Um blog do Travellerspoint

Brasil

Maragogi - Alagoas

Caribe Brasileiro

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Visualizar 2019 - Maragogi no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Depois de fazer esse post da região dos lagos eu me dei conta de que quem entra no meu blog deve achar que só viajo para o exterior. Já tive a oportunidade de viajar muito pelo Brasil e concordo que devo um pouquinho ao meu país no quesito dedicação de posts nessas viagens Brasil afora. Muitas dessas viagens foram há muito tempo. Infelizmente não vou conseguir escrever muito sobre esses lugares. Mas resolvi escrever mais sobre o Brasil. Já fiz um post um tempo atrás mas não escrevi mais. Então esse é dedicado ao nordeste brasileiro.

Quando ouvia as pessoas falarem sobre Caribe Brasileiro eu meio que torcia o nariz. Subestimava mesmo, sabe? Achava que era muito exagero. Ultimamente minha mãe sempre comentava sobre Maragogi e as fotos que ela via nas redes sociais. Depois que perdi papai eu coloquei como propósito aproveitar minha mãe ao extremo. E, na medida do possível, tentar fazer o máximo por ela. Vi o feriado estadual aqui no ES era dia 29/4 e dia 1/5 também era feriado. Usei um dia de eleição e pronto, cinco dias de viagem. Depois eu achei umas passagens da Azul de Vitória direto para Recife e fechei logo. Maragogi fica no meio do caminho entre Recife e Maceió. Com esse voo direto não tinha nem o que discutir. Passagem a R$ 600 ida e volta, partiu Recife!

Uns dois meses depois minha irmã e meu cunhado animaram de ir. Conseguiram passagem de SP pra chegar em horário próximo e pronto. Reservei um carro na Localiza confortável para o calor e as estradas que eu não conhecia. Peguei um hotel bem qualificado no Tripadvisor. Hoje talvez eu teria pegado outro hotel, mais pé na areia próximo à Barra Grande. Mas foi de boa, o hotel era bom e tinha o necessário para uma boa estadia. Era o Hotel Areias Belas. Atendimento bom, quarto confortável, tinha cadeira de praia e guarda sol emprestado, um bom restaurante, enfim, pra mim estava ok.

Um detalhe importante. As praias da região sofrem uma influência absurda da época. E depois eu fui ler que abril e maio não eram meses para ir para Maragogi. Affff!!!! Fui amadora!!!! Agora era tentar fazer do limão uma limonada. A primeira coisa no hotel era ver quando teria maré para ir nas piscinas naturais. Conseguimos UMA maré nos dias que estaríamos lá. E super cedo! Marcamos de nos buscarem às 5h50 da madrugada. Bom, é o que tem, então olha a limonada fresquinha saindo..... Agora era fim de tarde então curtimos a piscina do hotel e depois jantamos ali mesmo, perto da piscina.

DIA 1 - BARRA GRANDE

Thiago, o recepcionista do hotel, fez uma super propaganda de Barra Grande. Procurando na internet achei fotos e vídeos maravilhosos do lugar. Mas.... infelizmente a época do ano, as chuvas, a lua, muita coisa influencia nas praias. Mas vamos começar do começo. Pegamos o carro e íamos para um beach club chamado Meraki. Mas chegando lá apareceu um beach club que parecia novinho e bem estruturado: Barra Mar. Custa R$50 de consumação então, como íamos ficar o dia inteiro, valia a pena. Como chegamos cedo conseguimos pegar um ótimo lugar de frente pro mar. Ma so mar... ahhh... não era nada disso que estávamos esperando. É bem ali em frente que tem aquele banco de areia que aparece em várias fotos de Barra Grande. Mas a maré estava alta e não vimos o banco de areia, o mar estava escuro e com muita, mas muita, alga. O beach club era bem estruturado mesmo, pegamos uma "palapa" com mesa e bancos para quatro pessoas e 3 cadeiras de praia. O atendimento no começo era muito bom, depois que começou a encher ficou um pouco lento. A comida era gostosa mas a macaxeiras foi um pouco decepcionante. Tinha uma lojinha de doces que era um pecado. Tinha piscina também, mas quem vem ao nordeste pra ficar na piscina? Resumo do dia: gostei! Poderia ser melhor se fosse o mar paradisíaco das fotos e vídeos que vi na internet. Mas não acho que a culpa é do lugar, e sim, falta de sorte na época escolhida para vir. Ah, quanto ao beach club, eu acho que valeu a pena pois a estrutura era ótima pra ficar o dia inteiro.

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DIA 2 - PRAIA DOS CARNEIROS

Eu já tinha ouvido falar dessa praia na primeira vez que fui pra Recife. A praia dos Carneiros fica em Pernambuco fica a 1 horinha de carro de Maragogi. Então partiu! Li sobre uns lugares para ficar e decidi pelo Bora Bora. Lá eles falam que é um restaurante mas pra mim é um beach club. Não lembro bem mas acho que a entrada era R$ 20 por pessoa. Lá dentro tem umas "acomodações" mais confortáveis mas tem que ter R$ 300 de consumação. A gente ia ficar o dia inteiro mesmo, então pegamos uma delas de frente pro mar com mesinha e tipo uma cama pra aquele sono depois do almoço. Quem não quer pagar tem várias mesas espalhadas. Tinha umas cadeiras espalhadas por lá também mas nada supera nossa caminha. Chegamos lá e voaram pessoas em cima da gente querendo vender passeio nas praias e piscinas naturais. Óbvio que o do restaurante era mais caro (e mais garantido). Mas decidimos tentar com um da praia. Mas claro que eu esqueci o valor. Quem mandou eu não escrever na hora. Primeiro fomos direto para a piscina natural. Pelo horário só restava uma e tinha que ir rápido porque a maré estava subindo. A água ali era fantástica, estilo caribe mesmo. Depois fizemos mais 3 paradas: no banco de areia, na praia da lama e na famosa igrejinha. Nesse passeio o barqueiro confirmou aquilo que eu supunha: a praia dos Carneiros e todo o terreno ao redor, pertence a uma família chamada Carneiro. Tinha lógica né? Rs. Voltamos pro restaurante para almoçar e pro soninho da tarde. Eu, particularmente, adorei o almoço. Dois pratos pra quatro pessoas foi suficiente. Rolou um cochilinho mas logo mamãe queria entrar na água. E fomos juntas. A maré já tinha baixado horrores e tivemos que andar bastante pra água chegar no joelho, haha. Mas a água estava uma delícia e mamãe não queria sair mais dali. Hoje o dia foi bem proveitoso pois o mar estava realmente delicioso. As águas da piscina natural estava um espetáculo de transparente. A estrutura do Bora Bora era excelente, em que pese fique muito cheio. Resumindo: valeu a pena!

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DIA 3 - PISCINAS NATURAIS

As famosas piscinas naturais de Maragogi... sério, não vá para Maragogi nos meses de abril e maio. Foi muita sorte a gente ter conseguido uma maré, isso mesmo, UMA maré pra visitar as piscinas. As tais Galés que tanto falam eu nem vi. Achava que era tudo a mesma coisa mas pelo que eu entendi, se entendi, não era não. Ah, tem mais um detalhe, a maré ia ser super cedo e iam buscar a gente no hotel às 5h50 da manhã. Sério! Nem podíamos reclamar, pelo menos a gente ia ter uma maré. Sem maré, sem piscinas. Então partiu piscinas! A saída ia ser do Pontal do Maragogi, também uma espécie de beach club. A praia ali seguia o padrão de Barra Grande, ou seja, época errada. Mas o mar a água era bem gostosa. Mas primeiro, as piscinas. O barco não estava cheio, coisa que eu gosto, e chegamos relativamente cedo nas piscinas. O tempo estava meio fechado, ameaçando chuva, tudo jogando contra. Chegou a cair uma chuvinha na ida mas estávamos embaixo da parte coberta. Chegando lá parou a chuva mas continuou fechado. Entramos dentro da água e levamos mamãe pra onde dava pé pra ela. Ela estava de colete mas ainda se sentia insegura, então tá né? Harumi criou coragem e fez um mergulho tipo discover com cilindro. Mas ficava a menos de dois metros com o guia fazendo snorkel e segurando ela no fundo. Pra quem tem medo é legal porque você está bem perto da superfície, hehe. Falando sério, mergulho é um esporte difícil para os ansiosos. Tem que trabalhar bem a respiração e é um aprendizado pra fazer um batismo de verdade. Depois de um tempo o sol saiu e aí mano.... o jogo virou! Eu me senti realmente no Caribe!

Depois do passeio voltamos pro hotel, tomamos café e pegamos o carro de volta ao Pontal do Maragogi. Era pertinho e o hotel tinha uma parceria de forma que não pagamos entrada. Estrutura boa, bem espaçoso, o peixinho frito estava delicioso, o buffet de almoço era ok, bom serviço, enfim, super valeu. Mesmo não sendo paradisíaco o mar (talvez pela época), deu pra aproveitar o dia.

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DIA 4 - Praia de Antunes

Deu pra perceber que o mar estava limpando então como tínhamos um pedaço da manhã resolvemos conhecer a praia de Antunes. A chegada lá é uma espécie de rali com direito a muito lama, hehe. Ali o esquema é mais roots. Tem muitas cadeiras e guarda sol pra alugar. Barraquinhas vendendo comidinhas e bebidas. A maré estava baixa e eu e mamãe resolvemos caminhar... gente, sério, acho que andamos mais de 1km com o mar sem chegar no joelho. Se tivesse tempo acho que dava pra chegar nas piscinas naturais. A água estava fazendo jus ao apelido de "Caribe brasileiro". Pena que o tempo era curto porque hoje o mar estava perfeito. Mas pelo menos deu pra conhecer e aproveitar um pouco.

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Voltando da praia de Antunes era hora de voltar pro hotel, tomar um banho e pegar estrada pra Recife. Chegamos no horário do almoço e fomos num restaurante chamado Camarada Camarão. Confesso que fiquei ressabiada porque parecia nome de restaurante de praça de alimentação. Mas menino (a), que delícia. E olha que eu não curto camarão mas o que eu comi ali.... É pra deixar o Coco Bambu de joelho. Como a AZUL fez o favor de mudar o horário do voo para 2h depois, deixamos Harumi e Okis no aeroporto e fomos devolver o carro. A locação pela Localiza foi super de boa. Depois voltamos pro aeroporto e encontramos os dois. Tomamos um cafézinho na Kopenhaguen e depois embarcamos. Mais uma viagem pra conta!

Publicado por Akemi Nomura 15:00 Arquivado em Brasil Comentários (0)

Região dos Lagos - RJ

Hora de redescobrir o Brasil

sunny 25 °C
Visualizar 2020 - Região dos Lagos no mapa de viagens de Akemi Nomura.

2020... Em 2020 eu finalmente ia acabar com o bullying e ir conhecer Nova Iorque. Sempre que eu falo que não conheço NY todo mundo se surpreende. Em 2015 eu passei por NY a caminho do Canadá. Ali tinha sido o gatilho pra conhecer essa cidade. Não sei dizer porque não fui ainda, parece que não era o momento. E quando eu achei que chegou o momento veio a pandemia! A viagem seria no início de abril de 2020, recebi todos os estornos que tinha direito sem estresse. Consegui remarcar minhas férias pro segundo semestre. Nessa época eu ainda acreditava que ia dar pra viajar no segundo semestre pro exterior... tolinha...

O tempo foi passando e por questões de trabalho acabei não trocando minhas férias. Já novidades na vida pessoal fizeram que o primeiro e segundo período de férias não fossem perdidos, muito pelo contrário, foram bem aproveitados. Mas aí a cabeça já estava pedindo uma pausa. Já tinha combinado com Rosana de fazer algo em outubro. Ainda não me sentia à vontade pra entrar num avião então a ideia foi resgatar um convite antigo do Junior e ir pra casa dele pra "eu" conhecer a região dos lagos. Sério, não sei como não conhecia essa região. As primeiras fotos que eu via eu já achava que não devia ser tudo isso. Que devia ser meio forçado. Mas todo mundo que tinha ido falava que não, que era tudo aquilo sim...

Depois de um início de mês com um calor infernal, a minha primeira semana de férias foi com tempo instável, chuva e ventos. Seria um prenúncio de uma semana de férias na região dos lagos? 2020 né? Não dava pra duvidar de nada... Chegou o sábado e caía uma chuva fininha. Agora vou de qualquer jeito. Como sou early bird eu tinha acordado às 4h e me arrumei sem correria. Saí de casa às 6h39. O Waze previa 5h05 de estrada. Foi super tranquilo apesar da leve chuva em alguns trechos. Não sou muito de pegar estrada, sozinha então... O máximo que eu fazia era ir de São Paulo até Campinas, ou Vila Velha até Guarapari, haha. Nunca mais de 100 km. Só passei dos 300km dirigindo duas vezes na vida, uma em Portugal e outra na Califórnia. E na Califórnia foi a única que que fiz esse percurso sozinha. Sou meio medrosa, deu pra perceber, haha. Graças a Deus a viagem foi super tranquila e pouco mais de 5h depois eu cheguei em Rio das Ostras.

Rio das Ostras

Já começo dizendo que Rio das Ostras me despertou memórias afetivas. Era a primeira vez que vinha aqui mas achei que essa cidade me lembrou muito um estilo que era Vila Velha no fim dos anos 80, início dos anos 90. Vou tentar lembrar um pouco do que eu vi no rolê na cidade, vou esquecer de algumas coisas, claro, me perdoa Junior. Mas vamos lá....

Quando eu cheguei demos uma rolê na cidade. Aí que o bicho pega porque escrevendo agora deu um bug nas informações, haha, shame on me. Lembro dos nomes mas não estou associando aos lugares. Praia da Joana, Remanso, Praia do Centro, Praia das Tartarugas, Praça da Baleia... Ai gente, eu adorei a praia das Tartarugas. Essa eu lembro. Quero ir lá de novo. Aqui em Vitória a praia é cheia de tartaruga também e eu nunca vi. Só vejo tartaruga e arraia da janela do trabalho. Lá em cinco minutos foram várias... tão bonitinhas. Mamãe ia amar! Curti aquela vibe da praça da Baleia e da Tocolândia também. Lembro que tinha uma lojinha de prata ali que eu não entrei. Adoro prata, rs. Ali do mirante dá pra ter uma vista maneira da cidade também. Ah gente, morar na praia não tem preço.

Gostei da praia da Costa Azul. Saí pra andar nela com a Lu na altura da lagoa de Iriri (Iriry?). Fomos para o lado da reserva. A ideia era andar um pedaço e voltar mas a gente foi indo, indo, indo.... chegou uma hora que eu falei: "Ah Lu, falta pouco, vamos até o fim". A Lu como é animada topou já que não estava sozinha. Gente, esse quase não chegava nunca, hahaha. E aquela curvinha lá no final, acho que chama praia da reserva (vi no google maps, hehe). Aquela curvinha não tinha fim.... Misericórdia! Mas valeu a pena porque no final o mar estava mais tranquilo e dava pra entrar. A água nem estava tão fria como eu imaginava. Eu não entrei ali, entrei depois das pedras numa prainha mais fechada. Estava mais fria, devia ter entrado antes, haha. Mas não estava nada sofrido não, devagar eu vou... Depois a Lu chamou pra entrar na lagoa ali do lado e lá a água estava uma delícia.

Motivos pra voltar? Vários.... :-)

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Búzios

Ah Búzios.... finalmente! Primeira parada, Geribá! Que praia linda! O dia colaborou e o cenário foi perfeito. Chinelo na mão, bora dar uma caminhadinha. A areia molhada gelada não negava que o mar estava frio. Mas estava convidativo. Eu não gosto de água fria (acho que todo mundo prefere um mar quentinho), mas dava pra entrar. A praia estava tranquila afinal era uma terça feira, fora de temporada e no meio de uma pandemia. Só assim pra ter esse cenário.

Fomos para João Fernandes. As praias de João Fernandes e João Fernadinho são vizinhas e não há ligação terrestre entre as duas. João Fernandinho parece ser mais tranquila. Ficamos em um quiosque em João Fernandes pra comer um aperitivo. Eu adorei esse lugar. Não é uma praia longa, por isso parece ser mais aconchegante e tem uma boa estrutura. Ali eu caí na pegadinha, hehe. Gente, eu vim pra Búzios pela primeira vez, eu tinha que entrar na água. O Junior me chamou: "vem que a água tá boa". Eu fui! Eu estava batendo queixo e tentando disfarçar, haha. Mas sabe o que é? Estava ventando muito. Tinha hora que batia umas rajadas de vento que misericórdia. Talvez no verão não seja tão sofrido, hehe. Por outro lado eu curto um movimento mais tranquilo. Então valeu a pena a água gelada, rs.

Nosso city tour continuou com umas paradas no caminho até Praia Brava, onde fica o Silk Beach Club. Olhando o google maps aqui descobri que ali tem uma escola de mergulho. Olha aí um lugar bom pra passar o dia. Olhamos o cardápio e os preços pareciam razoáveis. Não sei como é na alta temporada, imagino que como toda Búzios seja um lugar cheio. Mas achei ali uma ótima opção também.

Aí chegou a hora da turista aqui dar um rolê na rua das pedras e na Orla Bardot. Nesse ano estranho não podia ser diferente, algumas lojas fechando e a rua praticamente vazia comparando com os tempos "normais". Eu gosto de uma tranquilidade mas eu acho tão triste esse novo normal. Búzios é um charme, continua sendo um charme. Isso tudo vai passar e as coisas vão voltar a ser como antes. Ali paramos para um sorvetinho e seguimos o script até a Orla Bardot. Que é outro lugar que achei super gostoso, super agradável. E como boa turista tinha que tirar uma foto com Brigite.

Continuando a rota traçada pelo guia, partimos para o Mirante do Pai Vitório. Ah, esqueci de falar, Búzios estava com barreira por conta da pandemia. Porém quando se tem um guia com carro emplacado em Búzios, não se tem problemas, rs. Digo isso pq tivemos que passar pela barreira na volta. Junior descolou um caminho que facilitava a chegada na trilha. Fomos indo, eu com a minha leseira que é normal, mais devagar. Até que chegamos num ponto que minha ansiedade e fobias foram postas em testes. Olhei pra cima e travei! Não dava pra mim, eu não iria conseguir descer. Pra cima pode até ser que eu conseguisse, me agarro ali naquelas pedras e vou. Mas quando eu vi que não ia conseguir fui dar a volta pra descer, pra quê que eu fui fazer isso? Hahahaha... Olhei pra baixo e vi aquelas pedras o coração disparou. Será que tem tratamento isso gente? Nossa, eu tenho a sensação de que só piora. Frustrei as expectativas do Junior, hehe. Pra ele subir ali é tranquilo. Rosana também subiria se não fosse o joelho, certeza. Mas euzinha aqui, sem condições. Até deu pra tirar umas fotinhas legais mas o top ficou a cargo do Junior que subiu aquilo em dois palitos, haha.

Finalizando o dia, Portinho da Barra. De acordo com o guia é um local para locais. Super a minha cara um lugar desse. Claro que quando a gente turista por um lugar pela primeira vez tem que conhecer os pontos badalados. Mas eu super gosto desses locais mais sossegados. E vou te falar, que lugar gostoso. Tudo dentro do planejado, escolhemos o restaurante Mercado do Porto pra finalizar a noite. Delícia!

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Cabo Frio

Expectativas sobre Cabo Frio? Zero! Nem positivo nem negativo. Não tinha ideia do que esperar. E de cara já fomos para praia do Forte. Caramba! Eu não tinha ideia que existia uma praia tão bonita no Brasil. Tipo areia branquinha e mar clarinho. Cara, não deixa nada a desejar a praias maravilhosas que já passei. O vento frio que vinha do mar me deixou receosa quanto à temperatura da água mas pisei lá e não estava não. Não era quentinha, é verdade, mas estava razoável. Acho que me falaram tanto que essa região a água era gelada que vim esperando um mar do Pólo Norte. Nessa hora foi bom ter essa expectativa, haha.

Fomos até a igrejinha lá na ponta, estava fechada, mas rolou uma subidinha pra ter outra visão da praia. Eu meio lesa pra subir nas pedras mas sabe que mesmo assim eu curto. É uma fobia de queda mas indo devagar eu vou. Com o Junior por perto foi de boa. Cara, que vista dessa praia. O dia estava aberto, deixou o mar clarinho.... super curti! Agora num mar desse tinha que rolar um tchibum, né? Não tinha como não entrar...

Agora bora parar pra almoçar senão o humor da pessoa que vos escreve se transforme. Mais um walking tour numa região bacana da cidade, Boulevard Canal. Sabe aquele lugar gostoso pra dar uma caminhada? Com lojas e restaurantes? Super curto esses ambientes.

A segunda etapa de Cabo Frio foi na praia das Conchas. E bora pra mais uma trilha. Chinelo não é uma boa opção mas não era tão complexo assim. Tudo bem que eu tirei o chinelo e fiquei descalça mas tinha trecho que machucava o pé. Mas até que eu não dei tanto trabalho pro Junior pra chegar no objetivo da trilha, haha. Até fomos pra um lado que não estava nos planos. Eu sou lerdinha mas eu vou, desde que não tenha a altura como desafio, aí o psicológico não deixa, hehe. A vista era linda, não tinha como ser diferente... rs. Rolou até um tchibum mas eu não tive coragem não. No final devia ter ido, parece que não estava tão ruim pra sair depois. Mas já valeu a pena.

Mas Cabo Frio não ia acabar aqui. No dia seguinte o passeio era em Arraial do Cabo. Mas por conta das barreiras na entrada da cidade em razão da pandemia, os passeios de barco saindo de Arraial estavam relativamente cheios mesmo na pandemia, optamos por um a passeio de lancha privado saindo de Cabo Frio. Então tivemos na volta uma parada na Ilha do Papagaio. Ali ficamos pra assar uma carninha, dar um mergulho e curtir a vibe do lugar maravilhoso. De acordo com o Junior ali é o lugar do pôr do sol. Pena não ter sido possível dessa vez. Eu nem gosto de pôr do sol, né gente? Rsrsrsrs. Eu simplesmente amo pôr do sol, nascer do sol, o sol... hahaha. A ideia de fazer um churrasquinho foi muito boa. Ai gente, que dia delícia foi esse, que lugar maravilhoso, caramba!

Ainda paramos na Ilha do Japonês. Uma água rasa, clarinha, um espetáculo. A Liz se divertiu vendo os peixinhos, camarões, tinham várias lanchas paradas ali. Um fim de tarde perfeito!

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Arraial do Cabo

Arraial do Cabo! Não se sei o Junior fez a ordem de propósito ou só seguiu a previsão do tempo mesmo. Arraial do Cabo eu tinha grandes expectativas. Isso me preocupa um pouco porque grandes expectativas podem gerar grandes decepções também. Pra mim o maior exemplo disso foi Porto de Galinhas. Não sei, esperava mais de lá e me frustrou um pouco. E lá ia eu pra Arraial com grandes expectativas de novo. Estava esperando também uma água congelante mas decidida a entrar independente da temperatura. Nem que fosse pra ficar dois minutos como na Grécia, mas eu ia entrar.

Bom, estamos no meio de uma pandemia e Arraial tinha barreira na entrada para os não residentes. Tinha que ter reserva de passeio de barco pra poder entrar. Junior pesquisou os passeios de barco e concluímos que os barcos estavam saindo muito cheios. Parece que não estavam saindo na capacidade total por conta da pandemia mas se eu não me engano tinham cerca de 50 pessoas nos barcos. Algo assim. Por maior que fosse achamos que seria uma exposição desnecessária. Aí ele levantou uns valores de lancha particular. Como Rosana deu aval que valia a pena e eu conheço Rosana e o perfil dela eu nem pensei duas vezes. Bora lá!

A lancha ia sair de Cabo Frio. No caminho o cara da lancha convenceu o Junior a levar coisas pra churrasco, então paramos no caminho pra comprar carninha... Chegamos no local do embarque a lancha estava lá. A lancha era ótima, bom espaço, estávamos em quatro adultos e uma criança, além do marinheiro. Tinha uma parte na frente descoberta na hora de procurar um solzinho. A travessia até Arraial bateu um pouco. Não teve como não lembrar da lancha de San Vicente e Granadinas, haha. Aqui foi tranquilíssimo perto do que passei lá, praticamente mar flat, hahaha. Tô rindo mas é de nervoso, hahaha. Enfim, nem me preocupei com onda, estava de boa, só procurei formas de não ficar enjoada, então preferi ficar na parte de trás.

Enfim, Arraial do Cabo! Que lugar MAGNÍFICO! Atendeu absolutamente todas as altas expectativas que eu tinha do lugar. Apaixonei! Sem acreditar ainda que tem um lugar desse tão perto de casa. A cor da água é perfeita e não deve nada aos mares mais lindos que já fui, e foram vários viu? E a vantagem de estar de lancha é encorar num cantinho mais reservado sem entrar na aglomeração. Pandemia né gente.... Fizemos uma parada pro primeiro mergulho. Fui meio tensa esperando a água congelada. Quando o marinheiro falou que estava 18 graus então só pensei: "lascou". Mas eu ia entrar de qualquer jeito. E não foi isso tudo que eu imaginava. Nunca mais reclamo dos 21 graus de Guarapari, haha. A água estava ótima gente! Sério! Precisei passar um tempinho acostumando mas depois que acostumei, ficou perfeita.

Dali a gente tinha a visão da famosa praia do Farol e das prainhas do Pontal, onde tem a escadaria que aparece em todas as fotos de Arraial do Cabo, hehe. E do outro lado a praia do Forno, que chega de trilha. Mais uma parada pra outro mergulho porque a água ali era especial. A Liz estava empolgada, não queria sair dali. Também, eu consigo entender ela.... rs.

Depois fomos para a Praia do Forno. Não a praia propriamente dita, mas ancoramos em frente a ela. E mergulhamos... era a água mais "quentinha". Tudo bom que depois bateu uma corrente mais geladinha, mas nada insuportável. Não chegou nem perto do que eu passei de frio na Grécia. A previsão do tempo uns dias antes não era boa mas o universo conspirou para um dia perfeito.

Dali resolvemos cruzar de volta pra Cabo Frio por conta dos ventos que deviam entrar no final do dia. A volta foi quase um tapete, rs. Sério, foi bem mais tranquila que a ida. Depois de San Vicente e Granadinas, meu povo, nada pode ser pior que aquilo. Aqui foi sossego total. As paradas eu já citei acima na parte de Cabo Frio.

E sobre Arraial do Cabo? Não tinha como ter sido melhor. Todas as expectativas foram alcançadas com sucesso. Realmente, são as fotos do instagram, hehe. E fazer esse passeio de lancha deu um glamour ainda, haha. Foi tudo perfeito! Amei esse lugar e vou querer vir com mais frequência, com certeza!

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E foi assim que conheci a região dos lagos. Todos sempre falaram bem dessa região e eu nada de conhecer. Viajar durante a pandemia foi uma experiência diferente. A gente tem que tomar alguns cuidados, evitamos aglomerações, e aproveitamos a tranquilidade dessa época. Acho que estamos numa situação que temos que viver nesse novo normal. Viajar você acaba se expondo um pouco mas está insustentável manter um confinamento por tantos meses. Então, o negócio foi usar máscara, abusar do álcool em gel e manter o distanciamento de pessoas fora da sua convivência.

Eu, particularmente, gosto de lugares tranquilos. Ao mesmo tempo que eu gosto da tranquilidade eu achei triste ver alguns lugares vazios por conta da pandemia. Imagino como deve ser em alta temporada e fora de pandemia. Daí não é muito o meu perfil. Claro que sem pandemia talvez seja mais movimentado mesmo sendo meio de semana e fora de temporada. Mas nada deve se comparar ao verão "normal". Também demos uma esticada pra Praia Seca. Outra praia linda. Tava meio brava mas acho que os ventos estavam um pouco além do normal esses dias. Mas tudo bem, contrariando as primeiras previsões os dias foram lindos. Possivelmente rolou uma mistura de fotos ou repetição. Com certeza eu esqueci de falar de alguma coisa. A ideia principal deste post nem foi ser informativo, mas sim passar as minhas impressões. Na real, sem fazer média. E é isso aí, mais um período de férias concluído com sucesso! Feliz demais!

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Publicado por Akemi Nomura 14:53 Arquivado em Brasil Comentários (0)

Aparecida

No caminho de São Paulo

sunny 29 °C

Oi gente, tudo bem? Esses dias eu fui com minha mãe de carro de Vila Velha até São Paulo e chegando na Dutra ela deu a ideia de parar em Aparecida. Chegando lá eu pensei porque não escrever algo no blog sobre alguns lugares do Brasil enquanto estou na entre safra de viagens ao exterior.

A viagem foi tranquila até lá. Era véspera de carnaval mas a estrada estava incrivelmente sossegada no sentido de São Paulo. Isso desde Vila Velha. Chegando na Dutra mamãe disse que gostaria de parar um pouquinho em Aparecida para agradecer a viagem tranquila e segura que nós fizemos. Por que não? Passando por Lorena, depois Guaratinguetá, pegamos a saída 71, a mais próxima ao Santuário. Logo de cara já tem abordagem de vendedores. Mas nem paramos, fomos direto ao estacionamento. O valor era R$ 21 a diária. Não tinha fração. Achei meio caro mas se for pra conservar o lugar tudo bem.

O dia estava bonito e a vista do Santuário era excepcional. O Brasil é a maior nação católica do mundo, era de se esperar ter o maior templo dedicado á Maria no mundo. Esse imenso templo religioso hoje é conhecido como a Basílica Nova. A antiga fica em outra parte da cidade acessível deste templo. A pedra fundamental foi lançada em 1946 e a construção mesmo só começou em 1955. Brasil minha gente... Existe registro da primeira missa no local realizada em 11/11/1946 mas as atividades religiosas só começaram efetivamente em 1982, quando a Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi transladada da Basílica Velha para a Basílica Nova. Em 1980 o Papa João Paulo II consagrou o templo que três anos mais tarde foi oficialmente declarado pela CNBB como Basílica de Aparecida Santuário Nacional. Após João Paulo II os papas Bento XVI e Francisco I também estiveram no local.

A história de Nossa Senhora Aparecida acredito que muita gente conheça. Mas não custa falar um pouco aqui. Em 1717 os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso foram para o Rio Paraíba do Sul, na cidade de Guaratinguetá, pescar. Os moradores iriam fazer uma festa de boas vindas ao governador da capitania que passava pela região e os pescadores participariam com o fruto de sua pesca. Era meados de outubro, um período não muito bom para a pesca. Então, rezaram pedindo proteção e benção para Virgem Maria. Após algumas tentativas frustradas jogaram a rede no Porto Itaguaçu e pescaram o corpo de uma imagem. Lançaram a rede mais uma vez e veio a cabeça que se encaixava perfeitamente. Após este acontecimento o barco começou a encher de peixes pulando em todas as direções. Depois desse episódio a história se espalhou a devoção pela Santa encontrada nas águas só cresceu. primeiro foi construída uma capela, depois a basílica que se tornou o maior santuário de devoção à Maria no mundo.

Independente de fé, de crer ou não crer, a história de Nossa Senhora Aparecida é marcante no Brasil. Mesmo o Brasil sendo um estado laico Nossa Senhora Aparecida é padroeira do Brasil e comemora-se seu dia todo 12 de outubro, feriado nacional. É um lugar que transborda paz, que é tudo que nosso povo precisa.

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Publicado por Akemi Nomura 09:13 Arquivado em Brasil Comentários (0)

Rio de Janeiro

Um dia olímpico

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Oi gente! Eu confesso que não tinha pensado em escrever esse post. Estava contando pra minha amiga e ela perguntou porque eu não ia escrever. É mesmo né? Foi uma experiência tão maneira que eu não podia deixar de registrar. Afinal esse blog trata-se de um diário de viagens. E foi uma viagem... uma viagem olímpica....

Vamos ao começo. Era uam segunda feira, final de julho e meu irmão em manda um whatsapp perguntando o que eu ia fazer dia 10 de agosto, se eu estaria viajando, enfim, respondi. Estaria aqui em Vitória mesmo. Ele disse que tinha um convite para ir numa prova de natação com tudo pago. Demorei a entender do que se tratava, hahaha, muito lesada. Quando eu entendi eu disse pra me colocar nessa porque eu queria participar. Ainda mais com tudo pago. No final a data nem era dia 10, era dia 11. Conversei com minha chefe para ajustar esse dia e tudo ok, lá vou eu.

Gente, quando meu irmão disse tudo pago, era inclusive a passagem aérea e hotel. Não era só ingresso como eu pensava de primeira. Reservaram pra mim um voo de Vitória pra São Paulo e de lá pro Rio. Encontrei meu irmão no voo de Congonhas pro Santos Dumont. Só com bagagem de mão, afinal era praticamente um bate e volta, chegamos no Rio na quarta à noite. Friozinho, chuva e a moça do receptivo nos aguardava. Tinha chovido muito naquele dia, inclusive algumas partidas de tenis tinham sido canceladas. Fiquei pensando em quem fez bate e volta só pra aquilo, como a gente estava fazendo.... Agora era torcer pra não chover no dia seguinte.

De van fomos levados até o hotel que ficava no Flamengo, chama Windsor Flórida. Parece que antigamente era só hotel Flórida. Foi comprado pela rede Windsor, reformado e ficou 10. Tinham várias delegações lá. Não atletas, acredito que era gente de comitês nacionais, talvez parte de comissão técnica. Não sei se todos ficam na Vila dos Atletas. Enfim, tinha um andar que parecia que eram só QGs: era Time Grâ Bretanha, Time Itália, Time China, Time não sei o que.... Bom, quanto ao hotel, posso dizer que era muito bom. Reformado, quartos limpos, amplos, bom banheiro, boas facilidades (É assim que se fala? Em inglês a gente se refere como facilities, mas em português não sei.). Nessa minha fase fit eu já tinha visto na internet que tinha uma pequena academia no hotel com esteira da Life. São as mesmas esteiras da Bodytech. Já tinha visto onde ficava a Bodytech ali em Botafogo, mas já que tinha no hotel e eram boas, era ali mesmo que eu ia malhar. Ainda no terraço tinha uma piscina (mas tava friiiiio) e um bar onde os gringos iam no fim de dia. Não tinha vista muito bonita além do Cristo Redentor lá longe, afinal, era o centro do Rio. Enfm, quanto ao hotel, não faço a ideia do preço pois não paguei, hehehe, mas ue gostei bastante do hotel, se couber no budget eu recomendo.

Bom, hora de jantar. Depois de conhecer o hotel e esperar um pouco o trânsito melhorar, bora chamar um Uber. Essa parte era por nossa conta. Deixei o irmão escolher porque se dependesse de mim eu não seria tão criativa, provavelmente seria Outback. Fomos no Gula Gula, uma rede tradicional no Rio com menu diversos ali na Casa Gourmet, do lado do Rio Sul. Essa região me lembra quando eu vinha no Rio quando criança. Já frequentei muito o shopping Rio Sul. Aliás, dessa época eu só lembro do Rio Sul e do Barra Shopping (que era loooonge). Irmão hiperativo, como sempre, foi mapear o que rolava na Casa da Áustria, que ficava ali no Botafogo (clube). Depois de comer fomos só ver o que rolava ali. Tinha uma fila quilométrica pra entrar e não andava. Passamos na frente pra ver e a balada rolava solta. Parece que tava legal mas minha alma de 80 anos me chamava pro hotel e no dia seguinte a van ia passar às 7h pra nos buscar.

Bom, o café da manhã começava às 6h30, deu tempo de comer de boa antes da van chegar. Dali, nos levaram para o meeting point da Latam. A ideia inicial era, depois de pegar a gente, ir até o Recreio pegar mais duas pessoas. mas como estava sem trãnsito, chegamos cedo e a moça decidiu ver se tinha algum ônibus disponível pra gente ir mais cedo. Tinha! No meeting point tinha um lounge bem bacana da Latam com comidinhas e bebidinhas. O ônibus saiu às 8h30 e nos deixou às 9h em uma entrada exclusiva ao Parque Olímpico.

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Descemos praticamente na porta, estava cedo, não tinha fila, foi super sossegado, Claro que eu não levei um monte de cacareco pra parar no raio x, só o necessário pra sobreviver. Já nos encaminharam para a Hospitalidade que é uma espécie de área Vip. Tinham várias ali, a nossa era a Ipanema. Já recebemos a pulseirinha e ficamos um pouquinho por ali. Bebida, comidinha, muito lugar pra sentar, várias televisões passando um pouco de tudo, wifi e banheiro limpo. Ah, e mimo, muito mimo. Foi um dia pra divar e vipar, hahahaha.

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Depois fomos dar uma volta pelo Parque Olímpico. Eram umas 9h30 e, pelo menos andando no parque, tinham poucas pessoas. Fomos andando pelas arenas, tudo muito amplo, limpo e bem bonito. Ali no Parque da Barra eram 9 arenas. Claro que tinha que tirar uma foto nos anéis olímpicos. Fiz um "acoxambramento" porque não estava a fim de fila. Fomos na mega loja que tinha lá dentro. Gente, tudo caaaaarooooo. Um bonequinho daqueles mascotes, não sei se é o Tom ou Vinicios, saía por R$ 115. Detalhe, o pequeno. E o esquema da loja era fazer vc ir andando em zigzag pra saída, aí vc tem que passar por tudo, sabe? Mas já não estava pensando em comprar nada, com aqueles preços então....

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Bom, vamos lá, três coisas estavam reclamando da organização que não me atingiram devido ao pacote da Latam. Os banheiros estariam sujos e não teria água. Não cheguei nem perto. Taí uma coisa que eu tenho nojinho, muito nojinho. Como eu tinha acesso a hospitalidade esse problema eu não passei, mas também não sei se tinham resolvido ou não. Problema número dois e muito importante: comida. Teriam filas quilométricas, sujeito a ficar muitp tempo na fila e chegar lá e não ter comida. Sei como é isso porque passei por isso na Copa. Mais uma vez esse problema não me atingiu devido ao acesso à hospitalidade. Nem tentei ver o que tinha. Na hora que estávamos andando pelo parque tinha pouca gente então não tinha fila, mas na hora do almoço eu não sei. Outra questão era o fato de só vender "porcaria", tipo pizza, cachorro quente, essas coisas. Por volta das 12h30, quando me dirigia ao estádio aquático, não percebi grandes filas não. Não sei se resolveram a questão ou se não tinha comida. Enfim, na hospitalidade tinha bebida e comidinhas à vontade. Como eu ia falar não? Hahahaha. Terceiro ponto, filas na chegada. Mais uma vez o esquema da Latam veio com tudo pra deixar meu dia perfeito. O nosso acesso era separado da geral. Nos deixaram bem na entrada separada, estava cedo, sem fila, e já saía na hospitalidade e estádio aquático. Mas essa parte aparentemente funcionoava direitinho. Se houve problema nos primeiros dias, naquele dia não parecia ter. O portão abria às 8h, mas a maior parte das pessoas chegava por volta das 9h30. Como muitos jogos começavam às 10h a conclusão é que o povo chegava em cima da hora mesmo. Aí é uma questão cultural, realmente absorver tanta gente de uma vez é complicado. Mas aparentemente naquele dia essa parte funcionou bem.

De volta pro relato do dia. Saindo da loja, já tínhamos dado a volta no Parque, passando pelas arenas no outro extremo, porque não voltar pra hospitalidade e ficar ali de bobeira? Era só escolher um lugar próximo a uma televisão que passasse algo que interessava e ficar lá. E se tivesse passando badminton, haha, era só pedir pra colocarem no, sei lá, judô. Porque ninguém merece ficar assistindo badminton né? Hehehehe. Quando deu 12h serviram o almoço. Comidinha quentinha, gostosa, com boas opções, comendo bem acomodada. Tinha uma ssobremesas bem gostosas também, ou pelo menos parecia, haha.

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Hora de ir pro estádio aquático.

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Dois minutinhos tava lá. A entrada foi bem sossegada, o estádio aquático não estava lotada. Faltou um pouquinho de voluntário na parte externa pra ajudar a achar o acesso certo, mas lá dentro tava tudo ok. A arena estava lindíssima! Fiquei boquiaberta. Tá certo que tb tinha assento atrás de coluna, mas essa parte abafa pq não tinha ninguém ali mesmo. Mas absurdo fazer um negócio daquele e colocar assento atrás de coluna, fala sério! Bom, tirando isso estava tudo perfeito. E era dia de ver grandes atletas. As monstras Katie Ledecky e a iron lady Katinka qualquer coisa (não sei o sobrenome dela) imperaram. Mas a cereja do bolo foi ele, o maior atleta olímpico de todos os tempos. Bateu recorde que durava dois milênios e, acredito, não devo viver pra ver alguém bater esse recorde. Ninguém menos que Michael Phelps. O cara é simplesmente sobrehumano. E eu vivi pra ver ao vivo. Amo a natação desde sempre e pude ver o melhor dos melhores. Essa experiência com certeza foi inesquecível.

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Eram umas 15h00 quando acabou a natação, era hora de deixar o estádio aquático. O translado sairia às 16h dali, ainda tinha tempo pra ir pra hospitalidade comer alguma coisinha e assistir algo que estivesse acontecendo naquele momento. Deu 16h a hospitalidade fechava para se prepararem pra parte da noite e nós nos preparávamos para ir embora. Foi um longo trajeto. Do Parque Olímpico pro meeting point na Barra, depois fomos deixar duas pessoas no Recreio dos Bandeirantes, por fim, caminho de volta fazendo praticamente todo "do Leme ao Pontal", só que ao contrário. A hora que chegamos na zona sul, meus amigos, parou tudo. Eu já estava pra lá de Bagdá naquela van. O trânsito de Copacabana estava pra dar saudades do de São Paulo. Simplesmente terrível. Resultamo, saímos às 16h da Barra e chegamos às 19h no hotel no Flamengo.

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Estava mega cansada, mas mesmo assim me arrastei até a academia do hotel no 10º andar e foi ótimo. Coloquei todo cansaço pra fora naquela esteira. Voltei pro quarto e fui tomar um banho. Depois saímos e fomos jantar no shopping Rio Sul. O shopping Rio Sul me remete à infância, quando ia bastante ao Rio de Janeiro. Acho que já falei isso, ou não? Hehe. Preguiça de reler... Enfim, depois de jantar light voltamos pro hotel. Queria ver a final dos 200 medley mas eu dormi de tão cansada. Pior, estava vendo a premição de uma prova de natação anterior à final e dormi bem nessa hora. Não vi o Phelps ganhar mais um ouro, mas, tudo bem. A sensação de estar numa Olimpíada, que é algo que eu amo de verdade, já valeu a pena. Foi um dia olímpico pra não esquecer...

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No dia seguinte, antes de ir pro aeroporto, deu tempo de dar uma passadinha no Boulevard Olímpico. É uma área portuária do Rio que estava completamente degradada. Era feia, bem feia. A perimetral passava ali rpa deixar mais feia ainda. Os navios de cruzeiro que chegavam ali davam de cara com um lugar horroroso. Era horroroso! Não é mais! Colocaram a perimetral no chão, arrumaram os armazéns que não tinham uso, fizeram um calçamento, revitalizaram a área, a prala Mauá ganhou o belíssimo museo do amanhã e o centro do Rio ganhou vida. Esse foi um grande leago pra cidade. Tá certo que eu me pergunto também porque não ter feito isso antes, porque foi necessário Olimpíada pra ter uma ação da administração como essa? Mas, enfim, depois de um dia maneiro desse não é hora de mau humor. O fato é que ficou muito lindo e, não tem como negar, o Rio de Janeiro continua lindo!

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Agora, fala pra mim, fazer tudo isso "na faixa"... eu tenho ou não tenho o melhor irmão do mundo?

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P.S.: Melhor irmã do mundo também, afinal, se não fosse por ela eu não teria ido na abertura da Copa.

Publicado por Akemi Nomura 08:05 Arquivado em Brasil Comentários (0)

Aeroporto de Guarulhos

A Busca

sunny 27 °C
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Madrugada de terça feira. Cá estou eu no aeroporto de Guarulhos partindo pra mais uma empreitada. Imagina que eu, viajada, rodada, fiquei perdida sem saber pra que lado seguir. Cheguei a cogitar interromper minhas férias, só que não, rs. O Mau tentou me convencer a interromper minhas férias, disse que a sala fica muito chata sem mim, kkkkkkkkk.... Eu sei que eu sou legal, mas não sabia que era tanto, ahahahaha. Pensei em ir pra Espanha, mas me dava preguiça só de pensar no que eu teria que pensar por lá. Ok, admito, não tava a fim de ir pra Espanha. Como eu não tenho ninguém pra pensar pra mim, escolhi fazer algo bom, barato e de pouco raciocínio. Parece que vejo o Zé falando que eu optei por uma viagem barata porque meu pai falou pra minha mãe falar pra eu gastar menos.... Kkkkkkkkk.....

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Confesso que vou com uma pontinha de frustração, minha vontade era voltar pra Playa del Carmen pra terminar o que eu não comecei. Mas dois fatores me desanimaram: setembro é o mês mais chuvoso e está bem na rota dos furacões (julho a novembro). Desconfio que por isso as diárias estavam tão em conta, ahahaha... Bom, de chuva no Caribe já tive minha cota, eu espero. A rota dos furacões até que não é tanto problema, a menos que passe um furacão, rsrsrs. Eram bons argumentos pra eu postergar a volta pra Playa. Precisava então de outro paraísos na Terra. Sabe, nessa busca por um destino cheguei a uma conclusão importante: "Todas as ilhas do Caribe são uma das ilhas mais bonitas do Caribe", entendeu? Não? Deixa eu explicar: se for procurar informação sobre qualquer ilha do Caribe a introdução é uma só, "Uma das ilhas mais bonitas do Caribe". Mas, de antemão, posso dizer que tem um fundo de verdade, pois, de todas as ilhas do Caribe que eu conheci até hoje, TODAS são divinas. Mas, eu tinha que escolher pelo menos duas ilhas, porque uma só é pouco né, vamos combinar...

Depois de muito procurar, mudar de ideia 478 vezes, trocar reserva de hotel 354 vezes, fazer 8 (OITO) reservas aéreas (eu via a hora que a Copa não ia mais aceitar reservas em meu nome, rsrsrs), mas, resolvido! Difícil essa minha vida viu? Vou de Copa porque pontua no Fidelidade, mentira, pq tava em conta mesmo, rs. Tem um destino hoje em dia que é modinha na América do Sul. Num país que eu nunca imaginei ir na minha vida, Colômbia. Detesto seguir modinhas, então espero que não tenha virado destino de farofeiros que nem Punta Cana. As minhas paradas serão em San Andres e Cartagena das Índias. O que eu sei de lá? Quase nada, só que meu chefe foi e gostou de Cartagena. Mas o que ele me falou de Bogotá não me atraiu nem um pouco. Então, nem por Bogotá eu vou passar. Não vou com boas perspectivas quanto ao clima na Colômbia, esqueci desse detalhe. Nem tô acreditando que fui tão amadora assim. Mas, o que está feito, está feito. Bora tomar chuva na Colômbia. Termino numa ilha que eu já ouvia falar desde sempre. O Márcio foi pra lá e me fez lembrar que esse lugar existe. já foi modinha nos anos 90, então, espero que não esteja mega muvucado. Como diria uma amiga dos meus pais, a Guaciara: "Todo ser humano deveria conhecer Aruba", ahahahaha.... Guaciara é das minhas, afinal, todo ser humano deveria conhecer o mundo todo, e não viver vegetando num cantinho do planeta (essa já é frase de Mark Twain).

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Entrei na fila e já tomei um susto. A menina veio me perguntar se eu sabia do visto de San Andres. Que visto??? Processei a informação o mais rápido possível e lembrei de um blog que a menina falava que o visto era lá na chegada. Mas aí a menina da Copa desmentiu isso, o visto é no ato do check in e você tem que pagar R$62 em dinheiro na hora. Ah, e trocado. Lá fui eu sacar dinheiro e tomar um café pra trocar. Mas tudo bem, tinha tempo, é madrugada, quanto mais eu me movimentar melhor, menos chance de eu dormir no banco. O check in da Copa é mega demorado, então, cuidado se for chegar em cima da hora.

Hesitei um pouco em fazer essa viagem sozinha, teve que o Cris (meu eterno monitor de Eletrônica Digital e o cara que me arranjou o projeto final daquele laboratório, hehehe) vir me animar com a ideia. Ah, e tive que ouvir bronca da Maíra (minha amiga da facul) falando pra mim: "Viu, até a Andrea (minha outra amiga da facul) já viajou sozinha e você fica aí com medinho!"... Ahahaha, o tempo passa e a Maíra continua brava. Acho que é mal de baixinha... Enfim, estou indo, estou indo fugir... Do que, de quem, de onde, sei lá! Não importa o motivo, eu só sei que eu vou...

A INFRAERO INFORMA....

Vam'bora? No ritmo do U2.... Walk on! Siga em frente!

"...
And I know it aches
How your heart it breaks
You can only take so much
Walk on! Walk on!
..."

P.S.: Se nada der errado, lá pelo meio dia, horário do Brasil, estarei pousando em San Andres.
P.S.2: Vejam o primeiro vídeo, ficou bem legal...
P.S.3: Estou pensando na Nicole, que ficou sozinha. Tadinha! Impressionante, parece que a bichinha sabia o que ia acontecer. Que essas 10 noites passem devagar para mim e rápido para ela.

Publicado por Akemi Nomura 21:59 Arquivado em Brasil Comentários (0)

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