Um blog do Travellerspoint

Peru

Cusco - 1

Climatizando nas alturas

semi-overcast 15 °C
Visualizar 2017 Peru no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Quando eu digo que minha vida não é fácil as pessoas não acreditam. Gente, eu estou de férias e o alarme tocou às 3h da manhã. Aqui no Peru eles pedem para chegar 2h antes do voo. E como o transito aqui é meio caótico resolvemos sair cedo. O hotel chamou um táxi pra gente por preço fechado. Tinha Uber disponível esse horário, tá? Mas ia dar o mesmo preço do táxi, ou seja, 40 soles. Aí pegamos o táxi mesmo. Chegamos em 20 minutos mas levamos mais uns 20 até conseguir descer do carro. Fizemos o check in tranquilo, despachamos a mala e fomos fazer uma boquinha. Depois entramos pra esperar no portão.

Apaguei no voo. Passamos por belas montanhas cujos topos ainda estavam cobertos de gelo e em 1h25 estávamos pousando em Cusco. A Azuzena nos aguardava no estacionamento. Ela é esposa do Juan, o guia que eu contratei por email. Resolvi facilitar minha vida e peguei um guia particular. Ela nos deixou no hotel e deu umas dicas da cidade. Vamos ficar no hotel Esplendor Cusco. Não fica muito perto da Plaza de Armas mas eu achei bom. Esse hotel é novo e está muito bem cotado. Logo na recepção tinha chá de coca. Ele serve pra amenizar os efeitos do soroche, o mal da altitude. Em Cusco estamos a 3400m de altitude. Já tínhamos tomado a sorojchi, uma pílula que combate o mal estar causado pela altitude. No desembarque tinha folha de coca. Agora no hotel o chá. E depois de tomar café no hotel ainda fomos dormir (o quarto já estava pronto às 9h). Ou seja, fizemos de tudo que fosse recomendado pra evitar o soroche. Não tinha como passar mal.

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Saímos do hotel já eram umas 14h porque eu estava terminando o post do dia anterior. Achei uma recomendação de restaurante no tripadvisor e fomos lá. Fica perto da Plaza de Armas. O lugar chama Morena Peruvian Kitchen. O lugar é super agradável, os preços são normais e a comida... gente, que delícia. Fui no lomo saltado de novo mas esse era preparado de forma diferente. Mamãe foi num arroz frito, uma mistura da culinária asiática com peruana. Os sucos era um capricho só. A sobremesa era um sorvete artesanal com brownie numa casca de cacau. Mega recomendo

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Saímos de lá e fomos ver o câmbio. Pagavam entre 3,21 e 3,22. Já trocamos dinheiro e fomos descendo a Av. Sol em direção a Qorikancha. O Pátio Dourado fica dentro de Cusco. No princípio era usado para adoração ao deus Sol e como observatório astronômico. Era o templo mais importante do Império. O seu valor religioso e cultural para os incas era tão grande que quando os espanhóis chegaram destruíram o templo, saquearam o outro e construíram o convento de Santo Domingo por cima. A entrada custa 15 soles e vale viu. Muito lindo e interessante. O claustro tem partes do templo inca ainda e hoje funciona como um museu. Muitas obras sacras retratavam a forma que os espanhóis tentavam evangelizar os incas.

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Um detalhe que a Azuzena nos disse. A bandeira de 7 cores é a bandeira de Cusco. Mas muita gente confunde com a bandeira LGBT. De longe vi uma igrejinha fofa e puxei meu superzoom porque merecia uma foto.

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Sai do dali continuamos descendo a Av Sol até o Centro de Artesanato de Cusco. É uma área grande cheia de estandes com o mais variado artesanato. Belíssimos por sinal. Só não gosto muito da arte de negociar preços. Mas fica a dica: negocie. Compramos uns mimos e chamamos um Uber. Já estava anoitecendo e amanhã o dia começa cedo. No caminho de volta vimos Qorikancha à noite.

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Publicado por Akemi Nomura 02:59 Arquivado em Peru Comentários (0)

Lima - 2

Miraflores e arredores

semi-overcast 18 °C
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Resultado de uma noite dormindo às 18h? Você acorda às 2h40! Enrola daqui e dali e nada de dormir. Lá pelas 5h consegui dormir um pouco mais. Mas das 6h em diante foi preguiça mesmo. Descemos pra tomar café e, gente, tava engraçado. Mamãe estava muito comilona. O café da manhã era simples mas tinha o que eu precisava: café com leite e pão com ovo.

Começamos o dia pela Plaza San Martin. Ali é um bom lugar para cambio em Lima. A Plaza San Martin é um dos locais importantes do centro de Lima. Seu nome foi uma homenagem ao general argentino José de San Martin, um dos libertadores dos países da América do Sul pela independência da Espanha. Em 1998 a praça foi declarada patrimônio da humanidade pela Unesco. Segue o padrão das praças do centro de Lima, limpa, florida e bem cuidada. O clima propiciava aquela paisagem de inverno, mas estava tudo muito bonito. Os prédios em volta ajudavam a manter o clima do lugar.

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Dali fomos andando até Plaza Grau que fica junto ao Paseo de los Heroes. Essa praça tem um monumento em homenagem ao Almirante Miguel Grau, figura importante na guerra contra o Chile. O prédio do Palácio de Justiça fica ali e é bem imponente. Usamos o hotel Sheraton como base pra chamar um Uber pra próxima parada.

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Fomos para o sítio arqueológico de Huaca Pacclana. É um dos mais importantes centros cerimoniais da cultura de povos pré-hispânicos no país entre os anos 200 e 700 d.C. É uma viagem ao tempo pré-inca que habitavam a região no século V. A principal pirâmide chega a 25m de altura. Interessante aqui que a cidade foi crescendo e neste local parecia apenas uma montanha. Depois que foram descobrindo que por baixo desta montanha estava uma jóia arqueológica. A entrada custa 12 soles e é visita guiada em inglês ou espanhol. Vale a pena a visita, eu recomendo. Inclusive tem visita noturna que de e ser lindo. E tem um restaurante ali que você tem a vista das ruínas. Esse negócio dos Incas é engraçado, a gente fala tanto deles mas eu não sabia (ou lembrava) que tiveram outras civilizações antes dos incas. Perdoem a minha ignorância. Pra compensar vou postar muiiitas fotos porque eu gostei bastante desse lugar.

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Mais um pouco de fotos de Huaca Pucclana.

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De Huaca fomos de Uber até o Mercado de Surquillo. Vários blogs falaram dele. Dizem que la grandes chefs peruanos frequentam esse lugar. É um mercado comum, com comidas, temperos, quinquilharias, meio desorganizado, mas um lugar pra se sentir local. Vale dar uma voltinha lá mas não me surpreendeu. Se tiver tempo passe lá, mas não coloque como prioridade.

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Dali fomos andando no sentido da praça Kennedy. A região de Miraflores é bem bonita e moderna. Pessoas apressadas num ritmo de quinta feira. No caminho achamos um restaurante bonitinho: La Tiendecita Blanca. Resolvemos almoçar ali um prato típico peruano: lomo saltado. Muito gostoso. De sobremesa uma torta três leches dividida porque ninguém é de ferro, hehe.

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Fomos andando e passamos por dois parques que são praticamente um: Parque Central de Miraflores e Parque Kennedy. Seguem a risca o padrão da cidade, limpos, floridos e bem cuidados. Vários blogs citaram essas praças. Nada de excepcional mas são bonitos. Bora pegar o Uber...

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Minha prima tinha dito que o Museu Nacional de Arqueologia era muito bom. Ela morou aqui em Lima. Fomos pro museu... errado. Fomos pro museu Larco ao invés do museu nacional, haha. Mas foi uma grata surpresa. Rafael Larco é o grande nome da arqueologia peruana. Ele que percebeu que entre os vários itens encontrados não encontravam conexão lógica entre eles e propôs organizar de forma cronológica frente ao grande número de civilizações que existiram no Peru. Logo de cara fica o registro de que ls espanhóis chegaram aqui no auge da civilização Inca e por isso eles são tão lembrados. Foi uma boa desculpa pra minha ignorância logo cedo, hehe. A exposição ficou bem simples, clara e interessante. A entrada custa 30 soles para adultos e para maiores de 65 anos custa 25. Recomendo!

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Por fim, Uber de novo para o Parque de la Reserva. Ali é mais um belo parque porém tem umas fontes lindas e na principal tem o show das águas. Eles conseguirem fazer algo diferente além das águas seguindo ritmo da música. Fizeram uma projeção de luzes e laser, ficou muito legal. Várias imagens associadas à cultura peruana. O primeiro show é às 19h15.

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Dali voltamos pro hotel. Ah, antes que eu me esqueça ficamos no Hotel Inka Path na Jiron de la Unión, perto da Igreja de la Merced. Ao contrário do que o motorista do táxi disse no primeiro dia, não vi nada de perigoso ou “mau frequentado”. Muito pelo contrário, era bem movimentado por gente comum até tarde. O hotel é simples mas o quarto era muito bom, camas boas, banheiro espaçoso e café da manhã suficiente. Só tem dois poréns: as escadas pra quem tem gente com dificuldade de locomoção ou mala pesada pode ser um problema e à noite tem muito barulho na rua. O barulho não me atrapalhou a dormir pois quando estou cansada nem sirene de bombeiros na janela me acorda, haha. E quanto a escada, já carreguei malas mais pesadas em situações piores, em piores.

Pra minha surpresa o voo que eu achava que era às 8h30 não era às 8h30. Era às 06h30. E se mamãe não tivesse falado em fazer o check in teríamos perdido o voo porque eu jurava que era às 8h30. Que louca, jogamos as coisas na mala pra dormir logo porque seria mais um dia para madrugar... boa noite!

Publicado por Akemi Nomura 17:56 Arquivado em Peru Comentários (0)

Lima - 1

Centro Histórico

semi-overcast 17 °C
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Apertar os cintos, preparar pra decolar...

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Peru é um lugar da América Latina que merece atenção. Então vamos nós, eu e a baixinha tentar curar as feridas. Mas vamos falar de coisas alegres porque assim que a vida deve ser.

Comecei essa viagem o bagaço da laranja. Explico, de última hora decidi ir no show do Coldplay. Um dia antes de viajar. Ok, sabia que ia acabar tarde e ia ter que acordar cedo no dia seguinte, mas não contava que atrasasse duas horas. Mas, paciência. O show foi phoda então valeu. Ah, não foi só isso. No dia do show acordei com muita tontura. Gente, não podia mudar de posição que a cabeça girava. Acordei e quase não levantei. Só faltava essa, labirintite. No dia do show e um dia antes de viajar. Passei a manhã inteira deitada e na hora de ir pro show eu e minha amiga passamos na farmácia. Sobrevivi ao show sem pular muito, mas deu certo. Dormi duas horinhas e acordei pra ir pro aeroporto. Como eu disse no início, o bagaço da laranja.

Tomamos café no Lounge do Master e embarcamos. Voo tranquilo, deu pra dormir um pouquinho. Pousamos no Peru às 10h30, 3h a menos de fuso. A chegada no Peru é... feia. Pois é, não sei como explicar melhor que isso. O aeroporto não fica em Lima, fica em uma cidade vizinha... feia. Segui as orientações do blog do Ricardo Freire e fui atrás do Green Táxi. O preço parecia razoável com o que ele publicou e os carros eram razoáveis também. Parece que no Peru tem táxis muito ruins. Enfim, partiu Lima. A primeira orientação do motorista era pra colocar as bolsas no chão no trajeto. Acredito que seja por segurança porque o caminho era... feio. E esse trânsito, como buzinam...

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Chegamos no centro. Muitos recomendam ficar em Miraflores mas eu resolvi ficar no centro msm. O motorista disse que não era uma boa ideia porque a noite era perigoso. Paciência! O hotel estava bem avaliado e ficava no coração do centro histórico. Bora ver qual é. Descemos e tivemos que andar uma parte porque ficava em um calçadão. Tipo a rua São Bento, em SP. Muito comércio e muita gente. A surpresa na chegada foi ver uma bruta escada. Ainda bem que a mala estava só com 15kg. O hotel eu avalio depois porque sem usar fica difícil falar.

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Já eram 13h no Peru, portanto 16h no Brasil. Eu estava faminta. Olhei o tripadvisor e peguei uma dica lá. A maioria funciona bem. Li que Lima é a capital gastronômica da América Latina. Juro que não sabia. Tem dois dos dez melhores restaurantes do mundo: Maido e Central. O Maido foi eleito o melhor da América Latina. Tem o Astrid & Gastón que é super conhecido aqui. Acho que não entendo muito de gastronomia porque não sabia nada disso, haha. Enfim, fomos no El 10, na Plaza de Armas. Tem um pouco de sofisticação e a comida, gente, que comida maravilhosa. De entrada pedimos um ceviche, claro. Depois mamãe pediu um lomo fino e eu um salmão. Pratos enoooormes e deliciosos. O preço é justo. Na faixa de R$70 no total sem vinhos. Eu recomendo.

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Depois de comer eu estava feliz. Com sono mas feliz. Aí começamos a andar pelo centro histórico. Primeira observação: tudo muito limpo e bem policiado. A nossa história começa na Plaza de Armas. Uma praça muito bonita e florida.

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Em 1746 Lima teve um terremoto que derrubou a maioria das construções dos séculos VXI e VXII, mas as construções clássicas vão sendo aos poucos restauradas. A Plaza de Armas que hoje concentra vários dos principais pontos históricos na cidade já foi palco de execuções relacionadas à Inquisição na América Latina. Foi aqui que em 1535 Francisco Pizarro fundou a cidade que já foi a capital do Império espanhol na América do Sul. Foi aqui também que em 1821 foi declarada a Independência do Peru. No centro da Praça fica a fonte de bronze datada de 1651 encomendada pelo então vice-rei do Peru.

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De um lado fica o prédio da Municipalidad de Lima. Uma espécie de subprefeitura já que Lima é composta por várias municipalidades. Foi construído em 1943, porém sua estrutura é datada de 1549. As visitas são guiadas e gratuitas percorrendo os belos salões do palácio. Mas pulamos essa parte, ficamos apenas com a parte externa mesmo.

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Logo ao lado fica o Palácio do Governo. É a residência oficial do presidente da República. Foi remodelado e inaugurado em 1938 após um incêndio. O palácio fica no terreno que pertenceu a um chefe pré-hispânico do vale do Rimac. O Palácio do Governo tem a troca de guarda todos os dias às 11h45. Já as visitas são restritas uma vez que o palácio serve também como residência presidencial. Também ficamos só com a parte externa.

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Aí fomos pro lado da Catedral e do Palácio Episcopal. Outra grande estrutura da Plaza de Armas, a Catedral de Lima foi um dos edifícios destruídos pelo grande terremoto de 1746. A estrutura atual foi de uma reforma após o terremoto de 1940 come stilo barroco renascentista. A entrada custa 10 sóis. O interior é repleto de belas capelas e obras sacras. Na primeira capela ficam os restos mortais de Francisco Pizarro, fundador da cidade. Dizem que foi Pizzarro quem trouxe a primeira tora para fundação da construção da parede da catedral. Nas catacumbas está o corpo do primeiro arcebispo de Lima.

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Ao lado fica o Palácio Episcopal de Lima é a sede administrativa da Diocese de Lima e também é a residência do Arcebispo da cidade. O edifício fica na Plaza de Armas, local onde a cidade foi fundada em 1535 próximo a vários outros pontos históricos na cidade. O interior tem uma exposição de obras sacras e um pouco relacionadas a grandes personagens na história do Peru. Uma bela escadaria leva ao segundo andar onde fica a parte residencial. A entrada custa 20 sóis.

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Indo pro lado do Palácio do Governo fica a Casa Aliaga. É uma propriedade familiar feita de material resistente a terremotos. É a casa mais antiga do continente. Foi construída em 1535 sobre um santuário inca e está na mesma família a 17 gerações. A entrada custa 30 sóis e eu não quis pagar, haha. Pelas fotos na internet achei que não valia a pena então fica só a foto da fachada externa. Ah, se você for lá fique atento porque não vi uma identificação vai perguntando.

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E já que não teve Casa Aliaga, teve churros, hehe.

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Eu já estava no fim das minhas forças pela noite mal dormida. Mas mesmo assim ainda fomos no Conjunto Monumental San Francisco de Lima. No caminho o Museu Bodega y Quadra e a Casa da Literatura Peruana. Além das várias lojinhas com suas explosões de cores.

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O Conjunto Monumental San Francisco fica próximo a Plaza de Armas (duas quadras) e compreende a igreja, o convento, as capelas de La Soledad e de El Milagro e as catacumbas. A igreja de barro e madeira foi construída em 1557, destruída pelo terremoto em 1656 e reconstruído em 1672. Fomos apenas na igreja pela meu cansaço. Eu praticamente me arrastei ali. É uma bela catedral que merece uma visita com mais calma. Mas como já tínhamos passado pela Catedral de Lima nos demos por satisfeitas.

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Ainda passamos no supermercado pra comprar algo pra comer. Como almoçamos bem, a ideia era comer algo mais suave a noite. Detalhe do milho que mamãe comprou:

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Compramos o suficiente pra um lanchinho e voltamos pro hotel. Eram 17h30 e eu apaguei. Isso mesmo, apaguei. Achei que precisava de umas duas horinhas de sono... só que eu só acordei no dia seguinte, haha. Amanhã eu conto o resto.

Publicado por Akemi Nomura 10:08 Arquivado em Peru Comentários (1)

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