Um blog do Travellerspoint

Suécia

No Báltico II

Saudade

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Hoje foi o dia inteiro navegando. Foi bom pra descansar um pouco dos 5 dias seguidos entre as paradas. Mas foi um dia extremamente boring. Pra começar, eu não tinha hora pra acordar, mas acabei acordando antes das 7h. O navio balançava tanto que falei pra Flávia que ia me trocar pra não ir pro bote de pijama, rs. As meninas queriam dar uma volta pra ver o que tinha de café da manhã e eu fui direto por Garden. Dali, dei uma volta no navio até encontrar Cynthia e Guilherme no Observation Lounge. Flávia chegou, logo depois Laura, e ali ficamos até a hora do almoço.

Depois do almoço, voltei pra cabine com a ideia de arrumar a mala. Mas o navio balançava tanto que estava ficando tonta. Resolvi deitar um pouquinho. Laura também apagou na cama dela e Flávia tentava se organizar um pouco.

Acordei sem ninguém no quarto, já eram 15h15. Eu me troquei correndo porque tinha marcado com a Cynthia no teatro às 15h. Apesar do teatro escuro, consegui identificar ela e Guilherme e ficamos por lá. Flávia entrou por cima e não nos viu. Depois, voltei pra cabine e a Flávia já estava aqui arrumando as coisas. Comecei a arrumar as minhas também. Depois, fomos dar uma volta no navio.

Fomos na recepção e eu já fechei minha conta em dinheiro, afinal, o dólar subiu, preferi pagar com o que eu tinha comprado mais barato. E fomos dar uma volta na lojinha em busca da Laura. Na lojinha encontramos seu Rui, um simpático senhor de um grupo de Sorocaba que estava aqui no navio. Sua voz se ouvia ao longe de qualquer canto de São Petersburgo. Hoje ele estava com a voz baixa, olhos vermelhos. Parecia triste por voltar pro Brasil amanhã.

Essa imagem do seu Rui me deixou saudosista. Vou sentir saudade do seu Rui, seu sorriso e sua voz inconfundíveis. Vou sentir saudades dos simpáticos velhinhos que cruzavam com a gente pelo corredor (menos a vaca de Minessota). Vou sentir saudades do simpático Ambari que cuidou da gente esses dez dias. Vou sentir saudades do Borg, nosso comandante que arrasou com o MSC que nos perseguia no Báltico #piadainterna. Do simpático casal de brasileiros Vera e Denis, com quem esbarramos na praça em frente ao Palácio de Amalienborg, em Copenhague, e estavam aqui no navio. Do outro simpático casal de policiais federais Rogério e Amélia, que conhecemos aqui. Todos eles super viajados e muito divertidos, com quem era fácil passar o tempo conversando. Não convivi tanto com eles como Laura e Flávia, mas o pouco deu pra perceber que eles eram super bacanas.

Vamos nos separar agora, Cynthia e Guilherme vão para Paris e nós vamos para Oslo. Vou sentir saudades da Cynthia, minha amiga e parceira de viagem, que me resgatou nos momentos certos pra que a coisa fluísse melhor. Vou sentir saudades de ver a Ana crescendo cada dia mais. Vou sentir saudades do Guilherme e das coisas novas que aprendi com ele cada dia, seu lado intelectual e seu lado palhaço.

Continuando minha viagem nostálgica, bateu uma puta saudade do cruzeiro do ano passado, de viajar com meus pais, meus irmãos e amigos. Putz, como é bom viajar em família. Foi perfeito! Se eu já tinha certeza disso, hoje eu tenho mais ainda.

Amanhã cedo a gente desembarca em Copenhague. Até às 9h45 a gente tem que sair. Aí, é ficar enrolando porque o voo para Oslo é só às 16h30. O que eu posso dizer sobre esse cruzeiro? Bom, honestamente, esse navio é bem fraquinho. Impossível não comparar com o Allure of the Seas. Só que como são muitas paradas, e muita caminhada em cada uma delas, a gente chega tão cansado que não foi muito sofrida a viagem. Por outro lado, eu achei muito interessante a ideia de fazer esse roteiro de navio, pois são cidades que não exigem muito tempo, e o deslocamento por terra ia ficar meio complexo. A grande exceção se faz aqui em Estocolmo, cidade lindíssima que merece um retorno. Das demais, acho que só voltaria em São Petersburgo, pra fazer com mais calma. Do Báltico, posso dizer que foi bem legal passar por cidades nunca antes cogitadas por mim. Recomendo muito! Seja por terra, por mar, vale super a pena conhecer. É uma Europa diferente, mas não deixa de ser a boa e velha Europa!

Publicado por Akemi Nomura 1:26 Arquivado em Suécia Comentários (0)

Estocolmo

Quero voltar!!!!!!!!!!!!!!

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Visualizar 2012 Europa no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Estocolmo deixou um gosto de quero mais em todo mundo. Ia ser uma parada rápida, a gente sabia. E assim nosso dia começava bem cedo. 6h45 eu e a Flávia estávamos indo pro café. Logo depois a Laura chegou. E cumprindo o cronograma, 7h46 estávamos no 5º andar esperando o capitão abrir a porta do navio.

Com alguns minutos de atraso, Jaime, nossa locutora (é mulher mesmo), começou cantar a musiquinha dela. Só sei uma parte: “We gotta wonderful feeling. We´re in Sweden today.” Pois é, querendo sair ainda temos que ouvir essa.

Abrindo os portões, foi dada a largada. Caminhada do porto até Gamla Stan, a cidade velha. Foi cerca de 30 minutos de caminhada. Depois descobrimos que, qualquer ônibus que fosse para Slussen parava do lado de Gamla Stan. Paciência!

Estocolmo é formada por várias ilhazinhas e alguns guias de viagem se referem à ela como a Veneza do norte também, por ser toda recortada por canais. Também porque Amsterdã também tem esse título. Gamla Stan é o centro antigo da cidade, dá pra ter uma ideia do passado desse lugar.

Ruas de pedra, várias entradas estreitas, e lá no centro a belíssima, e pequena, Catedral de Storkyrkan. Foi aqui que o príncipe herdeiro Carl Gustaf, agora monarca, casou-se com a agora rainha Silvia. A Catedral é pequena, bonita, tem uma estátua lindíssima de São Jorge. Para entrar, custa 4 euros, porém o Estocolmo card cobre essa igreja.

Ah, se interessar, a moeda na Suécia é a coroa sueca. A conversão hoje está 1 euro para 6,88 coroas suecas. O euro é aceito em toda a cidade, porém, diferente de Helsinque e Tallinn, o troco é em moeda local, como na Dinamarca. Ou seja, consegui uma nota de coroa sueca para guardar... mas nenhuma moedinha (entendeu Marcos?)...

Bom, da catedral, fomos para o Palácio do rei, logo do lado. A troca da guarda ocorre às 12h15, todos os dias, mas com a falta de tempo, não pudemos aproveitar esse evento. Então, ficamos só na guarda real que estava lá mesmo que já valia muito a pena, né Flávia? Rsrs. O palácio parece ser bem bacana, o Estocolmo card também cobre as várias visitas lá dentro, inclusive as joias da coroa. Só que não tivemos tempo para ver, uma pena.

Seguindo o roteiro, do outro lado do palácio real estava o bonito prédio do parlamento. Fomos andando por uma passagem bem bonita, passamos atrás da prefeitura e tivemos que pedir socorro para o Tourist Information. Mapas na mão, pegamos o ônibus 69 na direção do Vasa museum.

Informação que a gente não sabia, se a gente tivesse pegado o ônibus 76 no ponto de Slussen (uma espécie de ponto final), do lado do Gamla Stan, a gente iria direto pro Vasa. Mas tudo bem, a caminhada valeu a pena pelo cenário de fundo.

Bom, chegamos ao Vasa e a primeira decepção do Estocolmo card. Ele não nos livra da fila. Ainda bem que tinha muita fila. Mas é estressante comprar algo com intenção de evitar fila e ter que pegar fila. Mas tudo bem, passou...

O Vasa é bem legal. É o museu mais visitado da Escandinávia. Vasa é um navio sueco com uma história triste. Naufragou em sua primeira viagem, em 1628. Após 333 anos, foi resgatado, restaurado e exposto. É interessante ver detalhes do navio, maquetes mostrando a forma que eles viviam lá. Esse museu valeu muito a pena.

Bom, perdemos a Laura, rs. Acontece, eu sou mestre em dar uns perdidos. Fomos de um lado pro outro e não achamos, resolvemos prosseguir. Fomso pro lado do Skansen e, adivinha quem estava saindo de lá? Ela mesmo.... rsrs. Pois bem, ela viu a parte de baixo e não se entusiasmou muito. A Flávia queria muito ir ver o Skansen e eu fui com ela. A Laura foi pro Nordiska, um museu que pela arquitetura externa já vale a pena.

O Skansen é um museu a céu aberto que retrata o estilo de vida na Escandinávia no século XVII. Aqui a gente encontrou casas bem antigas, inclusive igrejas e fazendas trazidas de diversas partes do país. Entramos em uma das casas e duas senhoras vestidas a caráter nos explicaram como funcionava a vida naquela casa. Foi bem interessante. Se tivesse mais tempo ficava ali o dia inteiro.

Ok, o tempo se esgotava e era hora de voltar pro navio. Caminhamos um pouquinho mas nós 3 estávamos bem cansadas, resolvemos pegar o 76 até Slussen, logo depois da Gamla Stan e ir caminhando. A volta durou cerca de 40 min, contando o cansaço acumulado.

Já estamos no caminho, navegando pra Copenhague de novo. Nossa, por mais cansada que eu esteja, por mais saudades da minha cama que eu tenha, não quero voltar. Quero ficar sempre mais um pouquinho. Esses países são bacanas demais. Eu aguentava ficar mais um pouquinho sem o arroz com feijão. O bom de ter amigos no mundo inteiro é saber que sempre vou ter um porto seguro para parar em qualquer lugar.

Valeu Estocolmo! Quero voltar logo!

Publicado por Akemi Nomura 9:39 Arquivado em Suécia Comentários (0)

Malmö C

Um pulinho ali na Suécia

sunny 16 °C
Visualizar 2012 Europa no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Sabe quando você tem vontade de fazer algo diferente? Hoje me deu essa vontade. Pra mim, Copenhague já deu. Como o navio é só amanhã, tenho um dia inteiro pra ficar de bobeira, então, fugi do "mais do mesmo". Dei um pulinho ali na Suécia e voltei.

Por que ir pra Malmö? Nem eu sei direito. Nem sabia o que tinha lá. O máximo que eu sabia é que existia uma cidade chamada Malmö do outro lado do estreito de Oresund. O objetivo maior nem era a cidade, e sim cruzar esse estreito por uma fantástica obra de engenharia, a ponte de Oresund. Essa ponte tem 7845m de comprimento e sua característica que me deixou curiosa para conhecer é o fato de, no meio do estreito de Oresund, uma ilha artificial fez com que o que era ponte passasse a ser túnel.

oresund.jpg

Um pouco da história da ponte, pelo wikipédia:
"A construção começou em 1995. O último ponto foi construído em 14 de agosto de 1999. O Príncipe herdeiro Frederico da Dinamarca e a Princesa herdeira Vitória da Suécia, reuniram-se a meio da ponte para comemorar a sua conclusão. A inauguração oficial teve lugar no dia 1 de julho de 2000, com a rainha Margarida II da Dinamarca e com o rei Carlos XVI Gustavo da Suécia. A ponte foi aberta para o tráfego mais tarde nesse dia."

Bom, cheguei à Malmö sem ter ideia do que me aguardava. As coisas parecem que estão cada vez mais difíceis em matéria de idioma. Primeiro o holandês, depois o dinamarquês, agora o sueco. Graças a Deus o mundo fala inglês, senão, viajar só indo de excursão da CVC. Desse mal eu não sofro, por enquanto...

Sozinha, sem mapa, sem informação, saí em busca de um Tourist Information. Logo pelo portão de saída, vi do outro lado do canal a salvação da lavoura: "Sightseeing by Boat". Dizia que era uma forma clássica de conhecer Malmö, então nem pensei muito. Coisa que eu não estou disposta a fazer mesmo, rs. Paguei minha entrada e aguardei o horário do barquinho sair.

Deu pra ter uma degustação da cidade. É bem bonitinha, agradável, receptiva. Malmö é a terceira maior cidade da Suécia e já foi um importante porto da Liga Hanseática. Alguns pontos de Malmö que eu consegui entender da guia do barco:

Turning Torso - é um edifício residencial de arquitetura ousada. Fica em uma das áreas mais sofisticadas da cidade, o Västra Hamnen. O prédio tem 190m de altura e foi projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava.

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O prédio da Câmara Municipal tem uma arquitetura bem bacana. Fica em uma praça super fofa, próximo à Estação Central. O corpo legislativo municipal da cidade de Malmö é o Conselho Municipal, com 61 membros eleitos por representação proporcional por quatro anos.

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O Castelo de Malmö hoje é um museu. Foi construído em 1434 por Eric, da Pomerânia, rei da Dinamarca, Noruega e Suécia. Adquiriu sua forma de fortaleza de hoje na metade do século 16, quando Christian III ordenou a reforma transformando num esplêndido castelo renascentista e sede do governo na época.

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Experiência interessante. Pena ter ido sozinha, mas o segredo de viajar em grupo é todo mundo fazer o que quer. Nessas horas também fico feliz por não depender de ninguém. Tenho meus momentos em que traço meu destino, traço meu caminho, faço do meu jeito. E fico feliz assim!

Publicado por Akemi Nomura 5:57 Arquivado em Suécia Comentários (0)

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