Um blog do Travellerspoint

Colômbia

Cartagena das Índias 2

Todas as cores

sunny 32 °C
Visualizar 2013 Caribe no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Cartagena me presenteou com belos dias de sol. Até exagerou um pouquinho , rs. Hoje, não foi diferente. Às 8h estava fazendo 29 graus. Aiai! Tomei meu café cedo. Aproveitei e fui sacar dinheiro. Tinha esquecido que tinha ingresso pra pagar, água pra comprar. Saquei mais COP60 mil. Acho que dá! Voltei pro quarto porque só iam me buscar às 8h30.

Olha só, uma dica. Se for fazer qualquer passeio nas ilhas aqui, compre no porto Muelle de la Bodeguita (ou algo parecido) direto e negocie bastante. Faça cara de "tá caro". Você consegue comprar o passeio da Isla del Rosario e Playa Blanca por COP45mil, não os COP65mil que eu paguei. Mas... Vamos lá! Chegando no porto, pra entrar tem que pagar a taxa de COP12 mil. Depois, você torra uns 15 minutos no sol com 1 milhão de pessoas esperando seu barco. Ali eu encontrei os dois brasileiros que foram pedir informação no meu hotel. São pai e filho. Por eles eu fiquei sabendo que levei manta no valor do passeio. Mas...

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Fomos chamados a entrar no barco. Essa parte foi fácil. Entrar no barco é sempre meio tenso. Aí, foram uns 40 minutos saculejando até Playa Blanca. Algumas pessoas ficaram lá direto. Eu sabia que tinha essa opção, mas quis ir pro arquipélago da Ilha do Rosário. Não me arrependi, mas, se fosse de novo, ficaria só em Playa Blanca.

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O arquipélago da ilha do Rosário é formado por 27 ilhas de vários tamanhos. Uma dela pertenceu a um famoso colombiano, um tal de Pablo Escobar (1a foto abaixo). Hoje, essa ilha pertence ao Estado. A água aqui lembra San Andres. A diversidade de corais, algas e areia branca forma o famoso mar de sete cores.

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Uma área é disponível para o snorkel. Só um detalhe, tem que pagar COP 25 mil, ou seja, vá com grana. Acho que inclui o snorkel, eu não sei porque optei pela segunda opção, o Oceanário. A entrada desse é COP 20 mil. Optei pelo Oceanário porque li num blog que o snorkel era sem graça, não valia a pena. Mas os dois brasileiros foram e gostaram muito. Realmente, quando paramos na parte do snorkel antes do Oceanário parecia bonito, mas a forma de embarque no barco depois do snorkel me deixou tensa.

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O Oceanário é bege. Sério, só achei legal ver um tanque de tubarão. Eu tenho uma relação de adoração e pavor com os tubarões. Vê-los ali, no aquário, indefesos, e enormes, foi legal. Acho que eram tubarões lixa. Tem um show de golfinhos, mas, honestamente? Depois de nadar com golfinhos em Playa del Carmen, ficou meio sem graça. Além do que os golfinhos estavam mega desobedientes, eles só faziam a acrobacia depois do terceiro ou quarto comando. Enfim, pra criança é bom, mas como não sou há muito tempo... deixou a desejar.

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Saindo do Oceanário, fiquei junto com outras pessoas do meu barco esperando ele chegar do snorkel. Nos juntamos aos demais e fomos para Playa Blanca. Coisa de 15 minutos. O desembarque em Playa Blanca foi tenso. O barco chega na areia direto e, como é alto, tinha que sentar e pular. Meu, como eu vou voltar? Bom, já estou aqui mesmo. Seja o que Deus quiser. Chegamos onde o Juan (nosso guia) disse que era a parada mais importante, o almoço, rs. O almoço aqui é meio parecido com o de Johnny Cay, só que o peixe veio com espinhos. E descobri o que era aquele arroz grudento e adocicado, era o tal arroz de coco. Bom, estava ok, mas acho que o de Johnny Cay estava melhor.

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Playa Blanca fica na península de Barú e não tem areias brancas, como li em muitos blogs. Pelo menos no pedaço que eu andei. Mas tem um mar verde azulado, ou azul esverdeado, sei lá. Estava convidativo. Tinha lido num blog que a menina pisou num ouriço aqui, então já me paramentei com meus sapatinhos. Um vendedor me abordou para alugar carpetas, que é uma cobertura de lona com 3 cadeiras, por COP 15 mil. Tipo, seu sou uma só, hellooooo. Fiz cara de dó, que estava "sola", e ele fez por COP 10 mil. Topei, tava bem mais barato que Porto de Galinhas em 2008, então, sem choro... Logo logo pai e filho brasileiros passaram e eu ofereci um lugar ao sol, ou melhor, na sombra, para os dois. Lembra que eu prometi retribuir para alguém o que a família chilena fez por mim em San Andres? Cumpri! E de quebra tive companhia no resto da tarde. Depois de descansar na sombra, fui caminhar um pouquinho e depois.... mergulhar... Gente, que mar é esse? Água quentinha, super gostosa. Não queria mais nada, só ficar ali de molho até me chamarem para ir embora.

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Hora de ir embora, sabia que ia ser tenso esse negócio de entrar em barquinho. Cansei disso viu? Era muito alto. O Juan estava fazendo "pesinho" pra galera conseguir subir. Custava ter uma escadinha improvisada? Até uma cadeira de plástico ajudaria. Mas, subi! Agora, mais 1h saculejando e pronto, estava de volta ao portão do inferno, ops, Cartagena.

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Hora de subir, tomar um banho demorado, arrumar as coisas e.... Hard Rock, bebê! Eu devo ser muito xucra por gostar disso, mas, eu admito, e gosto! Antes de sair, encontrei com as duas senhoras brasileiras que vi conversando no café na primeira manhã. Elas vão embora amanhã no mesmo voo que eu. Duas mineiras mega simpáticas.

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Depois do Hard Rock, só me restava a noite de Cartagena para admirar e fotografar. Não sou profissional, mas espero que gostem. Até amanhã!

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Publicado por Akemi Nomura 19:12 Arquivado em Colômbia Comentários (0)

Cartagena das Índias 1

sunny 30 °C
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CHEGUEI

Bom dia Cartagena!!! O avião desceu ontem às 21h. Como era voo nacional, tudo foi simples. O aeroporto de Cartagena é fofo. As malas demoraram um pouquinho, mas, ok. Peguei um táxi e fui pro hotel. Quando vi a muralha da cidade do meu lado, toda iluminada, nossa!!! Babei!!! Lindo demais!!! Estava acontecendo algo na Cidade Amuralhada, as passagens estavam bloqueadas. O taxista me levou o mais perto possível do hotel, teve até que abrir o porta malas pra mostrar que eu era turista. Mas teve um trecho que eu tive que fazer a pé. Paciência! Lá vou eu puxando mala nas ruas irregulares do centro quase 22h e eu varada de fome. Mas a rua estava lotada devido ao tal festival, mega policiada, portanto, sem problemas.

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ONDE FICAR

O que fazer quando 99% dos blogs e fóruns dizem pra você se hospedar no Centro Histórico da Cidade, dentro das muralhas, e seu chefe fala pra você se hospedar no bairro de Bocagrande, onde os que preferem a Cidade Histórica dizem que é sem graça e que a praia parece o Guarujá? Tipo, eu não vim até aqui pra ir pro Guarujá, certo? Então, você que está lendo esse blog e conhece meu chefe, bico calado, pois vou desobedecer, rsrsrs. Voltei pra minha reserva anterior, o Hotel Torre del Reloj. Parece ser um hotel ok, só não tem piscina. Estava tendo uma festa na praça próxima e estava uma loucura, mas, meu quarto dá pra uma ruazinha lateral muito sussa. Mas, olha só, é bom considerar ficar num hotel com piscina. O calor aqui é insuportável.

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CARTAGENA

"Cartagena das Índias é a segunda cidade mais antiga da Colômbia, só perdendo pra vizinha Santa Marta. Devido à sua localização estratégica, se tornou a principal entrada para o Caribe e virou um dos principais alvos de ataques piratas. Para evitar tal invasão foi toda cercada por muralhas.
Tais muralhas não apenas impediram a invasão dos piratas, mas também ajudaram na conservação a cidade praticamente intacta por centenas de anos. Com o passar do tempo, a cidade foi crescendo para além das muralhas e já soma, hoje, mais de 1 milhão de habitantes.

Mas o encanto de Cartagena, está mesmo dentro das muralhas, em seu centro histórico. A chamada Ciudad Amurallada foi eleita Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco, e conserva um belíssimo conjunto arquitetônico, composto por pátios de pedras, ruas estreitas, casas coloridas, sacadas floridas, praças, igrejas, museus. Palco de vários romances do renomado escritor colombiano Gabriel García, Cartagena é uma cidade realmente encantadora."

E FOI ASSIM

Cheguei no hotel e levei um susto. Tinha duas reservas em meu nome. Oi??? Tá certo que e fiz 435 reservas, mas eu cancelei as outras 434, nem vem. Depois o cara verificou que realmente estava cancelada. Bom, adivinha o que tem na esquina do hotel??? HARD ROCK, bebê! Nem precisa dizer onde eu fui jantar, né? Um chicken fingers bem temperadinho, por favor.... E a festa rolando solta na praça. Dei uma olhadinha, mas confesso que estava sonolenta. Comprei uma água e subi. Fui entrar no face e estava vendo meu feed e de repente, surpresa! Acabo de descobrir que o Piraju também acabou de chegar em Cartagena! Pára, deixa eu explicar, o Piraju é um amigo meu da faculdade que estava a trabalho em Bogotá, e aproveitou o finde para conhecer Cartagena. Ele estava todo animado para ir pra rua, gezuis. Ok! Falei que o centro estava bombando, e ele veio pra cá. Desco um pouquinho pra ver o festival e revê-lo também. E ficamos por lá, ouvindo salsa, rumba, calipso, sei lá, até a uma da manhã. O engraçado é que tinha uma área reservada mais próxima ao palco que não sei que conversa ele jogou que conseguimos entrar, hehe. Estava um calor insuportável pro horário, tô vendo que durante o dia vai ser uó!

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Acordei cedo, por volta das 6h30, mas, levantar pra quê? Estou de férias. Fui tomar café às 8h e conheci uma brasileira, com quem peguei algumas dicas. Já desci em seguida para falar com o Vitor, na recepção. Fechei o passeio tradicional, que todo mundo faz, pra ilha do Rosário e praia Branca. Já paguei logo os COP 65mil, com almoço incluído. Mas vou no domingo, tem que sair cedo. Depois do café, fui atrás de um mapa da cidade no ponto turístico, no hotel não tem, acredita? No caminho fui interceptada 478x. Um saco! E eles são insistentes. Em San Andres não me irritei tanto. Enfim, adotei o modo ignorar, deixa falando sozinho mesmo. E sigo meu caminho. Vou tentar ser sucinta pra não ficar chato.

Vamos começar do começo, a Torre del Reloj. Fica bem em frente ao hotel e foi construída pra ser a entrada principal da cidade. Por anos foi a única entrada para dentro dos muros. A passagem dá acesso à Plaza de Los Coches, que eu não sei porque tem esse nome, mas sei que o nome original é Plaza de Ecuador, em homenagem ao Tratado de Limites entre Equador e Colômbia. Aqui na praça está a estátua de Pedro de Heredia, fundador da cidade. Nos prédios em frente à praça, que inclui meu hotel, tem um corredor chamado Portal de Los Dulces, onde senhoras colombianas vendem doces.

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Continuando, desviando dos chatos, cheguei no Palacio de La Proclamación e Catedral de Cartagena. O primeiro é a sede do governo, onde foi assinado o tratado de independência do Estado de Cartagena de Las Índias. A catedral, bem, é a catedral. Começou a ser construída em 1575. Não sei o estilo, só sei que é simples por dentro. Por fora é mais legal. Dizem que o pirata Francis Drake quase a derrubou com um único tiro certeiro.

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Continuei o caminho sugerido no mapa de turismo, acredito que o mais bonitinho por isso, e fiquei admirando as sacadas de Cartagena. Um charme à parte da arquitetura colonial da cidade. As sacadas de madeira são da época colonial, já as de cimento são da época da República. Continuei andando, andando, suando, andando, até chegar ao Convento de San Diego. Tem 400 anos de história e hoje abriga a Universidade de Belas Artes.

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Dali, estava a um pulo de uma parte das muralhas. Cheguei a subir um pouco, mas o sol rachando me impediu de ficar muito tempo. Dos 14km de muralhas construídos, 11km permanecem em pé em ótimo estado de conservação. Quero dar uma volta nas muralhas quando o sol baixar.
Passei por uma igrejinha chamada Santo Toríbio, até chegar ao belo Teatro Heredia. Esse teatro foi construído sobre as ruínas da antiga igreja de La Merced no início do século XIX. Depois de uma fase fechado, foi restaurado nos anos 70, voltando à ativa.

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Já desidratada e sem forças até pra espantar os "chatos", tive que fazer uma pequena parada para beber água. Daí, cheguei no convento de Santo Domingo. Diz a lenda que um pirata chegou nesse convento muito debilitado, pois foi jogado do navio por ter tentado roubar outro pirata. Na igreja, pediu ao sacerdote que não salvasse sua ida e sim sua alma. Assim, pagou dois ducados de prata para ser enterrado ali. Adoro essas histórias...

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Ok, no final das minhas forças cheguei na área dos museus que o Vitor me aconselhou a ir. Nossa, como tem "chato" aqui. O cara queria me vender uma camiseta por COP40mil. Oi??? Falei pra ele que eu paguei COP15mil em San Andres. Ele baixou pra COP20mil falando que era de qualidade, ah tá! Tentei devolver a camiseta e ele não pegava, insistindo pra eu fazer um preço. Coloquei no ombro dele e fui embora com ele falando que fazia por COP15 mil. Ah tá, por que não fez desde o início? Queria me cobrar mais que o dobro? Palhaço!

Precisava de um pouco de ar condicionado pra recuperar minhas forças. Não fui no Castelo ainda. Depois de cerca de 1h descansando, saí para almoçar. Fui no El Corral, que o Piraju falou que era muito bom. Mega light! rsrsrs. Fui e voltei pro hotel, vou ficar aqui mais um pouquinho. As ruas estão quase vazias, ninguém aguenta andar nesse calor não. Gezuis!

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Lá pelas 15h criei coragem de sair na rua. Estava insuportavelmente insuportável. Passando perto da Catedral, vi um guia explicando que em uma casa alaranjada teria morado o pirata Francis Drake. Isso mesmo, aquele que quase derrubou a Catedral. Ele teria exigido 400 mil ducados de prata e, como foi atendido com apenas 100 mil, resolveu sacanear a cidade bombardeando a Catedral. Gente boa! Eu ia continuar seguindo o guia, mas veio um chato me pentelhar, e eu deixei ele falando sozinho e fui para o outro lado.

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Cheguei a passar na Catedral de Santo Domingo pra procurar o tal pirata enterrado, mas estava estranho. Estava aberta, mas parecia que estavam arrumando. Sabe quando parece que não era pra você entrar? Então, desencanei e saí. Bom, hora de me punir por ter comido hamburger no almoço. Apesar de bom, era um hamburger. Tomei rumo da Torre del Reloj e fui atravessar o Getsemani. Ô lugarzinho feio, viu? Dizem que tem estadia mais barata, mas dizem também que não é lá muito seguro. Eu não gostei não. Depois tive que atravessar uma ponte que foi uma aventura, primeiro, tinha que mudar o lado da rua que eu estava, sem sinal pra ajudar, meu amigo, foi tenso. Já no fim das minhas forças pela enésima vez o mesmo dia, depois de ser abordada por 200 taxistas no caminho, cheguei no Castillo de San Felipe de Barajas.

Onde eu estava com a cabeça? Nesse calor infernal, depois de andar tudo que eu andei, quando olhei o que teria que subir me deu até tristeza. Mas, tava lá, então... Vamos lá, sem frescura! Paguei os COP 17 mil de entrada, comprei uma água para abastecer e fui subindo... O Castelo de San Felipe de Barajas é a maior obra militar espanhola no Novo Mundo, situado em Cartagena das Índias, na Colômbia. Era um dos maiores pontos de defesa do Vice-Reino de Nova Granada e teve papel importante em várias guerras. Hoje, a fortificação é um dos principais pontos turísticos da cidade. Lá perto das 17h, o sol começou a baixar, começou a ventar e estava até gostoso ficar ali. Mas eu estava cansada, meu cabelo estava encharcado de suor, precisava de um banho. Desci e fiquei parada na entrada até aparecer um táxi pra voltar pro hotel.

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Cheguei no hotel às 17h e o Piraju estava lá me procurando. Bom, já que é pra animar, vamos caminhar na muralha. Estava mais agradável e fora das ruelas do centrinho parecia menos quente porque ventava. E fomos caminhando até achar nas muralhas o café del mar. De acordo com o Piraju é um lugar conhecido. Paramos por ali e pedimos uma sangría para bater papo e esperar o pôr do sol. Palmas para o pôr do sol... Clap clap clap...

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Ok, 20h, batendo uma fominha. Hora de? Voltar ao El Cerro! O mesmo do almoço, por favor. Depois, uma leve caminhada pelas ruelas com a lua companhia.

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Cartagena está me surpreendendo positivamente! Não ia conseguir ficar muito tempo porque o calor é infernal! Mas está valendo, e muito, cada centavo.

Publicado por Akemi Nomura 5:54 Arquivado em Colômbia Comentários (0)

San Andres 4

Nem luxo, nem lixo

sunny 30 °C
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Esqueci o ar ligado essa noite. Fui obrigada a levantar às 2h30 pra desligar. De dia aqui faz muito calor, e a umidade é absurda. Mas de noite até que é tranquilo. Bom, hoje não tinha obrigação de acordar cedo, mas acordei às 6h. Fiquei deitada vendo a novela dos outros dias, rs. Tks God, eu tenho wifi no hotel. Fui tomar café na hora que começavam a servir, pois estava com medo da lerdeza da menina que serve. Depois, pude arrumar minha mala com calma. Tomei meu último banhozinho no hotel e já fui comprar com a Lola o passeio de Chiva. Bom, é esquema grupo, mas.... É o que tem pra hoje... Ah, o negócio é pechinchar. Fui perguntar na praia quanto era o passeio de chiva e me deram COP30 mil de preço. No hotel a Lola fez por COP 25 mil.

Fui em direção à Barracuda, mais uma vez brotou gente pra dar informação. Acho que aqui todo mundo vende passeios na rua, mas, mesmo estando com o voucher, o carinha me informou onde eu deveria ir. O sol rachava hoje. Parece que San Andres não quis me deixar uma má impressão, mas, me deixar com chuva no Aquário e Johnny Cay... Mandou mal hein São Pedro...

Bom, melhor o tour de Chiva sem chuva, afinal, calor infernal vai estar de qualquer jeito. E já valeu a pena por ver o mar com seus 7 tons estonteantes. Hoje o mar estava de cair o queixo. Diz o Javier, o guia da Chiva, que algumas pessoas dizem quem o mar tem 12 tons, mas que é o efeito do Coco Loco. Ah, falando em Coco Loco, não provei o daqui, é muito forte. Prefiro ficar no do Eden Roc mesmo, mais a minha praia. A Chiva é esse meio de transporte meio ônibus, meio caminhão, rs.

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No caminho, Javier explicou a origem do creoule. Como San Andres tem colonização britânica, a língua original é inglês. Mas os negros inventaram um jeito de falar sem serem compreendidos pelos seus senhores, e misturaram inglês com idiomas africanos. É uma língua que não tem escrita, não tem gramática. Então, se quiser aprender nego, vai ser difícil.... Javier também explicou algo interessante. Para morar aqui na ilha, não basta vir pra cá. Tem que ter autorização, e não é fácil. Pra falar a verdade, só tem um jeito, que é casando com um local. Isso porque a ilha hoje já passa dos 100 mil habitantes em 27km2. E mega população não é bom pra preservação da ilha.

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A primeira parada da Chiva foi na Casa Isleña. Um museu que mostra uma casa original e o modo de vida dos moradores da ilha no princípio da colonização. Honestamente, essa é a típica parada "te peguei". Não te acrescenta nada. A única parte legal foi uma hora que pegaram apenas os homens do grupo e colocaram eles para dançar Calypso. Foi engraçado!

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Passamos pela Cueva de Morgan, essa sim merecia uma parada. Não sei porque não param. Ou melhor, sei, devem ter feito um acordo melhor com a Casa Isleña... Excursão, affff... Bem, San Andres já foi ponto de passagem de piratas. Um famoso pirata chamado Henry Morgan teria escondido seus tesouros aqui na ilha. Nessa "não" parada teria um museu com objetos recolhidos de navios piratas afundados na região.

Próxima parada, Westview. Sm, de novo! E hoje o mar estava espetacular. E eu com roupinha para viajar logo mais. Bom, mas a gente ia ficar só 20 minutos lá, pouco tempo pra aproveitar, de qualquer forma. Do jeito que está o tempo hoje, eu ia ficar no mínimo 1h no mar. Então, dei meus pãezinhos e fiquei invejando de longe quem estava na água... sem hora pra sair.

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Seguimos rodeando a ilha. A cor da água batendo nas pedras era indescritível. Ter um carrinho de golf hoje ia ser uma boa. Chegamos no Hoyo Soplador, no caso hoje, o Hoyo que no sopla, kkkkk. O Hoyo Soplador é um canal nas pedras que segue como um "túnel". Difícil explicar, vou mostrar im vídeo do youtube aleatório. Bom, com toda minha sorte, como o mar estava calmo, o Hoyo não sopra, pois ele depende da força da água batendo nas pedras. Ah, uma coisa eu percebi, aqui na chegada, vem um monte de local como a menina no blog tinha relatado. Por via das dúvidas, eu grudei num grupão, como se eu estivesse com eles, e depois me afastei. Explorar o turismo, ok. Mas explorar o turista não né? Aqui tem uma estrutura melhorzinha, mas se o Hoyo não sopra, não tem o que fazer.

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Bom, continuamos a volta na ilha pelo outro lado. Passamos pela praia de San Luis, cor verde clara, simples de tudo. Depois conseguimos ver Rocky Cay e Haynes Cay. São umas ilhotas lindinhas, que estavam mais lindinhas ainda com o sol que estava fazendo hoje. Em Rocky Cay tem um navio de bandeira grega que encalhou e por ali ficou, deve estar a uns 300m de distância da praia. Diz o Javier que é um navio fantasma, pois se ouviam gemidos vindo de lá. Depois, descobriram que eram casais que frequentavam o navio, ahahahahaha, palhaço!!!

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Subimos para La Loma, o bairro onde a ilha começou a ser colonizada e o mais alto também. Fizemos uma paradinha pra ver o mar ali de cima e estava divino. Acho que nenhuma foto que eu tirei vai fazer jus à cor do mar. Passamos pelas casas que preservam alguns costumes ingleses, como enterrar nos jardins da casa seus entes. E por fim, terminamos na Barracuda, onde começamos!

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Eu me reservo o direito de almoçar num lugar que tenha ar condicionado, estou derretendo. Isso aqui é uma sauna involuntária. Estou com receio de Cartagena, pois é mais quente ainda. Fui no mesmo lugar que jantei ontem. Além de ter gostado, tem wifi, ahaha. Enquanto deixava o ar baixar minha temperatura, o que me fazia transpirar mais ainda, já comecei a escrever esse post. Além de atualizar alguns emails. Bom, daqui fui passar na farmácia pra comprar outro protetor para o rosto e aproveitei e procurei a pílula mágica da Sandra, mas não achei. Voltei caminhando pro hotel sempre buscando sombra. Hora de sentar e descansar um pouco. Falta muito pro meu voo ainda, e o tempo lá fora não combina com meu estilo "vou viajar hoje".

Gente, San Andres é isso, nem luxo, nem lixo. Tem umas paisagens maravilhosas, mas peca na infraestrutura. Tem um povo simpaticíssimo e uma cultura linda. Se quiser vir pra cá, venha preparado pra ter jogo de cintura com as peças que a ilha vai te pregar. Mas, se der sorte de pegar dias bonitos, vai ser recompensado com uma paisagem de tirar o fôlego! Toda hora tem promoção de passagem para San Andres, aproveite! Eu recomendo no máximo 5 noites, pra fazer todas as ilhas dando brecha pra um dia ruim.

Irmã me ligou pelo viber. Dessa vez minha conta de celular vai ser barata. Ainda bem que existe viber, whatsapp e todas as outras tecnologias pra se comunicar. O táxi veio me buscar às 17h30. Em 5 min eu estava no aeroporto. Valeu San Andres! O próximo post eu escrevo de Cartagena das Índias, ok? Até lá!

P.S.: Eu tinha brincado falando que furacão só é problema quando passa, e não é que passou um furacão no México? Cala-te boca!

Publicado por Akemi Nomura 22:46 Arquivado em Colômbia Comentários (0)

San Andres 3

Gozar a liberdade de uma vida sem frescura

overcast 28 °C

"Além do horizonte deve ter
Algum lugar bonito pra viver em paz
Onde eu possa encontrar a natureza
Alegria e felicidade com certeza"

Acordei cedo de novo. Não com calor, e sim pra desligar o ar condicionado. Essa noite eu não consegui dormir sem. Mas de manhã, já não estava aguentando mais. Enrolei um pouquinho na cama e abri a sala de café da manhã. O mesmo de ontem, dessa vez com uma menina mais espertinha.

Bom, arrumei minhas coisas e fui em direção à Tonino's Marina. Quatro quadras do hotel e eu estava lá. Aqui parece que brota gente pra dar informação. Inclusive se oferecer como companhia, hahaha. Acho que eu fiquei com um pé atrás pelo que eu li no blog da menina. Bom, entrei na marina, fui a primeira a chegar. Uma tosse chata me atormenta. Descobri que o que alivia é o chiclete de menta. Preciso comprar mais.

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Entramos no barco às 9h. O passeio custou COP 15 mil, mais COP 4 mil de taxa pra entrar em Johnny Cay. O dia tinha amanhecido bonito, mas até entrar no barco virou o tempo. Nublou geral! Nem vou mais falar mal de nuvem pra não parecer que é perseguição. E digo mais, meu dia foi lindo, sabe por quê? Porque quem faz meu dia ser lindo sou eu. Até os peixes estavam rindo pra mim.... Mais embaixo vocês vão entender. Bom, entramos no barquinho e fomos pulando até o Aquário.

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Aquário

Bom, é chamado de Aquário aqui um banco de areia onde construíram 2 pequenos restaurantes e um quiosque. Aqui alugam snorkel, mas eu não recomendo alugar não porque não dá pra garantir a higiene do negócio. Alugam também sapatinhos de mergulho. Gente, tem que usar. Além do risco do ouriço, tem muita pedrinha que machuca o pé. Quem não tem, vale a pena comprar, é baratinho. No Brasil eu paguei R$20. Muquiranagem não comprar, né? Então, logo do lado oposto desse banco de areia está um imenso aquário natural. Tem duas divisões com pedras formando 3 piscinas, sendo a última mar aberto. Se enjoar da primeira parte, pula a pedra e vai pra próxima, por exemplo. A primeira a água nem chega na cintura e tem pouco peixe. A segunda é a mais diversificada em matéria de peixe e a água bate na cintura. Bem, na minha né? Já na da Ana deve bater no pescoço, kkkkk. Eu me pergunto se os peixes ficam por ali já sabendo que vão ganhar pão, rs. Eles são bem alegrinhos, até rir eles riem. A terceira é funda, claro. Dali é mar aberto toda vida. A pedra que tem que ser pulada é mais emocionante, deu trabalho. Talvez mais pro fundo dê pra ver outros peixes. Mas eu vou até onde os outros estão, então, ficou sem graça e voltei pra segunda.

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Bem próximo dessa região, tem uma ilhota bem bonitinha, com mais cara de ilha com direito a coqueiro. Dá pra ir andando, a água chega na cintura, mas tem hora que tem que subir pedra, descer pedra. Meus pés foram torturados nessa brincadeira. Mas foi melhor do que 1h de transport na academia, rsrs. Fui e voltei pra fazer mais um pouquinho de snorkel, afinal, tinha tempo e estava chovendo. Vou fazer o quê num minúsculo banco de areia? Ah, mas olha só. Quando eu cheguei estava bem tranquilo. Depois foram chegando outros barcos e o aquário ficou lotado. Parecia um piscinão. Então, se for pra visitar o aquário, quanto mais cedo, melhor.

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Bom, eu achei o Aquário bem bonito. Claro que com um céu azul ia ficar mais bonito ainda. Mas eu gostei bastante. E a água é transparente e quentinha. Dá pra ficar lá de molho fácil. Pra quem está começando a gostar de snorkel, é perfeito. Quem não conhece o Caribe se apaixona pelo lugar. 11h, começaram a chamar o barco do Tonino's. Eu fiquei observando de longe o barco anterior. Era muito alto, estava sendo uma aventura subir. Mas o meu era baixo, então foi facinho facinho. Todos à bordo? Bora quicar mais uns 15 minutinhos rumo à Johnny Cay.

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Johnny Cay

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Johnny Cay é uma ilhota em formato de coração. É uma reserva ambiental, por isso os COP 4 mil pra entrar, pra preservação da ilha. Fica cerca de 2km de Sprat Bight. Mas é impressionante a diferença de praia. Esse passeio é em conjunto com o Aquário e, como não tem outro jeito de chegar, você tem que se submeter à grupo, guia, andar juntinho, enfim, todas essas chatices que eu detesto. Nosso guia lá foi o Willow. Bom, eu não entendia patavinas que ele falava. A ilha é loteada com pequenos restaurantes. Cada grupo segue pra um lado, claro, onde o guia vai ganhar a parte dele. Enfim, paramos no nosso restaurante e ele começou a explicar as opções de almoço e bebidas. Como a minha vibe está no menor esforço, já pedi meu almoço: um file de peixe frito com outras coisas que eu não entendi. Saiu COP 20 mil. Se estivesse tão bom quanto o de Westview eu já estaria feliz.

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Minha preocupação era aquele monte de gente no Aquário chegando aqui, então já fui garantir uma cadeira na praia. Bom, tive que pagar COP 6mil, mas, ok. Já dei um mergulho e fui me jogar na cadeira. O céu estava nublado, mas estava quente pra caramba. Eu podia dar uma volta na ilha, só que não, haha. Estava nublado, nenhum ângulo ia favorecer minhas fotos. Então, me dei o direito de não ter obrigação #cynthiafeelings. Também, foto por foto na internet tem um monte. Então, estica as pernocas e relaxa. Eu tinha falado da diferença de mar, Johnny Cay tem a cara do Caribe, água boa, transparente. Não é a melhor praia do Caribe, mas com certeza é mais uma bela praia do Caribe. Só me restou alternar entre a cadeira e o mar (com meus sapatinhos, claro).

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Hora do almoço. Pedi pro Willow pegar o meu. Veio um peixe pingando óleo, um arroz adocicado e grudento, outras coisas que eu não sei o que era, mas eu presumo que era de comer. O que eu mais gostei foi a salada. Aí não deu, né Willow?

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Como eu previa, a praia foi enchendo. O público de San Andres é meio low profile, ou seja, farofeiro. Mas é um público feliz! Eles se divertiam como se nunca tivessem ido à praia antes. Rolavam na areia com o vai e vêm das ondas. Estava até divertido ver essa cena. Adultos se divertiam no Banana Boat, coisa que eu fazia quando criança. Falta infraestrutura em San Andres? Falta, mas, e daí? Já vim pra cá sabendo dessa carência, onde o forte são as paisagens e as pessoas. Qualquer coisa parecida com o Brasil não passa de mera coincidência. Se é o que tem, então, como diria o Rei Roberto Carlos: "Gozar a liberdade de uma vida sem frescura".

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15h, hora de voltar. Bora subir no barquinho e quicar mais um pouquinho. Hoje foi um dia cansativo, minhas pernas estão moídas. Amanhã vou tentar dar a volta na ilha de chiva, já que meu voo é só às 19h, e o aeroporto aqui é meio feio pra passar o tempo. De San Andres eu levo na bagagem a simplicidade. Foi uma boa experiência! Por enquanto, ainda tenho tempo pra fazer o programa de fim de tarde do san andresno, caminhar pra cima e pra baixo na área de pedestres da Sprat Bight! Confesso que estou toda dolorida. Minhas pernas estão sofrendo nessa hidro power que eu estou fazendo, mas... tá bom, tô feliz!

P.S.1: uma coisa interessante nos táxis de San Andres: as malas não cabem no porta malas? Simples, deixe aberto. Rs.
P.S.2: tem uma cordinha no chuveiro, parece varal. Será que é pra pendurar calcinha? Se não for já era, brega por brega, ahaha...

Publicado por Akemi Nomura 16:43 Arquivado em Colômbia Comentários (0)

San Andres 2

A sorte escolheu você

semi-overcast 26 °C
Visualizar 2013 Caribe no mapa de viagens de Akemi Nomura.

"...
Tão fácil perceber
Que a sorte escolheu você
E você cego nem nota
..."

Amanheci com vontade de ir num show do Skank. Acho que o último que eu fui foi na Unicamp.

Acordei cedo, e suando. Desliguei o ar condicionado à noite, pois estava bem agradável a temperatura. Na rua não, na rua estava horrível. Mas no hotel tava ok.

O céu prometia uma manhã ensolarada. Guardei os documentos importantes no cofre, que fica na recepção. Estranho isso, mas, talvez seja melhor ficar ali do que no quarto mesmo, afinal, se alguém quiser fazer alguma coisa, que seja na frente de outras pessoas. Dali, já fui de bolsa pro café da manhã. O café não é buffet, eles servem suco, frutas, ovo com salsicha e presunto, suco de laranja e uma bebida quente. Tá bom, né? Vi tanta reclamação sobre café da manhã nesses hotéis, mas nesse caso achei frescura. Só a mulher que servia que irritava um pouco porque ela falava tão baixo e, quando eu não entendia, parece que ela falava mais baixo ainda.

Bom, era cedo ainda, fui conhecer melhor Sprat Bight. A praia é mais ou menos. 1000x mais Miami Beach. Mas não me decepcionei porque nenhum blog tecia grandes elogios. Dei um mergulho logo, pra aliviar o calor. Dá um choquezinho térmico inicial, mas nada grave. Entrei na água com meus sapatinhos que apelidei de anti-ouriço. E fui me "secar" jogada na areia. Perto das 10h, fui tomar caminho de La Piscinita. A Lola, no hotel, falou pra eu pegar o ônibus porque o táxi sairia os olhos da cara. Não sei porque me veio na cabeça o Bibs falando "em viagem eu gasto dinheiro sem dó". Olha, eu bem que tentei ir de ônibus, cheguei a subir em um, mas era o errado, hahaha. Cansei de esperar, passou um taxista e já perguntei quanto era até La Piscinita. Ele perguntou quantas pessoas e eu respondi "solo io". Acho que ele ficou com dó de mim e me cobrou 20mil. Bom, tô nem aí, entrei no táxi e fui pra La Piscinita.

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Cara, cruzando a ilha cheguei à conclusão que San Andres é bem pobrinha mesmo. Bem, La Piscinita é um restaurante com uma piscina natural com água azul cristalina cheia de peixes coloridos. Quando eu digo restaurante, espere algo beeeeem rústico. Pensa numa lanchonete de estrada no nordeste do Brasil. então, é isso. A entrada são 2 mil pesos, incluindo 2 fatias de pão para alimentar os peixes. Comprei uma água e lá se foram 3 mil pesos. Ok! Sem perder tempo, bora mergulhar! Paramentada com meu sapatinho e meu snorkel novo, fui pra água. Ah! Só pra constar, não faça snorkel usando brinco, existe uma grande chance de você perdê-lo... Buááá...

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Aí sim valeu a pena! A água é cristalina e os peixes são... Cegos!!!! Não é possível, toda hora eles batiam em mim!!! E cada batida era um semi infarto que eu tinha... Kkkkkkk... Realmente, fiquei de cara com a naturalidade que os peixes lidavam com os seres humanos bobos flutuando em volta deles. Mas até que deram umas imagens legais. Já que fiquei devendo uma foto submersa em Playa, agora com uma máquina a prova d'água eu consigo pagar... Esse vídeo é pra você que entendeu o que eu disse ;-p. Cuidado que tem cenas fortes no meio do video, ahahahaha...

Saindo da água, não deu 5 minutos e quem chegou??? A chuva!!! Bom, fazer o quê? O negócio é esperar passar antes de ir à Westview. Tenho tempo ainda.

Chuáááá...

Ok! Uns 30 minutos depois o tempo firmou. Então fui caminhar naquela estradinha sem acostamento até Westview. Só não era pior que a Via Appia, conhece? Ah não? Desculpa, é que eu conheço, rsrs #daddyfeelings. Minto, em matéria de acostamento é pior sim. Lá pelo menos tinha. Aqui eu andava meio na rua mesmo, mas os carros não passavam voando como ma Via Appia. Bom, já fui pro restaurante almoçar. E entendi porque tem hora que eu não entendo esse povo. Esqueci que eles falam creoule. Aliás, o colombiano daqui não tem nada a ver com o nativo indígena. Aqui são negros mesmo. Agora o jeito é aguardar meu almoço, porque o escafandro é só às 15h. O restaurante é simples, mas o prato até que era bem bom.

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Ok! Comidinha no papo, faltava ainda 1h30 pro mergulho com escafandro. Entrei na área do Westview, paguei os 3mil pesos e fui conhecer o lugar. Também é mega simples. Fui abordada por uma pessoa querendo me explicar como era o lugar. Deixei e me arrependi. O ser não saía do meu pé. Achei que ia me cobrar pelas explicações. Tinha lido num blog que fizeram isso no Hoyo Soplador com um grupo de brasileiras. O cara chegava todo solícito e depois cobrava. Eu me afastei da pessoa e cada vez que ele vinha pro meu lado eu apertava o botão ignorar. Mesmo assim neguinho (literalmente) não se mancava a ponto de eu ter que pedir para me deixar sozinha. #saco

Bom, adotei usar a sapatilhas direto. Muito prático isso. Você caminha pra todo lado, mergulha e continua de sapatilha. Depoisda chuva, o tempo continuou nublado. Em Westview tem uma área parecida com La Piscinita. Pão, peixe, snorkel... Só que preferi fazer a digestão fora da água mesmo. Diz o pretinho que os dois lugares sao totalmente diferentes. Bobagem! Tem um ou outro peixe diferente. A vantagem daqui é que o espaço pra snorkel é maior, dando pra ir nos corais. Mas... preferi não descer. Preguiça mesmo! Escolhi o Aquanautas pra hoje porque sabia que o tempo ia fechar à tarde. Então, hora de relaxar e esperar. Nessa espera eu percebi que as pessoas aqui não conversam, gritam. Num lugar tão rústico com essa gritaria, honestamente, não curto muito não. Enquanto aguardo, eu fico pensando como vou embora daqui. Não faço a menor ideia. Acho que vai ter que ser de ônibus mesmo, porque pedir um ponto de táxi aqui é demais. Gente, eu juro que nao estou mau humorada. Apenas estou dando uma real do lugar.

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Olha só, eu simplesmente A-M-E-I fazer o aquanautas. Alguém aí no escritório fala isso pro Vitor e pro Márcio, por favor, rs. É um passeio usando escafandro, acredito que um antecessor dos tubos de mergulho e custa COP 85 mil, cerca de US$45. Ele pesa 35kg fora da água, mas dentro da água é pesado o suficiente pra te afundar apenas. Parece capacete de astronauta, que como fica cheio de ar, a cabeça fica seca já que não entra água. Uma coisa que me deixou à vontade foi o fato de ser só 6m. Em último caso, dava um jeito de subir. Mas não foi preciso. Meus primeiros 5 segundos foram de desespero, eu admito. Aquela barulheira do ar entrando e eu só afundando. Mas, como no snorkel na Piscinita, eu me concentrei na respiração e passou o medo. Vi que tinha ar e, com a vantagem de poder respirar também pelo nariz, nao ia me asfixiar. Como eu sou dramatica, ahaha. Diferente do golfinho que era fofo e eu fiquei apavorada com o peixe, né irmã? Pois bem, como fui a primeira, o mergulhador me conduziu até o fundo, sempre verificando se eu estava bem. Procurei sempre tirar a pressão do ouvido tampando o nariz e soprando, pra ficar agradável (eles falam pra fazer isso). Mergulhei com 3 chilenos, pai e duas filhas. Uns fofos! Faziam toda hora sinal de ok pra mim, hehe. Eu não falei, mas a gente treina os sinais antes. Pois bem, caminhamos uns 20 minutos lá embaixo. Vimos peixinhos, demos comidinha, encontramos Netuno, demos a volta perto da barreira de corais, pegamos ouriço e pronto. Parece pouco, né? Mas vai ficar caminhando embaixo da água com o escafandro na cabeça pra ver se é rápido e não cansa. Resumindo: recomendo fortemente pra quem não mergulha! Quem mergulha não precisa disso, mas quem não mergulha vai ter um forte bom motivo pra pensar em aprender. O Márcio fez escafandro lá em Aruba, mas lá eu não vou ter tempo pra fazer, além de não estar a fim de ir para De Palm Island. Então, já que estava nublado à tarde mesmo, peguei o limão e fiz uma limonada. Eu estou sempre driblando as nuvens que aparecem no meu caminho mundo afora...

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Eu não falei aqui que uma das formas mais comuns e legais do turista dar a volta na ilha é usando um carrinho de golf. Em Versalhes, eu e as meninas alugamos um pra dar a volta nos jardins e foi mega divertido. Aqui, você pode alugar pelo dia inteiro. Nem vi o preço, porque li num blog que era algo em torno de COP 120 mil. Achei muito caro pra uma pessoa sozinha e não só por isso, aqui você anda de carrinho de golf no meio do trânsito da cidade. Fiquei morrendo de vontade de alugar, mas não aluguei. Outra coisa, acho que ontem eu falei algo sobre chilenos terem má vontade em me entender, não falei? Se não falei pelo menos pensei. Porque eu estou falando isso? Na saída de Westview atravessei a rua e sentei num banquinho, para esperar o ônibus, já com COP 1600 na mão da passagem. Sorte que o banquinho ficava embaixo de uma árvore, porque chovia levemente. Cena fim de carreira total, né? Esse lado de infraestrutura San Andres tem que melhorar muito. Pois bem, continuando. Não deu 5 minutos, quem atravessa a rua indo pro estacionamento para carrinhos de golf? A família chilena! Primeiro o chileno pai me viu e acenou, e eu respondi com o mesmo aceno. Aí a chilena mãe me viu e perguntou onde eu estava indo. Como eu respondi pro centro, ela me ofereceu carona no carrinho de golf.... Uebaaaaa!!! Deixei toda minha timidez de lado (ninguém acredita nela mesmo), e fui me juntar à família chilena para terminar a volta pela ilha que eles tinham começado. E me deixaram na área de pedestres de Sprat Bight, pra quê mais? Então, eu retiro qualquer crítica que eu tenha feito aos chilenos, pois essa família calou a minha boca. Viemos tentando conversar o caminho inteiro, eu nem gosto disso, né? Devia ter pegado os contatos, uma pena. Amanhã eles voltam pro Chile, então, torço que tenham um retorno tranquilo e que continuem salvando almas perdidas como eu mundo afora. Prometo que se eu tiver uma chance de retribuir para terceiros um dia, eu farei.

Cheguei no hotel e só queria um banho! Gente, eu estava molinha molinha. Acho que é o calor... E a caminhada do Aquanautas tambem contribuiu pra isso. Só saí o hotel pra jantar porque ia ficar com fome, mas estava sem vontade de nada. Essa noite tava boa pra caminhar. Ah, mas não sem antes baixar as fotos e escrever essas linhas. Amanhã a probabilidade de chuva é de 30%. Vai chover, eu sei, mas eu espero que seja só quando eu voltar das ilhas. Amanhã é dia de Johnny Cay, bebê!

Hasta mañana!

Publicado por Akemi Nomura 19:50 Arquivado em Colômbia Comentários (2)

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