Um blog do Travellerspoint

Brasil

Aparecida

No caminho de São Paulo

sunny 29 °C

Oi gente, tudo bem? Esses dias eu fui com minha mãe de carro de Vila Velha até São Paulo e chegando na Dutra ela deu a ideia de parar em Aparecida. Chegando lá eu pensei porque não escrever algo no blog sobre alguns lugares do Brasil enquanto estou na entre safra de viagens ao exterior.

A viagem foi tranquila até lá. Era véspera de carnaval mas a estrada estava incrivelmente sossegada no sentido de São Paulo. Isso desde Vila Velha. Chegando na Dutra mamãe disse que gostaria de parar um pouquinho em Aparecida para agradecer a viagem tranquila e segura que nós fizemos. Por que não? Passando por Lorena, depois Guaratinguetá, pegamos a saída 71, a mais próxima ao Santuário. Logo de cara já tem abordagem de vendedores. Mas nem paramos, fomos direto ao estacionamento. O valor era R$ 21 a diária. Não tinha fração. Achei meio caro mas se for pra conservar o lugar tudo bem.

O dia estava bonito e a vista do Santuário era excepcional. O Brasil é a maior nação católica do mundo, era de se esperar ter o maior templo dedicado á Maria no mundo. Esse imenso templo religioso hoje é conhecido como a Basílica Nova. A antiga fica em outra parte da cidade acessível deste templo. A pedra fundamental foi lançada em 1946 e a construção mesmo só começou em 1955. Brasil minha gente... Existe registro da primeira missa no local realizada em 11/11/1946 mas as atividades religiosas só começaram efetivamente em 1982, quando a Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi transladada da Basílica Velha para a Basílica Nova. Em 1980 o Papa João Paulo II consagrou o templo que três anos mais tarde foi oficialmente declarado pela CNBB como Basílica de Aparecida Santuário Nacional. Após João Paulo II os papas Bento XVI e Francisco I também estiveram no local.

A história de Nossa Senhora Aparecida acredito que muita gente conheça. Mas não custa falar um pouco aqui. Em 1717 os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso foram para o Rio Paraíba do Sul, na cidade de Guaratinguetá, pescar. Os moradores iriam fazer uma festa de boas vindas ao governador da capitania que passava pela região e os pescadores participariam com o fruto de sua pesca. Era meados de outubro, um período não muito bom para a pesca. Então, rezaram pedindo proteção e benção para Virgem Maria. Após algumas tentativas frustradas jogaram a rede no Porto Itaguaçu e pescaram o corpo de uma imagem. Lançaram a rede mais uma vez e veio a cabeça que se encaixava perfeitamente. Após este acontecimento o barco começou a encher de peixes pulando em todas as direções. Depois desse episódio a história se espalhou a devoção pela Santa encontrada nas águas só cresceu. primeiro foi construída uma capela, depois a basílica que se tornou o maior santuário de devoção à Maria no mundo.

Independente de fé, de crer ou não crer, a história de Nossa Senhora Aparecida é marcante no Brasil. Mesmo o Brasil sendo um estado laico Nossa Senhora Aparecida é padroeira do Brasil e comemora-se seu dia todo 12 de outubro, feriado nacional. É um lugar que transborda paz, que é tudo que nosso povo precisa.

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Publicado por Akemi Nomura 9:13 Arquivado em Brasil Comentários (0)

Rio de Janeiro

Um dia olímpico

semi-overcast 20 °C

Oi gente! Eu confesso que não tinha pensado em escrever esse post. Estava contando pra minha amiga e ela perguntou porque eu não ia escrever. É mesmo né? Foi uma experiência tão maneira que eu não podia deixar de registrar. Afinal esse blog trata-se de um diário de viagens. E foi uma viagem... uma viagem olímpica....

Vamos ao começo. Era uam segunda feira, final de julho e meu irmão em manda um whatsapp perguntando o que eu ia fazer dia 10 de agosto, se eu estaria viajando, enfim, respondi. Estaria aqui em Vitória mesmo. Ele disse que tinha um convite para ir numa prova de natação com tudo pago. Demorei a entender do que se tratava, hahaha, muito lesada. Quando eu entendi eu disse pra me colocar nessa porque eu queria participar. Ainda mais com tudo pago. No final a data nem era dia 10, era dia 11. Conversei com minha chefe para ajustar esse dia e tudo ok, lá vou eu.

Gente, quando meu irmão disse tudo pago, era inclusive a passagem aérea e hotel. Não era só ingresso como eu pensava de primeira. Reservaram pra mim um voo de Vitória pra São Paulo e de lá pro Rio. Encontrei meu irmão no voo de Congonhas pro Santos Dumont. Só com bagagem de mão, afinal era praticamente um bate e volta, chegamos no Rio na quarta à noite. Friozinho, chuva e a moça do receptivo nos aguardava. Tinha chovido muito naquele dia, inclusive algumas partidas de tenis tinham sido canceladas. Fiquei pensando em quem fez bate e volta só pra aquilo, como a gente estava fazendo.... Agora era torcer pra não chover no dia seguinte.

De van fomos levados até o hotel que ficava no Flamengo, chama Windsor Flórida. Parece que antigamente era só hotel Flórida. Foi comprado pela rede Windsor, reformado e ficou 10. Tinham várias delegações lá. Não atletas, acredito que era gente de comitês nacionais, talvez parte de comissão técnica. Não sei se todos ficam na Vila dos Atletas. Enfim, tinha um andar que parecia que eram só QGs: era Time Grâ Bretanha, Time Itália, Time China, Time não sei o que.... Bom, quanto ao hotel, posso dizer que era muito bom. Reformado, quartos limpos, amplos, bom banheiro, boas facilidades (É assim que se fala? Em inglês a gente se refere como facilities, mas em português não sei.). Nessa minha fase fit eu já tinha visto na internet que tinha uma pequena academia no hotel com esteira da Life. São as mesmas esteiras da Bodytech. Já tinha visto onde ficava a Bodytech ali em Botafogo, mas já que tinha no hotel e eram boas, era ali mesmo que eu ia malhar. Ainda no terraço tinha uma piscina (mas tava friiiiio) e um bar onde os gringos iam no fim de dia. Não tinha vista muito bonita além do Cristo Redentor lá longe, afinal, era o centro do Rio. Enfm, quanto ao hotel, não faço a ideia do preço pois não paguei, hehehe, mas ue gostei bastante do hotel, se couber no budget eu recomendo.

Bom, hora de jantar. Depois de conhecer o hotel e esperar um pouco o trânsito melhorar, bora chamar um Uber. Essa parte era por nossa conta. Deixei o irmão escolher porque se dependesse de mim eu não seria tão criativa, provavelmente seria Outback. Fomos no Gula Gula, uma rede tradicional no Rio com menu diversos ali na Casa Gourmet, do lado do Rio Sul. Essa região me lembra quando eu vinha no Rio quando criança. Já frequentei muito o shopping Rio Sul. Aliás, dessa época eu só lembro do Rio Sul e do Barra Shopping (que era loooonge). Irmão hiperativo, como sempre, foi mapear o que rolava na Casa da Áustria, que ficava ali no Botafogo (clube). Depois de comer fomos só ver o que rolava ali. Tinha uma fila quilométrica pra entrar e não andava. Passamos na frente pra ver e a balada rolava solta. Parece que tava legal mas minha alma de 80 anos me chamava pro hotel e no dia seguinte a van ia passar às 7h pra nos buscar.

Bom, o café da manhã começava às 6h30, deu tempo de comer de boa antes da van chegar. Dali, nos levaram para o meeting point da Latam. A ideia inicial era, depois de pegar a gente, ir até o Recreio pegar mais duas pessoas. mas como estava sem trãnsito, chegamos cedo e a moça decidiu ver se tinha algum ônibus disponível pra gente ir mais cedo. Tinha! No meeting point tinha um lounge bem bacana da Latam com comidinhas e bebidinhas. O ônibus saiu às 8h30 e nos deixou às 9h em uma entrada exclusiva ao Parque Olímpico.

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Descemos praticamente na porta, estava cedo, não tinha fila, foi super sossegado, Claro que eu não levei um monte de cacareco pra parar no raio x, só o necessário pra sobreviver. Já nos encaminharam para a Hospitalidade que é uma espécie de área Vip. Tinham várias ali, a nossa era a Ipanema. Já recebemos a pulseirinha e ficamos um pouquinho por ali. Bebida, comidinha, muito lugar pra sentar, várias televisões passando um pouco de tudo, wifi e banheiro limpo. Ah, e mimo, muito mimo. Foi um dia pra divar e vipar, hahahaha.

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Depois fomos dar uma volta pelo Parque Olímpico. Eram umas 9h30 e, pelo menos andando no parque, tinham poucas pessoas. Fomos andando pelas arenas, tudo muito amplo, limpo e bem bonito. Ali no Parque da Barra eram 9 arenas. Claro que tinha que tirar uma foto nos anéis olímpicos. Fiz um "acoxambramento" porque não estava a fim de fila. Fomos na mega loja que tinha lá dentro. Gente, tudo caaaaarooooo. Um bonequinho daqueles mascotes, não sei se é o Tom ou Vinicios, saía por R$ 115. Detalhe, o pequeno. E o esquema da loja era fazer vc ir andando em zigzag pra saída, aí vc tem que passar por tudo, sabe? Mas já não estava pensando em comprar nada, com aqueles preços então....

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Bom, vamos lá, três coisas estavam reclamando da organização que não me atingiram devido ao pacote da Latam. Os banheiros estariam sujos e não teria água. Não cheguei nem perto. Taí uma coisa que eu tenho nojinho, muito nojinho. Como eu tinha acesso a hospitalidade esse problema eu não passei, mas também não sei se tinham resolvido ou não. Problema número dois e muito importante: comida. Teriam filas quilométricas, sujeito a ficar muitp tempo na fila e chegar lá e não ter comida. Sei como é isso porque passei por isso na Copa. Mais uma vez esse problema não me atingiu devido ao acesso à hospitalidade. Nem tentei ver o que tinha. Na hora que estávamos andando pelo parque tinha pouca gente então não tinha fila, mas na hora do almoço eu não sei. Outra questão era o fato de só vender "porcaria", tipo pizza, cachorro quente, essas coisas. Por volta das 12h30, quando me dirigia ao estádio aquático, não percebi grandes filas não. Não sei se resolveram a questão ou se não tinha comida. Enfim, na hospitalidade tinha bebida e comidinhas à vontade. Como eu ia falar não? Hahahaha. Terceiro ponto, filas na chegada. Mais uma vez o esquema da Latam veio com tudo pra deixar meu dia perfeito. O nosso acesso era separado da geral. Nos deixaram bem na entrada separada, estava cedo, sem fila, e já saía na hospitalidade e estádio aquático. Mas essa parte aparentemente funcionoava direitinho. Se houve problema nos primeiros dias, naquele dia não parecia ter. O portão abria às 8h, mas a maior parte das pessoas chegava por volta das 9h30. Como muitos jogos começavam às 10h a conclusão é que o povo chegava em cima da hora mesmo. Aí é uma questão cultural, realmente absorver tanta gente de uma vez é complicado. Mas aparentemente naquele dia essa parte funcionou bem.

De volta pro relato do dia. Saindo da loja, já tínhamos dado a volta no Parque, passando pelas arenas no outro extremo, porque não voltar pra hospitalidade e ficar ali de bobeira? Era só escolher um lugar próximo a uma televisão que passasse algo que interessava e ficar lá. E se tivesse passando badminton, haha, era só pedir pra colocarem no, sei lá, judô. Porque ninguém merece ficar assistindo badminton né? Hehehehe. Quando deu 12h serviram o almoço. Comidinha quentinha, gostosa, com boas opções, comendo bem acomodada. Tinha uma ssobremesas bem gostosas também, ou pelo menos parecia, haha.

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Hora de ir pro estádio aquático.

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Dois minutinhos tava lá. A entrada foi bem sossegada, o estádio aquático não estava lotada. Faltou um pouquinho de voluntário na parte externa pra ajudar a achar o acesso certo, mas lá dentro tava tudo ok. A arena estava lindíssima! Fiquei boquiaberta. Tá certo que tb tinha assento atrás de coluna, mas essa parte abafa pq não tinha ninguém ali mesmo. Mas absurdo fazer um negócio daquele e colocar assento atrás de coluna, fala sério! Bom, tirando isso estava tudo perfeito. E era dia de ver grandes atletas. As monstras Katie Ledecky e a iron lady Katinka qualquer coisa (não sei o sobrenome dela) imperaram. Mas a cereja do bolo foi ele, o maior atleta olímpico de todos os tempos. Bateu recorde que durava dois milênios e, acredito, não devo viver pra ver alguém bater esse recorde. Ninguém menos que Michael Phelps. O cara é simplesmente sobrehumano. E eu vivi pra ver ao vivo. Amo a natação desde sempre e pude ver o melhor dos melhores. Essa experiência com certeza foi inesquecível.

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Eram umas 15h00 quando acabou a natação, era hora de deixar o estádio aquático. O translado sairia às 16h dali, ainda tinha tempo pra ir pra hospitalidade comer alguma coisinha e assistir algo que estivesse acontecendo naquele momento. Deu 16h a hospitalidade fechava para se prepararem pra parte da noite e nós nos preparávamos para ir embora. Foi um longo trajeto. Do Parque Olímpico pro meeting point na Barra, depois fomos deixar duas pessoas no Recreio dos Bandeirantes, por fim, caminho de volta fazendo praticamente todo "do Leme ao Pontal", só que ao contrário. A hora que chegamos na zona sul, meus amigos, parou tudo. Eu já estava pra lá de Bagdá naquela van. O trânsito de Copacabana estava pra dar saudades do de São Paulo. Simplesmente terrível. Resultamo, saímos às 16h da Barra e chegamos às 19h no hotel no Flamengo.

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Estava mega cansada, mas mesmo assim me arrastei até a academia do hotel no 10º andar e foi ótimo. Coloquei todo cansaço pra fora naquela esteira. Voltei pro quarto e fui tomar um banho. Depois saímos e fomos jantar no shopping Rio Sul. O shopping Rio Sul me remete à infância, quando ia bastante ao Rio de Janeiro. Acho que já falei isso, ou não? Hehe. Preguiça de reler... Enfim, depois de jantar light voltamos pro hotel. Queria ver a final dos 200 medley mas eu dormi de tão cansada. Pior, estava vendo a premição de uma prova de natação anterior à final e dormi bem nessa hora. Não vi o Phelps ganhar mais um ouro, mas, tudo bem. A sensação de estar numa Olimpíada, que é algo que eu amo de verdade, já valeu a pena. Foi um dia olímpico pra não esquecer...

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No dia seguinte, antes de ir pro aeroporto, deu tempo de dar uma passadinha no Boulevard Olímpico. É uma área portuária do Rio que estava completamente degradada. Era feia, bem feia. A perimetral passava ali rpa deixar mais feia ainda. Os navios de cruzeiro que chegavam ali davam de cara com um lugar horroroso. Era horroroso! Não é mais! Colocaram a perimetral no chão, arrumaram os armazéns que não tinham uso, fizeram um calçamento, revitalizaram a área, a prala Mauá ganhou o belíssimo museo do amanhã e o centro do Rio ganhou vida. Esse foi um grande leago pra cidade. Tá certo que eu me pergunto também porque não ter feito isso antes, porque foi necessário Olimpíada pra ter uma ação da administração como essa? Mas, enfim, depois de um dia maneiro desse não é hora de mau humor. O fato é que ficou muito lindo e, não tem como negar, o Rio de Janeiro continua lindo!

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Agora, fala pra mim, fazer tudo isso "na faixa"... eu tenho ou não tenho o melhor irmão do mundo?

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P.S.: Melhor irmã do mundo também, afinal, se não fosse por ela eu não teria ido na abertura da Copa.

Publicado por Akemi Nomura 8:05 Arquivado em Brasil Comentários (0)

Aeroporto de Guarulhos

A Busca

sunny 27 °C
Visualizar 2013 Caribe no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Madrugada de terça feira. Cá estou eu no aeroporto de Guarulhos partindo pra mais uma empreitada. Imagina que eu, viajada, rodada, fiquei perdida sem saber pra que lado seguir. Cheguei a cogitar interromper minhas férias, só que não, rs. O Mau tentou me convencer a interromper minhas férias, disse que a sala fica muito chata sem mim, kkkkkkkkk.... Eu sei que eu sou legal, mas não sabia que era tanto, ahahahaha. Pensei em ir pra Espanha, mas me dava preguiça só de pensar no que eu teria que pensar por lá. Ok, admito, não tava a fim de ir pra Espanha. Como eu não tenho ninguém pra pensar pra mim, escolhi fazer algo bom, barato e de pouco raciocínio. Parece que vejo o Zé falando que eu optei por uma viagem barata porque meu pai falou pra minha mãe falar pra eu gastar menos.... Kkkkkkkkk.....

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Confesso que vou com uma pontinha de frustração, minha vontade era voltar pra Playa del Carmen pra terminar o que eu não comecei. Mas dois fatores me desanimaram: setembro é o mês mais chuvoso e está bem na rota dos furacões (julho a novembro). Desconfio que por isso as diárias estavam tão em conta, ahahaha... Bom, de chuva no Caribe já tive minha cota, eu espero. A rota dos furacões até que não é tanto problema, a menos que passe um furacão, rsrsrs. Eram bons argumentos pra eu postergar a volta pra Playa. Precisava então de outro paraísos na Terra. Sabe, nessa busca por um destino cheguei a uma conclusão importante: "Todas as ilhas do Caribe são uma das ilhas mais bonitas do Caribe", entendeu? Não? Deixa eu explicar: se for procurar informação sobre qualquer ilha do Caribe a introdução é uma só, "Uma das ilhas mais bonitas do Caribe". Mas, de antemão, posso dizer que tem um fundo de verdade, pois, de todas as ilhas do Caribe que eu conheci até hoje, TODAS são divinas. Mas, eu tinha que escolher pelo menos duas ilhas, porque uma só é pouco né, vamos combinar...

Depois de muito procurar, mudar de ideia 478 vezes, trocar reserva de hotel 354 vezes, fazer 8 (OITO) reservas aéreas (eu via a hora que a Copa não ia mais aceitar reservas em meu nome, rsrsrs), mas, resolvido! Difícil essa minha vida viu? Vou de Copa porque pontua no Fidelidade, mentira, pq tava em conta mesmo, rs. Tem um destino hoje em dia que é modinha na América do Sul. Num país que eu nunca imaginei ir na minha vida, Colômbia. Detesto seguir modinhas, então espero que não tenha virado destino de farofeiros que nem Punta Cana. As minhas paradas serão em San Andres e Cartagena das Índias. O que eu sei de lá? Quase nada, só que meu chefe foi e gostou de Cartagena. Mas o que ele me falou de Bogotá não me atraiu nem um pouco. Então, nem por Bogotá eu vou passar. Não vou com boas perspectivas quanto ao clima na Colômbia, esqueci desse detalhe. Nem tô acreditando que fui tão amadora assim. Mas, o que está feito, está feito. Bora tomar chuva na Colômbia. Termino numa ilha que eu já ouvia falar desde sempre. O Márcio foi pra lá e me fez lembrar que esse lugar existe. já foi modinha nos anos 90, então, espero que não esteja mega muvucado. Como diria uma amiga dos meus pais, a Guaciara: "Todo ser humano deveria conhecer Aruba", ahahahaha.... Guaciara é das minhas, afinal, todo ser humano deveria conhecer o mundo todo, e não viver vegetando num cantinho do planeta (essa já é frase de Mark Twain).

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Entrei na fila e já tomei um susto. A menina veio me perguntar se eu sabia do visto de San Andres. Que visto??? Processei a informação o mais rápido possível e lembrei de um blog que a menina falava que o visto era lá na chegada. Mas aí a menina da Copa desmentiu isso, o visto é no ato do check in e você tem que pagar R$62 em dinheiro na hora. Ah, e trocado. Lá fui eu sacar dinheiro e tomar um café pra trocar. Mas tudo bem, tinha tempo, é madrugada, quanto mais eu me movimentar melhor, menos chance de eu dormir no banco. O check in da Copa é mega demorado, então, cuidado se for chegar em cima da hora.

Hesitei um pouco em fazer essa viagem sozinha, teve que o Cris (meu eterno monitor de Eletrônica Digital e o cara que me arranjou o projeto final daquele laboratório, hehehe) vir me animar com a ideia. Ah, e tive que ouvir bronca da Maíra (minha amiga da facul) falando pra mim: "Viu, até a Andrea (minha outra amiga da facul) já viajou sozinha e você fica aí com medinho!"... Ahahaha, o tempo passa e a Maíra continua brava. Acho que é mal de baixinha... Enfim, estou indo, estou indo fugir... Do que, de quem, de onde, sei lá! Não importa o motivo, eu só sei que eu vou...

A INFRAERO INFORMA....

Vam'bora? No ritmo do U2.... Walk on! Siga em frente!

"...
And I know it aches
How your heart it breaks
You can only take so much
Walk on! Walk on!
..."

P.S.: Se nada der errado, lá pelo meio dia, horário do Brasil, estarei pousando em San Andres.
P.S.2: Vejam o primeiro vídeo, ficou bem legal...
P.S.3: Estou pensando na Nicole, que ficou sozinha. Tadinha! Impressionante, parece que a bichinha sabia o que ia acontecer. Que essas 10 noites passem devagar para mim e rápido para ela.

Publicado por Akemi Nomura 21:59 Arquivado em Brasil Comentários (0)

Cancun / Miami / São Paulo

O retorno!

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Visualizar 2013 Estados Unidos e Cancun no mapa de viagens de Akemi Nomura.

O dia começou às 3h da madrugada em Playa del Carmen. Não conseguia mais dormir mesmo, já fui tomar banho. Depois fiquei jogando no ipad, até o horário marcado. 5h da manhã, estávamos fazendo check out. Às 5h20, chegava a van que nos levaria ao aeroporto. Check in feito, embarcamos num voo de 1h15 até Miami. Adianta 1h no relógio, porque o fuso mudou. Na entrada em solo americano, uma fila quilométrica. De quebra, pegamos uma troca de turno, que mudou todos os nossos planos. O carinha da imigração foi extremamente grosso. Eu estou acostumada com pessoas mau humoradas na imigração, mas este me deu vontade de mandar à m****, mas me contive, vai que ele fala espanhol e me entende? Carimba meu passaporte e não me enche, vai.... Pronto, entrei de novo!

Pegamos o carro e fomos até Fort Lauderdale pegar as malas e compras. Conseguimos colocar tudo na mini van, paramos no Wallgreens pra comprar qualquer coisa pra comer no caminho, e voltamos pro aeroporto. Meu, um trânsito! Acho que já era pra eu ir me reacostumando. Bom, despachei uma mala e uma caixa grande. Fila da classe executiva, óóóótema! Foi o tempo do Ricardo chegar e eu me despedir deles. Meu voo era às 18h, embarque 1h antes.

Bom, voar de Copa Airlines era uma novidade. Um ponto fora, os dois embarques, tanto em Miami, quanto na cidade do Panamá atrasaram 30 min. Detesto estar pronta pra entrar e ter que ficar de molho. Viajei mais uma vez na classe executiva, talvez a última vez. O avião era um 737-800. Pra se ter uma ideia, é o mesmo que faz Vitória x São Paulo e o mesmo que fez Miami x Cancun. A classe executiva tinha apenas 16 lugares, com espaço menor comparado com o da Tam. Lembrando que o avião da Tam era um 767. Mas, o apoio para as costas da cadeira era fantástico. O atendimento é muito bom. O garçom, ops, comissário era uma simpatia. Se esforçou em falar portunhol, mereceu meu esforço também. Serviram suco e água na chegada. E já foi recolhendo os pedidos. Eu que não sou muito boa com cardápio em outro idioma, me virei nos 30 pra entender em portunhol. A opção era o molho da salada, ceasar ou italiano, a carne do main course, frango ou carne, e as duas bebidas, da entrada e da refeição. Tinha uma diversidade de bebidas, vinho, whisky, cervejas, etc. Começou com uns aperitivos e uma bebida. Depois veio a salada, uma entrada de queijos com funghi e um molho x. Por fim, o prato principal, uma carne quentinha com legumes. Hmmmm, estava bom. De sobremesa, sorvete! Ah, aqui o comissário pergunta se pode acordar caso durma. Em 3h de voo, aterrissamos na Cidade do Panamá!

Já desembarquei no portão que eu ia embarcar. O aeroporto não me deu uma boa impressão não. Perdi 1h de fuso de novo, voltei pro fuso do México. Com 30 minutos de atraso, embarcamos de novo. Um pouco de confusão porque deu overbooking. Estavam oferecendo US$350 e passagem pro dia seguinte em qualquer voo. Não, obrigada! Se ainda fosse Miami, eu podia pensar, mas aqui não. Embarcamos para a próxima perna de 7h. O serviço, o mesmo que no primeiro trecho, ou seja, jantei de novo. A diferença é que a garçonete, ops, comissária não se esforçava em falar portunhol. Não gostei dela! De diferente foi a entrada, uma sopa de gengibre que estava ótima. E o main course era peixe ou carne, escolhi carne de novo. Dessa vez dispensei a sobremesa, queria dormir. E apaguei!

Aterrissando em Guarulhos

Pousamos em Guarulhos às 6h da manhã. E minha indignação começou no finger ainda. Gente, já no finger começou uma fila. No finger!!! Nunca vi isso antes. Irmã e Ricardo chegaram um pouco antes e escaparam dessa parte do caos. Quando cheguei no corredor, vi passageiros em outro finger enfrentando a lentidão. E assim fomos! Quase parando... Quando desço as escadas pro controle de passaporte assustei com a quantidade de gente na fila. A gente deu umas trocentas voltas até chegar na cabininha. Eu estava ficando tonta já. Essa irmã também escapou, passou um pouco antes. Já no capítulo "pegar as malas", mais um caos. Tinha 1 milhão de pessoas no meu caminho, até eu chegar na esteira 20. Conseguir um carrinho era outro drama e chegar com o carrinho até a esteira, com a esteira tão perto do free shop e 1 milhão de pessoas esperando com seus carrinhos cheios esperando outro 1 milhão de pessoas dentro do free shop, era outro caos. A fila do caixa estava saindo do free shop já. Desisti! Pra ajudar, minha mala demorou horrores. Meu colega chinês da business ficou esperando também. Pronto, minha mala chegou... Eu fiquei imaginando os "colegas" da próxima barreira, a temida RFB.... Cara, não posso perder o respeito pelos colegas nem pela instituição, mas o Brasil tem o Customs mais esculachado do mundo. E posso falar com conhecimento de causa. Com 1 milhão de pessoas saindo, a pessoa do seletor estava batendo papo no celular. Olhei lá dentro e vi 1 (UMA) pessoa trabalhando na bancada. Fica difícil ter que defender o indefensável dessa forma...

Bom, depois dos percalços, o que gerou um desabafo no facebook com várias pessoas concordando, cheguei no Brasil. Minha realidade, minha vida, fazer o quê? Viajar amplia a visão de mundo, eu dou muito valor ao que temos de bom e critico e que podemos melhorar. E no aspecto Borders Control, podemos melhorar e muito!!!

Imagina na Copa???

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Publicado por Akemi Nomura 7:41 Arquivado em Brasil Comentários (1)

E lá vou eu de novo...

overcast 19 °C

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Obrigada mãe! Você estava certa. A independência não tem preço. Poder simplesmente arrumar minhas malas e partir para mais um destino simplesmente porque eu quero, sem depender de ninguém...

Tudo pronto para a próxima viagem. Depois de alguns meses de planejamento, as coisas finalmente vão se concretizar. Depois de um início de ano turbulento, acho que mereço. Acho não, mereço. Renovar amizades, dar muitas risadas, tirar bastante foto e conhecer gente nova, outras paisagens, outros sabores. É um prazer inenarrável poder partir de novo.

Sempre vale a pena citar esse pequeno texto do Amyr Klink:

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.

E vamos no embalo de uma das músicas da minha formatura:

Publicado por Akemi Nomura 17:21 Arquivado em Brasil Comentários (0)

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