as 3 sem muitas forças para explorar pra valer, pegar tram ou ônibus de linha, decifrar mapas, etc.

Parece que antes das 10h a cidade não funciona. Quase nada estava aberto. Fomos tomar um café enquanto as coisas começavam a acordar. Fomos ao Tourist Information da estação comprar os bilhetes do hop on hop off (150 coroas norueguesas) e do passeio de barco nos fiordes de Oslo amanhã (250 coroas norueguesas).

Bilhetes comprados, nada de achar o lugar que passava o ônibus. Fomos andando no começo porque tudo era perto. Segundo a rua do Hotel Clarion, chegamos na Catedral de Oslo. Ali ocorreu o casamento real do príncipe herdeiro Haakon Magnus e Mette Merit em 2001. A Domkirke é de 1697. Ao redor da igreja, várias lojas e cafés. Não entramos na catedral, porque estava fechada. Mas amanhã espero poder entrar.

Continuando pela Karl Johans Gate, chegamos até o prédio do Parlamento. O prédio foi construído em 1861 em tijolo amarelo. É um prédio bonito, numa região bem agradável de se andar na cidade. O outro lado do Parlamento, está o Teatro Nacional, Em estilo barroco, o prédio do teatro não é tão grande, mas é super bonito. Também ali do lado está o Centro Nobel da Paz, um prédio de arquitetura simples, mas de notoriedade mundial.

Dali, ao invés de continuar na avenida e irmos ao Palácio, decidimos ir até a Prefeitura pois lá tinha um ponto de hop on hop off. O prédio da Prefeitura é um prédio mais moderno, construído em 1950. É aberto para visitação em parte dele onde se encontram afrescos bem bacanas nas paredes. Um vento frio e forte estava do lado do prédio, a sensação térmica devia estar baixíssima naquela hora. Ao sair, encontramos o ônibus e conhecemos o motorista, um português chamado Paulo. A moça que vendia o bilhete também era portuguesa, mas claro que a gente nem perguntou o nome dela. Rs.

Bom, decidimos dar um volta com o hop on hop off antes de pensar em qualquer coisa. Passamos por alguns pontos que já tínhamos ido à pé, até que no caminho decidimos descer no Parque Vigeland. É uma das principais atrações da Noruega. Fica longe do centro da cidade, mas vale à pena ir. O parque em si é muito bonito, as esculturas de Gustav Vigeland são bem legais, principalmente aquelas que simulam movimento. A entrada é gratuita e se no dia estiver ventando, proteja-se! Rsrsrs.

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Bom, seguindo o script, próxima parada, Museu do Navio Viking. A entrada custa 60 coroas norueguesas e eu posso dizer que gostei muito do museu. O museu exibe os 3 mais preservados navio viking do mundo, construídos em carvalho no século 9º. O Osebergskipet é o mais preservado dos 3. Cada um tem uma história. Eles seviram de esquife para homens e mulheres importantes dos reinos vikings, juntamente com escravos, cachorros, cavalos e comida. Tudo isso para facilitar sua jornada ao outro mundo.

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Saindo de lá, pegamos o hop on hop off de novo e fomos até a Fortaleza de Akershus. Ventava horrores nessa hora. Foi iniciada em 1299 e teve função militar até 1818. Fica bem na orla e dava pra ter uma ideia de como era o sistema de defesa da cidade. Restos mortais de 2 reis, Haakon VII e Olvao V estão no mausoléu da igreja. Achei o local bem legal, até ficaria mais se não estivesse tão cansada e não fosse 16h e a gente não tinha almoçado ainda. Então, fica a dica pra quem for, passe mais tempo lá, o lugar vale a pena. Lá dentro também estão o Castelo e o Museu da Resistência Norueguesa.

Saindo de lá, dado o horário, fizemos um lanche num boteco ali perto. Comemos tapas pela bagatela de 261 coroas norueguesas (R$84!!!!!). É, essa terra é cara mesmo. Esse negócio de ter outra moeda só dificulta pra gente ter noção de quanto está gastando. Se bem que tem hora que é melhor não ter ideia mesmo.... rsrsrsrs.

Bom, a região que nós almoçamos chamava Kvadraturen. Em 1624, um grande incêndio deixou Oslo em ruínas. Cristiano IV fundou uma cidade renascentista ao lado do castelo. Restam apenas umas casas do século 17. Na praça tem uma fonte com uma mão gigante com o dedo apontado, representa o momento que o rei disse: “A nova cidade ficará aí”. O engraçado foi que a gente comeu ali, olhou 200 vezes para aquela fonte e eu e a Laura não vimos a mão, mas a Flávia viu pela gente, rs.

Bom, terminado o passeio do dia, caminhamos na direção do centro, passando por diversas lojas e terminamos no cyber café da estação. No caminho de casa, parei numa lojinha pra comprar uma janta mais barata que as 261 coroas do almoço... rs.

Beijos, boa noite e até amanhã!

Publicado por Akemi Nomura 12:12 Arquivado em Noruega Comentários (0)

Oslo I

Mudança de cidade

semi-overcast 9 °C
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Chegamos no porto de Copenhague às 7h. Tomamos café no navio mesmo. E por lá ficamos enrolando um pouco, afinal, nosso voo para Oslo era só às 16h30. Até chamamos o Ambari para nos despedirmos e deixarmos nossa gorjetinha extra com ele, ele merece. Pois bem, saímos por volta das 9h do navio, pegamos um táxi e fomos até o nosso hotel em Copenhague, o hotel Absalom. Lá conseguimos deixar nossas malas e fomos caminhar um pouco na cidade.

Bom, é domingo e estava quase tudo fechado. Depois de colocarmos nossa vida digital em dia usando a internet wifi do hotel, fomos caminhar um pouquinho pro lado da Universidade onde resolvemos subir a torre do Observatório (não lembro o nome em dinamarquês agora). Pois bem, de lá, demos mais uma volta pela Stroget, entramos na Gammeltorv e passamos de novo em frente à universidade para almoçar no Riz Raz.

Fomos para o aeroporto depois de passar no hotel e pegar nossa bagagem de mão. Lá no aeroporto ainda encontramos com Amélia e Rogério para nos despedirmos. Eles iam para Paris e nós seguíamos para Oslo. Viajamos pela Norwegian. Achei o voo até que muito bom. Descemos em Oslo e fomos direto ver o trem. Resolvemos pegar o trem normal, pois a diferença era de 10 minutos e 90 coroas norueguesas, cerca de 13 euros. Jantamos lá no aeroporto mesmo e viemos para a cidade.

O trem é muito bom, mesmo sendo o normal (sem ser o expresso), era bem rápido e a distância até a cidade era longa. Descemos até a estação e viemos para o hotel. Bom, posso dizer que essa região é meio, digamos, "estranha", como toda região próxima à estação. Cuidados básicos e está tudo certo. As pessoas são meio esquisitinhas, nada de loiros de olhos azuis, por enquanto. Bom, chegando aqui ficamso sabendo que a gente está num hostel, e não hotel. Tivemos que alugar roupas de cama, toalhas, mas mesmo assim saiu super barato. Pela expectativa de hotel que a gente tinha foi meio frustrante, mas para um hostel achei bem bacana. Fora que a gente está num quarto super espaçoso, depois de 10 dias disputando espaço na cabine do navio.

Perfeito! Acomodadas, pouca bagagem, Oslo para mim só começa amanhã. Já são 21h40, o sono já está chegando. Amanhã eu faço um post decente com wifi gratuita e relativamente boa. Todas nós estamos super cansadas, mas temso que tirar força do além, afinal, em 3 dias um voo de volta ao Brasil nos aguarda.

PS.: Já tenho minha moedinha de coroa norueguesa.... (entendeu Marcos? Rs)

Publicado por Akemi Nomura 12:20 Arquivado em Noruega Comentários (0)

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