Um blog do Travellerspoint

Alemanha

Rostock

Sucesso em Rostock

sunny 11 °C
Visualizar 2012 Europa no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Esse vídeo era pra ter sido postado dia 05 de maio, mas com a internet disponível era impossível, mas não podia deixar passar batido. Pra quem conhece, se olhar com cuidado no final do vídeo vão ver as meninas empolgadíssimas cantando e dançando "Ai se eu te pego"... rsrsrsrs...

Publicado por Akemi Nomura 10:22 Arquivado em Alemanha Comentários (0)

No Báltico...

Navegando

semi-overcast 11 °C

Hoje o dia foi literalmente boring. Esse navio da NCL não tem muita opção de entretenimento, definitivamente. Pra começar, dormimos até 11h, mas leve em consideração que mudamos de fuso e o relógio adiantou uma hora. Mesmo assim, foram umas 10h dormindo. Bom, já fomos direto por almoço. E o restante do dia foi assim, sem nada pra fazer. Nem um cineminha, nem um musical, nem um karaokê legal. É meio injusto fazer uma comparação com o Allure, mas não consigo evitar. Depois da janta, fui pro cassino perder mais US$5, só que dessa vez o Báltico conspirou a meu favor, recuperei os 5 de ontem, os 5 de hoje e ganhei mais US$10. Ueba! Como não podia ser diferente, nos mares do norte o sol se põe quase 22h, e assim acabou nosso jantar, com o pôr do sol. Boa noite e boa semana!

Publicado por Akemi Nomura 14:12 Arquivado em Alemanha Comentários (0)

Rostock / Wärnemunde

Um lugarzinho no meio do nada

semi-overcast 8 °C
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Bom, o dia começou com o querido comandante falando nos alto falantes dos corredores às 7h30 da madrugada. Achei que era um sonho, nem prestei atenção. Flavinha tentou meditar, mas até isso o comandante atrapalhou, rs.

O navio ancorou às 7h, porém, resolvemos ficar mais um pouco. Lembro que quando ancoramos nas Bahamas ano passado, estava tudo fechado, então falei pra gente não ter pressa, afinal, a gente não ia em busca de nenhuma praia paradisíaca pra ficar o dia. Por volta das 9h, estávamos prontas para o café da manhã.

Tomamos café e voltamos pra cabine pros finalmentes. Descemos pra cidade e fomos direto pra estação de trem. De acordo com o comandante o dia estava lindo em Wärnermunde. Bom, da hora do almoço em diante até que ficou bonito, mas até lá não estava não.

Warnemunde é uma cidade de veraneio no norte da Alemanha. Um dos portos mais importantes da região. A cidade ficou pra volta, pois primeiro fomos para Rostock, meia hora de trem de Warnemunde. 3 anos seguidos, 3 vezes Alemanha. Sei não, acho que gosto desse país.
Na saída do píer pegamos um mapa e fomos comprar o ticket do trem. Depois de apanhar um bocado, conseguimos os tickets. Chegamos em Rostock e nos informamos com a mocinha do carrinho de salsicha onde ficava a Neur Markt. Uma avenida si, quinze minutos de caminhada. Rostock foi uma importante cidade da Liga Hanseática (preciso estudar sobre isso na volta) e é uma das cidades mais importantes da Pomerânia do Norte.

Na chegada à Neur Markt, já foi possível ver um dos portões ainda de pé do antigo muro da cidade. Essas torres em torno do muro são do século 12. A praça é um charme, como toda cidade do interior da Alemanha. Dali, numa rua de trás, visitamos uma igreja super charmosa, Marienkirsche (eu acho!). Dentro um altar mais bonito que o outro, o órgão na nave principal da igreja e no fundo um relógio astronômico bem interessante.

Bom, mais uma vez, dei um perdido meio que sem resultado. Uma cidade pequena, logo logo as meninas me acharam, rs. O mais engraçado foi que, num momento que eu estava sozinha, sentei em frente ao palco pra ouvir um show que estava rolando por lá. Tocava Beattles naquela hora. De repente, quando o cara termina de cantar Beattles, a outra vocalista vai pra frente do palco e fala: “Nossa”!. Inacreditável, mas na hora eu levantei e falei: “Não”!. Dito e feito, uma versão com sotaque alemão de “Ai se eu te pego”. Gente, uma cidadezinha perdida no meio do nada no norte da Alemanha, as pessoas cantavam e dançavam. Eis o poder de Cristiano Ronaldo. Mal sabia que seríamos brindadas uma segunda vez com a música, Só não posto o vídeo aqui porque a internet do navio é cara e lenta. Fica pra próxima vez.
Fomos até a torre depois da praça da Universidade, por um calçadão super movimentado. Na volta dessa torre, paramos numa espécie de shopping pra uma sessão compras (não minhas, claro, rs). Voltamos pela praça da Universidade quando fomos brindadas uma segunda vez com Michel Teló com sotaque alemão. Uma pena eu não estar perto da Flávia essa hora, senão a gente ia “causar”. A Cynthia e o Guilherme também estavam lá essa hora, mas não os vimos.

Desse calçadão,fomos na igreja de São Pedro. Como toda Peterkisrche, tinha uma torre. Como toda torre de Peterkirsche, tinha uma escada sinistra. Resolvemos subir a torre... de elevador. A vista lá de cima é muito bonita, mas o frio estava agonizante. Minhas mãos congelavam. Ficamos um pouco lá e depois voltamos pra estação central, depois de uma experiência interessante no banheiro “automático”. Foi super engraçado a cena da Laura tentando usar o banheiro com a porta abrindo na hora errada. Ainda bem que ela desistiu... rs.

Bom, voltamos pra Warnemunde e demos uma volta pela cidadezinha. Parece Parati, sabe? Algumas ruas bem ajeitadinhas. Pena que chegamos às 18h, já estava tudo fechando. Caminhamos um pouco por ali mesmo e fomos até o farol. Do farol, voltamos beirando os barcos até as meninas pararem para mais compras. Aí eu desisti e fui pro navio.

Cynthia ligou, e fomos jantar os 5. Todos estão acabados, ufa, eu achava que era só eu... rs. Aliás, falando em Cynthia, a Ana está crescendo horrores. Sei não, acho que essa menina vai viajar muito ainda. Sobre o navio, acho essa tripulação meio fraquinha comparando com o Allure. Não que eles sejam ruins, mas em alguns aspectos deixam a desejar.

Terminamos a noite no deck seis, lateral esquerda, eu e a Flávia pra ver a saída do navio. Warnemunde foi bem especial, as pessoas da cidade vão até o porto e a costa dar adeus ao navio. Foi uma cena bem fofa, as pessoas acenando, correndo, tirando fotos. Nos sentimos celebridades, rs. Mas foi legal, apesar de minhas mãos terem congelado... ahahaha. Definitivamente gosto muito da Alemanha, um dos meus países favoritos da Europa. Sei que dificilmente vou voltar à Pomerânia, talvez por isso tenha gostado tanto do gesto das pessoas se despedindo do navio.

PS.: Não posto foto pois demora muito pra carregar. Bjks e até amanhã

Publicado por Akemi Nomura 13:58 Arquivado em Alemanha Comentários (0)

Colônia

06 05 2011

sunny 20 °C
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Pra quem estiver na Alemanha ou região e Colônia estiver no caminho eu recomendo uma visita. Olha só, é fácil chegar lá de trem, existem vários trens de alta velocidade que passam por lá. A estação de trem tem ótima infra-estrutura. Se você estiver com mala, lá tem vários lockers que automáticos. Você deposita, por exemplo, 5 euros por 24h, coloca a mala lá, fecha e pega o ticket. Depois é só ir passear. Como toda estação de trem, não custa alertar para ficara tento. Não precisa ter medo, mas tem que ficar esperto.

Bom, guardada a mala, siga as plaquinhas escrito “Dom”, e você vaio sair do lado da majestosa Catedral de Colônia, ou, Kölner Dom. É simplesmente de cair o queixo. A arquitetura externa e externa impressionam. Já compensa a passagem. Acredita-se que, na catedral, estão os restos mortais dos três Reis Magos, sendo esse mais um motivo que atrai turistas do mundo inteiro.

Ao chegar à cidade, você pode procurar mais informações no Centro de Informações turísticas, na saída da estação do lado da Catedral. Se já tiver um guia na mão, dê uma lidinha e escolha uns lugares para um curto passeio a pé. A cidade é pequena e o que interessa está bem perto.

Situada na Renânia do Norte, foi fundada pelos romanos como Colonia Agrippina. E é uma das cidades mais antigas da Alemanha. É um importante centro eclesiástico com suas 12 igrejas românicas e sua famosa catedral gótica. Foi aqui que surgiu a famosa água perfumada que correria o mundo mais tarde com o nome de Água de Colônia. Com toda essa história, Colônia transformou-se em um destino certo na Europa, sendo freqüentemente escolhida para sediar conferências e convenções internacionais.

A Kölner Dom é a construção gótica mais famosa da Alemanha. A pedra de fundação da igreja data do ano de 1248, sendo sua construção concluída, de acordo com o projeto gótico original, em 1880. Mais de 600 anos depois. Um passeio dentro da Catedral e em volta dela apreciando cada detalhe é de encher os olhos. Não tenha pressa, a Catedral merece esse tempo da sua atenção.

Dentro da Catedral, é bom pegar um guia em folheto que tem lá dentro, explicando detalhadamente a Catedral. Por um euro apenas, você ajuda a manter a Kölner Dom e ajuda a você mesmo usufruindo melhor da visita. Não saia de lá sem apreciar os vitrais e ver o Santuário dos Três Reis Magos (onde supostamente estão as relíquias dos 3 reis magos trazidas para Colônia em 1164). Mais histórias no folheto a sua frente.

Depois de uma visita à catedral, vá andando até a beira do rio Reno. Lá você encontrará uma variedade de restaurantes e uma vista agradável para o almoço. Depois, vá até a ponte e atravesse para ter uma noção maior do que é a Catedral de Colônia para Colônia. Uma surpresa nos aguardava quando fomos atravessar a ponte, aqui também casais gostam de colocar cadeados e jogar a chave no rio. Tivemos a chance de presenciar um casal recém casado num “ritual” desses. Confesso que achei bem bacana ver tantas histórias e tantos sonhos rabiscados naqueles cadeados.

Há outros lugares legais para visitar em Colônia, tudo depende do seu tempo. O prédio da prefeitura, as ruínas dos banhos judaicos, a imensa Groβ St Martin, os museus, etc. Aí é adaptar ao gosto. Mas se já tiver visitado a Kölner Dom, já valeu a pena. Quer uma amostra?

DSC02240.jpg

Publicado por Akemi Nomura 15:36 Arquivado em Alemanha Tagged köln Comentários (0)

Berlim - dia 05

27 04 2011

sunny 21 °C
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O plano hoje era não ter plano nenhum. Saímos meio sem rumo. A idéia inicial era passar na loja do museu de História Alemã e depois procurar o city tour para o campo de concentração próximo à Berlim. Seguimos a dica de uma brasileira que encontramos ontem no Checkpoint Charlie. Às 10h30 estávamos na frente do Starbucks da Pariser Platz. Isso depois de uma caminhada por toda Unter den Linden a partir da Berliner Dom.

Bom, chegamos novamente ao Portão de Brandemburgo. Claro que não ia perder a chance de tirar a foto que eu tinha perdido do segundo dia. Aproveitei e bati com umas 3 máquinas diferentes só pra garantir. Depois, fomos em busca do grupo de guias de free tour por Berlim. Lá tinham alguns grupos que iam para outros destinos fora da cidade. A opção foi Sachsenhausen. E o guia foi o espanhol Jorge.

Fica a dica, a idéia desse tours que saem da Pariser Platz é caminhar ou usar transporte público. Porém para ir para o Campo de Concentração exigiu uma boa caminhada. Então esteja pronto porque a caminhada dentro do campo é grande também. E o ritmo do guia é bem alucinado.

SACHSENHAUSEN

Não deixe de comprar o bilhete para transporte público das zonas A, B e C. Pegamos o trem no Brandemburger Tor e percorremos cinco estações. De lá, pegamos um trem regional até a estação de Oraniemburg. De lá, saindo da estação à direita, caminhamos até chegar a uma ponte. Ali, viramos à direita passando por baixo da ponte e, na esquina de um supermercado chamado Netto, viramos à esquerda. Dali, mais uma caminhada até achar a placa do Campo de Concentração. No ritmo de Jorge foram uns 15 minutos, em um ritmo, digamos, normal, são de 30 a 40 minutos.

A entrada no campo é gratuita. Logo no começo você pode comprar um mapa e/ou alugar um áudio guide. Daí, é só caminhar de novo. Nesse roteiro eu recomendo fortemente alugar um áudio guide ou ir com guia de turismo (por mais que eu os odeie do fundo do meu coração). Mas acho que as histórias contadas pelos guias são complementação importantíssima para a visita a ser feita. Daquelas histórias você imagina o que aquelas pessoas passaram e, não tem como não sair, no mínimo, refletindo sobre o comportamento do ser humano.

Acho que visitar um campo de concentração foi um dos roteiros mais fortes que fiz em todas as minhas viagens. Eu saí de lá com o mesmo “why” na cabeça que vi pichado no Muro de Berlim. Por que o ser humano chegou a esse ponto? As histórias são de embrulhar o estômago.

large_DSC01035.jpg

Passando o portão de entrada A, por onde chegavam os prisioneiros, me deparo com a famosa frase “O trabalho liberta”. É como um tapa na cara, e daqueles bem fortes, pra acordar pra realidade que estava por vir. Vale lembrar que Sachsenhausen era um campo de concentração, e não um campo de extermínio. A intenção ali era explorar a força de trabalho ao extremo. Porém acabava sendo uma forma de extermínio por outras vias.

Os barracões ficavam em um semi círculo, de forma que a torre A tivesse a visão de todos e os prisioneiros tivessem sempre a sensação de estarem sendo observados. Ali, o inverno chegava a -22 °C, e os verões eram extremamente quentes. A rotina ali começava às 4h15. Em um barracão em que dormiam cerca de 400 pessoas, eles tinham 45 minutos para se levantarem, se banharem, comerem algo, irem ao banheiro e, por fim, se apresentarem no pátio às 5h da manhã em ponto, todos os dias, para contagem. Se a contagem não batesse, ninguém saía do pátio enquanto os soldados da SS iam aos barracões procurar cadáveres, que claro, eram retirados pelos outros presos.

Em fotos de propaganda, é possível ver uma apresentação no pátio para contagem com prisioneiros enfileirados usando roupas de frio. Claro que esse cuidado todo era apenas nas fotos de propaganda. O dia a dia no campo era bem diferente.

Todo barracão tinha o capo. O prisioneiro “dedo-duro” que dormia em uma cama separada e tinha certos privilégios. Mas pagava o preço da consciência por delatar os demais. Sobreviventes contaram que enquanto estavam amontoados nos barracões, estavam felizes, pois estavam juntos. O temor maior é quando alguns eram retirados para o isolamento, pois daí ninguém sabia o que iria acontecer com eles. A reação para demonstrar, acima de tudo, força moral, era cantar durante a noite. Assim eles eram fortes.

O isolamento de presos políticos era com escuridão total. Sendo a pior delas o isolamento feito por baixo da terra, onde o prisioneiro descia por corda e ali era praticamente enterrado vivo, com a abertura por onde desceu se fechando por cima, ficando apenas uma tela de arame a mais de 3m de altura, para passar ar.

No museu dos barracões, a pior parte. As formas de tortura e humilhações expostas com instrumentos usados na época. Algumas fotos mais marcantes e as histórias dos sobreviventes estampadas nas paredes.

As histórias que envolvem torturas, humilhações e extermínio em massa não valem ser descritas. Não faz bem pra ninguém. Parece que a gente sente um pouquinho do que se passou por lá. Um pouquinho mesmo. Um quase nada perto do que realmente foi aquilo. E esse pouquinho é um misto de emoções indescritíveis. Não tem livro ou filme que transmita essa sensação. Mas a história está lá, a ferida está aberta, pra quem quiser ir ver...

Publicado por Akemi Nomura 15:19 Arquivado em Alemanha Tagged sachsenhausen Comentários (0)

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