Um blog do Travellerspoint

Ferrari Day

sunny 34 °C

Bom dia! Hoje tudo amanheceu funcionando, inclusive o alarme para as 7h da manhã, haha. Como estávamos em quatro num quarto família achei melhor acordar mais cedo pra não dar overbooking no banheiro. Deu tudo certo, tudo no seu tempo. Um pouco depois de 8h30 estávamos tomando café. Antes deixamos as coisas no carro. Depois de tomar café pedimos na recepção para deixar o carro lá e pegar depois e tudo certo. O hotel que nós ficamos era o Planet Hotel. O quarto foi satisfatório (travesseiro nem tanto), café da manhã simples mas com o essencial e a equipe era muito simpática. Escolhi esse por ter estacionamento e ficar no coração do complexo da Ferrari. Entre o departamento de corrida, todo o pátio industrial e em cima da loja. Foi uma imersão no universo da Scuderia.

Fomos andando até a Push Start e coisa de uns 2 minutos estávamos lá, haha. Era muito perto. Entramos na loja e ficamos olhando a lojinha. Conversei com a moça pra ver se minha irmã poderia dirigir a Ferrari também. Minha irmã não ia dirigir mas eu tinha pedido pra ela ir junto com mamãe porque fiquei preocupada com as instruções já que mamãe não fala inglês. No final fizemos um upgrade no delas pra 20 minutos e cada uma dirigiu 10 minutos. E mais tarde eu viria a saber que o instrutor delas falava português... hahaha. Então, eu escolhi a Push Start pelo que eu li no Tripadvisor. E eles me passaram confiança. Direto no site você reserva e adianta o pagamento de 40%. Não é uma coisa muito baratinha mas a gente só vive essa vida, certo? E não leva nada daqui. Anota o site: www.pushstart.it.

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Acertamos os valores que faltavam e pronto! Eu confesso que estava mega ansiosa. Sou muito cagona pra essas coisas, haha. Quando os instrutores chegaram eu fiquei mais ansiosa ainda. Minha irmã já alertou meu instrutor que eu estava nervosa...hahaha. Tava mesmo! Bom, fomos cada um pro seu carro com seu instrutor. Primeiro saiu o Okis com a Ferrari 488. Lindona viu? Ele teve um upgrade porque tinha pago pela 455. Levou a conversível de brinde. E o dia estava lindo pra andar de conversível. Eu, irmã e mamãe fomos de Califórnia. Eu tinha escolhido pra mim a Califórnia porque era conversível mais barata, haha. Não entendo lhufas disso mesmo, qualquer uma tava valendo. Eu tinha convencido mamãe a dirigir a Ferrari e comprei a mesma que a minha pra ela. Bom, continuando, eu fui a segunda com meu instrutor fofo, o Eliseo. E por fim mamãe e Harumi com o Pedro.

Gente, eu ria o tempo inteiro.... de nervoso. Não parava de conversar com o Eliseo. Ele falava inglês muito bem e foi fácil a comunicação. Ele me deixou bem tranquila também. Chegava nos cruzamentos e elefalava com calma. Quando entramos na estrada vinha um caminhão que nem louco e ele disse pra ficar tranquila e ignorar. No final consegui uma “pisadinha” mais forte, mas não faço ideia de quanto cheguei porque não tive coragem de tirar o olho da estrada.... hahaha. Mas acho que dos quatro que dirigiram irmã foi a única que conseguiu passar dos 200 km/h. Mas não foi por falta de coragem de ninguém não (inclusive eu), mas porque como era dia de semana a estrada estava mais movimentada. Vez ou outra era um caminhão que aparecia na frente. E a volta era só de quinze minutos (a minha). Não dava tempo pra muita coisa. Uma dica é para quem for fazer esse test drive é tentar encaixar no roteiro num dia de fim de semana porque a estrada está mais vazia. Mas enfim, foram quinze minutos muito bem aproveitados. Cheguei na Push Start, estacionei e agradeci meu instrutor pela didática e paciência, hehe. Como fui a primeira eu pedi pra ele tirar uma fotinha pra mim. O video vem em pen drive, então vai ficar disponível só quando eu achar um computador.

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Fiquei na entrada esperando os outros dois carros voltarem. Uns minutinhos depois chegou o Okis. Já fotografei a chegada dele no carro. Logo depois chegou mamãe dirigindo e irmã de carona. Mamãe quase sumia no banco, haha. Mas chegou toda boba dirigindo uma Ferrari vermelha conversível em Maranello. Por fim estávamos os quatro compartilhando as experiências do dia. Não eram nem 10h30 e o dia já tinha valido a pena!

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Dali fomos pro Museu da Ferrari. Existe um museu em Modena também mas, em se tratando de Ferrari, o clássico é Maranello. Andando no museu você vai passando pela história da Scuderia. Volta lá atrás no tempo e vai vendo a evolução dos carros e seus motores até chegar nos modelos tops atuais. O último modelo que é o 488 track você não pode tirar foto. Mas antes de chegar nesse modelo tem a parte dos carros de corrida. Nessa sala também ficam os troféus conquistados pela equipe. Foram 128 de acordo com a contagem da mamãe. E claro os grandes campeões que marcaram a história da equipe. Continuando a visita passamos pela tal 488 track que eu falei antes e chegamos numa parte muito legal, os simuladores. Meu, muito legal! E detalhe, brincadeira de marmanjo viu? Não sei se não podia mas não vi nenhuma criança e/ou adolescente ali não. Um monte de cabeça branca. Eu achei maneiro mas ia pagar muito mico se fosse. Ia gritar, ia bater e não ia conseguir sair, um terror, melhor não... mas era divertido olhar.

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Saindo dali voltamos na lojinha da Push Start porque eu estava decidida a sair daqui com uma bolsa da Puma/Ferrari. Um mimo de Maranello de mim para mim porque eu mereço, hehe. E fomos almoçar cedo. Eu tinha marcado a visita na fábrica para 13h30 pra fazer tudo sem correria então como tinha tempo o almoço foi antecipado. Mais cedo a gente sai de Maranello. Então estávamos na porta do museu quinze minutos antes. Fomos os primeiros a entrar no ônibus. A visita tinha duas partes: o circuito di Fiorano e a Via Enzo Ferrari.

Em 1972 Enzo Ferrari decidiu ser a hora de equipar a Ferrari com 7ma pista de teste. Decidiram pela área de Fiorano por ser próximo à Ferrari e ser uma área rural que era considerado psicologicamente melhor para pilotos e testadores. A pista tem 3 km e 14 curvas e foi criada com as características de algumas pistas europeias. Tem todo um sistema de telemetria e televisão que coletam dados para os projetistas. Na chegada à pista existe uma estátua erguida em homenagem ao piloto Gilles Villeneuve que morreu em um acidente no circuito de Zolder em 1982. Lá dentro existe apartamentos para os pilotos principais de equipe de F1 quando estão em Maranello. Ali também existe uma praça em homenagem a Michael Schumacher. Não era permitido tirar foto então fica apenas o relato.

A segunda parte é a Via Enzo Ferrari. O complexo da Scuderia é composto para ser uma pequena cidade com sua avenida principal, a via Enzo Ferrari, e as ruas transversais, cada uma com o nome de um piloto campeão pela equipe, exceto Schumacher, que foi homenageado no circuito visitado antes. São 2500 empregados trabalhando ali. A lista de espera por um veículo é longa e a espera é de 8 a 12 meses pelo carro. Achei legal o prédio do túnel de vento. Tem o formato muito legal além dos estudos que são feitos lá dentro. Tem o prédio dos projetistas que foi desenhado com a proposta de um ambiente clean onde favoreceria o processo de criação. A visita é toda dentro do ônibus e não podem ser tiradas fotos também. Entramos pela portaria que eu falei ontem, a primeira e principal onde tudo começou.

Terminado o projeto Ferrari, voltamos pro hotel pegar o carro e partiu Siena. Mas antes uma paradinha pra um gelato porque fazia 34 graus. Um picollo que não mata ninguém. Pegamos um trecho da auto estrada A1 onde deixamos dez euros de pedágio e depois pegamos a estrada pra Siena. Cerca de 2h20 depois estávamos na base da Toscana. Fomos pro apartamento alugado usando o airbnb. Por hoje era só passar no supermercado e pronto! Dia mais que proveitoso.

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Publicado por Akemi Nomura 21:49 Arquivado em Itália Comentários (0)

Roma x Maranello

sunny

Bom dia! Adivinha quem me tirou do sério hoje logo cedo? A TIM! Gente, esse povo não explica direito as coisas, é f*** viu? Levantei cedo, tomei café e fui no Termini antes das 8h. A loja da Tim ia abrir ainda. Esperamos um pouquinho e expliquei que o plano não estava funcionando. Bom tive que vir três vezes pra entender que eu tinha que desativar o Imessage pq senão ele consome os cinco euros de crédito e o plano não funciona. Mas pelo menos dessa vez deve dar certo. Já desativei o imessage de geral pra não correr riscos. Vida renovada!

Ah, sobre o hotel eu curti. Bem arranjadinho, café da manhã com boas opções e a comodidade de estar do lado do Termini pra pegar o trem no dia seguinte. O hotel chama Aphrodite. Seguindo então voltamos do Termini e paramos no supermercado pra comprar água. Mamãe aproveitou e deu uma geral. Voltamos pro hotel pra fazer o checkout pra pegar o trem. Era só atravessar a rua e em dois palitos estávamos lá. Chegamos até cedo mas era melhor esperar lá do que sair correndo. O binário demorou um pouco pra aparecer mas assim que apareceu já pegamos nossos lugares no trem. Era o Frecciarossa, o trem de alta velocidade. Foram 387 km em 1h55. Pouco antes do meio dia chegamos em Bolonha.

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O primeiro passo era pegar o carro. Alugamos pela Hertz e um Station Wagon serviu bem. Saímos com o carro e encaramos o primeiro problema de uma cidade italiana. A tal da zona de trafego limitado. Povo, não pode entrar nessa região viu. Leva multa! E o euro tá caro! Toda hora aparecia essa maldita placa. Levamos o carro até onde dava e depois fomos andando. Eram só seiscentos metros e a gente ia comer macarrão né? Então bora caminhar um pouquinho. Afinal vir pra Bolonha e não comer um macarrão a bolonhesa não rola...

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A pedida foi por um restaurante bem cotado no Tripadvisor. Chama Osteria dell’Orsa. Gente, não sei se é feriado em Bolonha mas a cidade estava vazia. O trânsito estava sossegado. Chegando na Osteria parecia que todo mundo estava lá. Tava lotado! Fomos pro “porão“ que é onde tinha mesa. É daquelas compartilhadas, sabe? Mas até que na nossa não sentou ninguém. O atendimento demora um pouquinho, tipo, Itália né? O atendente também é fã da cultura brasileira inclusive com tatuagem do quadro da Tarsila do Amaral. A comida veio rápido. Também a gente pediu o clássico talharim a bolonhesa. E vou te falar, gostei viu? Massa fresca, molho saboroso, boa quantidade e o preço? €6,5! Ridiculamente barato! Recomendo! Anota aí pra não esquecer: Osteria dell’Orsa.

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Saindo de lá a cidade era quase uma cidade fantasma. Pouca coisa aberta. Inclusive nem rolou gelato. Até tentamos chegar em um mas toda hora caíamos na maldita zona de trafego limitado. Ta a irritando. Pegamos a estrada e fomos pra Maranello.

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Chegando na cidade quando vi o cavalinho da Ferrari meu coração acelerou, haha. E de imediato olhei no retrovisor e uma Ferrari vermelha me seguia. Gente, que coisa linda. E entrando na rotatória demos de cara com uma das entradas da fábrica da Ferrari. Muita emoção! Hahahahaha. Chegamos no hotel e o que tinha logo embaixo dele? A loja da Ferrari! É muita overdose num dia só. Daí em diante apareceram Ferraris de todos os cantos. Que máquina!

Aí você pensa, com tudo isso você correu pra uma das atrações da Ferrari, certo? Errado! Irmã tinha esboçado a vontade de ir numa fábrica de aceto balsâmico de Modena e de queijo. Primeiro fomos na Acetaia Giuseppe Giusti. Essa acetaia está na família por 17 gerações desde 1605. O ideal é fazer uma reserva, mas fomos bem recebidos por Eleanora que nos guiou numa prova de acetos, nos explicou da produção de cada um, experimentamos os premiados e deliciosos acetos e ela ainda nos guiou na armazenagem do produto e no museu. Claro que por fim a visita acabou na loja. E não tinha como sair dali sem comprar nada. A visita não era cobrada mas acabamos deixando uns euros por ali, haha. Acetaia Giusti aprovada!

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Dali corremos na fábrica de queijo. Infelizmente pelo horário não íamos conseguir ver a produção mas a lojinha ficava aberta até 19h30. Essa região é famosa pela produção do queijo parmesão. Fomos na 4 Madonne muito bem qualificada no Tripadvisor. Aconselho a quem quiser vir nessa fábrica reservar uma manhã pra aproveitar a visita na fabricação. Mas valeu! Compramos uns queijinhos, uma panacota e um iogurte que estavam ótimos.

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Voltamos pra Maranello. Fomos explorar a região. Logo abaixo do hotel tinha a loja da Ferrari. Gente, paixãozinha cara desse povo. Pouca opção pra menina mas.... não é pra tanto, hahahaha. O euro tá cinco conto amigo! Eu hein.... fiquei tirando umas fotinhas até descobrir que não podia tirar, mas ninguém me avisou antes.

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Logo em frente à loja fica uma das entradas da fábrica. Mas essa é especial porque é a entrada original da fábrica quando fundada em 1947. Foi aqui que tudo começou. A gente tirou a foto sem saber do contexto histórico dessa entrada. Ficamos sabendo depois. Mas ela tinha um charme peculiar.

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No outro lado do hotel tinha um prédio bem bonito da Ferrari também. Também ficamos sabendo depois que não era apenas um escritório da Ferrari. Era o departamento de corrida. Ali era concentrada toda a parte de desenvolvimento e produção da parte de corrida. O prédio tem dois subsolos onde fica a parte mais “secreta” de todo complexo da Ferrari.

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Fomos então mapear a região que a gente vai conhecer amanhã. Andando uns 200 m chegamos na Push Start. É por essa empresa que faremos o test drive amanhã. Logo na frente fica o Museu da Ferrari. E ficamos por ali pra curtir um pouquinho a vibe.

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Voltamos pro hotel pra descansar um pouco. Estava cedo pra jantar e a pequena Maranello já estava fechando as portas. E quando o céu escureceu eu me dei conta que dava pra ver por dentro de uma parte da linha de produção da Ferrari. Gente, a vista da sacada é a fábrica da Ferrari. Puxei meu super zoom e dei fucei um pouquinho da privacidade da Ferrari. Já estava imaginando a contra inteligência da Ferrari me identificando e vasculhando o apartamento, hahaha, louca.

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Fomos jantar no Retrogusto. É o restaurante número um no Tripadvisor em Maranello. É um restaurante mais sofisticado, ao contrário do restaurante do almoço que era mais roots. Eu e irmã dividimos uma carne e uma salada e mamãe e Okis pediram um prato “surpresa”. Vinha uma entrada e uma massa. Estava tudo muito bom. Na volta paramos numa gelateria pra fechar a noite.

Ufa! Até que foi produtivo hoje! Até amanhã! Maks umas fotinhas da noite em Maranello!

Publicado por Akemi Nomura 00:14 Arquivado em Itália Comentários (0)

De volta à Itália

Mamma Mia!

sunny 27 °C

De volta à minha primeira paixão internacional: Itália! A primeira vez foi em 2008, a segunda em 2013 e em 2018 arrumo as malas pra Italia de novo. Estou vendo que 2023 eu tenho que voltar. A Itália tem tanta coisa pra fazer que cada viagem é um roteiro diferente. A primeira foi o tour tradicional: Roma, Florença, Pisa, Veneza, Verona e Milão.

A segunda foi pro casamento da Tati. Essa foi muito especial e foi mais emocional que tudo. Até o cara da imigração em Amsterdã achou legal o motivo de eu estar indo pra Roma. A Tati é uma amiga de infância italiana que morou no Brasil por uns anos e estudamos juntas de quarta até a sexta série. Ela foi embora em 92/93 pra Itália. Ficamos um tempão nos correspondendo por carta. Passamos pelos email, pelo Orkut, pelo Facebook e chegamos no Whatsapp. Acho maneiro ver que nossa amizade acompanhou todas essas formas de comunicação. O que foi legal também nessa viagem foi que conheci cantinhos de Roma que passaram batido a primeira vez além de ter o prazer de comprar um gelato e sentar na beira da Fontana di Trevi olhando os turistas desesperados por um cantinho pra tirar foto. Ou dar aquela volta na Piazza Navona sem ter a mínima vontade de tirar uma foto, só curtir o local. Fui também na primeira missa do Papa Francisco no Vaticano, foi uma honra estar lá nesse dia. Era uma espécie de “coroação” do Papa. Deve ter um nome pra isso, mas eu não lembro agora. Ah, eu gosto muito desse Papa. Por fim, depois do casamento fui rapidinho ter uma degustação da Toscana. Fui pra Siena de mochila nas costas e lá eu decidi passar a noite pra aproveitar melhor a cidade. Ainda deu tempo de passar por Montepulciano porque foi cenário de uma novela antiga da Globo (shame on me) mas era tão bonitinha que eu sempre tive vontade de conhecer. Bom, depois de falar tanto dessa trip a terceira só podia ser pra conhecer a Toscana!

Chegamos cedo no aeroporto mas foi bom que deu pra desfrutar bem do lounge da Mastercard Black. Dessa vez o Verrine era de maçã. Ah cara, eu não vou engordar por causa de maçã, fala sério! A gordinha aqui está mais seletiva pelo menos. Se for pra engordar, que seja por brigadeiro, hahaha. Tinha um frango ao curry muito bom, passei batido pela mesa de sanduíches e não resisti ao kibe. Até que valeu a pena! Rs. Vamos viajar de Airfrance dessa vez. Como irmã está meio bichada, ela pediu pra irmos de assento Premium Economy e o pagável era da Airfrance. Tinha da Iberia também mas confesso que é uma empresa que eu não me amarro muito em viajar. A Premium tem bagagem prioritária e embarque prioritário também. O assento é bom, mais confortável, e o atendimento é um pouco diferenciado. Só não sei se vale o preço, mas tudo bem, já tá pago então não esquento mais com isso. Pelo menos irmã viaja mais confortável. E bora lá dar uma passadinha em Paris!

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Chegamos em Roma e de cara achei o stand da Tim no aeroporto. Tinha comprado pela internet um pacote pra turista de 30 euros. No pacote tem 15 gB de internet, 200 minutos de ligação e mais sei lá o quê. Achei esse pacote perfeito pra mim porém vi outro melhor ainda. Custava 26 euros e tinha 30 gB de internet apenas. Mas gente, quem precisa de minutos hoje em dia? Enfim já fiquem sabendo. Comprem aqui porque na internet a informação é mais chatinha. Enfim, saí de lá com o chip funcionando. Fomos comprar a passagem de trem para o Termini. É só seguir as placas e pronto. Atenção, procure postos de venda do Leonardo Expresso. Tem toda hora esse trem e custa 14 euros por pessoa. Na hora de comprar o cara ofereceu uma van que deixava na esquina do hotel por 15 euros. Achamos melhor pra andar menos com as malas.

Agora, vamos aos aborrecimentos. Guardem essa informação, as pessoas mentem. Mas deixa eu passar pela parte da Tim primeiro. No caminho avisei o povo que a internet estava livre pra compartilhar. Funcionou legal mas aí um tempo depois caiu e não voltou. Aí recebo uma mensagem falando que meu pacote acabou. Oi? 15 giga em 15 minutos? No way! Fiquei puta! Bora pro segundo aborrecimento. O cara que nos convenceu a ir de van disse que de 20 a 25 minutos chegava no centro. Só que era hora do rush amigo. Deu 40 minutos. Mas isso não foi o aborrecimento. O que houve foi que ele não deixou a gente perto do hotel como havia prometido. Deixou do outro lado do Termini. E era aquele tipo de italiano sabe? Meio ogro. Fdp! Pronto, falei.

Bom, vamos fazer do limão uma limonada. Já que nós íamos ter que atravessar o Termini, bora procurar a Tim. Achei a lojinha e o cara ativou a linha pra mim. Dessa vez de forma decente. Funcionou direitinho. Já não estava mais p da vida. E pra sair feliz nada como começar com um gelato, nénom?

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Chegamos no hotel e fomos tomar um banho. Ainda não era hora de descansar. Fomos procurar um restaurante. Dentre nossas indicações acabamos escolhendo um na rua mesmo. Chamava Alessio. É bem de turista, ou seja, nada especial. Saiu 15 euros por pessoa então foi de boa. Nada fora do esperado! O atendimentos na Itália que não prima pela qualidade. Mas tirando isso foi de boa.

Voltamos e tinha uma lua linda no céu de Roma. A região do Termini me surpreendeu. Achei que estava meio caótico principalmente com os últimos acontecimentos na Europa. Mas estava bem tranquilo viu? É só andar e tomar os devidos cuidados básicos que tá tranquilo. Claro que eu ainda prefiro o Campo di Fiori, mas aqui vai facilitar pra gente sair amanhã cedo pra pegar o trem. Não tirei muita foto hoje então vão aqui algumas da região do Termini essa noite.

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E que lua era essa hoje gente?

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Publicado por Akemi Nomura 00:14 Arquivado em Itália Comentários (0)

Cape Town x Johannesburg

Home is where the heart is...

sunny 23 °C
Visualizar 2018 Africa do Sul no mapa de viagens de Akemi Nomura.

Saímos do apartamento às 6h30. Por precaução resolvemos chegar mais cedo no aeroporto para devolver o carro. Pegamos o contrafluxo então foi contrário. Depois de cerca de 2400 km rodados desde Port Elizabeth encerramos a etapa Garden Route da viagem. Decolamos às 9h10 e por volta das 11h10 pousamos em Joanesburgo. Para os íntimos Joburg ou Jozi. As malas demoraram um pouquinho e depois partiu pegar o carro. Decidimos ontem a noite alugar o carro pra usar aqui em Joanesburgo. Mais simples porque só ia carregar mala no trajeto aeroporto x hotel x aeroporto e só o aluguel ia sair mais barato que o Uber nesse trajeto. Fora o que a gente gastaria nas andanças aqui então o aluguel por dois dias valeu muito.

Ficamos hospedamos no WEOM Apartments, alugado pelo Booking. Chegamos por volta de 13h e como o check in era a partir das 14h o apartamento ainda não estava pronto. Mas em 20 minutos iam nos entregar o apartamento então ficamos esperando pra não andar com malas no carro na cidade. Melhor assim. A gerente do condomínio veio nos receber e fizemos o check in. Esse apartamento é mais refinado, bem estruturado, linda decoração e super confortável. Acho que o esquema aqui na África do Sul é ficar em apartamento e guesthouse. A gente se sente em casa.

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Hoje nosso objetivo era fazer algumas compras. Lembranças, vinhos, chocolates, sem pressa. Fomos na Nelson Mandela Square almoçar e depois andamos nas lojinhas dali e de Sandton City. Passamos no Checkers mas não rolou comprar nada ali. Na Woolworths compramos coisinhas e depois fomos numa loja de bebidas de que a Teresa (motorista do Uber) nos indicou. Chama Norman Goodfellow mas tem um probleminha: é mais caro que os supermercados. Ah, e também não tinha os vinhos procurados. Partimos para um Superspar e, meu amigo, nem entramos. Era numa favela! Tipo, mega estranho o lugar. Me lembrou aquelas reportagens de turista entrando na Rocinha por engano. Junior fez uma curva de 180 graus e saímos fora rapidinho, haha. Essa cena a gente ainda não tinha encontrado em Joanesburgo. Fomos em outro Spar mais de dois quilômetros dali e deu ruim de novo. Fraquinho! Ainda fizemos uma terceira tentativa e sem querer paramos no Spar que fomos no primeiro dia e eta a fechado, mas dessa vez deu certo! Pelo menos em parte conseguimos resolver de compras e, se faltar, voltamos aqui amanhã pra terminar.

Compramos a janta e voltamos pra casa. Joanesburgo não é uma cidade pra ficar na rua até tarde, mesmo de carro. Apê gostosinho esse nosso e internet voando! Partiu ver novela!

—-

Bom dia! O principal objetivo aqui em Joanesburgo era conhecer o Soweto. O nome Soweto vem de South Western Townships, ou "Bairros do Sudoeste". Desde 1983 o Soweto tem status de cidade, mas, quando foi criado em 1963 a ideia era juntar son a mesma administração os bairros para negros. As leia do Apartheid não permitiam que negros vivessem na área em que viviam os brancos. Inclusive bairros de negros classe média foram incorporados ao Soweto. O Soweto ficou conhecida na época do apartheid por ser foco de resistência anti-racista e de protestos dos negros contra a política oficial de discriminação racial. Uma destas manifestações ficou conhecida como o Massacre de Soweto devido à violenta repressão. Bem vindos ao Soweto!

No Soweto fica o Museu Hector Pieterson. Hector Pieterson foi um menino de 13 anos que morreu nos braços de uma colega durante a repressão violenta de uma das manifestações que ocorriam no Soweto na época do Apartheid. Hector ficou marcado como a cara do massacre devido a uma fotografia que percorreu o mundo no dia seguinte à tragédia. Foi um dos mais de 100 menores vítimas desses conflitos. Tornou-se um símbolo na luta contra o Apartheid.

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Mas nossa primeira parada no Soweto foi na Casa de Nelson Mandela. Falar o quê de Nelson Mandela? Sua luta contra o apartheid lhe custou a liberdade, a vida privada, o casamento e até a boa relação com os filhos. Mandela se mudou para lá com a primeira esposa e filho em 1946. Em 1957 se divorcia e se casa com Winnie que veio morar nessa casa. A partir daí sua luta contra o Apartheid se intensificou em 1962 ele foi preso. Depois de libertado, em 1990, Nelson Mandela voltou a morar, por um curto tempo, na casa que aqui. Ficou apenas onze dias antes de se mudar pra um apartamento no Soweto mesmo. Dali só sairia para ocupar a residência presidencial em 1994 quando foi eleito primeiro presidente negro da África do Sul.

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Saindo dali passamos em Soccer City. Em 2010 esse estádio foi cenário da abertura e encerramento da Copa do Mundo de Futebol. O Brasil jogou aqui contra a Costa do Marfim na primeira fase.

Ai fomos no museu do Apartheid. O nome já remete à sensação de visitar o lugar. Logo na entrada tem um trechinho em que separam brancos e não brancos. Os ingressos são emitidos aleatoriamente e identificam quem é quem. Claro que não é obrigatório entrar separado, mas é interessante fazer isso para ter a sensação de quão triste era esse período. E o pior, amparados por lei... O museu é grande e dá pra ter uma ótima ideia da realidade do Apartheid. Mandela foi um grande líder de um exército de sonhadores.

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Saindo dali passamos pelo Constituion Hill no centro mas nossa vibe não estava pra centro de cidade. Partimos pro Melrose Arch, um complexo de shopping, lojas, restaurantes, empresas, hotéis, enfim, um monte de coisa. Na realidade de Joanesburgo onde somos alertados pra tomar cuidado na rua, Melrose Arch é uma espécie de ilha da fantasia. E logo quando entramos encontramos uma Norman Goodfellows. Ali encontramos uns vinhos que procuramos em vários lugares. No final sairam dali mais de dez garrafas entre vinhos e amarulas, haha. Já valeu a parada. Depois almoçamos ali e seguimos pelo shopping. Junior achou em um bairro ao lado de Sandton um lugar que tinham algumas lojas e outlets. Fomos lá ver qual é e entrei como nem não quer nada na Nike. Gente, achei duas blusinhas de academia por R$30 cada. Gostei disso. Ainda rolou umas comprinhas até no Makro. Voltamos pra casa pra arrumar as coisas porque amanhã é hora de ir embora!

Eu amo viajar mas também gosto de voltar pra casa. E da Africa do Sul só levo ótimas lembranças! No começo dessa viagem eu disse que não tinha grandes expectativas. Talvez isso tenha ajudado, e muito, pra África do Sul ter sido o destino mais surpreendente que já fui. E positivamente! Foi uma viagem difícil de sair por obstáculos que a vida me impôs. Mas tenho certeza que meu anjo da guarda lá em cima está feliz por estar nos vendo feliz. Rosana tornou as coisas muito mais fáceis pra essa viagem acontecer. Devo muito a ela por isso e por ter trazido o Junior que faz o melhor risoto de Oudtshoorn, se dispôs a ficar entre a gente no mergulho com o tubarão branco pra levar uns tapas se a gente ficasse nervosa, hahaha, e ainda exerceu as funções de motorista e google translator. Ah, e como eu ia esquecer, se não fosse o Junior eu estaria até hoje tentando descer o morro do Cabo da Boa Esperança, hahaha. Como eu disse, só tenho ótimas lembranças daqui da África do Sul, das pessoas com quem encontramos, dos lugares por onde passamos e das experiências que vivemos. Só tenho a agradecer por essa oportunidade que a vida me deu.

Publicado por Akemi Nomura 23:02 Arquivado em África do Sul Comentários (0)

Cape Town 2

sunny 16 °C
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Hoje o dia amanheceu mais frio, bem mais frio. Tomamos café e saímos sem pressa. Ponto de início: Robben Island. Robben Island foi onde Nelson Mandela, primeiro presidente da África do Sul pelo voto universal em 1994, esteve preso. A ilha foi inscrita pela UNESCO em 1999 na lista dos lugares que são considerados Patrimônio da Humanidade. Fica aparentemente bem perto da costa, pelo menos vista da Table Mountain. Foi usada por navegadores portugueses e posteriormente holandeses e ingleses como ponto de abastecimento.

O governo do apartheid não foi o primeiro a usar Robben Island como prisão. Nos séculos 17 e 18 os holandeses mandavam presos políticos das Índias Ocidentais. Quando os britânicos tomaram Cape também usaram a ilha pra prender quem resistia às leis. O primeiro a tentar escapar da ilha foi Makanda Nxele. Mas ele não resistiu a travessia a nado. Outros tentaram fazer a travessia mas apenas em 1690 Jan Rykman conseguiu enfrentando água fria, pedras, tubarão.

Na ilha a visita ocorre em duas etapas. A primeira é um passeio de ônibus ao redor da ilha, onde um guia explica todos os detalhes sobre cada local, como a igreja, o hospital, o cemitério, a escola e as prisões. A segunda etapa é um passeio pelo interior de uma das prisões, guiado por um ex-presidiário que relata aos visitantes tudo que acontecia no dia-a-dia da prisão. São trinta minutos pra ir e trinta pra voltar. A visita leva mais 3h. O ticket custa R310 e recomendam comprar com antecedência.

Bom tudo isso e no final a gente não foi. Todos os tours hoje foram cancelados devido ao mal tempo. Mas fica de aviso pra quem vai que o barco sai do Nelson Mandela Gateway e é preciso trazer um documento de identidade. Podemos não ter visitado mas pelo menos a informação do lugar eu tinha, hehe. E quer saber, deu tanta coisa certo pra gente, nosso primeiro drive, as paisagens espetaculares dos cânions, a lua cheia do início da Garden Route, conseguir o mergulho com tubarão de véspera e o dia estar perfeito pra entrar na água, enfim, vamos reclamar do que?

Planos mudados, partiu Kirstenbosch Botanical Garden. O Kirstenbosch é um dos maiores e mais belos jardins botânicos do mundo. Foi o primeiro a apresentar apenas plantas nativas. São mais de 7000 hectares de plantas em seus 36 hectares. A entrada custa R65. A ideia é entrar lá e dar um perdido nas suas trilhas. Andamos bastante, subimos na parte mais alta, passamos pela ponte na copa das árvores. O frio judiou um pouco, com vento e de vez em quando chuva. Mas não chegou a ficar forte e parava até rápido. No fim andamos uns bons 3km dentro do parque e pudemos confirmar o quão bonito é o lugar. São 7000 espécies de plantas de toda África do Sul.

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Saindo dali demos uma passada de carro pra conhecer Bo-Kaap. Esse bairro fica na encosta de Signal Hill e bem próximo do centro. Eu não sabia, mas Bo-Kaap é declarado patrimônio nacional da Africa do Sul. É conhecido por suas casinhas coloridas. O bairro foi formado inicialmente por escravos trazidos de várias partes da Africa pelos holandeses. Depois vieram os malaios muçulmanos que impuseram sua cultura e religião. Durante o apartheid o bairro era considerado uma favela. Depois do apartheid, os moradores decidiram colorir as fachadas de suas casas para simbolizar a diversidade racial. A cozinha malaia do Cabo é caracterizada pela combinação de produtos locais com especiarias asiáticas. Entre os pratos mais populares são o Bobotie, caril de carne com arroz e ovos e o Waterblommetjie bredie, um guisado de carne de cordeiro.

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Dali resolvemos ir na Greenmarket Square. Na saída do estacionamento demos de cara com a St George Cathedral. É a catedral anglicana de Cape Town e um dos principais templos religiosos da cidade.

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Greenmarket é uma praça no centro da cidade onde funciona uma feirinha. Sinceramente eu até curto esse tipo de feirinha mas tinha dois problemas pra mim. O primeiro é que as barraquinhas tinham muita coisa, muita informação e tudo muito repetitivo. O segundo é que me incomoda parar pra ver uma coisa e o vendedor ficar me pentelhando, sabe? Eu só queria olhar as coisas em paz. Eu sei que eles precisam vender, estão trabalhando, mas sei lá... me incomoda. E o preços não são convidativos o suficiente, a menos que pechinche. Enfim, mas fomos!

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Depois fomos descendo pela famosa Long Street no centro da cidade. Tem muitas lojas e restaurantes ali, mas tem o movimento de centro de cidade também. Muitos blogs recomendavam o restaurante Mama Africa. Então fomos lá. Eles tem no menu carnes de animais selvagens mas eu fui no bom e velho peixinho mesmo, hehe. Mas mamãe pediu o bobotie. E era bem gostoso viu?

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Saímos dali e voltamos pro carro. Como estava cedo resolvemos fazer mais um indoor, o aquário Two Oceans. Voltamos para o Waterfront pois é lá que funciona o aquário. A entrada custa R170. O aquário é bonito e tem uma boa diversidade de espécies mas... já vi melhores. O de Lisboa e o de Sydney são bem melhores e de acordo com os cariocas o do Rio é melhor também. Mas vale complementar a visita no Waterfront com o aquário.

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Quanto aos pinguins africanos que vimos em Boulders Beach é bom frisar:
- É a única espécie de pinguim na Africa
- Só é encontrado na África do Sul e na costa da Namibia
- Hoje só existem algo em torno de 40 mil. Em 1910 era algo em torno de 2 milhões
- Devem estar extintos em até 10 anos

Uma coisa legal aqui é um videozinho que passava um pessoal em uma praia com muita gente na água. De repente gritos de susto e as pessoas saindo correndo da água. Claro que induzia a pensar que era um tubarão. Mas aí aparecia uma pipa boiando e a mensagem de que no ano passado 358 pessoas foram mortas por uma pipa e apenas 4 por um tubarão. É pra pensar...

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Acho que cumprimos nossa missão na Cidade do Cabo. Não lamento tanto não termos ido na Robben Island. Acho que lamento mais não termos conseguido o por do sol em Signal Hill. Tudo bem que vimos vários maravilhosos sendo o top em Gansbaai. Aqui também prometia e como eu me amarro com esse negócio de por do sol, lua cheia, acabo meio frustrada quando não rola. Mas não deu, paciência. Segue o baile porque a viagem não acabou ainda. Passamos no supermercado pra comprar as coisinhas para beliscar a noite e partiu casa arrumar as coisas. Amanhã tem mais.

Publicado por Akemi Nomura 04:17 Arquivado em África do Sul Comentários (0)

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